Sousa’s em Vinil : Queen A Night at the Opera

Quando meu pai me presenteou com o maravilhoso LP do “A Night at the Opera” e me pediu de volta um texto sobre o que esse álbum significava para mim, eu confesso que fiquei sem reação. Como assim eu teria que explicar o que um dos maiores álbuns do Queen significavam para mim? É praticamente impossível colocar em palavras o poder que a voz de Freddie e os arranjos de sua banda tem no meu emocional, quando começam a tocar.
Queen é, sem sombra de dúvidas, uma de minhas bandas favoritas e “A Night at the Opera” tem um sabor especial para mim. Digo isso porque é praticamente impossível, nos lançamentos de álbuns atuais, encontrar tantos clássicos em apenas um LP: “You’re my best friend”, “Love of My Life” e, é claro “Bohemian Rhapsody“. Essa última música, além de ter mudado a maneira como o mundo via o Queen, mudou também completamente a maneira como eu via o estilo de música que realmente chamava a minha atenção. “Bohemian Rhapsody” é ousada, é bem estruturada, é inovadora (até mesmo para os padrões atuais) e é única. É impossível, portanto, falar de “A Night At The Opera” sem dar todos os méritos do sucesso do álbum para essa canção.
Por isso, posso responder a pergunta do meu pai sobre o que “A Night At The Opera” significa para mim, com uma simples afirmativa: foi esse o LP que me presenteou com minha canção favorita. Obrigada Queen, obrigada Freddie e, principalmente, obrigada pai por permitir que esse seu LP querido faça agora parte da minha coleção também.

Sousas em Vinil: Chico Buarque (1966)

Chico

Ano de comemoração dos 50 anos de lançamento do primeiro disco de Chico Buarque, que é um marco da MPB. O disco foi lançado em vinil, com 12 faixas, entre as quais várias que se tornaram clássicos. O disco da foto faz parte da coleção em vinil dos Sousa e é o original de 1966.

FAIXAS:

LADO A:

  1. A Banda
  2. Tem Mais Samba
  3. A Rita
  4. Ela e Sua Janela
  5. Madalena Foi Pro Mar
  6. Pedro Pedreiro

LADO B:

  1. Amanhã Ninguém Sabe
  2. Você Não Ouviu
  3. Juca
  4. Olê,Olá
  5. Meu Refrão
  6. Sonho de Um Carnaval

 

O disco foi lançado pela RGE e segundo o produtor do disco , Manoel Barenbein, ele não se lembra de onde partiu a ideia de fazer as duas faces antagônicas do compositor na capa. A arte da capa foi de Júlio Nagib (morto em 1983), as fotos de Dirceu Corte-Real. Chico tinha 22 anos e era tido como uma revelação. Ele já havia lançado os compactos  “Pedro pedreiro”, “Sonho de um carnaval”, “Olê, olá” e “Meu refrão”, musicado o poema “Morte e vida severina”, de João Cabral de Melo Neto, para o teatro e especialmente tido um sucesso esmagador com  a “A banda”, vencedora, em outubro de 1966, do II Festival da Música Popular Brasileira, da TV Record (empatada com “Disparada”, de Geraldo Vandré e Théo de Barros, cantada por Jair Rodrigues) — o compacto de Nara Leão com a música vendeu 100 mil cópias em uma semana.

 

 

 

Sousa’s em Vinil: Alladin Sane

FullSizeRender

Foi David Bowie que inaugurou uma das colunas do Vitrola: Os Favoritos dos Sousa,em 2010 , agora é novamente Bowie, em um dia de luto,  o escolhido para inaugurar uma nova coluna. Ontem, mostrando a minha coleção particular de discos de vinil, para a Anna Luiza e o Militani, dois amigos aqui do Vitrola, a Anna, que é, entre qualidades, artista plástica, sugeriu que começássemos a pensar na possibilidade de fazer um catálogo, ou quem sabe um livro, comentando o trabalho gráfico das capas dos LPs, acompanhadas de pequenas notas em que eu contaria porque este disco foi importante para mim. Porque não começar hoje com um disco marcante de Bowie ?

 

Bowie já era conhecido por seu marcante Ziggy Stardust, mas o primeiro disco de Bowie que eu amei foi Alladin Sane. Eu comprei este disco em dezembro de 1973, portanto há 42 anos atrás e o escutei tantas vezes, que acho que ele ficou até mais fino (é o vinil gastava), embora o meu exemplar esteja sem nenhum arranhão importante. Eu tinha 16 anos, Bowie cerca de 26, eu queria transgredir, Bowie transgredia. A capa, embora a RCA do Brasil tenha feito uma edição bastante descuidada, era tão marcante, que até hoje é difícil um amante da música que não a conheça. E as músicas ? Cada uma mais diferente, com uma sonoridade estonteante.

Lado A
N.º Título Duração
1. “Watch That Man” 4:25
2. “Aladdin Sane (1913-1938-197?)” 5:06
3. “Drive-In Saturday” 4:29
4. “Panic in Detroit” 4:25
5. “Cracked Actor” 2:56
Lado B
N.º Título Duração
6. “Time” 5:09
7. “The Prettiest Star” 3:26
8. “Let’s Spend the Night Together” (Mick Jagger, Keith Richards) 3:03
9. “The Jean Genie” 4:02
10. “Lady Grinning Soul” 3:46

Minhas prediletas : Alladin Sane, Panic in Detroit e Lady Grinning Soul

 

Equipe

  • David Bowie – guitarra, teclado, saxofone, voz
  • Mick Ronson – guitarra, piano, voz
  • Trevor Bolder – baixo
  • Mick “Woody” Woodmansey – bateria

Blog no WordPress.com.

Acima ↑

%d blogueiros gostam disto: