Homenagem: Riachão

Lugar de malandro é em pé", diz sambista Riachão aos 97 anos | A ...

Clementino Rodrigues,(Salvador14 de novembro de 1921 – Salvador, 30 de março de 2020),

Importante sambista, mais conhecido pelo apelido de Riachão  , ao lado de Nelson Sargento, Dona Ivone Lara e mais alguns outros da velha guarda, reconhecido como uma das raízes do moderno samba brasileiro. . Era um verdadeiro “cronista musical”, trazendo para suas músicas o dia a dia da capital baiana. Tem vário sambas irreverentes, tais como “Retrato da Bahia” e “Bochechuda e Papuda“, o tornaram ganhador do “Troféu Gonzaga.

Riachão teve várias das suas músicas interpretadas por cantores nacionais, uma das mais conhecidas foi “Vá Morar com o Diabo“, cantada por Cássia Eller. Também é de sua autoria a famosa música “Cada Macaco no Seu Galho“, escolhida por Caetano Veloso e Gilberto Gil, em 1972, para marcar seus retornos ao Brasil depois de exílio político durante o regime militar no Brasil e que gravaram posteriormente. (Wikipedia)

Aos 98 anos,músico morreu enquanto dormia, em Salvador.

 

Homenagem: Bill Whiters

Bill Withers dead: Lean On Me hitmaker dies age 81 'We are ...

William Harrison Withers, Jr. (Slab Fork, 4 de julho de 1938 – Los Angeles, 30 de março de 2020)

Bill Withers, cantor e compositor norte-americano de blues e soul que gravou vários sucessos importantes, incluindo “Lean on Me”, “Ain’t No Sunshine”, “Use Me”, “Just the Two of Us”, “Lovely Day” e “Grandma’s Hands”. Withers ganhou três Grammy Awards e foi indicado para mais quatro. Ele foi introduzido no Rock and Roll Hall of Fame em 2015. Mais uma lenda da música que se vai neste triste início de 2020.

 

 

Homenagem: Bucky Pizzarelli

Morreu Bucky Pizzarelli, guitarrista de jazz, após ser ...

 

John Paul “Bucky” Pizzarelli (Paterson, 9 de janeiro de 1926 – 1 de abril de 2020)

Um dos grandes guitarristas do jazz e do pop americano, Bucky Pizzarelli morreu aos 94 anos. Foi mais uma vítima do coronavírus. Também pai de dois jazzistas famosos: o guitarrista John Pizzarelli e o baixista Martin Pizzarelli. 

Conhecido pela técnica refinada e elegante, Bucky Pizzarelli tocou ao lado de monstros sagrados como Frank Sinatra, Miles Davis, Sarah Vaughan, Tony Bennett, Dizzy Gillespie, Nat King Cole, entre outros. Como músico de estúdio, ele gravou a guitarra de canções clássicas como “Georgia on my mind” de Ray Charles e “Stand by me” de Ben E. King.

Discografia: 1961 Music Minus Many Men; 1972 Green Guitar Blues; 1972 Plays Bix Beiderbecke Arrangements by Bill Challis; 1974 Nirvana; 1975 Nightwings; 1975 Buck and Bud; 1977 Bucky’s Bunch; 1979 2 X 7 = Pizzarelli; 1979 Duet (With Stéphane Grappelli); 1982 Café Pierre Trio; 1984 Swinging Stevens; 1986 Solo Flight; 1988 Guitar Quintet; 1995 Nirvana; 1996 Live at the Vineyard Theatre; 1996Solos and Duets (with John Pizzarelli); 1999Contrasts(with John Pizzarelli); 1999 Passion Guitars (with John Pizzarelli); 1999 April Kisses; 2000 Italian Intermezzo; 2001Sonatina; 2001 One Morning In May; 2001Passionate Guitars; 2001 Twogether; 2001Swing Live; 2004 Hot Club of 52nd Street; 2005 Moonglow; 2006 Around the World in 80 Years; 2006 Doug and Bucky; 2007 Don’t Blame Me; 2007Five for Freddie; 2007Generations

Homenagem: Ellis Marsalis

 

Legend Of Jazz Music Industry Ellis Marsalis Jr. Passes Away Due ...

Ellis Louis Marsalis Jr.(New Orleans 14/11/ 1934 –  (?) 01/04/ 2020)

Pianista de jazz e professor , ativo desde a década de 1940, patriarca de uma família musical de grande importância no jazz, tendo os filhos, Branford and Wynton como expoentes mundiais .do jazz contemporâneo.

O apresentador do programa de rádio American Routes e professor de antropologia Nick Spitzer define Ellis Marsalis como “um modernista numa cidade de tradicionalistas”. Segundo Spitzer, “seu grande amor era o jazz à la bebop – ele adoravaThelonious Monk e a ideia de que o bebop era uma músicade liberdade. Mas, quando tinha que alimentar sua família, ele tocava R&B, soul e rock no Bourbon Street”.

Ele faleceu dia 01/04, em local divulgado pela família, como vítima de complicações de uma infecção por corona virus.

Discografia (como líder) 1985 Syndrome; 1985 Homecoming with Eddie Harris (Spindletop); 1986 Piano in E; 1989 A Night at Snug Harbor, New Orleans (Somethin’ Else); 1990 Ellis Marsalis Trio (Blue Note); 1991 Jazzy Wonderland (Columbia); 1991 Heart of Gold (Columbia); 1993 Whistle Stop (Columbia); 1994 Joe Cool’s Blues with Wynton Marsalis (Columbia); 1996 Loved Ones with Branford Marsalis (Columbia); 1998 Twelve’s It (Sony); 1999 Duke in Blue (Sony); 2000 Afternoon Session (Music in the Vines/Sonoma Jazz); 2005 Ruminations in New York; 2008 An Open Letter to Thelonious ; 2011 A New Orleans Christmas Carol (Elm); 2012 Pure Pleasure for the Piano with Makoto Ozone (ECM); 2013 On the First Occasion (Elm); 2017 Live at Jazzfest 2017; 2018 The Ellis Marsalis Quintet Plays the Music of Ellis Marsalis

 

Um pouquinho da arte de Ellis Marsalis:

Homenagem: Manu Dibango

 

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Emmanuel N’Djoké Dibango, conhecido como Manu Dibango (Duala, 12 de dezembro de 1933 – Paris, 24 de março de 2020)

Foi a primeira vez que uma musica africana moderna me chamou a atenção. A música era Soul Makossa e eu tinha 16 anos.  Dibango era  músico e compositor, saxofonista, vibrafonista, camaronês de nascimento e um dos pioneiros do afro- jazz e afrobeat. Uma de suas canções, “New Bell”, figurou na trilha sonora do jogo Grand Theft Auto IV, mais precisamente na rádio IF99. Sua música mais conhecida é o afrobeat “Soul Makossa” de 1972, música incorporada por Michael Jackson em “Wanna be start something” e Rihanna em “Don’t stop the music”. 

Hospitalizado há vários dias, depois de ter sido testado positivo para a Covid-19,  Dibango morreu aos 86 anos na França. A informação foi confirmada na manhã desta terça-feira (23) por um dos responsáveis pela sua gravadora e publicada em sua rede social.

Discografia

Soul Makossa (1972) ; O Boso (1973) ; Makossa Man (1974) ; Makossa Music (1975) ; Manu 76 (1976) ; Super Kumba (1976) ; The World of Manu Dibango (1976) ; Ceddo O.S.T (1977) ; A l’Olympia (1978) ; Afrovision (1978) ; Sun Explosion (1978) ; Gone Clear (1980) ; Ambassador (1981) ; Waka Juju (1982) ; Mboa (1982) ; Electric Africa (1985) ; Afrijazzy (1986); Deliverance (1989) ; Happy Feeling (1989) ; Rasta Souvenir (1989) ; Polysonik (1992); Live ’91 (1994) ; Wakafrika (1994) ; African Soul – The Very Best Of (1997) ; CubAfrica (com Eliades Ochoa) (1998)

 

Homenagem: Walter Franco

 

Walter Rosciano Franco (São Paulo, 6 de janeiro de 1945 — São Paulo, 24 de outubro de 2019)

 

Um dos mais intrigantes e polêmicos músicos brasileiros partiu . Walter Franco não fez parte de nenhum movimento musical específico. Não participou da  bossa nova ou tropicalismo, mas sempre esteve na vanguarda. Walter incomodou, acho que esta é a palavra certa. Fez parte da Vanguarda Paulista, e da geração de Arrigo Barnabé e Itamar Assumpção. Trabalhou com arranjadores como Rogério Duprat e Júlio Medaglia, e teve a letra da música “Cabeça” traduzida para o inglês por Augusto de Campos. Seu álbum mais aclamado pela crítica é Revolver, de 1975, ao meu ver uma obra prima.

O compositor tem pelo menos cinco músicas bem conhecidas do grande público: a própria “Cabeça”, “Seja Feita a Vontade do Povo”, “Coração Tranquilo”, “Respire Fundo” e “Vela Aberta”, sendo a última executada até hoje em programas radiofônicos de flash-back.

Outro sucesso de Walter Franco é “Serra do Luar”, com um refrão marcante: “Viver é afinar o instrumento / De dentro prá fora / De fora prá dentro”.

Discografia

  • “Tema do Hospital” – compacto simples (1971)
  • Ou Não (1973)
  • Revolver (1975)
  • Respire Fundo (1978)
  • Vela Aberta (1979)
  • Walter Franco (1982)
  • Tutano (2001) – YB Music

 

Homenagem: João Gilberto

Wilton Junior/Estadão Conteúdo

João Gilberto do Prado Pereira de Oliveira OMC (Juazeiro, 10 de junho de 1931 — Rio de Janeiro, 6 de julho de 2019)

Acho que todo mundo já escutou e leu muito sobre João Gilberto nestes últimos dias, mas um blog como o Vitrola dos Sousa que ama a música, principalmente música de qualidade, não poderia deixar e prestar sua homenagem a este ícone mundial. Na primeira vez que prestei a atenção em João Gilberto eu tinha em torno de 18 anos e fiquei curioso com a letra de uma música que dizia:

“Rua Nascimento Silva, cento e sete
Você ensinando pra Elizete
as canções de canção do amor demais…”

A música era “Carta ao Tom” , de Vinicius de Morais, lançada em 1974. Ai eu pensei:  como assim ensinando pra Elizete ? Afinal, conforme eu tinha aprendido com minha mãe, a Elizete Cardoso  era a maior cantora brasileira, a diva da nossa música popular. Quem se atreveria ensinar a ela como cantar ? Era o maestro Tom Jobim , que insistia que Elizete entendesse  como cantar junto daquele violonista, que a acompanharia em duas faixas (“Chega de saudade” e “Outra vez”) no disco, “Canção do amor demais” , gravado no início de 1958.

Elizete havia sido convencida por Vinicius e Tom a participar de um projeto de unir a música e a poesia dos dois em um disco. João, que se apresentava nas noites cariocas, havia impressionado Tom com sua batida diferente e ele o convidou para acompanhar Elizete em duas faixas do disco. A dificuldade era que Elizete cantava ainda de maneira convencional, com acentuação rítmica nas sílabas tônicas nos tempos fortes  e abuso do vibrato. João havia simplesmente abolido esta técnica,simplificando o samba, mas através da utilização de uma harmonia mais sofisticada e mais densa. Por isto tiveram que ensinar a Elizete a esquecer do passado e cantar o samba da maneira que João tocava. Nascia a bossa-nova. Como explicou Vinicius em 1965:

“Um samba todo em voltas, onde cada compasso era uma queixa de amor, cada nota uma saudade de alguém longe. Mas a letra não vinha. Fiz 10, 20 tentativas. uma manhã, depois da praia, subitamente a resolução chegou. Queria, depois dos sambas do Orfeu, apresentar ao meu parceiro uma letra digna de sua nova música: pois eu realmente a sentia nova, caminhando numa direção a que não saberia dar nome ainda, mas cujo nome já estava implícito na criação. Era realmente a bossa nova que nascia, a pedir apenas, na sua interpretação, a divisão que João Gilberto descobriria logo depois (MORAES, 29/01/1965).

Estimulado por esta história é que eu procurei por João Gilberto e o inclui entre os meus favoritos. O resto é saudade…

Álbuns de estúdio

  • Chega de Saudade (Odeon, 1959) LP
  • O Amor, o Sorriso e a Flor (Odeon, 1960) LP
  • João Gilberto (Odeon, 1961) LP
  • Getz/Gilberto (Verve, 1964) LP
  • João Gilberto en México (Orfeon, 1970) LP
  • João Gilberto (Philips, 1970) LP
  • João Gilberto (Polydor, 1973) LP
  • The Best of Two Worlds (CBS, 1976) LP
  • Amoroso (Warner/WEA, 1977) LP
  • Brasil (WEA, 1981) LP
  • João (PolyGram, 1991) CD
  • João Voz e Violão (Universal/Mercury, 2000) CD

Álbuns ao vivo

  • Getz/Gilberto #2 (Verve, 1966) LP
  • João Gilberto Prado Pereira de Oliveira (Verve, 1966) LP
  • Live at the 19th Montreux Jazz Festival (WEA, 1986) 2LP
  • Eu sei que vou te amar (Epic, 1994) CD
  • João Gilberto live at Umbria Jazz (EGEA, 2002) CD
  • João Gilberto in Tokyo (Universal Music, 2004) CD
  • Um encontro no Au bon gourmet (Doxy, 2015) LP
  • Selections from Getz/Gilberto 76 (Resonance, 2015) LP
  • Getz/Gilberto 76 (Resonance, 2016) LP e CD

Homenagem: Beth Carvalho

beth

Elizabeth Santos Leal de Carvalho, mais conhecida como Beth Carvalho (Rio de Janeiro, 5 de maio de 1946 – Rio de Janeiro, 30 de abril de 2019)

Beth era tão ligada ao samba que é até difícil imaginar que ela começou como cantora de bossa-nova. Seu o primeiro compacto em 1965, foi com a canção Por Quem Morreu de Amor, de Roberto Menescal e Ronaldo Bôscoli. A partir daí passou a se apresentar em festivais, emplacando seu primeiro grande sucesso com Andança, de Edmundo Souto, Paulinho Tapajós e Danilo Caymmi, que ela defendeu no Festival Internacional da Canção, em 1968, e com o qual conseguiu o 3º lugar.

Posso dizer que fui apresentado ao samba de origem por Beth. Foi escutando seus discos que conheci Nelson Cavaquinho, Cartola, Zeca Pagodinho, Almir Guineto, Sombra, Sombrinha, Arlindo Cruz, Jorge Aragão, todos garimpados nos morros cariocas e depois gravados e promovidos por ela.

Em 2009, no Grammy Latino, ganhou o prêmio Lifetime Achievement Awards, em celebração à sua carreira. A partir dai sua saúde veio deteriorando com uma doença óssea que acabou por matá-la.

Álbuns de estúdio

DVDs

  • 2004 – “Beth Carvalho – A Madrinha do Samba Ao Vivo Convida” (Indie Records)
  • 2006 – “Beth Carvalho – 40 Anos de Carreira Ao Vivo no Theatro Municipal” (Indie Records)
  • 2008 – “Beth Carvalho Canta o Samba da Bahia” (Andança/EMI)
  • 2014 – “Beth Carvalho – ao Vivo No Parque Madureira” (Andança/EMI)

Coletâneas

Composições e parcerias

  • “A velha porta” – com Edmundo Souto e Paulinho Tapajós
  • “Afina o meu violão” – com Paulinho Tapajós e Edmundo Souto
  • “Canção de esperar neném” – com Paulinho Tapajós
  • “Joatinga” – com Edmundo Souto e Paulinho Tapajós
  • “Sereia” – adaptação do folclore baiano.

Homenagem: Dick Dale

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Dick Dale (4 de maio de 1937 – 16 de março de 2019),nome artístico de Richard Anthony Monsour

 

Dick Dale foi um guitarrista americano,  considerado como criador do surf rock, popularizado pelos Beach Boys, mas também muito influente na carreira de Jimi Hendrix. Ele foi o pioneiro no uso de efeitos de reverberação portáteis, criando uma assinatura de textura sonora para instrumentais de surf, dando a nítida sensação de que a música flui em ondas, como se estivesse a surfar pelo ar.

Seu maior sucesso é a versão que fez da canção “Misirlou”, quando participava do grupo Del Tones, presente na trilha sonora do filme Pulp Fiction e também na do jogo Guitar Hero II.

Dale trabalhou diretamente com a fábrica de guitarras Fender, desenvolvendo um tipo de guitarra apelidado de a besta, que tinha um som mais alto que as outras e por isto é também tido como precursor do heavy metal.

Ele faleceu aos 81 anos na noite de sábado, dia 16 de causas não reveladas.

 

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