Álbuns do Mês: Johnny Marr – Call the Comet

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*** 1/2

O quarto trabalho solo do guitarrista do The Smiths é talvez seu melhor álbum. Despretensioso, Marr nos brinda com 12 faixas que muitas vezes ecoam aos anos 1980, mas também trazem uma postura bastante contemporânea. Impossível não se lembrar dos Smiths em faixas como The Tracers, Hi Hello ou My Eternal, mas Johnny também nos apresenta um outro lado em faixas mais ousadas como New Dominions, Walk Into The Sea e Spiral Cities. Um bom disco, desde já candidato a estar presente em nossa lista de melhores do ano.

 

Álbuns do Mês: Titãs – Doze Flores Amarelas

* 1/2

Arriscar-se a compor uma ópera-rock em pleno século XXI já é uma tarefa delicada, lançá-la em disco, sem o acompanhamento de um plano visual, torna-se uma tarefa inglória. Os Titãs ousaram, e o resultado foi muito ruim. A história das história de três estudantes, as Marias A, B e C, que fazem uso de um aplicativo de match chamado Facilitador. Em uma festa elas são violentadas por cinco garotos e acabam fazendo uso do mesmo app para fazerem justiça com as próprias mãos.

O Facilitador sugere então a “magia das doze flores amarelas”, e após a morte de um dos estupradores, as três irmãs começam a questionar os seus próprios valores e a influência da tecnologia na vingança e nos caminhos que passam a se desenhar desde que tudo aconteceu. Ao total são 25 canções inéditas do Titãs. Nenhuma delas se sustenta sem a peça e pior são todas ruins.

 

 

Álbuns do Mês: Courtney Barnett – Tell Me How You Really Feel

 

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*** e 3/4

Depois de sua boa estreia em 2015 com Sometimes I Sit and Think, and Sometimes I Just Sit esta cantora australiana lança seu segundo disco: Tell Me How You Really Feel. De cara uma constatação : o rock está vivo – básico, com acordes simples, descomplicado – é bom e nestes tempos de empoderamento feminino, tocado por uma garota de de pouco mais de trinta anos.  Gosto muito de The City Looks Pretty e Nameless, Facelly , mas são marcantes as letras e a pegada rock de Need a Time, I’m Not Your Mother,I’m Not Your Bitch.Esta menina tem futuro.

 

Álbuns do Mês: Jack White – Boarding House Reach

***

Neste seu terceiro álbum solo, Jack White, um dos últimos bastiões do rock foi por uma trilha diferente.  Para começar há a participação de músicos de outras bandas, principalmente do universo do hip-hop, e a gravação foi feita em Nashville. O álbum foi escrito pelo seu autor em condições de isolamento, com White separado do mundo e tendo como companhias apenas um gravador de 4 faixas e um velho mixer. O resultado, embora cheio de criatividade e  personalidade  não é um álbum fácil. Recheado de sintetizadores, percussões inesperadas e arranjos às vezes incômodos, ele tem que ser digerido aos poucos.  Não faltam faixas excelentes como  “Abulia and Akrasia” ou especialmente “Ezmerelda Steals the Show”, minha favorita no álbum. Vale ouvir mais de uma vez.

 

 

 

Os Incríveis Anos 70: 1968, o ano em que o rock se tornou pesado.

Eu sei que tecnicamente 1968 não faz parte da década de 1970, mas a música nascida em 1968 faz parte desta década. Há 50 anos atrás o rock, através de vários lançamentos tornou-se mais alto e pesado. É o que relembra a revista inglesa MOJO, em sua edição de junho. John Savage selecionou 12 músicas, todas lançadas em 1968,  que modificaram o modo como o rock passou a ser tocado. O Vitrola não poderia deixar passar esta data em branco e traz para vocês a lista:

Homenagem: John Wetton (1949-2017)

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John Wetton (Willington, Derby, 12 de junho de 1949 – 31 de janeiro de 2017)

Mal começamos o ano e o rock já tem uma perda a lamentar: morreu o baixista John Wetton,  ex-King Crimson e co-fundador da mega banda Asia, nos anos 1980. Ele faleceu na última quinta-feira aos 67 anos, de câncer de intestino.

Wetton era inglês, de  Bournemouth, onde começou a tocar música religiosa, junto com a família, em uma igreja local. Quando jovem ele tocou em várias bandas, sempre com o amigo  Richard Palmer-James, que o acompanharia pela próximas cinco décadas.

No início dos anos 1970 ele tocou com diversas bandas de rock-progressivo, como Mogul Thrash, Family e Renaissance. Foi então recrutado por outro velho amigo,  Robert Fripp, para fazer parte da última formação do King Crimson, atuando como cantor, baixista,  e compositor, fazendo parte dos álbuns  Larks’ Tongues in Aspic, Starless e Bible Black and Red.

Após a dissolução do King Crimson em 1974, Wetton trabalhou em discos de várias bandas britânicas, incluindo discos do  Uriah Heep ,Bryan Ferry , além de tocar no álbum marcante de Brian Eno Here Come the Warm Jets. Ele também fez uma turnê com a Roxy Music, e tocou várias faixas do seu álbum ao vivo de 1976 , Viva!.

Wetton junto com o baterista do King Crimson Bill Bruford e  Eddie Jobson (Frank Zappa, Roxy Music, Jethro Tull) e Allan Holdsworth, formou o U.K. Após dois álbuns o grupo se separou em 1980. Finalmente, Wetton lançou seu primeiro álbum solo solo , Caught in the Crossfire. Logo depois, Wetton se reuniu a  Carl Palmer, Geoff Downes , além de Steve Howe, do Yes para formar o supergrupo Asia.

Seu primeiro single, “Heat of the Moment,” foi um grande sucesso, mas Wetton, deixou o grupo antes  do lançamento do álbum Aqua, em 1992, retomando sua carreira solo com  o álbum Voice Mail/Battle Lines, de 1994.

Wetton eventualmente se reunia a  Downes, formando o duo, iCon,que lançou vários EPs e CDs durante os anos 2000s. Embora estivesse em luta contra o alcoolismo ele conseguiu realizar a turnê de reunião do  Asia  em 2006 e em 2007 Wetton foi submetido a uma cirurgia cardíaca, mas ainda lançou com o Asia, Phoenix, em 2008 e Gravitas, em 2014 (sem Howe, que saiu em 2013). (Fonte: RollingStone)

 

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