As Canções do Oscar 2020 : qual a sua preferida ?

oscars

Saíram as indicadas ao Oscar de melhor canção de 2020. Em qual você aposta ?

Canção Original 

  1. I Can’t Let You Throw Yourself Away, por Toy Story 4
  2. (I’m Gonna) Love Me Again, por Rocketman
  3. Into The Unknown, por Frozen 2
  4. I’m Standing With You, por Superação – O Milagre da Fé
  5. Stand Up, por Harriet

Veja os clips:

ou escute as canções:

https://open.spotify.com/playlist/7nCDe8AhshgTwqNlLIvIRd?si=9_c0TG1_QqSCkTevUvMK6A

Aguardamos a sua opinião.

 

Favorito dos Sousa: Noel Rosa – 100 anos

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Noel de Medeiros Rosa (Rio de Janeiro, 11 de dezembro de 1910 — Rio de Janeiro, 4 de maio de 1937)

Escute nossa seleção no Spotify

Tem data que não pode passar em branco. Há cem anos nascia Noel de Medeiros Rosa , um dos maiores, senão o maior compositor de sambas da  música popular brasileira.

Noel nasceu no bairro carioca de Vila Isabel, numa família de classe média, estudou no tradicional Colégio de São Bento. Ainda adolescente, aprendeu a tocar bandolim de ouvido e tomou gosto pela música , logo, passou ao violão e cedo tornou-se figura conhecida da boemia carioca.

Em 1931 entrou para a Faculdade de Medicina, mas logo o projeto de estudar mostrou-se pouco atraente diante da vida de artista, em meio ao samba e noitadas regadas à cerveja. Noel foi integrante de vários grupos musicais, entre eles o Bando de Tangarás desde 1929, ao lado de João de Barro (o Braguinha), Almirante, Alvinho e Henrique Brito.

Noel morreu jovem, repentinamente em sua casa, no bairro de Vila Isabel no ano de 1937, aos 26 anos, em consequência de tuberculose, doença que o perseguia há alguns anos, mas deixou uma obra vasta e de notável qualidade (Foram 259 composições criadas por Noel).

Um garçom serve Noel Rosa; estátua localizada na entrada de Vila Isabel, Rio de Janeiro.

Alguns destaques: “Ingênua” (com Glauco Viana), 1928/1930, “Gago apaixonado”, 1930, “Nega”, (com Lamartine Babo) 1931, “Nunca… Jamais” 1931, “Palpite” (com Eduardo Souto), 1931, “Só pra contrariar” (com Manoel Ferreira), 1931, “Fita amarela” 1932, “De qualquer maneira” (com Ary Barroso), 1933, “Feitio de oração” (com Osvaldo Gogliano, o Vadico), 1933, Não tem tradução (Cinema falado)” 1933, O orvalho vem caindo” (com Kid Pepe), 1933, “Onde está a honestidade?” (com Francisco Alves), 1933, “Três apitos” 1933, “Feitiço da Vila” (com Osvaldo Gogliano, o Vadico), 1934, “As pastorinhas” (com João de Barro), 1934, “Conversa de botequim” (com Oswaldo Gogliano, o Vadico), 1935, “Palpite infeliz” 1935, Pierrô apaixonado” (com Heitor dos Prazeres), 1935, “Tarzan, o filho do alfaiate” (com Oswaldo Gogliano, o Vadico), 1936, “Pra que mentir” (com Oswaldo Gogliano, o Vadico), 1937, “Último desejo” 1937

Discografia

  • Noel Rosa e sua Turma da Vila – 1968
  • Noel por Noel  1971
  • Noel Rosa – 1975
  • Coisas Nossas – 1982
  • Noel Rosa – 1983
  • Noel Rosa – Inédito e Desconhecido – 1983
  • Uma Rosa para Noel – 1987
  • De Babado Sim – Noel Rosa e Marília Batista – 1991
  • Noel Rosa e Aracy de Almeida – 1994
  • Feitiço da Vila – 1994
  • Que se Dane – 1999
  • Noel Rosa – Pela primeira vez – Box – 2000

Os incríveis anos 70:Será que “Some Time in New York City”(John Lennon e Yoko Ono) é tão ruim quanto foi considerado na época ?

Em 12 de junho de 1972  John Lennon,  vinha de um grande sucesso comercial e de crítica, com seu álbum anterior, Imagine (1971),  quando lançou Some Time in New York City. A decepção foi enorme. A crítica caiu de pau, disse que as canções, todas de protesto, eram horríveis, infantis, as piores já feitas por um Beatle e outras coisas piores. Para piorar o disco ainda foi um fracasso de público e de vendas, atingindo apenas a posição 11 nas paradas inglesas e a 48 nas americanas.

Passados 47 anos, enquanto eu lia a biografia de Angela Davis, fui lembrando como  o ambiente político estava no mundo daquela época, em especial nos Estados Unidos, me lembrei desta obra de John. Daí a pergunta: Será que “Some Time in New York City”(John Lennon e Yoko Ono) é tão ruim quanto foi considerado na época ?

Gosto da análise do site Discovermusic (leia na íntegra):

” A música pop e rock é arte? Claro que é, e é sem dúvida a forma de arte mais admirada do mundo. John Lennon e Yoko Ono pensaram o mesmo e seu álbum de 1972, Some Time in New York City foi uma tentativa genuína e sincera de tornar a arte da música popular vital e significativa, de uma maneira que poucos artistas contemporâneos tentam fazer. Era sua noção de que a música deveria ser como um jornal, relatando e comentando questões contemporâneas e fazendo com que a música fosse ouvida de uma maneira que conduzisse a narrativa e fizesse a diferença.”

Não por acaso, sua capa era como uma página de jornal, em que as notícias eram as letras músicas. O disco é política pura e John não poupa quase ninguém de sua ira.

John Lennon 1969 (cropped).jpg

Escutando atentamente hoje dá para entender porque ele incomodou tanto na época. Não é fácil botar o dedo em algumas feridas ardidas. Muito do que é criticado no disco estava sendo radicalmente discutido nos Estados Unidos e no mundo. A posição da mulher na sociedade (Woman is the nigger of the world), o racismo ( Angela), as más condições das prisões (Attica State, Born in a Prision), a situação da Irlanda do Norte ( Sunday, Bloody Sunday (sim a ideia deste título que ficou famoso com o U2 é de Lennon)  e The Luck of the Irish), o envolvimento da polícia com a corrupção no combate às drogas (John Sinclar) e igualdade (We’re All Water, Sisters, O Sisters). Até parece um disco para o nosso Brasil  (mundo)  de hoje. 

Um vídeo histórico: John & Yoko Live no Mike Douglas Show em 18/02/1972. Originalmente a transmissão foi censurada, esta versão foi restaurada para incluir as partes originalmente editadas.

Mas ao contrário do que foi dito na época,  também é um disco que tem ótimas músicas, metade das quais são escritas por John e por Yoko juntos. Será que as críticas da época não teriam sido apenas uma inflamada reação de uma minoria branca, wasp  (White, Anglo-Saxon and Protestant) incomodada? Escute e tire as conclusões você mesmo: 

Homenagem: Walter Franco

 

Walter Rosciano Franco (São Paulo, 6 de janeiro de 1945 — São Paulo, 24 de outubro de 2019)

 

Um dos mais intrigantes e polêmicos músicos brasileiros partiu . Walter Franco não fez parte de nenhum movimento musical específico. Não participou da  bossa nova ou tropicalismo, mas sempre esteve na vanguarda. Walter incomodou, acho que esta é a palavra certa. Fez parte da Vanguarda Paulista, e da geração de Arrigo Barnabé e Itamar Assumpção. Trabalhou com arranjadores como Rogério Duprat e Júlio Medaglia, e teve a letra da música “Cabeça” traduzida para o inglês por Augusto de Campos. Seu álbum mais aclamado pela crítica é Revolver, de 1975, ao meu ver uma obra prima.

O compositor tem pelo menos cinco músicas bem conhecidas do grande público: a própria “Cabeça”, “Seja Feita a Vontade do Povo”, “Coração Tranquilo”, “Respire Fundo” e “Vela Aberta”, sendo a última executada até hoje em programas radiofônicos de flash-back.

Outro sucesso de Walter Franco é “Serra do Luar”, com um refrão marcante: “Viver é afinar o instrumento / De dentro prá fora / De fora prá dentro”.

Discografia

  • “Tema do Hospital” – compacto simples (1971)
  • Ou Não (1973)
  • Revolver (1975)
  • Respire Fundo (1978)
  • Vela Aberta (1979)
  • Walter Franco (1982)
  • Tutano (2001) – YB Music

 

Faces: Peter Doherty & The Puta Madres – Paradise Is Under Your Nose (2019)

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Na sua escuta diária do vos lançamentos, o Vitrola ouviu Peter Doherty & Puta Madres, uma banda multinacional, formada por Pete Doherty (vocais, guitarra rítmica) ex-Libertines e Babyshambles. O primeiro álbum da banda, é chamado Peter Doherty e The Puta Madres, foi lançado em 26 de abril de 2019.] Em 28 de janeiro, eles lançaram seu single de estréia, “Who’s Been Being You Over“, seguido de “Paradise is Under Your Nose” em 5 de abril. O som da banda é muito gostoso e me remeteu a Dexy’s Midnight Rangers. Muito bom. Curtam: 

Membros:
  • Pete Doherty – vocais, guitarra ritmica, sitara, letras (2016–presente)
  • Jack Jones –  guitarra líder (2016–presente)
  • Katia De Vidas – piano, teclados (2016–presente)
  • Miki Beavis – violino (2016–presente)
  • Miggles – baixo (2017–presente)
  • Rafa – bateria (2016–presente)

Escute o álbum: 

 

Faces: Mon Laferte – Chilango Blues (2019)

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Norma Monserrat Bustamante Laferte (Viña del Mar, 2 de mayo de 1983), conhecida artisticamente como Mon Laferte, é uma cantora e compositora chilena. Toca diversos instrumentos musicais atua em diversos gêneros musicais. É a artista chilena mais escutada no Spotify em nivel mundial. Em 2017  teve 5 nomeações  no Grammy Latino e a  segunda a conseguir mais nominações nestes prêmios (8 nominações em três edições).

Embaixada do Brasil em Berlim boicota coral que canta Chico Buarque

Este site não de envolve em política, mas denuncia absurdos musicais. Se você estiver na Alemanha, prestigie os shows

Embaixada do Brasil em Berlim boicota coral que canta Chico Buarque.

 

Música do Dia: Tiago Iorc – Desconstrução (2019)

Tiago Iorc durante a gravação do seu Acústico MTV, em São Paulo - Marcos Hermes/Divulgação

O bom Tiago Iorc, depois de parado durante um certo tempo, retornou de surpresa com o disco Reconstrução – e recentemente lançou o Acústico MTV. A canção que concorre ao prêmio é Desconstrução, que abre o álbum. Ela é nossa canção do dia.

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