Lançamento: Fernanda Takai – Será Que Você Vai Acreditar ?

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Fernanda está de volta. Aproveitando a pausa da quarentena está lançando “Será que Você Vai Acreditar ?” No repertório boas surpresas:  Não creio em mais nada de Paulo Sérgio, tida como brega na década de 1970, ganha aqui uma linda versão. Há faixas originais como Terra Plana (John Ulhoa) , Não esqueça (Nico Nicolaiewsky), O Que Ninguém Diz (Climério Pereira), releituras, One Day in Your Life, eternizada na voz de Michael Jackson e Love is a Losing Game, de Amy Winehouse e participações especiais de fora do Brasil:  japonesa Maki Nomiya, vocalista do Pizzicato Five, em Love Song e a franco-brasileira Virginie Boutaud, ex-vocalista da banda Metrô, na faixa Amor nos Tempos do Cólera. Tudo embalado pela voz doc e afinada de Fernanda Takai.

Homenagem : Evaldo Gouveia

Evaldo Gouveia comemora 60 anos de carreira em show no BNB Clube

Evaldo Gouveia de Oliveira (Orós, 8 de agosto de 1928 — Fortaleza, 29 de maio de 2020)

Nossa homenagem ao criador de sucessos imortais: Alguém me disse, Canção para ninar gente grande, Sentimental demiais, O Conde, Tango para Tereza, O trovador entre outras

Obra

A noite e a prece (c/ Almeida Rego)/ Alguém me disse (c/ Jair Amorim)/Amo-te (c/ Jair Amorim)/Ave Maria os namorados (c/ Jair Amorim)/Baião macumbá (c/ Julinho do Acordeom)/Baiãozinho bom (c/ Julinho do Acordeom)/Beija-me depois (c/ Jair Amorim)/Bloco da solidão (c/ Jair Amorim)/Brigas (c/ Jair Amorim)/Canção para ninar gente grande (c/ Antônio Maria)/Cantiga de quem está só (c/ Jair Amorim)/Conversa (c/ Jair Amorim)/Deixe que ela se vá (c/ Gilberto Ferraz)/E a vida continua (c/ Jair Amorim)/Eu e Deus (c/ Pedro Caetano)/Eu e tu (c/ Jair Amorim)/Falso (c/ Jair Amorim)/Faz de conta (c/ Jair Amorim)/Garota moderna (c/ Jair Amorim)/Há meia hora apenas (c/ Jair Amorim)/Hora eu, hora você (c/ Jair Amorim)/Maldade (c/ Jair Amorim)/Maldito (c/ Jair Amorim)/Não (c/ Marino Pinto)/Ninguém chora por mim (c/ Jair Amorim)/Nosso cantinho (c/ Jair Amorim)/O bilhete (c/ Jair Amorim)/O conde (c/ Jair Amorim)/O mundo melhor de Pixinguinha (c/ Jair Amorim)/O trovador (c/ Jair Amorim)/Onde estarás (c/ Jair Amorim)/Perdão senhorita (c/ Jair Amorim)/Pior pra você (c/ Almeida Rego)/Pitota (c/ Paulo gilvan e Edson França)/Poema do olhar (c/ Jair Amorim)/Pra lá de bom (c/ Almeida Rego)/Quando existe Deus (c/ Jair Amorim)/Que Deus me dê (c/ Jair Amorim)/Quem tudo quer nada tem (c/ Jair Amorim)/Samba sem pim-pom (c/ Jair Amorim)/Se alguém telefonar (c/ Jair Amorim)/Se eu pudesse (c/ Jair Amorim)/Sentimental demais (c/ Jair Amorim)/Serenata da chuva (c/ Jair Amorim)/Só Deus (c/ Jair Amorim)/Tango pra Tereza (c/ Jair Amorim)/Tudo de mim (c/ Jair Amorim)/Um dia em Portugal (c/ Jair Amorim)/Um punhadinho de estrelas (c/ Almeida Rego)/Uma vez mais (c/ Jair Amorim)/Vou fazer um samba (c/ Almeida Rego)

Essenciais do Vitrola: Clube da Esquina 1 (1972)

Uma brincadeira no Facebook pediu que eu escolhesse  os 10 álbuns que enormemente influenciaram meu gosto musical. Comecei com este clássico. Foi absolutamente desnorteador escutar esta pérola em pleno 1972. Só há faixas boas, completamente originais, diferente de tudo que havia sido feito até então. Como não ter sido influenciado ? Como diz uma das faixas mais conhecidas : Nada Será como Antes. Excepcional ! O link para o Spotify está logo abaixo. Escute e comprove:

As faixas:

Lado A

  1. “Tudo Que Você Podia Ser” (Lô Borges, Márcio Borges) – Interpretação: Milton Nascimento 
  2. “Cais” (Milton Nascimento, Ronaldo Bastos) – Interpretação: Milton Nascimento 
  3. “O Trem Azul” (Lô Borges, Ronaldo Bastos) – Interpretação: Lô Borges
  4. “Saídas e Bandeiras nº 1” (Milton Nascimento, Fernando Brant) – Interpretação: Beto Guedes e Milton Nascimento
  5. “Nuvem Cigana” (Lô Borges, Ronaldo Bastos) – Interpretação: Milton Nascimento 
  6. “Cravo e Canela”
  7. (Milton Nascimento, Ronaldo Bastos) – Interpretação: Lô Borges e Milton Nascimento

Lado B

  1. “Dos Cruces” (Carmelo Larrea) – Interpretação: Milton Nascimento 
  2. “Um Girassol da Cor do Seu Cabelo” (Lô Borges, Márcio Borges) – Interpretação: Lô Borges
  3. “San Vicente”  (Milton Nascimento, Fernando Brant) – Interpretação: Milton Nascimento 
  4. “Estrelas”  (Lô Borges, Márcio Borges) – Interpretação: Lô Borges
  5. “Clube da Esquina nº 2” (Lô Borges, Márcio Borges,Milton Nascimento) –Interpretação: Milton Nascimento 

Lado C

  1. “Paisagem da Janela”  (Lô Borges, Fernando Brant) – Interpretação: Lô Borges
  2. “Me Deixa em Paz” (Monsueto, Ayrton Amorim) – Interpretação: Alaíde Costa e Milton Nascimento
  3. “Os Povos” (Milton Nascimento, Márcio Borges) – Interpretação: Milton Nascimento
  4. “Saídas e Bandeiras nº 2” (Milton Nascimento, Fernando Brant) – Interpretação: Beto Guedes e Milton Nascimento
  5. “Um Gosto de Sol”  (Milton Nascimento, Ronaldo Bastos) – Interpretação: Milton Nascimento

Lado D

  1. “Pelo Amor de Deus” (Milton Nascimento, Fernando Brant) – Interpretação: Milton Nascimento
  2. “Lilia”  (Milton Nascimento)- Interpretação: Milton Nascimento
  3. “Trem de Doido” (Lô Borges, Márcio Borges) – Interpretação: Lô Borges
  4. “Nada Será Como Antes” (Milton Nascimento, Ronaldo Bastos)  – Interpretação: Beto Guedes e Milton Nascimento
  5. “Ao Que Vai Nascer” (Milton Nascimento, Fernando Brant) – Interpretação: Milton Nascimento

 

Homenagem: Aldir Blanc

Aldir Blanc: veja trechos de obras do compositor e escritor | Pop ...

Aldir Blanc Mendes (Rio de Janeiro, 2 de setembro de 1946 — Rio de Janeiro, 4 de maio de 2020)

 

Mais uma perda importante para a música popular brasileira. Faleceu Aldir Blanc, médico, compositor e escritor brasileiro. Um dos responsáveis pela renovação do nosso cancioneiro popular durante os anos 1980-90. Formou uma das parcerias mais geniais de nossa música, nos legando clássicos inesquecíveis, que vão ser lembrados para sempre. A minha geração em especial adotou como seu hino de liberdade uma composição da dupla O Bêbado e O Equilibrista, para saudar a anistia e o fim da ditadura militar.

Um pouquinho de Aldir por ele mesmo:

Homenagem: Moraes Moreira

Moraes Moreira - Cifras, Letras e Músicas - MPB PUBLICAÇÕES

Antônio Carlos Moreira Pires
 8/7/1947 Ituaçu, BA
 13/4/2020 Rio de Janeiro, RJ

 

O meu primeiro contato com a música de Moraes Moreira foi, como o de quase todo mundo, através dos Novos Baianos.

Em 1968, juntamente com Paulinho Boca de Cantor, Luis Galvão, Pepeu Gomes e Baby Consuelo (hoje Baby do Brasil), formou o grupo Os Novos Baianos, que fez sua estréia com o show “Desembarque dos bichos depois do dilúvio“, em Salvador.

Pelo menos dois discos dos baianos marcaram a minha geração. Em 1972, após incorporar o baixista carioca Dadi e os percussionistas Jorginho Gomes, Baixinho e Luis Bolacha, o conjunto gravou, pela Som Livre, o LP “Acabou Chorare“. “Mistério do planeta”, “A menina dança”, “Um bilhete pra Didi”, “Tinindo trincando” e “Preta, Pretinha” e  “Brasil pandeiro” (Assis Valente), nos impressionaram profundamente.

Em 1973, ainda com o grupo, lançou o LP “Novos Baianos Futebol Clube“. Neste disco, “Besta é tu” (c/ Pepeu e Galvão), “Sorrir e cantar como Bahia” e “Só se não for brasileiro e uma releitura de “Samba da minha terra” (Dorival Caymmi), mantiveram o encanto.

Saiu em carreira solo no ano de 1975, e desde então lançou mais de 20 discos. Desde então Moraes sempre apresentou uma grande técnica e muita alegria em suas músicas e gravações. Ele faleceu hoje, provavelmente vitimado por um infarto do miocárdio aos 72 anos de idade.

 

 

 

Homenagem: Riachão

Lugar de malandro é em pé", diz sambista Riachão aos 97 anos | A ...

Clementino Rodrigues,(Salvador14 de novembro de 1921 – Salvador, 30 de março de 2020),

Importante sambista, mais conhecido pelo apelido de Riachão  , ao lado de Nelson Sargento, Dona Ivone Lara e mais alguns outros da velha guarda, reconhecido como uma das raízes do moderno samba brasileiro. . Era um verdadeiro “cronista musical”, trazendo para suas músicas o dia a dia da capital baiana. Tem vário sambas irreverentes, tais como “Retrato da Bahia” e “Bochechuda e Papuda“, o tornaram ganhador do “Troféu Gonzaga.

Riachão teve várias das suas músicas interpretadas por cantores nacionais, uma das mais conhecidas foi “Vá Morar com o Diabo“, cantada por Cássia Eller. Também é de sua autoria a famosa música “Cada Macaco no Seu Galho“, escolhida por Caetano Veloso e Gilberto Gil, em 1972, para marcar seus retornos ao Brasil depois de exílio político durante o regime militar no Brasil e que gravaram posteriormente. (Wikipedia)

Aos 98 anos,músico morreu enquanto dormia, em Salvador.

 

Homenagem: Walter Franco

 

Walter Rosciano Franco (São Paulo, 6 de janeiro de 1945 — São Paulo, 24 de outubro de 2019)

 

Um dos mais intrigantes e polêmicos músicos brasileiros partiu . Walter Franco não fez parte de nenhum movimento musical específico. Não participou da  bossa nova ou tropicalismo, mas sempre esteve na vanguarda. Walter incomodou, acho que esta é a palavra certa. Fez parte da Vanguarda Paulista, e da geração de Arrigo Barnabé e Itamar Assumpção. Trabalhou com arranjadores como Rogério Duprat e Júlio Medaglia, e teve a letra da música “Cabeça” traduzida para o inglês por Augusto de Campos. Seu álbum mais aclamado pela crítica é Revolver, de 1975, ao meu ver uma obra prima.

O compositor tem pelo menos cinco músicas bem conhecidas do grande público: a própria “Cabeça”, “Seja Feita a Vontade do Povo”, “Coração Tranquilo”, “Respire Fundo” e “Vela Aberta”, sendo a última executada até hoje em programas radiofônicos de flash-back.

Outro sucesso de Walter Franco é “Serra do Luar”, com um refrão marcante: “Viver é afinar o instrumento / De dentro prá fora / De fora prá dentro”.

Discografia

  • “Tema do Hospital” – compacto simples (1971)
  • Ou Não (1973)
  • Revolver (1975)
  • Respire Fundo (1978)
  • Vela Aberta (1979)
  • Walter Franco (1982)
  • Tutano (2001) – YB Music

 

Música do Dia: Tiago Iorc – Desconstrução (2019)

Tiago Iorc durante a gravação do seu Acústico MTV, em São Paulo - Marcos Hermes/Divulgação

O bom Tiago Iorc, depois de parado durante um certo tempo, retornou de surpresa com o disco Reconstrução – e recentemente lançou o Acústico MTV. A canção que concorre ao prêmio é Desconstrução, que abre o álbum. Ela é nossa canção do dia.

Música do Dia: Toque de Arte : Aquarela do Brasil, Hino Nacional e Brasileirinho (2014)

A música do dia hoje é uma dica do meu querido irmão Luis Henrique.

O Toque de Arte é formado por quatro artistas que, segundo sua página no Facebook,  fazem música com virtuosismo e empolgação. SBiografia
O quarteto lançou em Janeiro/17, no Rio Scenarium (Lapa), o CD “Toque de Arte – 20 Anos – Ao Vivo” (FINA FLOR), gravado no Citibank Hall/RJ.  É o seu 3º cd gravado. Os anteriores são o “Samba & Voz” (2004 – Independente) e o “Pelos Quatro Cantos” (2008 – selo Albatroz). Ostentando mais de 15 anos de estrada com a mesma formação, sete deles no saudoso Butiquim do Martinho como convidados do próprio Martinho da Vila, o Toque de Arte atua no mercado nacional e internacional, onde dá ênfase, por ser um artista carioca, à Lapa carioca, sendo um dos representantes da revitalização cultural da região, fazendo, a cada show, uma festa para o público fiel.  Angariou nos seus discos participações especiais de Martinho da Vila, Chico Buarque e Alcione, a Marrom. Bastante atuante na região da Lapa carioca e de Vila Isabel, além de Brasil e exterior. (Texto da página do Grupo no Facebook)

 

Série Pesquisa: As mais tocadas no Brasil 2. A década de 1930

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Dircinha Batista em 1939

A minha geração e em certo grau, também a nova, estamos acostumados a pensar na década de ouro da música popular brasileira (MPB) como situada entre o final dos anos 1960 e o final dos 1970. Mas, será mesmo que esta década foi a melhor da MPB ? Começo a desconfiar. Quando me dispus a pesquisar, ancorado na pesquisa anterior do site Mais Tocadas, outras seleções, separadas por décadas, fui surpreendido. Nada que já não soubéssemos, mas quando colocadas em conjunto, as canções da década de 1930 constituem a verdadeira base para o que escutamos hoje e para a própria década de 1970 (o que, para sermos justos, sempre foi reconhecido por aquela “nova” geração). Convido-os a escutar esta primorosa seleção musical, incluindo essenciais como Pixinguinha, Noel Rosa, Ary Barroso, Lupicínio, Lamartine Babo, Braguinha, Vicente Celestino entre outros, aqui apresentada em versões atualizadas, o que sem dúvida ajuda a trazer estas belíssimas canções para um contexto mais atual, facilitando a sua degustação.

São 45 sucessos:

  1. Minha Palhoça – Silvio Caldas (1935)
  2. O que é que a bahiana tem – Dorival Caymmi (1939)
  3. Tahi – Pra você gostar de mim – Joubert de Carvalho (1930)
  4. As Pastorinhas – Braguinha (1938)
  5. Cidade Maravilhosa – André F ilho (1934)
  6. O Teu Cabelo Não Nega – Lamartine Babo, João e Raul Valença (1932)
  7. Carinhoso – Pixinguinha, João de Barro (1917 e 1937)
  8. Tico Tico no Fubá – Zequinha de Abreu (1917 e 1931)
  9. Pierrot Apaixonado – Joel e Gaucho (1936)
  10. Linda Morena – Lamartine Babo (1933)
  11. Sonho de Papel – Alberto Ribeiro (1935)
  12. Camisa Amarela – Ary Barroso (1939)
  13. Na Pavuna – Almirante (1930)
  14. Camisa Listrada – Assis Valente )1938)
  15. Na Batucada da Vida – Ary Barroso (1934)
  16. Maringá – Joubert de Carvalho (1932
  17. Chão de Estrelas – Silvio Caldas (1937)
  18. Se Você Jurar – Ismael Silva (1931)
  19. O Ébrio – Vicente Celestino (1936)
  20. O Orvalho Vem Caindo – Noel Rosa (1933)
  21. Meu Moreno – Hervé Cordovil (1935)
  22. A Jardineira –  Humberto Porto, Benedito Lacerda (1938)
  23. Se Acaso Você Chegasse – Lupicínio Rodrigues (1938)
  24. Agora é Cinza – Bide e Marçal (1934)
  25. Para Me Livrar do Mal – Noel Rosa (1932)
  26. De Papo pro Ar – Joubert de Carvalho (1931)
  27. Mágoas de Caboclo – Leonel Azevedo, J.Cascata (1936)
  28. Não tem Tradução – Noel Rosa (1933)
  29. No Rancho Fundo – Ary Barroso, Lamartine Babo (1939)
  30. Na Baixa do Sapateiro – Ary Barroso (1938)
  31. Andorinha Preta – Breno Ferreira (1932)
  32. Com que Roupa – Noel Rosa (1931)
  33. No Tabuleiro da Bahiana – Ary Barroso (1936)
  34. Feitiço da Vila – Noel Rosa (1935)
  35. Aquarela do Brasil – Ary Barroso (1939)
  36. Touradas em Madrid – Braguinha (1938)
  37. Lábios que Beijei – Leonel Azevedo, J.Cascata (1937)
  38. Deusa da Minha Rua – Newton Teixeira, Jorge Faraj (1939)
  39. Singing in the Rain – Arthur Freed e  Nacio Herb Brown (1929)
  40. Yes Nós Temos Banana – Braguinha (1939)
  41. Não Tenho Lágrimas –  Maximiliano Bulhões e Milton de Oliveira (1937)
  42. Rosa – Pixinguinha, Otávio de Souza (1937)
  43. Bola Preta – Jacob do bandolim ? (1938)
  44. The Peanut Vendor – Moises Simons (1930)
  45. Faceira – Ary Barroso (1931)

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