Homenagem: Riachão

Lugar de malandro é em pé", diz sambista Riachão aos 97 anos | A ...

Clementino Rodrigues,(Salvador14 de novembro de 1921 – Salvador, 30 de março de 2020),

Importante sambista, mais conhecido pelo apelido de Riachão  , ao lado de Nelson Sargento, Dona Ivone Lara e mais alguns outros da velha guarda, reconhecido como uma das raízes do moderno samba brasileiro. . Era um verdadeiro “cronista musical”, trazendo para suas músicas o dia a dia da capital baiana. Tem vário sambas irreverentes, tais como “Retrato da Bahia” e “Bochechuda e Papuda“, o tornaram ganhador do “Troféu Gonzaga.

Riachão teve várias das suas músicas interpretadas por cantores nacionais, uma das mais conhecidas foi “Vá Morar com o Diabo“, cantada por Cássia Eller. Também é de sua autoria a famosa música “Cada Macaco no Seu Galho“, escolhida por Caetano Veloso e Gilberto Gil, em 1972, para marcar seus retornos ao Brasil depois de exílio político durante o regime militar no Brasil e que gravaram posteriormente. (Wikipedia)

Aos 98 anos,músico morreu enquanto dormia, em Salvador.

 

Homenagem: Beth Carvalho

beth

Elizabeth Santos Leal de Carvalho, mais conhecida como Beth Carvalho (Rio de Janeiro, 5 de maio de 1946 – Rio de Janeiro, 30 de abril de 2019)

Beth era tão ligada ao samba que é até difícil imaginar que ela começou como cantora de bossa-nova. Seu o primeiro compacto em 1965, foi com a canção Por Quem Morreu de Amor, de Roberto Menescal e Ronaldo Bôscoli. A partir daí passou a se apresentar em festivais, emplacando seu primeiro grande sucesso com Andança, de Edmundo Souto, Paulinho Tapajós e Danilo Caymmi, que ela defendeu no Festival Internacional da Canção, em 1968, e com o qual conseguiu o 3º lugar.

Posso dizer que fui apresentado ao samba de origem por Beth. Foi escutando seus discos que conheci Nelson Cavaquinho, Cartola, Zeca Pagodinho, Almir Guineto, Sombra, Sombrinha, Arlindo Cruz, Jorge Aragão, todos garimpados nos morros cariocas e depois gravados e promovidos por ela.

Em 2009, no Grammy Latino, ganhou o prêmio Lifetime Achievement Awards, em celebração à sua carreira. A partir dai sua saúde veio deteriorando com uma doença óssea que acabou por matá-la.

Álbuns de estúdio

DVDs

  • 2004 – “Beth Carvalho – A Madrinha do Samba Ao Vivo Convida” (Indie Records)
  • 2006 – “Beth Carvalho – 40 Anos de Carreira Ao Vivo no Theatro Municipal” (Indie Records)
  • 2008 – “Beth Carvalho Canta o Samba da Bahia” (Andança/EMI)
  • 2014 – “Beth Carvalho – ao Vivo No Parque Madureira” (Andança/EMI)

Coletâneas

Composições e parcerias

  • “A velha porta” – com Edmundo Souto e Paulinho Tapajós
  • “Afina o meu violão” – com Paulinho Tapajós e Edmundo Souto
  • “Canção de esperar neném” – com Paulinho Tapajós
  • “Joatinga” – com Edmundo Souto e Paulinho Tapajós
  • “Sereia” – adaptação do folclore baiano.

Música na Varanda : A Dança da Solidão – Paulinho da Viola (1972)

Resultado de imagem para A Dança da solidão paulinho da viola

 

Nossa nova série mostra alguns clássicos escutados na varanda mais musical de Minas, a varanda do Vitrola. A Dança da Solidão é o quinto álbum de estúdio do sambista Paulinho da Viola, lançado em 1972. Um clássico, que se conserva essencial 46 anos após o seu lançamento. Guardei minha viola, No Pagode do Vavá, Dança da Solidão, Coração Imprudente do próprio Paulinho, Meu Mundo é Hoje (Eu Sou assim) de José e Wilson Batista,  e Acontece , de Cartola tornaram-se estandartes da MPB. Essencial

 

 

Faixas

Lado A

  1. Guardei minha viola (Paulinho da Viola)
  2. Meu mundo é hoje (Eu sou assim) (José Batista, Wilson Batista)
  3. Papelão (Geraldo das Neves)
  4. Duas horas da manhã (Ary Monteiro, Nelson Cavaquinho)
  5. Ironia (Paulinho da Viola)
  6. No pagode do Vavá (Paulinho da Viola)
Lado B
  1. Dança da solidão (Paulinho da Viola)
  2. Acontece (Cartola)
  3. Coração imprudente (Capinan, Paulinho da Viola)
  4. Orgulho (Capinan, Paulinho da Viola)
  5. Falso moralista (Nelson Sargento)
  6. Passado de glória (Monarco)

Ficha técnica

  • Diretor de produção: Milton Miranda
  • Diretor musical: Maestro Gaya
  • Orquestrador e regente: Maestro Gaya
  • Diretor técnico: Z. J. Merky
  • Técnico de gravação: Jorge Teixeira
  • Técnico de laboratório: Reny R. Lippi
  • Lay out: Elifas Andreato

MPB: Samba inédito de Gonzaguinha é lançado. Meu País (1973/2018)

A tecnologia meio “Black Mirror” de hoje aprontou outra das suas. Uma canção escrita por Gonzaguinha e censurada, em 1973, pelo governo militar (tinha destas coisas naquela época, acreditam ?), chamada Céu Pais foi lançada só agora. Meio tétrico é o fato de Gonzaguinha ter falecido em 1991 e nunca gravado esta música. Mais, ela foi lançada com a sua própria voz e postada no You Tube, como parte de ima campanha publicitária.

Os produtores realizaram uma mistura de técnicas a partir da reconstrução da voz do próprio cantor. Para isso, recortaram palavra por palavra de materiais gravados em vida, como entrevistas, áudios e outros originais. Depois, a voz dele foi refeita com o suporte de outro cantor, que possui tom bem próximo.  Confira o resultado:

Conhecendo a MPB de qualidade – destaques 2017: 1. Juçara Marçal

https://i0.wp.com/jucaramarcal.com.br/images/jucara6_by_jose_de_holanda.jpg

Juçara Marçal (27 de Janeiro de 1962, Rio de Janeiro) é uma cantora e professora brasileira, conhecida tanto pelo seu trabalho nos grupos Vésper Vocal, A Barca e Metá Metá e também por parcerias com Kiko Dinucci , tem importante  carreira solo.

Homenagem: Almir Guineto

Resultado de imagem para almir guineto

Almir de Souza Serra (Rio de Janeiro, 12 de julho de 1946 – Rio de Janeiro, 5 de maio de 2017)

O samba hoje está mais triste: faleceu Almir Guineto, fundador do Grupo Fundo de Quintal. Não poderíamos ficar sem prestar a nossa homenagem.

 

Noite Instrumental Brasileira: Wilson das Neves – Zazueira (Jorge Ben Jor)

Talvez meu baterista, sambista predileto – o abominável homem das Neves – Wilson das Neves dá mais um show de percussão aqui neste tema de Jorge Benjor. destaque para o acompanhamento:

Wilson Das Neves – Bateria
Armando Marçal – Percussão
André Tandeta – Percussão
Diogo Gomes – Trompete
Itamar Assieri – Piano
Jessé Sadoc – Trompete
Zé Trambique – Percussão
Zé Carlos Santos – Guitarra
Zé Carlos “Bigorna” – Saxofone/flauta
Zero Telles – Percussão
Rômulo Gomes – Contrabaixo
Marcelo Martins – Saxofone
Serginho do Trombone – Trombone

Crítica: Samba, Amor & Malandragem – Musical – Teatro da Cidade – Belo Horizonte – 28/02/15

Exibindo foto.JPG

COTAÇÃO: *** 1/2

Já há alguns anos em cartaz, o musical produzido por Pedro Paulo Cava e dirigido por Kalluh Araújo cumpre bem o seu papel. Diverte e distrai a plateia com boa música (todos os sambas cantados, ou tocados, são lindos clássicos do gênero), enquanto, usando como pano de fundo uma história que já faz parte do imaginário coletivo brasileiro, Dona Flor e seus Dois Maridos, de Jorge Amado, apresenta o samba como um legítimo porta voz da vida nas comunidades. Fica fácil de entender como os sambistas usam e usaram o samba como uma crônica da vida nas favelas. É verdade que hoje a trilha sonora das comunidades é o rap e o funk, mas cada época tem a música que merece, e Samba, Amor & Malandragem, não nos deixa esquecer que o samba já cumpriu, e ainda cumpre este papel com uma ironia crítica e elegante que talvez esteja em falta nos dias de hoje. No elenco atual: Dirlean Loyolla, Kalluh Araújo,Kátia Kouto, Gerson Marques, Luiz Gomide, Jai Baptista,Jefferson de Medeiros, Tiago Colombini e Júlia Borges são os responsáveis por todos os personagens e canções, enquanto nos instrumentos o violão suave e ritmado de Evaldo Nogueira, a percursão de Márcio Batista e Júlia Borges e o cavaquinho de Gerson marques dão o tom. Um bom espetáculo. Não percam. Na atual temporada até o final de semana que vem.

 

Blog no WordPress.com.

Acima ↑

%d blogueiros gostam disto: