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Vitrola dos Sousa

Um pouco de música, bom gosto e família

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Playlist Rádio Cultura AM 860

Do you make your content hop, skip and dance?

Com saudades da Rádio Cultura? Escute a playlist abaixo, montada como se fizesse parte da programação original da rádio ou sintonize VitroladosSousa no app Stationhead para Iphone a partir das 21:00

 

Radio Vitrola dos Sousa

vitrola

Agora é para valer:

A Rádio Vitrola dos Sousa está no ar e melhor, via Spotfy e Apple Music. Vamos a um a passo a passo para que que você possa nos ouvir:

  1. Na Apple Store ou Google Play baixe o aplicativo : Stationhead

2. Ele vai pedir para que você se cadastre, criando uma estação de rádio. Não se preocupe você não tem que ter uma rádio sua (é o seu login que dá direito a você montar sua rádio se você quiser)

3. Para escutar a rádio você tem que ter instalado e ter cadastro no Spotfy ou o Apple Music, pois o Stationhead usa estas duas plataformas

4. Criada sua ráio (conta/login), na lupa na barra inferior procure por vitroladossousa , assim junto mesmo

5. Localizada a rádio, clique no bonequinho azul ao lado do nome da rádio. Pronto, toda vez que você entrar no Stationhead estará sintonizado conosco

Bem vindos

Fiquem à vontade para sugerir e pedir músicas

 

 

Divulgação : Cultura Web Cast

Um de nossos  seguidores, o Jairo tomou uma iniciativa para aplacar nossa eterna saudade desta cultuada rádio. Está no ar a Cultura Web Cast.Escutem, vocês vão gostar.

Link: http://www.culturawebcast.com/

Rádio Cultura AM 830 : Uma playlist para matar um pouco a saudade

Atendendo a pedidos ai vai uma playlist para matar um pouquinho da saudade:

Os incriveis anos 70: Como assim o seu ídolo é Miles Davis ?

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Esta recordação dos anos 70 envolve o meu primo Vinicius, que deve estar nos lendo. Corria o ano de 1974 e Vinicius, que morava em São Paulo, veio passar um pedaço de suas férias de final de ano conosco, aqui em BH. As férias foram ótimas como sempre, mas havia alguma coisa perturbando Vinicius naquele ano. Miles Davis iria tocar em São Paulo em maio e Vinicius, que era um fã alucinado do genial trompetista, queria garantir o seu ingresso. A todo custo Vinicius tentava dividir conosco a sua angústia, mas para nós ela era incompreensível !

Vivíamos, naquela época, no bairro Santo Antônio e tínhamos, como bons adolescentes, um grande grupo de amigo

s que amava música, mas a música que amávamos mal chegava aos Beatles e aos Rolling Stones, estava mais para as músicas dos one hit makers dos anos setenta do que propriamente para o rock (confesso que eu escutava Jimi Hendrix escondido, mas  tinha vergonha). E tome Bread, Lobo, Shocking Blue, Majority One, Dawn, Tony Orlando e qualquer coisa que nos fizesse dançar.

De repente, aparece um carinha, da nossa idade, e se mostra perturbado porque não tinha conseguido comprar ingressos para um show de jazz ? Jazz? Música de velhos… É claro que fiquei curioso, e, depois que Vinicius voltou para casa, assim que pude,  fui conhecer o tal de Miles. Não era fácil. Não havia internet, nenhum amigo tinha discos de Miles, as suas músicas não tocavam no rádio, mas, graças aos shows em São Paulo, pude enfim encontrar alguém que me permitisse gravar em fita cassete algumas músicas de Miles. E o Miles que eu conheci  então me deixou de queixo caído.

Aquilo era jazz ? Como assim, o cara estava no auge da fase que “podemos definir como refusenik-kraut-funk-meditativa-psicodélica.Se você não faz ideia do que eu estou falando, mas já escutou Can ou Amon Düül II no início de c

arreira,” ou a Mahavishnu  Orchestra de John McLaughlin, vai entender do que estou falando.

 

miles-davis

O trecho a seguir e alguns outros deste post foram tirados de um post de 2015 de Vinicius Damázio (não é o meu primo, apesar da coincidência de nomes) para o Destroy All Music :

“Miles nesta altura levava as suas experimentações  ao limite, abandonando as estruturas em acordes, em favor do ritmo. Os timbres de órgão, herdados do Sly Stone, também ganharam destaque. Falando nele, há uma lenda de que o Miles apareceu na casa do Sly e começou a tocar vários clusters loucos no teclado. Sly, que foi criado em coros de música gospel, o expulsou aos gritos de motherfucker por estar tocando “voodoos” na sua casa. Acho que a história já dá uma ideia do que se tratam esses discos.”

Claro que a turma do jazz tradicional abominou as maluquices de Miles e desprezou sua nova produção. Mas, hoje podemos dizer que, embora de difícil digestão, ela foi uma das fases mais criativas da moderna música americana e influenciou toda uma geração de músicos, tanto de jazz, quanto de rock em todo o mundo. Nascia definitivamente a coragem de criar fusões – jazz-funk, jazz-samba, rock-funk, kraut rock-jazz, salsa-jazz – tudo passou a ser permitido – Miles dera o aval.

“Em São Paulo, a escalação do octeto tinha além de Miles, Pete Cosey (guitarra), Reggie Lucas (guitarra), Dominique Gaumont (guitarra), Michael Henderson (baixo), Al Foster (bateria), Mtume (percussão) e Dave Liebman (saxofone). O setlist foi similar a outros da época: “Funk [Prelude, part 1]”, “Ife”, “Turnaroundphrase” e “Tune In 5”. Eles tinham acabado de tocar no Rio, nos dias 23, 24 e 25, e repetiram a dose em São Paulo nos dias 31 de maio e 1º de junho. Charles Mingus passou pelo país no mesmo ano.”

Se você tiver curiosidade de saber como foi o show, o Vinicius do Destroy All Music diponibilzou um link para download de uma versão em 320kbps. Uma das faixas executadas em Sampa pode ser escutada abaixo:

 

 

Memória: Rádio Geraes FM 91,7 – Belo Horizonte.

A rádio Geraes FM foi uma rádio que nasceu como uma emissora voltada principalmente para o rock dos anos 1960 e 1970. Foi a rádio que de uma certa maneira acolheu alguns dos órfãos da Cultura AM, especialmente no que diz respeito a ter um formato mais voltado para o rock e o ecletismo musical. A 91,7 MHz, atendeu seus ouvintes e aos poucos foi acrescentando outros estilos, principalmente para como música eletrônica, ambiente e jazz. A rádio Geraes FM não transmitia intervalos comerciais em demasia, o que a tornava uma rádio de mais qualidade, sempre se destacando entre as demais emissoras da cidade .No lugar dos comerciais, na rádio Geraes FM, ouviam-se informações pontuais e atualizadas sobre o tempo, trânsito, principais destaques dos jornais, dicas de baladas e também informações detalhadas sobre os artistas e álbum dos quais acabaram de tocar, mantendo o ouvinte sempre informado sobre os lançamentos e sobre a discografia destes artistas.A Geraes foi vendida para o Felipe Barreto, ex-98FM, que já está retransmitindo parte da programação da Mix FM, de São Paulo em janeiro de 2006.

O projeto da Geraes, artisticamente dizendo, era perfeito e tinha uma proposta bem definida. Infelizmente, comercialmente a coisa não andou muito bem nos últimos anos e seu proprietário achou por melhor “passar para frente”, já que a audiência era muito baixa. Atualmente na mesma frequência, em substituição a Rádio Mix, que não emplacou, está a rádio Fã, com programação diversificada. Fica a saudade de mais uma boa rádio e como dizia seu slogan “no mais Geraes”…

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