Crítica: Novos Baianos – BH Hall – 10/09/16

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Cotação:****

Novos Baianos, velhas emoções, assim poderia ser descrito a apresentação dos Novos Baianos no BH Hall. Ok, a voz de Moraes não é mais a mesma, Baby não é mais a menina que dança e outros defeitinhos mais, mas o que importa é que ali estavam eles, um dos conjuntos mais importantes da MPB, um dos que a rejuvenesceu, aproximou-a dos mais jovens, através do rock, apresentando a estes mesmos jovens o melhor da música brasileira: o samba, o baião, o choro, a bossa, ou seja estávamos ali para uma celebração, e foi o que tivemos, em mais de duas horas de boa música. A se lamentar apenas a péssima acústica de BH Hall e o desconforto do local, mas ao final valeu a pena.

 

Os Incríveis Anos 70: O Trio Elétrico dos Novos Baianos

 

Os Novos Baianos foram marcantes na década de 70. Hoje, quando começa o Carnaval, me lembrei de uma história da época que envolve os Baianos e o Carnaval. Os músicos da banda eram muito ligadoss à dupla Dodô e Osmar, que inventou o conceito de trio elétrico nos anos 1950. A convite deles que Moraes Moreira se tornou a primeira pessoa a cantar em cima de um trio elétrico (inicialmente, não havia equipamentos suficientes para permitir que os músicos cantassem nos trios elétricos).

Os Baianos pegaram gosto e criaram seu próprio trio. Moraes saiu em 1974 e continuou compondo músicas de Carnaval, como o grande sucesso do Carnaval de 1975 – Pombo Correio. Mesmo sem Moraes, os Novos Baianos seguiram atuando no carnaval baiano com seu próprio trio elétrico, que estreou em 1976. Foi assim que Baby do Brasil (na época, Baby Consuelo) se tornou a primeira mulher a cantar em um trio elétrico. “O Trio Elétrico Novos Baianos foi o responsável pela evolução do som que passou das estridentes cornetas-mamão para as sofisticadas caixas de som, instalações de mesa de 16 canais e microfones que possibilitaram a presença dos cantores. Tudo isso viabilizou o atual estágio do trio elétrico que hoje conta com uma infinidade de carros do gênero. (Fonte e parte do texto Noize)

Os Incríveis Anos 70: Novos Baianos – Acabou Chorare (1972)

Corria o ano de 1972, o Brasil, amordaçado pela ditadura, enfrentava com criatividade e humor aqueles tempos difíceis. Cantar e redescobrir ritmos brasileiros virou uma espécie de protesto, de resistência musical. Foi assim que redescobrimos o chorinho,o samba de raiz, Cartola, Pixinguinha, Gonzagão, o frevo. E de repente surge uma banda, que não era só uma banda, era um grupo de amigos músicos, que moravam juntos, cantavam juntos, quebravam regras e musicalmente conseguiram reunir debaixo de um estilo particularíssimo todo aquele renascimento/protesto musical.  Eles se utilizaram de vários ritmos musicais brasileiros: bossa nova, frevo, baião, choro, afoxé e rock n’ roll. O grupo era formado por  Moraes Moreira (compositor, vocal e violão), Baby Consuelo (vocal), Pepeu Gomes (Guitarra), Paulinho Boca de Cantor (vocal), Dadi (baixo) e Luiz Galvão (letras) entre outros, que costumavam variar. Acabou Chorare, é o segundo disco do grupo e aqui escutamos uma mescla de guitarra elétrica, baixo e bateria com cavaquinho, chocalho, pandeiro e agogô, às vezes tudo dentro de uma mesma música. Foi de cair o queixo e não por acaso, eleito pela revista Rolling Stone como o melhor disco da história da música brasileira em outubro de 2007. Selecionamos duas faixas, deste disco, gravadas na época que dão uma ideia da força deste grupo

A MENINA DANÇA

BRASIL PANDEIRO:

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