Álbuns do Mês: Artic Monkeys: Tranquility Base Hotel & Casino

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Um álbum diferente dos Artic Monkeys, menos guitarras e mais sintetizadores e teclados. E o resultado foi muito bom. Um disco extremamente agradável da primeira à última faixa. O clima é às vezes meio sombrio como em American Sports, às vezes evocando David Bowie como Four out Five, ou relaxantes como Star Treatment ou The Ultracheese. Enfim, uma nova e interessante direção para esta boa banda que são os Artic Monkeys. Resta saber quais os próximos passos. Aguardamos ansiosos.

Álbuns do Mês: João Cavalcanti e Marcelo Caldi: Garimpo

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*** e1/2

João Cavalcanti, do grupo Casuarina, filho de Lenine se une ao sanfonista Marcelo Caldi, que também também o co-produz, para lançar este belo álbum. É um trabalho bastante poético, praticamente todo feito com voz e piano e algumas intervenções da sanfona de Caldi.O resultado é muito bonito, as participações especiais preciosas.  O disco traz parcerias com Jorge Drexler (Consumido), Pedro Luis (Indivídua) e uma parceria com o pai, Lenine (A Causa e o Pó), com a participação vocal do português Antonio Zambujo. Há espaço tango  , uma valsa e sambas. Delicioso o samba Chico Buarquiniano O Nego e Eu. Não deixe de escutar.

Álbuns do Mês: Johnny Marr – Call the Comet

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*** 1/2

O quarto trabalho solo do guitarrista do The Smiths é talvez seu melhor álbum. Despretensioso, Marr nos brinda com 12 faixas que muitas vezes ecoam aos anos 1980, mas também trazem uma postura bastante contemporânea. Impossível não se lembrar dos Smiths em faixas como The Tracers, Hi Hello ou My Eternal, mas Johnny também nos apresenta um outro lado em faixas mais ousadas como New Dominions, Walk Into The Sea e Spiral Cities. Um bom disco, desde já candidato a estar presente em nossa lista de melhores do ano.

 

Álbuns do Mês: Titãs – Doze Flores Amarelas

* 1/2

Arriscar-se a compor uma ópera-rock em pleno século XXI já é uma tarefa delicada, lançá-la em disco, sem o acompanhamento de um plano visual, torna-se uma tarefa inglória. Os Titãs ousaram, e o resultado foi muito ruim. A história das história de três estudantes, as Marias A, B e C, que fazem uso de um aplicativo de match chamado Facilitador. Em uma festa elas são violentadas por cinco garotos e acabam fazendo uso do mesmo app para fazerem justiça com as próprias mãos.

O Facilitador sugere então a “magia das doze flores amarelas”, e após a morte de um dos estupradores, as três irmãs começam a questionar os seus próprios valores e a influência da tecnologia na vingança e nos caminhos que passam a se desenhar desde que tudo aconteceu. Ao total são 25 canções inéditas do Titãs. Nenhuma delas se sustenta sem a peça e pior são todas ruins.

 

 

Álbuns do Mês: Anna Ratto – Tantas

Capa do álbum 'Tantas', de Anna Ratto (Foto: Nana Moraes)

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O Brasil é realmente o país das cantoras. Depois de seu álbum autoral de 2012, Anna opta por gravar essencialmente como cantora, interpretando composições alheias. O resultado é muito bom. Ela vai de um frevo  gostoso (“Desbunde”) até composições mais melodiosas como a bela Ana Luisa e a mais roqueira Inemurchável. Gostei bastante da experiência. Excelente cantora.

 

 

Álbuns do Mês: Wado – Precariado

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**3/4

Wado tem uma carreira sólida e independente. Pouco conhecido do público em geral sempre primou pela qualidade em seus discos. Com Precariado não é diferente, um álbum caprichado, com canções delicadas, arranjos bem elaborados e uma impressão geral de bastante agradável. O problema, se que é que há, é o o da atual MPB, as letras das canções se mostram meio alienadas do mundo atual. Fala-se de amor (“Roupa”), flerta-se com o rock (“Correntes Comprimidas”) e até com a onda atual de ritmos latinos dançantes (“Contas y Conchas”). Pode ser rabugice minha, mas sinto falta de atitude. O Brasil, neste momento atribulado, me lembra o Brasil dos anos 1970, e nesta época falávamos de amor, latinidade e dançávamos ao som de músicas engajadas e sintonizadas com o seu tempo.

 

Álbuns do Mês: Courtney Barnett – Tell Me How You Really Feel

 

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*** e 3/4

Depois de sua boa estreia em 2015 com Sometimes I Sit and Think, and Sometimes I Just Sit esta cantora australiana lança seu segundo disco: Tell Me How You Really Feel. De cara uma constatação : o rock está vivo – básico, com acordes simples, descomplicado – é bom e nestes tempos de empoderamento feminino, tocado por uma garota de de pouco mais de trinta anos.  Gosto muito de The City Looks Pretty e Nameless, Facelly , mas são marcantes as letras e a pegada rock de Need a Time, I’m Not Your Mother,I’m Not Your Bitch.Esta menina tem futuro.

 

Álbuns do Mês: Silva – Brasileiro

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Silva, um dos grandes “novos”nomes da MPB está com lançamento novo: Brasileiro, seu sexto disco na carreira. As canções são lindas, mas às vezes tediosas. Em vários momentos ele me remete a Jorge Drexler ou às vezes a Los Hermanos. O Álbum é gostoso de escutar, mas fica a sensação de que Silva tem talento para alçar voos mais  altos. Pequenas demonstrações desta teoria podem ser escutadas em “Nada Será Como Era Antes” e “Ela Voa“que têm uma batida eletrônica mais sintonizada com os tempos atuais, ou em “Brasil,Brasil“, com uma percussão que lembra rituais afro-brasileiros. Mas o grande destaque fica com a faixa “Fica Tudo Bem“, um dueto inspirado entre dois artistas em momentos diferentes na carreira.

 

Álbuns do Mês: Roger Daltrey – As Long as I Have You

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Pegue um dos cinco maiores vocalistas de rock da história, misture com um repertório de covers de de R&B e soul, está pronto um dos melhores lançamentos do ano. As Long as I Have You é o nono disco solo de Daltrey, o último (Rocks in the Head ) havia sido lançado no longíquo 1992. É certo que ele havia também havia lançado Going Back Home em 2014 em parceria com Wilko Johnson do Dr Feelgood, mas não era um projeto solo e ficou um gostinho de quero-mais. A espera foi longa, mas o resultado agrada plenamente. Roger não perdeu sua qualidade vocal, pelo contrário, a maturidade deu um timbre ainda mais agradável a ela. No repertório destaques para “I’ve Got Your Love”, de Boz Scaggs, “How Far” de Stephen Stills, “Get On Out of the Rain (cujo título original é  “Come In Out of the Rain”)” do Parliament, além do belíssimo cover da balada “Into My Arms” de Nick Cave. Desde já um de nossos candidatos à lista de melhores do ano.

 

 

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