Crítica: Rodrigo Santos e Andy Summers – Teatro Bradesco – Belo Horizonte – 12/08/15

Cotação ****

Quem não foi perdeu, e, infelizmente, o Teatro Bradesco estava com apenas cerca de 50% da sua capacidade. O show reuniu Andy Summers (ex-The Police), considerado um dos maiores guitarrista do mundo e Rodrigo Santos, ex-baixista do Barão Vermelho. Andy, tem uma relação muito forte com a musica brasileira, já gravou com Victor Biglione, Roberto Menescal e Fernanda Takai. Neste show ele se apresentou com Rodrigo Santos, baixista do Barão Vermelho, que já tocou com grandes nomes do Rock Brasileiro, como: Kid Abelha, Lobão, João Penca e Miquinhos Amestrados entre outros.


Dueto amigável: Andy Summers e Rodrigo Santos Foto: Divulgação

O show  começou com o power trio Rodrigo, Fernando Magalhães e ex-baterista do Kid Abelha,Kadu Menezes, tocando músicas do repertório do Barão Vermelho, com Rodrigo dando um show de carisma e competência. A seguir foi a vez de Andy Summers substituir Fernando na guitarra e desfilar um rosário de sucessos do The Police, músicas como: Roxanne, Message in a Bottle, Sincronicity, So Lonely, Every Little Thing She Does is Magic, entre outras, cantadas e tocadas com total competência pelo poderoso trio. Destaque para a surpresa que foi a competência e o carisma de Rodrigo Santos, sem dúvida um dos maiores nomes do rock brasileiro atual.

Crítica : Romero Lubambo Trio – Praça Floriano Peixoto – Belo Horizonte – 23/05/15

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Cotação ****

Neste sábado, Belo Horizonte recebeu Romero Lumambo e seu trio, como parte do Circuito Unimed-BH, realizado pelo Instituto Unimed-BH. O repertório com influências diversas, foi bastante eclético, com ritmos brasileiros do norte ao sul do país, aliados  ao jazz e ao blues carreira, resultado  da sua estadia em Nova York nos últimos 28. O violonista e guitarrista Romero Lubambo deu um show de competência e simpatia acompanhado por Marcelo Mariano (baixo) e Ramon Montagner (bateria). Romero hoje é muito mais conhecido fora do Brasil, onde é celebrado por seu último álbum, “Só – Brazilian Essence”, que figurou na lista de melhores lançamentos de 2014 da revista norte-americana “DownBeat”. O show teve música brasileira – João Bosco, Dominguinhos, Tom Jobim e composições próprias. Muito bom

Show: St. Vincent – Chevrolet Hall – Belo Horizonte – 26/03/15

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Cotação ****

No mesmo dia do show de Robert Plant, aqui em BH, tivemos, abrindo a noite, a nova musa indie, Annie Clark, que fez um show irretocável, que conquistou a plateia de cerca de 2500 pessoas que tiveram a boa ideia de chegar mais cedo. O conjunto de Anne é o St. Vincent, que tocou por  mais ou menos 40 minutos e mostrou algumas canções de seu quarto álbum de estúdio, homônimo, escolhido entre os  um dos melhores do ano passado, por vários órgãos especializados, inclusive a Vitrola dos Sousa.

Anne Clark, agora de cabelo escuro, faz com que seu conjunto soe como uma mistura de passado e presente. A receita do St. Vincent: coloque num liquidificador a voz doce, como a de Aimée Mann, ex- Till Tuesday, uma pitada de glitter e inspiração coreográfica de Joan Jett e Suzy Quatro e a guitarra agressiva e o rock engajado de Patti Smith . Bata tudo junto e escute por pelo menos uma hora em alto e bom tom.

Set List:

  • Bring Me Your Loves
  • Digital Witness
  • Cruel
  • Rattlesnake
  • Marrow
  • Cheerleader
  • Huey Newton
  • Regret
  • Birth in Reverse

Deixou um gostinho de quero mais. Abaixo a musa apresentando a abertura do show Bring Me Your Loves (em Buenos Aires ) e a belíssima Rattlesnake, em BH, ambas do seu último disco

Originalmente publicado em: Sousa’s Blues Blog’n’Roll

Crítica: Queens Of The Stone Age – Espaço das Américas – São Paulo

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O Vitrola nunca perde um bom show, seja ele de Rock, Pop ou MPB. Na quinta-feira passada estivemos na 1ª apresentação solo do Queens of The Stone Age em São Paulo, que aconteceu no Espaço das Américas.

A casa cheia, o calor insuportável (o Espaço é grande, mas fechado), o ar condicionado incompetente e os telões desligados (para o desespero de baixinhos e baixinhas como eu) não impediram Josh Homme e sua turma de entregar talvez um dos melhores shows de rock da atualidade.

josh homme

O talento do QOTSA foi, por muito tempo, ignorado pelas grandes mídias (como ocorre com muitos bons artistas e bandas sem apoio de grandes gravadoreas), já que o grupo californiano está na estrada desde 1996. Sua primeira aparição no Brasil, lá no Rock in Rio de 2001, só chamou a atenção porque o baixista Nick Oliveri resolveu subir ao palco com somente o instrumento musical escondendo sua região genital. Depois disto o QOTSA explodiu em nossos ouvidos (e me incluo nesta turma) com o hit “No One Knows”, com a participação do vocalista do Foo Fighters (e ex-baterista do Nirvana), Dave Grohl, assumindo o som raivoso de sua bateria. A partir dai a banda vem encarando uma crescente e consistente decolada na sua carreira, lançando álbuns que mostram que, apesar de todas as previsões, o rock ainda não morreu. Pelo menos não se depender de Josh e o QOTSA. A energia e a paixão que o vocalista e sua banda carregam pelo rock ficou clara aos olhos de quem compareceu ao Espaço das Américas no dia 25 de setembro de 2014. Fãs hipnotizados cantavam, aos plenos pulmões, todos os clássicos de todos os álbuns da banda. Para quem foi conhecer um pouco do trabalho dos caras, o espanto era nítido com tamanha conexão com a plateia: “A galera é frenética com eles mesmo né?”, disse uma das pessoas que estava ao meu lado. A minha vontade foi de responder: “Amigo, você não sabia o que estava perdendo até hoje”.

Confesso que não consegui ver o cabelo ruivo de Josh Homme, ou os solos estridentes de bateria de Jon Theodore, nem mesmo quando eu resolvia saltar junto com os milhares de fãs que estavam tão em transe quanto eu. O negócio é que eu não precisei disto para sentir que estava tendo o prazer de ouvir, a poucos metros de mim, a melhor banda de rock da atualidade. Dentre todos os grandes sucessos que foram tocados, como as clássicas “No One Knows”, “Make It Wit Chu”, “Feel Good Hit Of The Summer” (que encabeçou um coro insano de seu refrão), “Little Sister”, “Mexicola” (que foi tocada a pedido dos fãs) e “Sick Sick Sick”, a música que foi o destaque do meu show foi a belíssima “The Vampyre Of Time And Memory”: sem dúvidas a mais bela balada de rock já feita desde a morte do grunge, lá nos anos 90.

Consegui tirar três belas lições da minha experiência ao ver o show solo do QOTSA na última quinta-feira:
1- Josh e sua turma são a maior banda de Rock da atualidade. O rock ali é de verdade, agressivo, suave, melódico, sexy, dançante e tudo isso ao mesmo tempo.
2- O Espaço das Américas precisa rever a força de seu ar-condicionado (e as regras sobre ligar ou desligar o telão).
3- Não conseguir ver o palco não é uma condição definitiva para curtir o show ou não. Josh me mostrou que era possível ser cega e ainda sentir toda a vibe deixada por ele ali.

Que o Queens Of The Stone Age volte rápido para outro show, e se você perdeu essa oportunidade não seja distraído o suficiente para deixar passar esta chance novamente.

O setlist:
You Think I Ain’t Worth a Dollar, but I Feel Like a Millionaire
No One Knows
My God Is the Sun
Smooth Sailing
Monsters in the Parasol
I’m Designer
I Sat by the Ocean
…Like Clockwork
Feel Good Hit of the Summer
(with “Never Let Me Down Again”… more)
The Lost Art of Keeping a Secret
If I Had a Tail
Little Sister
Fairweather Friends
Make It Wit Chu
I Appear Missing
Sick, Sick, Sick
Mexicola
Go With the Flow
Bis
The Vampyre of Time and Memory
Do It Again
A Song for the Dead

Show: Orquestra Sinfônica Arte Viva – regência Amilson Godoy convida Toquinho – 30/08/14

Foto: Toquinho na Virada Cultural BH

Cotação: ****

O Vitrola dos Sousa esteve no show em que a Orquestra Sinfônica Arte Viva, com regência de Amilson Godoy acompanhou Toquinho, na Virada Cultural de BH. Não há como um show de Toquinho ser ruim, ainda mais fazendo parte da Virada Cultural de BH, emoldurada pelo Parque Municipal e acompanhado de uma plateia pra lá de acolhedora. Foi um desfiar de sucessos, que foram cantados a plenos pulmões pelos espectadores. Não faltaram os standards da carreira com Vinicius, as músicas infantis, os sucessos próprios e algumas composições de outros artistas. É sempre um prazer escutar Toquinho, seu belo violão e ver que ele ainda mexe com tanta gente.

Crítica Show: Circuito ViJazz & Blues 2014 com Marcus Miller – SESC Palladium 05/08/14

COTAÇÃO ***** e uma casquinha

Tocou hoje em BH , no Sesc Palladium, , um dos baixistas e compositores mais renomados do jazz na atualidade, o americano Marcus Miller, acompanhado de sua banda. Marcus Miller é natural do Brooklyn, da cidade de Nova York, e foi agraciado com o Grammy duas vezes. O repertório do show foi largamente baseado no álbum  Renaissance. Miller conquistou a plateia logo de cara com a balançada Detroit, em que pode mostrar porque é tido como um dos maiores baixistas da atualidade. Seguiram-se outros grandes momentos como Redemption, Revelation e a belíssima Gorée (Go-ray), composta sob inspiração de uma viagem de Miller à África. Destaque especial também para a excelente banda de Miller: Alex Han – saxofone, Adam Agati – guitarra, Brett Williams – teclados, Lee Hogans – trompete e o incrível Louis Cato – na bateria e percussão. Enfim uma aula de jazz, rock, soul, blues e até R & B numa noite memorável. Uma pequena amostra abaixo:

Crítica: Raul de Souza: Praça Floriano Peixoto – Belo Horizonte – 17/05/14

Captura de tela 2014-05-18 12.29.47

COTAÇÃO: ****

Não é sempre que uma lenda da MPB/Jazz vem tocar gratuitamente em uma praça em sua cidade. Ainda mais comemorando 60 anos de carreira e 80 de idade. Pois Raul nos deu este privilégio. A abertura do show contou com a participação de duas bandas da capital mineira,  o grupo Choro Nosso e Felipe Continentino. Acompanhado por uma banda jovem e talentosa, Raul de Souza se apresentou ao lado de Fábio Torres (teclados), Mário Conde (guitarra e cavaquinho), Glauco Sölter (baixo) e Serginho Machado (bateria). O repertório do show teve um pouco de cada um dos seus trabalhos mais recentes, o DVD “o DVD “O Universo Musical de Raul de Souza” e  o CD “Voilá!”. Raul é mais conhecido no exterior que no Brasil, mas aqui já tocou com Pixinguinha, Agostinho dos Santos, Tom Jobim, Zimbo Trio, Paulo Moura, Milton Nascimento, Djavan, Maria Bethânia, Hermeto Pascoal e Egberto Gismonti, além de participar da gravação do primeiro disco de música instrumental brasileira da história, ao lado de Sivuca, Altamiro Carrilho e Baden Powell. Em seus 80 anos de carreira, Raul também se apresentou com Sergio Mendes, Airto Moreira, Sonny Rollins, George Duke, Freddie Hubbard, Cannoball Adderley, entre outros.O instrumentista teve um de seus trabalhos, “Collors”, como matéria de estudo da renomada Berklee College of Music. Seu nome figura entre os melhores trombonistas do mundo em revistas especializadas e é considerado referência mundial por sua ginga e fraseado brasileiro, típico das gafieiras cariocas. Mestre da arte musical, Raul de Souza se dedica, também, a experimentação de diferentes instrumentos e propostas musicais, a exemplo do Souzabone, criado pelo músico.

O repertório do show teve  Jobim  (“Ela é carioca”), um Nelson Cavaquinho (“A flor e o espinho”) e os clássicos (“ Vou Vivendo ” e “Urubu Rei” ) e nada menos do que oito temas originais, que mostram o seu lado de compositor  entre eles, “À vontade mesmo”, faixa-título do seu álbum de estréia, de 1965. Ótimo show para um público às vezes nem sempre tão atento a qualidade da música que nova no palco.

O vídeo abaixo não é da apresentação em BH, mas dá uma ideia do que ouvimos aqui:

Crítica: Transmissor: Teatro Bradesco, Belo Horizonte : 09/05/14

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Cotação: ***1/2

Boas surpresas no show de lançamento do novo álbum do Transmissor “De lá não ando só”. A primeira boa surpresa, a banda ao vivo é melhor que gravada. Embora a equalização do som tenha deixado a desejar – a voz dos cantores soava um pouco embolada , as melodias agradáveis, as maravilhosas intervenções da guitarra de Henrique Matheus e a bela voz de Leonardo e Jeniffer a compensaram amplamente. Impossível não se empolgar com a levada da banda, que esbanjou maturidade. Impossível também não considerar que hoje  o Transmissor seja o mais legítimo herdeiro do legado deixado pelos Hermanos. Como diria o comercial de cerveja, provavelmente a melhor banda de rock do cenário musical brasileiro de hoje. As novas canções estão mais pesadas, no sentido musical, mais rock que balada, mas continuam agradavelmente suaves. “De Lá Não Ando Só “é um álbum especial dentro do cenário musical brasileiro, merece ser ouvido muitas vezes e o show só fez valorizar as belíssimas “Casa Branca”, “Queima o Sol”,”25 horas por Dia”e “Todos vocês” entre outras. Destaque também para sucessos já conhecidos do público, como “Só se for Domingo” e “Primeiro de Agosto”, além do belo cover para a antológica “Nada será como antes”, como que para marcar a sua forte ligação com as raizes da boa música mineira.Porque 3 e 1/2 ? Só por causa da equalização.

 

Crítica: Shows Marcos Souza, Gladson Braga e Sigrún K. Jónsdóttir – Café com Letras Liberdade – 05/05/14

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Foi muito bom o show no Café com Letras, localizado no Espaço Cultural do Banco do Brasil na Praça da Liberdade, em Belo Horizonte, nesta segunda-feira, dia, 5 à noite. Apresentaram-se o pianista e compositor Marcos Souza, filho de Chico Mário e sobrinho de Betinho e Henfil, acompanhado do excelente percusionista Gladson Braga e de uma inusitada convidada internacional, a islandesa Sigrún K. Jónsdóttir.Sigrún começou os estudos de violino e posteriormente piano e trombone. Formada em música clássica na escola de música de Hafnarfjörður e jazz no rhythmic institute of FÍH, em Reykjavík, em 2013 graduou-se em música do mundo, especializada em música latina na Universidade de Artes de Rotterdam, Codarts. Em Rotterdam, conheceu o músico brasileiro Marcos Souza, que participou de um show na mesma universidade. Além de uma paixão por fazer arranjos e dar aulas, tem atuado com diversos artistas como Gerardo Rosales, Björk Guðmundsdóttir, Izaline Calister, Lilian Viera, entre outros.

O repertório foi composto basicamente de musicas do compositor Chico Mário, pai de Marcos. A obra de Chico é extremamente brasileira e variada, composta por choros, baiões, valsas, e uma infinidade de ritmos. Foi interessante notar como os arranjos foram bem executados, de modo que, a obra de Chico, quase toda escrita para violão, pudesse ser executada e valorizada por um belo piano, tocado por Marcos e lindos solos de trombone e violino de Sigúr, embalados por uma rica e delicada percussão de Gladson. Destaques para temas políticos como Guerra de Canudos, a belíssima Las Locas, em homenagem às mães da Plaza de Mayo, para os belos choros e para os improvisos. Enfim uma noite quase perfeita, só incomodada  pelo ruído de fundo de alguns frequentadores mais interessados em curtir seu celular do que a ouvir uma boa música. E resta uma pergunta, porque conhecemos tão pouco a extraordinária obra deste músico brasileiro ? Que venham outras oportunidades.

Crítica: Ian Anderson – Palácio das Artes – Belo Horizonte 15/03/13

Cotação: *****

O Palácio das Artes esteve lotado na noite de sexta dia 15/03/13. O motivo era a presença do líder do Jethro Tull, mais uma vez entre nós em Belo Horizonte, para apresentar o repertório de seu álbum Thick As A Brick lançado pelo Jethro Tull em 1972. Numa primeira parte que durou cerca de uma hora, Ian Anderson encantou a todos , ou melhor nos hipnotizou a todos ,com uma performance perfeita. Sua voz ainda é a mesma, assim como a vitalidade e a presença de palco. Parece que o tempo não passou para ele. Cabe ressaltar a excelente banda de apoio, que não deixou que sentissemos a falta do restante do Jethro Tull. Composta do ator e excelente vocalista inglês Ryan O´Donnell que representou muito bem a figura central do disco, Gerald Bostock. Impressiona o timbre de voz de  O´Donnell e a sua perfeita sintonia vocal com Anderson. Além dele , um excelente guitarrista , o alemão Florian Opahle, o veterano John Ohara nos teclados,  um baterista competente Scott Hammond , e David Goodier (baixo).
 
 
 
 
Após um intervalo de 15 minutos (ou um pouco mais) , a segunda parte da apresentação veio também com a execução na íntegra de Thick As A Brick 2 que maravilhou todos os presentes. Mais uma vez, a estória gira em torno de Bostock só que 40 anos depois.Após a bela execução de TAB2, a banda retorna ao palco para um único e essencial bis da excelente música Locomotive Breath que fez o teatro ir abaixo! O público de pé acompanhou em coro a letra juntamente com Anderson que se encontrava visivelmente satisfeito pelo belíssimo show que ele e sua banda acabara de fazer. Só posso dizer, que é sensacional a ideia de apresentar ao vivo discos icônicos como Thick As A Brick, e emocionante ver como eles resistiram ao tempo. Um show fantástico e inesquecível.

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