Crítica: Elton John no Mineirão : 09/03/2013

Elton John  (Foto: Mateus Baranowski/G1)

Cotação: ****

Parecia um sonho, um de meus maiores ídolos da juventude aqui em BH,  alí pertinho, pertinho, cantando ao vivo os sucessos que embalaram desde a minha adolescência até a vida de adulto. Afinal Sir Elton John traz na bagagem nada mais, nada menos que 50 anos de uma carreira cheia de hits. E o Mineirão foi um palco quase perfeito para recebê-lo na continuidade da turnê “40th anniversary of the Rocket Man”. Às 22:02 o público vibrou com “The bitch is back”seguida por “Bennie and the jets”. Elton cumprimentou a plateia, e disse estar muito feliz de tocar no Brasil. O show foi marcado ainda por belos solos de guitarra e de piano, aliás, como é bom pianista Elton John. Quase todas  canções mais conhecidas tforam tocadas, como “Rocket Man”, “Candle in the wind”, “Tiny Dancer”, “I guess thats why they call it the blues”, “Daniel”, “Skyline pigeon”, “The One” e “Dont’ let the sun come down on me”. O show terminou em alto astral após “Saturday nights’ alright for fighting”, quando Elton  se retirou o palco, e o público pediu bis. Elton John voltou e encerrou o show ao som de “Your Song”, música gravada por Billy Paul, e um dos destaques do filme “Moulin Rouge”. Muito simpático, autografou várias camisetas e objetos atirados ao palco.

A propósito, O Mineirão passou bem no teste para grandes eventos musicais. O único senão foi o som um pouco embolado no início do show, e que foi corrigido com uma equalização melhor ao decorrer do show. Muito bom e que venha Sir Paul McCartney em maio.

Shows: Ian Anderson

O Vitrola te mantem informado:

DESCRIÇÃO DA IMAGEM

 

 

Evento: A voz do Jethro Tull – Ian Anderson em grande show
Data: 15 de Março de 2013
Horário: 21hLocal: Grande Teatro

Preço: Plateia I R$300,00 (inteira), R$150,00 (meia); Plateia II R$250,00 (inteira), R$ 125,00 (meia) e Plateia Superior R$100,00 (inteira), R$50 (meia).
Informações para o público: (31) 3236-7400

http://www.palaciodasartes.com.br/agenda/3079,a-voz-do-jethro-tull-ian-anderson-em-grande-show.aspx

Mais informações em breve

Show: Jon Anderson – Palácio das Artes (Belo Horizonte) 26/09/12

Jon Anderson se apresenta no Brasil em setembro

Cotação dos Sousa: ****

Fiquei devendo o comentário do show de Jon Anderson no Palácio das artes aqui em BH. Sim, o Vitrola esteve presente e trás agora suas impressões.  Jon quase morreu em 2008, vítima de uma grave insuficiência respiratória e de cirurgias abdominais, para tratar uma pancreatite. A partir de 2009, ele começou a fazer shows mais intimistas. No palco só Jon, velas acesas, violões,ukelele, um instrumento de cordas chinês e um teclado ( de que, segundo ele, “utiliza apenas as teclas brancas”). Aliás, este é um diferencial do “novo” Jon Anderson – livre de toda parafernália eletrônica, ele mostra excelente humor e dialoga com a platéia o tempo todo. No repertório várias belas canções , embaladas por sua voz, que ,aos 67 anos, permanece maravilhosa.

Fomos brindados com versões de  “One Love”, de Bob Marley, “América” de Paul Simon e até de “A Day in Life”, dos Beatles. Destaque para clássicos de seu tempo como vocalista do  Yes como Ÿours Is No Disgrace”, “Sweet Dreams”, “And You and I”, “Long Distance Runaround”, “Soon” e até “Owner of a Lonely Heart”. Ah , e o bis foi com a belíssima “Wonderous Stories”. Um belo espetáculo. Quem não foi perdeu.

Show: Wishbone Ash – Granfinos – Belo Horizonte 23/09/12

Foto: Granfinos recebe hoje a banda inglesa Wishbone Ash http://migre.me/aMTXw

Cotação: ****

Domingo passado vivi uma experiência diferente. Como eu achava que era um dos poucos fãs da banda inglesa , lendária nos anos 1970-1980, fui sozinho assistir ao show deles no Granfinos, um pequeno bar dançante e casa de shows, localizada em Santa Efigênia. Eu não podia perder a chance: afinal, em 1980, em Londres eu tive que procurar em uma loja de LP’s usados, para comprar um clássico das bandas : Argus , que eu não conseguira encontrar em BH. Agora os cara iam tocar a menos de três mil metros de minha casa e eu não iria? Afinal o Wishbone Ash é considerado como um dos maiores inovadores do rock, no que diz respeito à harmonia , com o uso das “guitarras gêmeas”  atuando como  “lead guitar” . Na época,  Andy Powell e Ted Turner  foram votados como  “Two of the Ten Most Important Guitarists in Rock History” (Traffic magazine 1989),e depois como  “Top 20 Guitarists Of All Time” (Rolling Stone).  A Melody Maker(1972) descreveu  Powell e Turner como “o dueto de guitarras mais interessante desde  que  Jeff Beck e Jimmy Page tocavam juntos no  The Yardbirds”.Os membros originais eram :  Martin Turner (baixo & vocais) , Steve Upton (baterias e percursão) , Andy Powell e  Ted Turner (guitarras e vocais) . A formação que esteve em BH foi a do Martin Turner’s Wishbome Ash, no seu tour mundial “No Easy Road”. Martin Turner’s Wishbone Ash apresenta os guitaristas Ray Hatfield  e Danny Willson, e o baterista  Dave Wagstaffe, nas como Martin foi o fundador da banda, permanece fiel aos arranjos e ao legado do Wishbone Ash original.

Foi uma boa experiência. Um público majoritariamente masculino, com a idade variando de 30 aos 60 anos, assistiu uma autêntica “guitar band” dos anos 70, com guitarristas excelentes, arranjos fiéis ao legado do Wishbone Ash e uma lenda viva do rock: Martin Turner como “front man”, tudo assistido de uma distância de menos de 5 metros do palco. Dá para querer mais. Superdivertido. Foi uma grande noite. Perdeu quem não foi.

Show: Ringo Starr and His All Star Band: Chevrolet Hall Belo Horizonte 16/11/11

COTAÇÃO:

O primeiro Beatle a tocar em BH não decepcionou. Num show com público e beatlemaníacos de todas as idades, acompanhado por uma banda de celebridades: Edgar Winter (teclado e Sax), Wally Palmar (guitarra), Gary Wright (guitarra), Rick Derringer (guitarra) e Richard Page (baixo), Gregg Bissonette (na outra bateria) e Mark Rivera (sax), Ringo fez o Chevrolet Hall cantar e dançar por quase 2 horas do mais puro rock’n roll. Ringo e sua banda seguiram o mesmo set list de 22 títulos já apresentado em outras cidades.  “It Don’t Come Easy”  abriu a apresentação e agitou o público, que foi ao delírio com a primeira das músicas dos Beatles:  “Honey Don’t”. Durante o show, Ringo ficou por mais tempo atrás da bateria, onde certamente ele se sente mais à vontade, entremeando músicas de sua carreira solo, sucessos de seus companheiros de banda e músicas dos Beatles. Destaques para “I Wanna Be Your Man”, “Act Naturally” e “Yellow Submarine” , além da bela  “Photograph” e os momentos solos de Rick Deringer , com “Hang on Sloopy” e o show de competência e versatilidade de Edgar Winter com a instrumental “Frankenstein”. Para o final “With a Little Help From My Friends”, emendada com uma citação de “Give Peace a Chance”, clássico de John Lennon.  Ringo nos faz crer, que mesmo nestes tempos de axé, seranejo brega e hip hop , o rock continua sobrevivendo com dignidade e força. Long life Ringo Starr, Long life All Star Band, Long life rockn’n roll ! Dou 4 estrelas e meia

Crítica: Maria Rita no Citibank Hall SP


Eu adoro ir para São Paulo, não só pelo de relaxar e encontrar meu namorado, mas porque SP sempre me oferece uma gama de eventos e opções de lazer, especialmente musicais, que são as que sempre me atraem.

Neste fim de semana fui assistir a Maria Rita no Citibank Hall, ou antigo Palace, a convite do meu namorado. Confesso que, se ela estivesse se apresentando em BH, talvez eu nem daria tanta importância a este show, já que há muito não escuto uma música dela.

Maria Rita me lembra minha adolescência, quando eu achava o máximo gostar de música brasileira (mas não conseguia ter muito apreço pelas MPBs de verdade, hehe), mas o meu processo de amadurecimento (e aquele episódio dos IPODs entregues a emissoras de rádio para promover, forçadamente, seu novo álbum) me fizeram desenvolver uma certa antipatia por ela, achando que, realmente, ela se aproveitava do fato de que era filha da Elis Regina. Bem, mas mesmo assim, eu topei ir, afinal, era uma maneira de aumentar meu currículo musical, e não é que eu deteste ela assim, era só uma leve antipatia.

Porém, dito e feito, já com 1h de atraso, eu pensei, “é antipática mesmo, deve estar se maquiando”, e até meu namorado, que adora Maria Rita, se estressou, e as vaias começaram. Com 1h e 10 ela finalmente entra, com um belo vestido, pouco discreto, porém pouco ousado, e canta. Depois de uma chuva de aplausos, a primeira frase é um pedido de desculpas: “Sabe esta coisinha que uso aqui no meu ouvido? É o que uso para escutar o show e vocês, e ele estava estragado, e infelizmente demorou para ajeitar.” Eu achei tão educado e delicado, que isto foi uma maneira pra me desarmar para ouvir o show.

E por ai fomos passando entre sucessos de seu primeiro album, Maria Rita, o Segundo e o Samba Meu, com destaque para “Pagu”, “Cara Valente”, “Encontros e Desencontros”, “Veja Bem Meu Bem”, “Nem um Dia”, “Cria” e , claro, “Tá Perdoado”. Para terminar duas seguidas do seu amigo (e porque não paixão platônica) Falcão do O Rappa: “O Que Sobrou do Céu” e “Minha Alma”.

Entre suas músicas, seus passos de dança característicos (que sempre me lembram da comediante Samantha Schmutz imitando uma apresentação de Maria Rita no programa do Jô), uma voz impecável (e de dar inveja, porque isto ela herdou mesmo da mãe) muita conversa e uma pegada de timidez (que sempre levava ela a segurar a barra de seu vestido como uma menina recém chegada aos palcos) Maria Rita conquistou o público presente em São Paulo, que não fez feio e lotou o Citibank Hall. Aliás este é mais um ponto positivo de se assistir a qualquer apresentação em Sampa, os paulistanos estão tão acostumados a conviver com cultura o tempo todo que qualquer artista consegue encher uma casa de shows, e deve ser por isto que para eles é tão prazeroso sempre voltar a SP. E olha que todos cantam todas as músicas, sem pestanejar, como se fossem fãs calorosos.

Agora que fiz as pazes com Maria Rita, e voltei a respeitar seu legado musical (mesmo que curto), termino aqui com a minha favorita da apresentação de sábado: “Não Deixe o Samba Morrer”, uma bela homenagem para este estilo musical, que ela afirma ser tão próxima, o samba.

Crítica Show: Backstreet Boys em BH


Uma das missões do Vitrola é relatar e fazer a nossa crítica dos shows que presenciamos (tanto em BH quanto em qualquer lugar no mundo). Nesta última quarta feira BH recebeu mais uma banda internacional (aliás, agora voltamos definitivamente para a rota internacional de shows: só ano passado assisti pelo menos 5 shows internacionais na minha querida cidade), Backstreet Boys.

Com certeza vou ouvir “que absurdo você falar disto”, “isto não é música”, “que vergonha”, mas lembrem-se, o vitrola prega a diversidade, e ninguém aqui está falando de qualidade musical (porque eu concordo que são musiquinhas bobas) mas todos devem reconhecer que uma banda que tem uma de suas músicas como a nº3 mais tocada na década de 90 merece respeito. Eu vou tentar focar no show como um evento musical e deixar meu lado fã de 14 anos de idade de lado (mas assumo, vai ser difícil!)

Para nós, meninas nascidas na década de 80, adolescentes fervorosas na década de 90, não há nada que represente mais o nosso gosto musical do que as famosas boy bands. Não era legal ouvir rock, ser alternativo ou emo, o negócio era ver belos garotos de 20 anos dançando e cantando músicas que falavam diretamente com os nossos sentimentos (elevando a baranguice que envolvia os nossos dramas sentimentais), afinal, que adolescente nunca sofreu por amor? E estes meninos falavam (e entendiam) exatamente isto.

Para as mais de 3 mil meninas (de faixa etária >20 anos) que se encontravam no Chevrolet Hall no dia 23/02/11 o sonho de reencontrar seus ídolos foi realizado. Os Backstreet Boys foram o maior ícone deste estilo musical na década de 90, e eles estavam de volta. Um pouco mais gordos (com exceção de Brian Littrell cada ano mais magro), um pouco mais velhos, alguns casados, outros ainda solteiros para alegria das garotas.

A entrada, surpreendente ao meu ver, fez com que o Chevrolet Hall fosse a delírio. Apresentados pelo fofíssimo filho do B-Rok, ou Brian Littrell, o pequeno chamou ao palco “AJ, Howie, Nick e o meu papai” que se apresentaram atravessando o telão que transmitia um vídeo dos 4 correndo em direção ao público. Digno de efeitos especiais, digno de Backstreet Boys. Neste momento o calor infernal deu lugar a uma histeria generalizada. Mulheres com faixas com o nome da banda na testa, cartazes com recados de amor, ursinhos de pelúcia para serem lançados ao palco, todas elas gritaram e dançaram ao som de “Everybody”. Claro, não havia música mais ideal, afinal “backstreet’s back”, e finalmente em BH.

Os 4 mostraram que não perderam o pique, entre coreografias e canções também oscilavam entre trocas de roupas e vídeos para entreter a platéia (os vídeos incluiam montagens dos cantores em filmes como Velozes e Furiosos, Encantada, Clube da Luta e Matrix). Para as fãs antigas (e eu me incluo nessas) não houve decepção: ouviu-se um medley de “Quit playing games (With my Heart” e “As long as you love me”, além de versões completas de “All I Have to Give” e “I’ll Never Break Your Heart” (particularmente uma de minhas favoritas) além de explorar alguns outros sucessos como “We’ve got it going on”, “Show me the Meaning of Being Lonely”, “More than That” e “Incomplete”. Para “Larger than Life” os garotos (mais homens do que garotos) retornaram ao palco uniformizados com roupas robóticas, assim como no clipe da música, e foram fieis a coreografia.
Em “Shape of My Heart” tanto Brian quanto Nick desceram do palco para agradar aos fãs, correndo o risco de não voltar ao palco por tamanha histeria. Howie, o latin lover, abusou de seu português macarrônico e mantinha contato frequente com as fãs, assim como Brian, que apesar de não arriscar o português, conversava com o público e mandava mensagens de carinho. AJ e Nick foram mais imparciais, porém não deixaram a desejar nas apresentações.

Para finalizar o bis com a mais pedida “I Want It That Way”, que foi cantada em coro por todos os presentes, e “Straight Through My Heart”. Depois agradeceram e prometeram voltar e sairam do palco da mesma maneira que entraram, atravessando a tela de vídeo. Para as fãs da década de 90 o final tinha cara de adeus e de missão cumprida, uma dívida paga com a adolescência que admirava os jovens ídolos; para as novas fãs ficou a imagem dos garotos que cresceram mas que ainda tem pique para levar consigo uma legião de fãs por mais alguns anos. Para mim e para Gabi Sousa (minha companheira fiel de BSB) ficou o gostinho de quero mais, de nostalgia e de satisfação, e a certeza de que mesmo sem qualidade vocal e musical os BSB vão sempre ter algum espacinho, mesmo que mínimo, nas nossas canções favoritas…

Para fechar o post segue um vídeo com a famosa entrada tocando Everybody. Bom proveito! Peço desculpas já porque o vídeo é tremido, mas dá pra entender a emoção….

Paul McCartney no Morumbi

Nosso queridissimo ex-beatle e dono de uma carreira solo de sucesso, Sir Paul McCartney, esteve no Morumbi, em SP, no final de semana, como dissemos em alguns posts atrás. A turma dos Sousas esteve por lá, e vou deixar aqui algumas de minhas impressões (que acho que batem com a dos meus familiares).

Paul não é só um ex-beatle de sucesso. Paul é um “showman”, e mais do que isto, é um “showman” que sabe o que faz e que ama o que faz. É incrível como para ele ser um popstar é sinônimo de prazer (e isto desde a época dos beatles). Paul sempre gostou dos holofotes, e vamos concordar, os holofotes sempre gostaram dele.

Esbanjando simpatia Paul fez um show para qualquer beatlemaníaco (como nós sousas somos) não botar defeito, e para aqueles que foram somente apreciar a vinda de uma estrela ao Brasil, estes também sairam satisfeitos. Ele viajou entre músicas dos Beatles (seus grandes hits, dando também espaço a “Something” de George Harrison – com direito a ukelelê e tudo – e de “A Day In Life” -um dos grandes sucessos Lennon/McCartney- e “Give Peace a Chance” de John Lennon), hits da época de Wings (como “Jet”, cantada em coro pela plateia) e hits da carreira solo.

Paul ainda veio acompanhado de uma banda a sua altura, que vem em turnê com ele há 10 anos. O baterista Abe Laboriel Jr além de brincar com a plateia (dançando no fundo ao som de Dance Tonight) deu um show a parte em uma de minhas favoritas de Paul na época dos Beatles, a música “The End”. Aquele é um solo de bateria para ninguém botar defeito (e para contestar aqueles que acham Ringo um péssimo músico). Os outros não ficaram atrás: Paul Wickens no teclado, Brain Ray no baixo e guitarra e Rusty Anderson na guitarra (este também mostrando sua boa atuação em “Live and Let Die” e “Helter Skelter”).

Falando em “Live and Let Die”,  talvez este tenha sido o momento em que mais me surpreendi no show. Eu sabia dos jogos de fogos de artificio, chamas saindo do palco e imagens rápidas no telão, mas devo assumir que foi realmente impressionante. Paul transformou a música, que não é lá estas coisas, em um mega hit, digno de qualquer superstar da música pop.

Portanto para celebrar o momento deixo com vocês uma mostrinha do show com, é claro, um trecho de “Live and Let Die”:

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