Ouvimos: Gui Hargreaves: Rebento (2018)

*** e 1/2

A música mineira continua sendo produzida com qualidade. O terceiro álbum do cantor, compositor, músico e poeta mineiro traz diversos climas sonoros e transita entre o lirismo e a crônica cotidiana.
“Eu queria, pela primeira vez, gravar um grupo de canções antigas que eu julgava mais comunicativas, mais abertas. Pensei em registrá-las todas juntas, num projeto de sete canções. Com o andar da carruagem, descobri outras necessidades e mais: outras músicas nasceram nas madrugadas, entre os dias das gravações. Cheguei a doze faixas. Fim de Janeiro, por exemplo, foi a primeira música que compus ao violão, enquanto ainda aluno da Escola de Belas Artes da UFMG. Já Menina e Se Apaga nasceram durante o processo, se transformando nas cores complementares”.
Um dos bons lançamentos do ano, música gostosa, intimista e de qualidade.

 

Álbuns do Mês: Ken Boothe – Feel Love

 

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Ken Boothe , 70 anos , um vocalista jamaicano conhecido por seu timbre e vibrato vem com este agradável álbum, recheado de sucessos ultraconhecidos. Boothe é tido internacionalmente como uma das mais belas vozes da Jamaica e em sua longa carreira traz sempre discos muito agradáveis. É uma delícia ouvir sucessos que nos todos amamos, como My Love, In the Summertime, Everything I Own, Let’s Get it On e outros gostosamente interpretados em ritmo de reggae.  Uma diversão só e de alta qualidade !

Álbuns do Mês: Joy Ellis: ‘Life On Land’

Nice interview with author Debbie Burke

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Embora lançado no final de 2017 Life on Land é um dos melhores discos de 2018. Jazz de alta qualidade. A pianista, cantora e compositora Joy Ellis é inglesa,mas a sua alma é americana e negra. Belos arranjos, linda voz, instrumentistas inspirados. Este é seu primeiro feito apenas com faixas completamente originais. Como canta Joy em Jazzman : (“With every note he builds a tower / Intricate and flawless, sublime / Weaving stories out of space and time”) (com cada nota, ele constrói uma torre/ intrincada e implacável, sublime/tecelagem de histórias fora do espaço e do tempo)

 

Álbuns do Mês: Michael Kiwanuka – Out Loud ! – RSD (Live)

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Este foi um lançamento exclusivo para o Record Store Day 2018, apenas em vinil. O disco foi gravado durante a sua tour de 2017 em três datas diferentes (Royal Albert Hall, London Palladium and Birmingham Symphony Hall) –  São apenas 6 faixas, mas com 43 minutes de duração, com versões mega estendidas de  Cold Little Heart, One More Night, Black Man In A White World, Tell Me a Tale, Father’s Child, e Love and Hate. São todas excepcionais e mostram Kiwanuka e sua banda em excelente forma, provando porque ele é tido como um dos melhores cantores de soul em atividade.

Álbuns do Mês: Father John Misty : God’s Favorite Customer

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*** e 1/2

O quarto álbum de Josh Tillman gravando como Father John Misty é bastante intimista. Tillman criou canções em que discute suicídio (Please Don’t Die), confissões românticas à esposa  (Disappointing Diamonds Are the Rarest of Them All e Just Dumb Enough to Try), e músicas em que discute temas religiosos, como a  faixa-título do disco. Por isto o disco às vezes parece um pouco sombrio, mas quase sempre é belo e inspirado.

 

 

 

Álbuns do mês: Gil, Nando & Gal- Trinca de Ases (Ao vivo)

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** e 1/2

O disco vale pelo repertório, 25 clássicos desta trinca de ases de ouro da MPB. É às vezes triste perceber que as vozes de Gal e de Milton, antes dois ícones exatamente por causa da sua qualidade vocal, estão muito abaixo do que eram. Nando Reis segura as pontas em quase todas as faixas. Apesar disto é diversão pura escutar “Palco; Baby; Esotérico; Refavela; Lately, Dois Rios, O Segundo Sol” entre outras.

Álbuns do Mês: Neil Young – ROXY: Tonight’s The Night (Live)

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Um álbum com uma apresentação ao vivo de Neil Young é por si só um grande lançamento, agora se ele contem uma coleção de 18 faixas gravadas em setembro de 1973, no The Roxy de Los Angeles, não há o que temer. Com a presença da banda Santa Monica Flyers, que acompanhava Young, o disco traz  nove canções que mais tarde apareceriam em Tonight’s The Night, clássico lançado pelo artista em 1975. “Nós realmente conhecíamos as músicas, depois de ter passado um mês tocando em estúdio”, Young escreveu em seu site oficial. “Então nós apenas tocamos tudo de novo, o álbum, de cima a baixo, sem as faixas que seriam adicionadas mais tarde. Nós nos divertimos muito.” É bem o que eles passam, diversão pura, de alta qualidade. Para ouvir várias vezes.

Álbuns do Mês: Chvrches – Love Is Dead

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** e 3/4

E a banda pop escocesa, queridinha da internet e da crítica chega ao seu terceiro álbum de estúdio. O clima é uma mistura de música New Wave, Synthpop e Eletrônica agradável, mas enjoativo. A música remete a década de 1980  quando The Bangles comandavam a parada.  Destaques para os singles Get Out, Miracle, My Enemy (ponto alto do álbum com os vocais de Matt Berninger do The National) e Never Say Die . Bom para festinhas descompromissadas.

 

Álbuns do Mês: Getúlio Cortes: As Histórias de Getúlio Cortes

 

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Conseguir lançar seu primeiro álbum com 80 anos já é um fato extraordinário, mais ainda quando descobre-se tratar de um importante compositor de sucessos nos anos 1960. Sim Getúlio foi um compositor gravado por nomes tão consagrados como Roberto Carlos e fez grande sucesso. Na Jovem Guarda, outros cantores emplacaram nas paradas com composição de Getúlio. Um deles foi Bobby di Carlo com Cuidado pra não derreter. A lista é longa e abrangente. Inclui duplas como Leno & Lilian e Os Vips, aos ídolos do iê iê iê recifense Reginaldo Rossi e Luis Carlos Clay, até Toni Tornado e o Raça Negra, passando por Wanderléa, Erasmo Carlos, Golden Boys, Fevers, Renato e seus Blue Caps, Raul Seixas, Titãs, Léo Jaime, e Luis Melodia, que ganhou o epíteto Negro Gato, depois que incorporou a canção de Getúlio Côrtes ao seu repertório.Suas duas músicas mais conhecidas estão neste álbum: O Negro Gato e Tempo Vai Apagar. Há ainda outras músicas conhecidas como Hei Você e Atitudes. Há um gostinho de Jovem Guarda, um pouco de brega um pouco de negritude demais para a época o que, talvez, o tenha impedido de fazer sucesso com sua própria voz. Antes tarde do que nunca.

 

 

 

 

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