Música do Dia: Toque de Arte : Aquarela do Brasil, Hino Nacional e Brasileirinho (2014)

A música do dia hoje é uma dica do meu querido irmão Luis Henrique.

O Toque de Arte é formado por quatro artistas que, segundo sua página no Facebook,  fazem música com virtuosismo e empolgação. SBiografia
O quarteto lançou em Janeiro/17, no Rio Scenarium (Lapa), o CD “Toque de Arte – 20 Anos – Ao Vivo” (FINA FLOR), gravado no Citibank Hall/RJ.  É o seu 3º cd gravado. Os anteriores são o “Samba & Voz” (2004 – Independente) e o “Pelos Quatro Cantos” (2008 – selo Albatroz). Ostentando mais de 15 anos de estrada com a mesma formação, sete deles no saudoso Butiquim do Martinho como convidados do próprio Martinho da Vila, o Toque de Arte atua no mercado nacional e internacional, onde dá ênfase, por ser um artista carioca, à Lapa carioca, sendo um dos representantes da revitalização cultural da região, fazendo, a cada show, uma festa para o público fiel.  Angariou nos seus discos participações especiais de Martinho da Vila, Chico Buarque e Alcione, a Marrom. Bastante atuante na região da Lapa carioca e de Vila Isabel, além de Brasil e exterior. (Texto da página do Grupo no Facebook)

 

Série Pesquisa: As mais tocadas no Brasil 2. A década de 1930

Resultado de imagem para musica brasileira 1930

Dircinha Batista em 1939

A minha geração e em certo grau, também a nova, estamos acostumados a pensar na década de ouro da música popular brasileira (MPB) como situada entre o final dos anos 1960 e o final dos 1970. Mas, será mesmo que esta década foi a melhor da MPB ? Começo a desconfiar. Quando me dispus a pesquisar, ancorado na pesquisa anterior do site Mais Tocadas, outras seleções, separadas por décadas, fui surpreendido. Nada que já não soubéssemos, mas quando colocadas em conjunto, as canções da década de 1930 constituem a verdadeira base para o que escutamos hoje e para a própria década de 1970 (o que, para sermos justos, sempre foi reconhecido por aquela “nova” geração). Convido-os a escutar esta primorosa seleção musical, incluindo essenciais como Pixinguinha, Noel Rosa, Ary Barroso, Lupicínio, Lamartine Babo, Braguinha, Vicente Celestino entre outros, aqui apresentada em versões atualizadas, o que sem dúvida ajuda a trazer estas belíssimas canções para um contexto mais atual, facilitando a sua degustação.

São 45 sucessos:

  1. Minha Palhoça – Silvio Caldas (1935)
  2. O que é que a bahiana tem – Dorival Caymmi (1939)
  3. Tahi – Pra você gostar de mim – Joubert de Carvalho (1930)
  4. As Pastorinhas – Braguinha (1938)
  5. Cidade Maravilhosa – André F ilho (1934)
  6. O Teu Cabelo Não Nega – Lamartine Babo, João e Raul Valença (1932)
  7. Carinhoso – Pixinguinha, João de Barro (1917 e 1937)
  8. Tico Tico no Fubá – Zequinha de Abreu (1917 e 1931)
  9. Pierrot Apaixonado – Joel e Gaucho (1936)
  10. Linda Morena – Lamartine Babo (1933)
  11. Sonho de Papel – Alberto Ribeiro (1935)
  12. Camisa Amarela – Ary Barroso (1939)
  13. Na Pavuna – Almirante (1930)
  14. Camisa Listrada – Assis Valente )1938)
  15. Na Batucada da Vida – Ary Barroso (1934)
  16. Maringá – Joubert de Carvalho (1932
  17. Chão de Estrelas – Silvio Caldas (1937)
  18. Se Você Jurar – Ismael Silva (1931)
  19. O Ébrio – Vicente Celestino (1936)
  20. O Orvalho Vem Caindo – Noel Rosa (1933)
  21. Meu Moreno – Hervé Cordovil (1935)
  22. A Jardineira –  Humberto Porto, Benedito Lacerda (1938)
  23. Se Acaso Você Chegasse – Lupicínio Rodrigues (1938)
  24. Agora é Cinza – Bide e Marçal (1934)
  25. Para Me Livrar do Mal – Noel Rosa (1932)
  26. De Papo pro Ar – Joubert de Carvalho (1931)
  27. Mágoas de Caboclo – Leonel Azevedo, J.Cascata (1936)
  28. Não tem Tradução – Noel Rosa (1933)
  29. No Rancho Fundo – Ary Barroso, Lamartine Babo (1939)
  30. Na Baixa do Sapateiro – Ary Barroso (1938)
  31. Andorinha Preta – Breno Ferreira (1932)
  32. Com que Roupa – Noel Rosa (1931)
  33. No Tabuleiro da Bahiana – Ary Barroso (1936)
  34. Feitiço da Vila – Noel Rosa (1935)
  35. Aquarela do Brasil – Ary Barroso (1939)
  36. Touradas em Madrid – Braguinha (1938)
  37. Lábios que Beijei – Leonel Azevedo, J.Cascata (1937)
  38. Deusa da Minha Rua – Newton Teixeira, Jorge Faraj (1939)
  39. Singing in the Rain – Arthur Freed e  Nacio Herb Brown (1929)
  40. Yes Nós Temos Banana – Braguinha (1939)
  41. Não Tenho Lágrimas –  Maximiliano Bulhões e Milton de Oliveira (1937)
  42. Rosa – Pixinguinha, Otávio de Souza (1937)
  43. Bola Preta – Jacob do bandolim ? (1938)
  44. The Peanut Vendor – Moises Simons (1930)
  45. Faceira – Ary Barroso (1931)

Documento: III Festival da MPB 1967 – A Grande Final (TV Record)

Resultado de imagem para Festival de Música Popular Brasileira 1967

Um dos programas musicais que mais me marcou quando ainda era criança (tinha 11 anos) foi oFestival de Música Popular Brasileira de 1967, a terceira edição do Festival de MPB organizado pela TV Record de SÒ Paulo. Ele aconteceu entre 30 de setembro e 21 de outubro de 1967, no Teatro Record Centro, em São Paulo, com apresentação de Sônia Ribeiro e Blota Júnior.

Quem não assistiu não tem ideia do impacto que ele causou em todo país. Uma nação acostumada a cantar boleros, mal iniciada na Bossa Nova e na Jovem Guarda foi de repente invadida por uma série de conceitos musicais novos. A música podia ser tradicional, o samba modernizado, o rock abrasileirado, a música brasileira eletrificada, as letras passaram a retratar o cotidiano, a propiciar o protesto e a esperança. Se como apenas isto já não bastasse toda uma geração de gênios musicais estava sendo lançada, ou consagrada ali: Edu Lobo, Chico Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Marília Medalha, MPB-4, Mutantes, Elis Regina, Jair Rodrigues, Nara Leão, Dori Caymmi, Roberto Carlos,  foram apenas algumas das atrações  envolvidas na disputa.

Para mim era impossível escolher a melhor e o público se dividiu e torcia como em uma partida de futebol, aplaudindo e cantando as suas favoritas e vaiando intensamente as suas concorrentes. A canção vencedora do festival foi “Ponteio”, de Edu Lobo e Capinam, interpretado pelo primeiro e por Marília Medalha. Para vocês terem uma ideia, foi neste festival que  foram apresentadas originalmente  Alegria, Alegria, de Caetano Veloso; Roda Viva, de Chico Buarque e Domingo no Parque, de Gilberto Gil, esta última sendo considerada marco inicial da Tropicália.

E o melhor, a Grande Final foi preservada, e pode ser assistida na íntegra. Eu me diverti muito revendo este programa que agora trazemos para vocês:

Playlist: 15 Lançamentos Música Brasileira (2019)

Resultado de imagem para mart'nália canta viniciusResultado de imagem para jards macalé besta feraResultado de imagem para terno rei violetaImagem relacionada

O Vitrola escutou alguns lançamentos brasileiros deste ano e selecionou 15 para você escutar:

1 Nina Fernandes Digitando
2 Igor de Carvalho Cabeça Coração
3 Isis Orbelli Oscilação dos Tons:Vermelho Cru
4 Demônios da Garoa & Périles Nos Trilhos do Samba
5 Geraldo Azevedo Solo Contigo (Ao Vivo)
6 Terno Rei Violeta
7 Jards Macalé Besta Fera
8 Baiana System O Futuro Não Demora
9 Marcelo Falcão Viver (Mais leve que o ar)
10 Thiago Pethit Mal dos Trópicos
11 Bárbara Eugênia Tuda
12 Mart’nália Mart’nália Canta Vinicius de Moraes
13 Lineker e os Caramelows Goela Abaixo
14 Nando Reis Não Sou Nenhum Roberto, Mas Às Vezes Chego Perto’
15 O Terno atrás/além’

 

 

Música na Varanda : A Dança da Solidão – Paulinho da Viola (1972)

Resultado de imagem para A Dança da solidão paulinho da viola

 

Nossa nova série mostra alguns clássicos escutados na varanda mais musical de Minas, a varanda do Vitrola. A Dança da Solidão é o quinto álbum de estúdio do sambista Paulinho da Viola, lançado em 1972. Um clássico, que se conserva essencial 46 anos após o seu lançamento. Guardei minha viola, No Pagode do Vavá, Dança da Solidão, Coração Imprudente do próprio Paulinho, Meu Mundo é Hoje (Eu Sou assim) de José e Wilson Batista,  e Acontece , de Cartola tornaram-se estandartes da MPB. Essencial

 

 

Faixas

Lado A

  1. Guardei minha viola (Paulinho da Viola)
  2. Meu mundo é hoje (Eu sou assim) (José Batista, Wilson Batista)
  3. Papelão (Geraldo das Neves)
  4. Duas horas da manhã (Ary Monteiro, Nelson Cavaquinho)
  5. Ironia (Paulinho da Viola)
  6. No pagode do Vavá (Paulinho da Viola)
Lado B
  1. Dança da solidão (Paulinho da Viola)
  2. Acontece (Cartola)
  3. Coração imprudente (Capinan, Paulinho da Viola)
  4. Orgulho (Capinan, Paulinho da Viola)
  5. Falso moralista (Nelson Sargento)
  6. Passado de glória (Monarco)

Ficha técnica

  • Diretor de produção: Milton Miranda
  • Diretor musical: Maestro Gaya
  • Orquestrador e regente: Maestro Gaya
  • Diretor técnico: Z. J. Merky
  • Técnico de gravação: Jorge Teixeira
  • Técnico de laboratório: Reny R. Lippi
  • Lay out: Elifas Andreato

MPB: Samba inédito de Gonzaguinha é lançado. Meu País (1973/2018)

A tecnologia meio “Black Mirror” de hoje aprontou outra das suas. Uma canção escrita por Gonzaguinha e censurada, em 1973, pelo governo militar (tinha destas coisas naquela época, acreditam ?), chamada Céu Pais foi lançada só agora. Meio tétrico é o fato de Gonzaguinha ter falecido em 1991 e nunca gravado esta música. Mais, ela foi lançada com a sua própria voz e postada no You Tube, como parte de ima campanha publicitária.

Os produtores realizaram uma mistura de técnicas a partir da reconstrução da voz do próprio cantor. Para isso, recortaram palavra por palavra de materiais gravados em vida, como entrevistas, áudios e outros originais. Depois, a voz dele foi refeita com o suporte de outro cantor, que possui tom bem próximo.  Confira o resultado:

Álbuns do mês: Gil, Nando & Gal- Trinca de Ases (Ao vivo)

Resultado de imagem para TRINCA DE ASES

** e 1/2

O disco vale pelo repertório, 25 clássicos desta trinca de ases de ouro da MPB. É às vezes triste perceber que as vozes de Gal e de Milton, antes dois ícones exatamente por causa da sua qualidade vocal, estão muito abaixo do que eram. Nando Reis segura as pontas em quase todas as faixas. Apesar disto é diversão pura escutar “Palco; Baby; Esotérico; Refavela; Lately, Dois Rios, O Segundo Sol” entre outras.

Álbuns do Mês: Getúlio Cortes: As Histórias de Getúlio Cortes

 

***

Conseguir lançar seu primeiro álbum com 80 anos já é um fato extraordinário, mais ainda quando descobre-se tratar de um importante compositor de sucessos nos anos 1960. Sim Getúlio foi um compositor gravado por nomes tão consagrados como Roberto Carlos e fez grande sucesso. Na Jovem Guarda, outros cantores emplacaram nas paradas com composição de Getúlio. Um deles foi Bobby di Carlo com Cuidado pra não derreter. A lista é longa e abrangente. Inclui duplas como Leno & Lilian e Os Vips, aos ídolos do iê iê iê recifense Reginaldo Rossi e Luis Carlos Clay, até Toni Tornado e o Raça Negra, passando por Wanderléa, Erasmo Carlos, Golden Boys, Fevers, Renato e seus Blue Caps, Raul Seixas, Titãs, Léo Jaime, e Luis Melodia, que ganhou o epíteto Negro Gato, depois que incorporou a canção de Getúlio Côrtes ao seu repertório.Suas duas músicas mais conhecidas estão neste álbum: O Negro Gato e Tempo Vai Apagar. Há ainda outras músicas conhecidas como Hei Você e Atitudes. Há um gostinho de Jovem Guarda, um pouco de brega um pouco de negritude demais para a época o que, talvez, o tenha impedido de fazer sucesso com sua própria voz. Antes tarde do que nunca.

 

 

 

 

Álbuns do Mês: João Cavalcanti e Marcelo Caldi: Garimpo

https://i0.wp.com/immub.org/imagens/capas/86044/thumbnails/m_86044ca.jpg

*** e1/2

João Cavalcanti, do grupo Casuarina, filho de Lenine se une ao sanfonista Marcelo Caldi, que também também o co-produz, para lançar este belo álbum. É um trabalho bastante poético, praticamente todo feito com voz e piano e algumas intervenções da sanfona de Caldi.O resultado é muito bonito, as participações especiais preciosas.  O disco traz parcerias com Jorge Drexler (Consumido), Pedro Luis (Indivídua) e uma parceria com o pai, Lenine (A Causa e o Pó), com a participação vocal do português Antonio Zambujo. Há espaço tango  , uma valsa e sambas. Delicioso o samba Chico Buarquiniano O Nego e Eu. Não deixe de escutar.

Álbuns do Mês: Titãs – Doze Flores Amarelas

* 1/2

Arriscar-se a compor uma ópera-rock em pleno século XXI já é uma tarefa delicada, lançá-la em disco, sem o acompanhamento de um plano visual, torna-se uma tarefa inglória. Os Titãs ousaram, e o resultado foi muito ruim. A história das história de três estudantes, as Marias A, B e C, que fazem uso de um aplicativo de match chamado Facilitador. Em uma festa elas são violentadas por cinco garotos e acabam fazendo uso do mesmo app para fazerem justiça com as próprias mãos.

O Facilitador sugere então a “magia das doze flores amarelas”, e após a morte de um dos estupradores, as três irmãs começam a questionar os seus próprios valores e a influência da tecnologia na vingança e nos caminhos que passam a se desenhar desde que tudo aconteceu. Ao total são 25 canções inéditas do Titãs. Nenhuma delas se sustenta sem a peça e pior são todas ruins.

 

 

Blog no WordPress.com.

Acima ↑

%d blogueiros gostam disto: