TOP TOP Músicas de Boybands

Ninguém é mais discriminado no mundo da música que as boybands. Ouvir estes grupos formados por belos garotos, com recursos vocais limitados e, geralmente, bizarras habilidades para a dança, pode ser considerado muito pior do que ser um admirador de axé, sertanejo ou pagode. Mas, por trás de tanta injustiça, é possível encontrar talentos escondidos e, por incrível que pareça, belas composições.

boy_band

Não podemos esquecer que as boybands não surgiram no final da década de 80 e meados dos anos 90, já que suas origens vem de um grupinho de garotos bem conhecidos no mundo musical: os Beatles. Depois dos garotos de Liverpool, passamos por muitas outras boybands que também receberam respeito da crítica, como Bee Gees, Jackson 5 e Beach Boys, mas neste post vamos dar destaque para as canções daquelas que carregam o estigma citado na primeira frase deste parágrafo. Nosso TOP TOP dessa semana tem como objetivo listar as cinco melhores canções de boybands de todos os tempos, para mostrar para vocês que nem só de rostinhos bonitos vivem estes grupos.

5 – Back For Good – Take That

O Take That é um dos primórdios das boybands da década de 90.  Os britânicos de Manchester (coincidentemente ao lado de Liverpool) arrasaram corações de adolescentes com seu sotaque e seus rostinhos de meninos.  Dizem por ai que seu único mérito foi ter revelado para o mundo o talento do chatíssimo Robbie Williams, mas muitos se esquecem da belíssima gravação de “Back For Good“, que arrebentou as paradas da Billboard em todo o mundo. Muito mais do que uma bela canção chiclete, “Back For Goodé lembrada por dar origem aos clipes de boybands com belas fotografias e enredo dramático. Um clássico.

4 – Slam Dunk (Da Funk) – Five

Os ingleses são realmente abençoados quando o assunto é música, não só nos indiscutíveis talentos do rock, mas também na produção destes guilty pleasures que são as boybands. Five, grupo que surgiu em 1997, em meio ao boom das boybands, conseguiu certo sucesso até o ano de 2001, mas nada que chegasse a altura de grupos como Backstreet Boys e N’Sync. Esta é uma injustiça histórica, porque poucos produtores musicais ousaram tanto quanto os de Five, fazendo uma interessante mistura de street music, dance music e baladas pop. “Slam Dunk (Da Funk)” se encontra nesta lista por ser o exemplo perfeito deste mix, e por conseguir ter seu lugar em uma boa balada alternativa.

3 – “Gone” – N’Sync

O N’Sync foi um dos grandes personagens musicais da década de 90, sendo protagonista de uma disputa quase que pessoal com os Backstreet Boys, até meados dos anos 2000. Disputa que, para a infelicidade do quinteto encabeçado por Justin Timberlake, quase sempre era vencida pelo grupo de Brian e companhia, que dispunham de melhores composições, melhores dançarinos e melhores talentos vocais. Mas N’Sync tinha Justin, e o rei do Pop dos anos 2000 vinha mostrando seus pequenos lampejos de talento em meio às fracas composições de seus colegas. “Gone” é uma das mais belas canções de amor já escritas por Timberlake, que vem acompanhada de um belo clipe em preto e branco.

 2 – “Where’s The Love” – Hanson

Quando falamos de Hanson, todos se lembram daqueles três molequinhos loiros que estouraram com “MMMBop” e que logo foram ofuscados por boybands com mais apelo sensual. Pois não podemos esquecer que os irmãos Hanson eram mais do que intérpretes de baladinhas pop, já que compunham suas próprias canções e tocavam seus próprios instrumentos, diferente dos outros grupos que só tinham o talento de cantar e dançar ao mesmo tempo. “Where’s The Love” é uma balada como poucas produzidas atualmente, que mistura características marcantes dos anos 90 (uma batida dançante) com guitarras, baterias e os agudos de Taylor Hanson.

1 – “That’s What She Said” – Backstreet Boys

O primeiro lugar não poderia ficar com ninguém além destes cinco garotos. Os Backstreet Boys foram um sucesso estrondoso na década de 90 e são lembrados, até hoje, como a imagem perfeita de uma boyband de sucesso, superando Take That, Os Menudos e New Kids On The Block. O segredo do grupo eram os verdadeiros talentos vocais encontrados por seus produtores, já que todos os garotos (com a exceção de Kevin, que era um mero figurante bonitão) mostravam intimidade e aptidão para a música. Eu poderia listar aqui qualquer um de seus clássicos para figurar como número um do nosso TOP TOP, como “As Long As You Love Me” ou “Quit Playing Games (With My Heart)“, mas resolvi dar destaque a um lado B que recebe pouco crédito em outras listas espalhadas pela internet. “That’s What She Said” é uma balada romântica de Brian Littrell (a voz do grupo junto com Nick e AJ) que merece atenção pela bela letra e por sua melodia bem trabalhada e adequadamente melosa. É, sem sombra de dúvidas, uma das obras primas do grupo. Por ser um lado B, não tem clipe, não tem divulgação, não tem nada, o que a torna ainda mais especial. Se você ainda tem dúvidas, procure por sua versão acústica e faça sua avaliação. Vou disponibilizar a versão de estúdio para uma simples padronização da lista.

Esta é a nossa lista. Queremos saber de você leitor qual é a sua lista de melhores canções de boybands da década de 80 e 90. Conta pra gente!

Crítica Show: Backstreet Boys em BH


Uma das missões do Vitrola é relatar e fazer a nossa crítica dos shows que presenciamos (tanto em BH quanto em qualquer lugar no mundo). Nesta última quarta feira BH recebeu mais uma banda internacional (aliás, agora voltamos definitivamente para a rota internacional de shows: só ano passado assisti pelo menos 5 shows internacionais na minha querida cidade), Backstreet Boys.

Com certeza vou ouvir “que absurdo você falar disto”, “isto não é música”, “que vergonha”, mas lembrem-se, o vitrola prega a diversidade, e ninguém aqui está falando de qualidade musical (porque eu concordo que são musiquinhas bobas) mas todos devem reconhecer que uma banda que tem uma de suas músicas como a nº3 mais tocada na década de 90 merece respeito. Eu vou tentar focar no show como um evento musical e deixar meu lado fã de 14 anos de idade de lado (mas assumo, vai ser difícil!)

Para nós, meninas nascidas na década de 80, adolescentes fervorosas na década de 90, não há nada que represente mais o nosso gosto musical do que as famosas boy bands. Não era legal ouvir rock, ser alternativo ou emo, o negócio era ver belos garotos de 20 anos dançando e cantando músicas que falavam diretamente com os nossos sentimentos (elevando a baranguice que envolvia os nossos dramas sentimentais), afinal, que adolescente nunca sofreu por amor? E estes meninos falavam (e entendiam) exatamente isto.

Para as mais de 3 mil meninas (de faixa etária >20 anos) que se encontravam no Chevrolet Hall no dia 23/02/11 o sonho de reencontrar seus ídolos foi realizado. Os Backstreet Boys foram o maior ícone deste estilo musical na década de 90, e eles estavam de volta. Um pouco mais gordos (com exceção de Brian Littrell cada ano mais magro), um pouco mais velhos, alguns casados, outros ainda solteiros para alegria das garotas.

A entrada, surpreendente ao meu ver, fez com que o Chevrolet Hall fosse a delírio. Apresentados pelo fofíssimo filho do B-Rok, ou Brian Littrell, o pequeno chamou ao palco “AJ, Howie, Nick e o meu papai” que se apresentaram atravessando o telão que transmitia um vídeo dos 4 correndo em direção ao público. Digno de efeitos especiais, digno de Backstreet Boys. Neste momento o calor infernal deu lugar a uma histeria generalizada. Mulheres com faixas com o nome da banda na testa, cartazes com recados de amor, ursinhos de pelúcia para serem lançados ao palco, todas elas gritaram e dançaram ao som de “Everybody”. Claro, não havia música mais ideal, afinal “backstreet’s back”, e finalmente em BH.

Os 4 mostraram que não perderam o pique, entre coreografias e canções também oscilavam entre trocas de roupas e vídeos para entreter a platéia (os vídeos incluiam montagens dos cantores em filmes como Velozes e Furiosos, Encantada, Clube da Luta e Matrix). Para as fãs antigas (e eu me incluo nessas) não houve decepção: ouviu-se um medley de “Quit playing games (With my Heart” e “As long as you love me”, além de versões completas de “All I Have to Give” e “I’ll Never Break Your Heart” (particularmente uma de minhas favoritas) além de explorar alguns outros sucessos como “We’ve got it going on”, “Show me the Meaning of Being Lonely”, “More than That” e “Incomplete”. Para “Larger than Life” os garotos (mais homens do que garotos) retornaram ao palco uniformizados com roupas robóticas, assim como no clipe da música, e foram fieis a coreografia.
Em “Shape of My Heart” tanto Brian quanto Nick desceram do palco para agradar aos fãs, correndo o risco de não voltar ao palco por tamanha histeria. Howie, o latin lover, abusou de seu português macarrônico e mantinha contato frequente com as fãs, assim como Brian, que apesar de não arriscar o português, conversava com o público e mandava mensagens de carinho. AJ e Nick foram mais imparciais, porém não deixaram a desejar nas apresentações.

Para finalizar o bis com a mais pedida “I Want It That Way”, que foi cantada em coro por todos os presentes, e “Straight Through My Heart”. Depois agradeceram e prometeram voltar e sairam do palco da mesma maneira que entraram, atravessando a tela de vídeo. Para as fãs da década de 90 o final tinha cara de adeus e de missão cumprida, uma dívida paga com a adolescência que admirava os jovens ídolos; para as novas fãs ficou a imagem dos garotos que cresceram mas que ainda tem pique para levar consigo uma legião de fãs por mais alguns anos. Para mim e para Gabi Sousa (minha companheira fiel de BSB) ficou o gostinho de quero mais, de nostalgia e de satisfação, e a certeza de que mesmo sem qualidade vocal e musical os BSB vão sempre ter algum espacinho, mesmo que mínimo, nas nossas canções favoritas…

Para fechar o post segue um vídeo com a famosa entrada tocando Everybody. Bom proveito! Peço desculpas já porque o vídeo é tremido, mas dá pra entender a emoção….

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