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MPB: Samba inédito de Gonzaguinha é lançado. Meu País (1973/2018)

A tecnologia meio “Black Mirror” de hoje aprontou outra das suas. Uma canção escrita por Gonzaguinha e censurada, em 1973, pelo governo militar (tinha destas coisas naquela época, acreditam ?), chamada Céu Pais foi lançada só agora. Meio tétrico é o fato de Gonzaguinha ter falecido em 1991 e nunca gravado esta música. Mais, ela foi lançada com a sua própria voz e postada no You Tube, como parte de ima campanha publicitária.

Os produtores realizaram uma mistura de técnicas a partir da reconstrução da voz do próprio cantor. Para isso, recortaram palavra por palavra de materiais gravados em vida, como entrevistas, áudios e outros originais. Depois, a voz dele foi refeita com o suporte de outro cantor, que possui tom bem próximo.  Confira o resultado:

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Álbuns do mês: Gil, Nando & Gal- Trinca de Ases (Ao vivo)

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** e 1/2

O disco vale pelo repertório, 25 clássicos desta trinca de ases de ouro da MPB. É às vezes triste perceber que as vozes de Gal e de Milton, antes dois ícones exatamente por causa da sua qualidade vocal, estão muito abaixo do que eram. Nando Reis segura as pontas em quase todas as faixas. Apesar disto é diversão pura escutar “Palco; Baby; Esotérico; Refavela; Lately, Dois Rios, O Segundo Sol” entre outras.

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Álbuns do Mês: Getúlio Cortes: As Histórias de Getúlio Cortes

 

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Conseguir lançar seu primeiro álbum com 80 anos já é um fato extraordinário, mais ainda quando descobre-se tratar de um importante compositor de sucessos nos anos 1960. Sim Getúlio foi um compositor gravado por nomes tão consagrados como Roberto Carlos e fez grande sucesso. Na Jovem Guarda, outros cantores emplacaram nas paradas com composição de Getúlio. Um deles foi Bobby di Carlo com Cuidado pra não derreter. A lista é longa e abrangente. Inclui duplas como Leno & Lilian e Os Vips, aos ídolos do iê iê iê recifense Reginaldo Rossi e Luis Carlos Clay, até Toni Tornado e o Raça Negra, passando por Wanderléa, Erasmo Carlos, Golden Boys, Fevers, Renato e seus Blue Caps, Raul Seixas, Titãs, Léo Jaime, e Luis Melodia, que ganhou o epíteto Negro Gato, depois que incorporou a canção de Getúlio Côrtes ao seu repertório.Suas duas músicas mais conhecidas estão neste álbum: O Negro Gato e Tempo Vai Apagar. Há ainda outras músicas conhecidas como Hei Você e Atitudes. Há um gostinho de Jovem Guarda, um pouco de brega um pouco de negritude demais para a época o que, talvez, o tenha impedido de fazer sucesso com sua própria voz. Antes tarde do que nunca.

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Álbuns do Mês: João Cavalcanti e Marcelo Caldi: Garimpo

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*** e1/2

João Cavalcanti, do grupo Casuarina, filho de Lenine se une ao sanfonista Marcelo Caldi, que também também o co-produz, para lançar este belo álbum. É um trabalho bastante poético, praticamente todo feito com voz e piano e algumas intervenções da sanfona de Caldi.O resultado é muito bonito, as participações especiais preciosas.  O disco traz parcerias com Jorge Drexler (Consumido), Pedro Luis (Indivídua) e uma parceria com o pai, Lenine (A Causa e o Pó), com a participação vocal do português Antonio Zambujo. Há espaço tango  , uma valsa e sambas. Delicioso o samba Chico Buarquiniano O Nego e Eu. Não deixe de escutar.

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Álbuns do Mês: Titãs – Doze Flores Amarelas

* 1/2

Arriscar-se a compor uma ópera-rock em pleno século XXI já é uma tarefa delicada, lançá-la em disco, sem o acompanhamento de um plano visual, torna-se uma tarefa inglória. Os Titãs ousaram, e o resultado foi muito ruim. A história das história de três estudantes, as Marias A, B e C, que fazem uso de um aplicativo de match chamado Facilitador. Em uma festa elas são violentadas por cinco garotos e acabam fazendo uso do mesmo app para fazerem justiça com as próprias mãos.

O Facilitador sugere então a “magia das doze flores amarelas”, e após a morte de um dos estupradores, as três irmãs começam a questionar os seus próprios valores e a influência da tecnologia na vingança e nos caminhos que passam a se desenhar desde que tudo aconteceu. Ao total são 25 canções inéditas do Titãs. Nenhuma delas se sustenta sem a peça e pior são todas ruins.

 

 

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Álbuns do Mês: Anna Ratto – Tantas

Capa do álbum 'Tantas', de Anna Ratto (Foto: Nana Moraes)

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O Brasil é realmente o país das cantoras. Depois de seu álbum autoral de 2012, Anna opta por gravar essencialmente como cantora, interpretando composições alheias. O resultado é muito bom. Ela vai de um frevo  gostoso (“Desbunde”) até composições mais melodiosas como a bela Ana Luisa e a mais roqueira Inemurchável. Gostei bastante da experiência. Excelente cantora.

 

 

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Álbuns do Mês: Wado – Precariado

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**3/4

Wado tem uma carreira sólida e independente. Pouco conhecido do público em geral sempre primou pela qualidade em seus discos. Com Precariado não é diferente, um álbum caprichado, com canções delicadas, arranjos bem elaborados e uma impressão geral de bastante agradável. O problema, se que é que há, é o o da atual MPB, as letras das canções se mostram meio alienadas do mundo atual. Fala-se de amor (“Roupa”), flerta-se com o rock (“Correntes Comprimidas”) e até com a onda atual de ritmos latinos dançantes (“Contas y Conchas”). Pode ser rabugice minha, mas sinto falta de atitude. O Brasil, neste momento atribulado, me lembra o Brasil dos anos 1970, e nesta época falávamos de amor, latinidade e dançávamos ao som de músicas engajadas e sintonizadas com o seu tempo.

 

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