Os Incríveis Anos 70: The Beatles – A Day In The Life

Que outra década comportaria uma música como  A Day in The Life ? (obs. embora ela tenha sido gravada em 1967, ela já antecipava o que aconteceria nos anos 70) Ela foi uma das poucas canções que individualmente contribuiu para mudar o curso da chamada música popular. Gravada entre janeiro e fevereiro de 1967, contou com uma grande orquestra que foi montada para os surpreendentes floreios e preenchimentos adicionais, que acompanham a música, embora a princípio os 40 músicos de formação clássica tenham ficados relutantes com o conceito que lhes era solicitado tocar.

George Martin e Paul regeram a orquestra e ajudaram a criar uma faixa que quando  terminada foi mais do que apenas diferente, era absolutamente única. A partir da bela canção de John, o resultado final foi algo simplesmente inacreditável. Como você pode ver a partir do filme, esta não era uma sessão de gravação normal. Os músicos clássicos, que haviam sido convidados a vestir-se a rigor, usaram narizes falsos, chapéus engraçados e geralmente entraram no espírito da ocasião. Filmado entre 20:00-01:00 com convidados, incluindo Mick Jagger e Keith Richards, a ocasião forneceu inspiração para o que aconteceu durante a gravação e filmagem de “All You Need Is Lovepara o projeto Our World. (Texto da Vevo)

A coleção de vídeos The Beatles 1 Video Collection será lançada dia 01/11/15. Pre-ordens:  http://thebeatles1.lnk.to/DeluxeBluRay

Para finalizar a letra original e traduzida

A Day In The Life

(Sugar, plum, fairy
Sugar, plum, fairy)

I read the news today, oh, boy
About a lucky man who made the grade
And though the news was rather sad
Well I just had to laugh
I saw the photograph

He blew his mind out in a car
He didn’t notice that the lights had changed
A crowd of people stood and stared
They’d seen his face before
Nobody was really sure if he was from the house of lords.

I saw a film today, oh, boy
The english army had just won the war
A crowd of people turned away
But I just had a look
Having read the book
I’d love to turn you on

Woke up, fell out of bed
Dragged a comb across my head
Found my way downstairs and drank a cup
And looking up I noticed I was late

Found my coat and grabbed my hat
Made the bus in seconds flat
Found my way upstairs and had a smoke
And somebody spoke and I went into a dream

I read the news today, oh, boy
Four thousand holes in Blackburn, Lancashire
And though the holes were rather small
They had to count them all
Now they know how many holes it takes to fill the Albert Hall
I’d love to turn you on
Um Dia Comum

(Açúcar, ameixa, fada
Açúcar, ameixa, fada)

Eu li as notícias de hoje, oh, garoto
Sobre um sortudo que ganhou na loteria
E embora as notícias fossem um tanto tristes
Bem, não pude deixar de rir
Eu vi a fotografia

Ele arrebentou a cabeça num carro
Não tinha percebido que o semáforo havia ficado vermelho
Uma multidão parou e o encarou
Já tinham visto seu rosto em algum lugar
Mas ninguém tinha certeza se não era um senador.

Eu vi um filme hoje, oh, garoto
O exército inglês acabava de vencer a guerra
Uma multidão foi embora
Mas eu tive de olhar
Tendo lido o livro
Eu adoraria te excitar

Acordei, caí da cama
Passei um pente pela minha cabeça
Desci as escadas e tomei um café
E olhando para cima, vi que estava atrasado

Achei meu meu casaco e peguei meu chapéu
Subi no ônibus segundos depois
Subi as escadas e fumei um cigarro
E alguém falou, e eu entrei em um sonho

Eu li as notícias de hoje, oh, garoto
Quatro mil buracos em Blackburn, Lancashire
E embora os buracos fossem bem pequenos
Eles tiveram que contá-los um a um
Agora sabem quantos buracos são necessários para encher o Albert Hall
Eu adoraria te excitar

Os Incríveis Anos 70: Klaatu : Sub-Rosa Subway (1977)

Hoje um nosso leitor lembrou-se de uma banda que, embora não tenha feito sucesso, deu o que falar na década de 1970. Esta banda era o Klaatu, que tinha este nome em homenagem ao extraterrestre do filme O Dia em Que a Terra Parou de Michael Rennie. O Klaatu foi formado no Canadá em 1973, quando ainda vivíamos a ressaca do final dos Beatles ( separados em 1970), pelo duo John Woloschuk e Dee Long , depois acrescidos pelo baterista Terry Draper. A banda não teve muito sucesso, exceto no Canadá onde emplacou os hits “California Jam” (1974), “Calling Occupants of Interplanetary Craft” (1977) and “Knee Deep In Love” (1980). No resto do mundo, a música que tocou nas rádios, inclusive na nossa reverenciada Cultura AM de Belo Horizonte foi Sub-Rosa Subway a única música deles a ter figurado na Billboard, atingindo a posição 62 em 1977. Mas não foi por causa de sua música que o Klaatu ficou conhecido internacionalmente, mas sim pelo boato de que eles eram os Beatles gravando com um pseudônimo. Ninguém sabe quem iniciou estes rumores e o Kaatu sempre os desmentia em entrevistas, e realmente nenhum dos Beatles teve qualquer envolvimento com a banda em nenhum nível. Escute o seu principal sucesso e diga se faziam lembrar os Beatles?

Terry Draper fala sobre o assunto:

Os incríveis anos 70: Paulinho da Viola – Memórias Chorando (1976)

Os anos 70 marcaram um revival do chorinho, que passou a ser reverenciado pela juventude, com shows de Déo Rian, Altamiro Carrilho, o conjunto Época de Ouro e outros sempre com a agenda lotada e shows esgotados.  Foi nesta época que o grande Paulinho da Viola deu o seu aval lançando o seu antológico álbum Memórias Chorando em 1976. O repertório era composto de canções de Pixinguinha e Benedito Lacerda (Cinco companheiros,Cuidado colega, Cochichando, Segura ele ), Ary Barroso (Chorando), entremeados por temas do próprio Paulinho (Romanceando,Rosinha, essa menina,Oração de outono, Beliscando, Choro de memórias, Inesquecível). Um sucesso imediato no meu toca-discos.

Os Incríveis anos 70: Você Não Me Ensinou A Te Esquecer – Fernando Mendes

No final de 1972 entrava no cenário musical o cantor mineiro Fernando Mendes. “A Desconhecida”, gravada recentemente pelo cantor Leonardo,  foi a canção que projetou o cantor em todo território nacional. Lançada em compacto simples, subiu rapidamente Às paradas de sucesso e com força total!  Sua primeira apresentação na TV, foi no programa do Chacrinha, e a partir daí o jovem Fernando Mendes não parou mais, seguiu a carreira musical, interpretando suas próprias canções, que fazem sucesso não só no Brasil, mas em muitos paí­ses do mundo!

Mas o interessante é que uma música de Fernando, composta em 1979,  foi gravada por Caetano Velloso para o filme Lisbela e o Prisioneiro –  “Você não me ensinou a te esquecer”.  Devido ao grande sucesso, a canção cheia de romantismo foi prêmio da ABPD (Associação Brasileira de Produtores de Discos) e Prêmio Villa Lobos como o disco mais vendido! Tema do Filme Lisbela e o Prisioneiro, a canção foi indicada para Grammy Latino 2004 e recuperou o prestigio e reconhecimento à  sua carreira.

Assim o Vitrola corrige esta injustiça – todos acham que esta linda canção é de Caetano – não é – Fernando Mendes é o dono dos créditos.

Os incríveis anos 70: Silvio Brito – Tá todo mundo louco! Silvio Brito (1973)

Silvio Brito

Estou atualmente me impondo uma maratona musical muito divertida. Consegui compilar, em ordem cronológica, os principais sucessos das rádios brasileiras entre 1960 a 2014. Começando em 1960, atualmente estou escutando 1974 (Cerca de 1300 músicas já escutadas) . Dentre elas muita coisa esquecida e que fez sucesso. Pude então relembrar que em 1973 um lançamento chamou  logo a atenção: um mineiro de Três Pontas, radicado em Varginha, lançou uma música altamente crítica e bem humorada, criticando e brincando com o sucesso de Raul Seixas, que explodia nas rádios na época. Silvio alcançou algum sucesso e até hoje tem um programa de TV na Rede Vida, mas nunca mais foi tão marcante.

Os Incríveis Anos 70 VII: Van Morrison – Moondance (1970)

Corria o ano de 1971; neste ano se mudou-se, para o meu prédio, um rapaz, adolescente, como nós, que estava de volta a Belo Horizonte, depois de ter morado fora do Brasil. O mais interessante, pelo menos para mim, foi que na sua bagagem ele trouxe vários LPs, que não haviam sido lançados no Brasil. Logo de cara me apaixonei por um som diferente de tudo que eu já havia escutado – meio rock, meio blues, meio jazz, cantado numa voz rouca, com sotaque irlandês (aqueles que não por acaso são chamados de os negros da Europa) –  o bardo Van Morrison e seu alucinótico  Moondance, simplesmente um dos melhores discos de música pop de todos os tempos. Desde então, comprei e acompanhei tudo que Van Morrison fez. Falta apenas realizar um sonho – assistir um show dele ao vivo. Como ele não sai mais da sua Irlanda, chegando no máximo até Londres, vou ter que ir até lá, afinal se Maomé não vem à montanha

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