Qual foi a primeira música de heavy metal da história?

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A discussão é intensa, mas tende para dar o  crédito a uma banda relativamente desconhecida por aqui : Blue Cheer. 

“Blue Cheer foi uma banda americana de rock que inicialmente tocou e gravou durante o fim dos anos 1960 e início dos anos 1970, tendo reunido-se esporadicamente até 2009. O grupo formado em São Francisco, Califórnia, tocava num estilo blues/rock psicodélico e  é creditado por ser um dos pioneiros no heavy metal, com seu cover de “Summertime Blues” citado como uma das primeiras canções do gênero. Eles também são notáveis por influenciar o desenvolvimento de variados estilos como punk rock, stoner rock, doom metal, rock experimental e grunge.

Desde sua formação o Blue Cheer aliava em suas músicas o desenrolar do blues e efeitos pesadíssimos de guitarra assemelhando-se muito com as primeiras bandas de heavy metal, em que os guitarristas cada vez mais inventavam efeitos e jeitos diferentes de tocar, tocando até mesmo notas que antes eram consideradas satânicas. (Wikipedia)”

 

 

Os incríveis anos 70:Será que “Some Time in New York City”(John Lennon e Yoko Ono) é tão ruim quanto foi considerado na época ?

Em 12 de junho de 1972  John Lennon,  vinha de um grande sucesso comercial e de crítica, com seu álbum anterior, Imagine (1971),  quando lançou Some Time in New York City. A decepção foi enorme. A crítica caiu de pau, disse que as canções, todas de protesto, eram horríveis, infantis, as piores já feitas por um Beatle e outras coisas piores. Para piorar o disco ainda foi um fracasso de público e de vendas, atingindo apenas a posição 11 nas paradas inglesas e a 48 nas americanas.

Passados 47 anos, enquanto eu lia a biografia de Angela Davis, fui lembrando como  o ambiente político estava no mundo daquela época, em especial nos Estados Unidos, me lembrei desta obra de John. Daí a pergunta: Será que “Some Time in New York City”(John Lennon e Yoko Ono) é tão ruim quanto foi considerado na época ?

Gosto da análise do site Discovermusic (leia na íntegra):

” A música pop e rock é arte? Claro que é, e é sem dúvida a forma de arte mais admirada do mundo. John Lennon e Yoko Ono pensaram o mesmo e seu álbum de 1972, Some Time in New York City foi uma tentativa genuína e sincera de tornar a arte da música popular vital e significativa, de uma maneira que poucos artistas contemporâneos tentam fazer. Era sua noção de que a música deveria ser como um jornal, relatando e comentando questões contemporâneas e fazendo com que a música fosse ouvida de uma maneira que conduzisse a narrativa e fizesse a diferença.”

Não por acaso, sua capa era como uma página de jornal, em que as notícias eram as letras músicas. O disco é política pura e John não poupa quase ninguém de sua ira.

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Escutando atentamente hoje dá para entender porque ele incomodou tanto na época. Não é fácil botar o dedo em algumas feridas ardidas. Muito do que é criticado no disco estava sendo radicalmente discutido nos Estados Unidos e no mundo. A posição da mulher na sociedade (Woman is the nigger of the world), o racismo ( Angela), as más condições das prisões (Attica State, Born in a Prision), a situação da Irlanda do Norte ( Sunday, Bloody Sunday (sim a ideia deste título que ficou famoso com o U2 é de Lennon)  e The Luck of the Irish), o envolvimento da polícia com a corrupção no combate às drogas (John Sinclar) e igualdade (We’re All Water, Sisters, O Sisters). Até parece um disco para o nosso Brasil  (mundo)  de hoje. 

Um vídeo histórico: John & Yoko Live no Mike Douglas Show em 18/02/1972. Originalmente a transmissão foi censurada, esta versão foi restaurada para incluir as partes originalmente editadas.

Mas ao contrário do que foi dito na época,  também é um disco que tem ótimas músicas, metade das quais são escritas por John e por Yoko juntos. Será que as críticas da época não teriam sido apenas uma inflamada reação de uma minoria branca, wasp  (White, Anglo-Saxon and Protestant) incomodada? Escute e tire as conclusões você mesmo: 

Lançamento: Santana : Africa Speaks (2019)

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Que tal reencontrar Santana em sua  forma original, com sua guitarra impecável e um balanço irresistível. Pois prepare-se. Depois de lançar álbuns pouco inspirados nos últimos anos, Carlos Santana, do alto de seus 72 anos, nos brinda com mais uma joia sonora. O álbum foi produzido numa sessãode 10 dias de gravação. produzido por Rick Rubin, no seu estúdio em Malibu. Nestes 10 dias foram gravadas 49 faixas. O álbum é inspirado pelos sons africanos que Santana diz que vinha escutando e selecionando ao longo dos últimos anos e apresenta uma mistura de ritmos africanos, latinos e rock. Para fazer parte do projeto, Santana trouxe a voz única da cantora espanhola Buika, já conhecida dos ouvintes/leitores aqui do Vitrola dos Sousa e conta ainda com a participação de Laura Mvula e Cindy Blackman Santana, esposa de Santana na bateria.  Bem vindo de vota Santana. Aguardamos ansiosos pelas mais de 30 faixas ainda não lançadas. (link para ouvir no Spotfy abaixo)

 

Lançamento: Paul Weller : Other Aspects, Live at the Royal Festival Hall (2019)

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Quem está de disco novo é Paul Weller, a cabeça pensante atrás de dois grandes projetos da música inglesa : The Jam (1976-1982) e Style Council (1983-1989), após o que ele partiu para uma sólida carreira solo. O álbum se chama  “Other Aspects, Live at the Royal Festival Hall”. Weller canta como nunca , as cordas e os metais são lindamente concebidos e todo o show é uma visão sucinta e muitas vezes desafiadora de um dos cantores e compositores mais consistentes e criativos do Reino Unido. O melhor disco que escutei neste ano, até agora. Para quem quiser escutar no Spotfy o link está abaixo:

 

Ouvimos: Riviera – Aquário EP (2018)

 

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***

Lançamento da banda mineira de rock Riviera, este bom EP Aquário traz uma banda forte, cantado em português, com boas letras, guitarras dissonantes, um baixo muito forte e bem marcado e uma voz que intercala entre o suave e o distorcido. O álbum, a luta do vocalista e guitarrista Vinícius Coimbra com a depressão. Além dele, a banda é formada por Rapha Garcia (baixo), Rafa Giácomo (guitarra) e David Maciel (bateria).O rock está vivo e passa bem em BH.

 

Álbuns do Mês: Father John Misty : God’s Favorite Customer

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*** e 1/2

O quarto álbum de Josh Tillman gravando como Father John Misty é bastante intimista. Tillman criou canções em que discute suicídio (Please Don’t Die), confissões românticas à esposa  (Disappointing Diamonds Are the Rarest of Them All e Just Dumb Enough to Try), e músicas em que discute temas religiosos, como a  faixa-título do disco. Por isto o disco às vezes parece um pouco sombrio, mas quase sempre é belo e inspirado.

 

 

 

Álbuns do Mês: Neil Young – ROXY: Tonight’s The Night (Live)

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Um álbum com uma apresentação ao vivo de Neil Young é por si só um grande lançamento, agora se ele contem uma coleção de 18 faixas gravadas em setembro de 1973, no The Roxy de Los Angeles, não há o que temer. Com a presença da banda Santa Monica Flyers, que acompanhava Young, o disco traz  nove canções que mais tarde apareceriam em Tonight’s The Night, clássico lançado pelo artista em 1975. “Nós realmente conhecíamos as músicas, depois de ter passado um mês tocando em estúdio”, Young escreveu em seu site oficial. “Então nós apenas tocamos tudo de novo, o álbum, de cima a baixo, sem as faixas que seriam adicionadas mais tarde. Nós nos divertimos muito.” É bem o que eles passam, diversão pura, de alta qualidade. Para ouvir várias vezes.

Álbuns do Mês: Artic Monkeys: Tranquility Base Hotel & Casino

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***

Um álbum diferente dos Artic Monkeys, menos guitarras e mais sintetizadores e teclados. E o resultado foi muito bom. Um disco extremamente agradável da primeira à última faixa. O clima é às vezes meio sombrio como em American Sports, às vezes evocando David Bowie como Four out Five, ou relaxantes como Star Treatment ou The Ultracheese. Enfim, uma nova e interessante direção para esta boa banda que são os Artic Monkeys. Resta saber quais os próximos passos. Aguardamos ansiosos.

Álbuns do Mês: Johnny Marr – Call the Comet

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*** 1/2

O quarto trabalho solo do guitarrista do The Smiths é talvez seu melhor álbum. Despretensioso, Marr nos brinda com 12 faixas que muitas vezes ecoam aos anos 1980, mas também trazem uma postura bastante contemporânea. Impossível não se lembrar dos Smiths em faixas como The Tracers, Hi Hello ou My Eternal, mas Johnny também nos apresenta um outro lado em faixas mais ousadas como New Dominions, Walk Into The Sea e Spiral Cities. Um bom disco, desde já candidato a estar presente em nossa lista de melhores do ano.

 

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