Radio Cultura AM 860: Depoimento

Como usar depoimentos para sensibilizar e gratificar voluntários ...

Com licença de Ana Paula, filha de Jorge Márcio, reproduzo aqui seu depoimento sobre seu pai:

Eu era pré-adolescente nos anos 80 e acompanhei de perto, enquanto menina curiosa, ao intenso movimento que tinha em minha casa, à revolução que meu pai fazia no rádio e em seu entorno. No bairro, nas festas, na escola, no ônibus, na igreja. Todos sempre nos lembravam quem era nosso pai. Eu sentia orgulho e às vezes desprezava, pois eu queria um pai presente e o nosso era o mais menino, o mais jovem, o mais rebelde da casa. Nossa vida era o rádio e nosso pai sempre foi um rebelde cheio de surpresas e contradições. Era amado, admirado e também odiado.

Sim, eu lamentava ser a mãe do meu pai, a filha que queria colocá-lo no eixo das famílias tradicionais. Seu Jorge nunca seria enquadrado nos bons costumes. Na verdade eu o admirava exatamente porque ele era diferente. Foi o pai mais amoroso do mundo. Quando esteve presente. Ele era o rei do lar. Eu, feminista sem saber que era, me transformei na maior contestadora do Seu Jorge. Mas fui a filha que escolheu a sua profissão por paixão. Ao acompanhar a evolução do post Radio Cultura no grupo Fotos Antigas de Belo Horizonte revivi e descobri novas travessuras de seu Jorge Márcio e companhia. Quero reunir cada depoimento e gravar um documentário.

Será imensa a alegria de registrar todos os depoimentos de quem conviveu com a turma da Cultura e do rádio, como ouvinte ou como locutor, produtor, enfim. Vamos reviver. Quem sabe, agora com análise madura e menos rebelde de minha parte, aqueles anos 80 de rock, cultura, rebeldia e resistência reinundem minha alma com a esperança que sempre a direcionou? Eu não sabia, mas ser filha do meu pai me deu o melhor que há em mim.”

Post dia 23 de abril às 10:21hs no Facebook. https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=10219051443251760&id=1075792341

#radiocultura #radio #anos80 #recordareviver

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Homenagem: Moraes Moreira

Moraes Moreira - Cifras, Letras e Músicas - MPB PUBLICAÇÕES

Antônio Carlos Moreira Pires
 8/7/1947 Ituaçu, BA
 13/4/2020 Rio de Janeiro, RJ

 

O meu primeiro contato com a música de Moraes Moreira foi, como o de quase todo mundo, através dos Novos Baianos.

Em 1968, juntamente com Paulinho Boca de Cantor, Luis Galvão, Pepeu Gomes e Baby Consuelo (hoje Baby do Brasil), formou o grupo Os Novos Baianos, que fez sua estréia com o show “Desembarque dos bichos depois do dilúvio“, em Salvador.

Pelo menos dois discos dos baianos marcaram a minha geração. Em 1972, após incorporar o baixista carioca Dadi e os percussionistas Jorginho Gomes, Baixinho e Luis Bolacha, o conjunto gravou, pela Som Livre, o LP “Acabou Chorare“. “Mistério do planeta”, “A menina dança”, “Um bilhete pra Didi”, “Tinindo trincando” e “Preta, Pretinha” e  “Brasil pandeiro” (Assis Valente), nos impressionaram profundamente.

Em 1973, ainda com o grupo, lançou o LP “Novos Baianos Futebol Clube“. Neste disco, “Besta é tu” (c/ Pepeu e Galvão), “Sorrir e cantar como Bahia” e “Só se não for brasileiro e uma releitura de “Samba da minha terra” (Dorival Caymmi), mantiveram o encanto.

Saiu em carreira solo no ano de 1975, e desde então lançou mais de 20 discos. Desde então Moraes sempre apresentou uma grande técnica e muita alegria em suas músicas e gravações. Ele faleceu hoje, provavelmente vitimado por um infarto do miocárdio aos 72 anos de idade.

 

 

 

Homenagem: Riachão

Lugar de malandro é em pé", diz sambista Riachão aos 97 anos | A ...

Clementino Rodrigues,(Salvador14 de novembro de 1921 – Salvador, 30 de março de 2020),

Importante sambista, mais conhecido pelo apelido de Riachão  , ao lado de Nelson Sargento, Dona Ivone Lara e mais alguns outros da velha guarda, reconhecido como uma das raízes do moderno samba brasileiro. . Era um verdadeiro “cronista musical”, trazendo para suas músicas o dia a dia da capital baiana. Tem vário sambas irreverentes, tais como “Retrato da Bahia” e “Bochechuda e Papuda“, o tornaram ganhador do “Troféu Gonzaga.

Riachão teve várias das suas músicas interpretadas por cantores nacionais, uma das mais conhecidas foi “Vá Morar com o Diabo“, cantada por Cássia Eller. Também é de sua autoria a famosa música “Cada Macaco no Seu Galho“, escolhida por Caetano Veloso e Gilberto Gil, em 1972, para marcar seus retornos ao Brasil depois de exílio político durante o regime militar no Brasil e que gravaram posteriormente. (Wikipedia)

Aos 98 anos,músico morreu enquanto dormia, em Salvador.

 

Homenagem: Bill Whiters

Bill Withers dead: Lean On Me hitmaker dies age 81 'We are ...

William Harrison Withers, Jr. (Slab Fork, 4 de julho de 1938 – Los Angeles, 30 de março de 2020)

Bill Withers, cantor e compositor norte-americano de blues e soul que gravou vários sucessos importantes, incluindo “Lean on Me”, “Ain’t No Sunshine”, “Use Me”, “Just the Two of Us”, “Lovely Day” e “Grandma’s Hands”. Withers ganhou três Grammy Awards e foi indicado para mais quatro. Ele foi introduzido no Rock and Roll Hall of Fame em 2015. Mais uma lenda da música que se vai neste triste início de 2020.

 

 

Homenagem: Manu Dibango

 

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Emmanuel N’Djoké Dibango, conhecido como Manu Dibango (Duala, 12 de dezembro de 1933 – Paris, 24 de março de 2020)

Foi a primeira vez que uma musica africana moderna me chamou a atenção. A música era Soul Makossa e eu tinha 16 anos.  Dibango era  músico e compositor, saxofonista, vibrafonista, camaronês de nascimento e um dos pioneiros do afro- jazz e afrobeat. Uma de suas canções, “New Bell”, figurou na trilha sonora do jogo Grand Theft Auto IV, mais precisamente na rádio IF99. Sua música mais conhecida é o afrobeat “Soul Makossa” de 1972, música incorporada por Michael Jackson em “Wanna be start something” e Rihanna em “Don’t stop the music”. 

Hospitalizado há vários dias, depois de ter sido testado positivo para a Covid-19,  Dibango morreu aos 86 anos na França. A informação foi confirmada na manhã desta terça-feira (23) por um dos responsáveis pela sua gravadora e publicada em sua rede social.

Discografia

Soul Makossa (1972) ; O Boso (1973) ; Makossa Man (1974) ; Makossa Music (1975) ; Manu 76 (1976) ; Super Kumba (1976) ; The World of Manu Dibango (1976) ; Ceddo O.S.T (1977) ; A l’Olympia (1978) ; Afrovision (1978) ; Sun Explosion (1978) ; Gone Clear (1980) ; Ambassador (1981) ; Waka Juju (1982) ; Mboa (1982) ; Electric Africa (1985) ; Afrijazzy (1986); Deliverance (1989) ; Happy Feeling (1989) ; Rasta Souvenir (1989) ; Polysonik (1992); Live ’91 (1994) ; Wakafrika (1994) ; African Soul – The Very Best Of (1997) ; CubAfrica (com Eliades Ochoa) (1998)

 

Qual foi a primeira música de heavy metal da história?

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A discussão é intensa, mas tende para dar o  crédito a uma banda relativamente desconhecida por aqui : Blue Cheer. 

“Blue Cheer foi uma banda americana de rock que inicialmente tocou e gravou durante o fim dos anos 1960 e início dos anos 1970, tendo reunido-se esporadicamente até 2009. O grupo formado em São Francisco, Califórnia, tocava num estilo blues/rock psicodélico e  é creditado por ser um dos pioneiros no heavy metal, com seu cover de “Summertime Blues” citado como uma das primeiras canções do gênero. Eles também são notáveis por influenciar o desenvolvimento de variados estilos como punk rock, stoner rock, doom metal, rock experimental e grunge.

Desde sua formação o Blue Cheer aliava em suas músicas o desenrolar do blues e efeitos pesadíssimos de guitarra assemelhando-se muito com as primeiras bandas de heavy metal, em que os guitarristas cada vez mais inventavam efeitos e jeitos diferentes de tocar, tocando até mesmo notas que antes eram consideradas satânicas. (Wikipedia)”

 

 

Os incríveis anos 70:1969 – 1º FESTIVAL ESTUDANTIL DA CANÇÃO DE BELO HORIZONTE (FEC-BH)

Toninho Horta (aos 18 anos), com Joyce e Naná Vasconcelos (embaixo) defendendo a música de Toninho “Yara Bela”. Nesta fotografia de 1966 no festival Estudantil da Canção, Toninho Horta entrou com a música “Yara Bela” que levou o terceiro lugar, sendo representada por Joice, Toninho e Nana. Os festivais estudantis eram grandes oportunidades para músicos iniciantes e também para quem estava querendo mostrar seu trabalho.

Uma comemoração de 50 anos que passou em branco, na imprensa de modo geral, não poderia ficar esquecida aqui no Vitrola. No dia 16 de novembro de 1969 aconteceu, no Teatro Marília, um evento marcante na história da música popular brasileira: a realização do I Festival Estudantil da Canção de Belo Horizonte. Ele é importante porque pode ser considerado coma uma das origens do Clube da Esquina, um dos movimentos musicais que revolucionaram a música brasileira a partir do final dos anos 60. Para se ter uma ideia, participaram músicos e compositores  do quilate de Tavinho Moura, Lô Borges, Beto Guedes, Toninho Horta, Milton Nascimento, Túlio Mourão, Murilo Antunes, Antônio de Jesús (Sirlan) e foram jurados nomes como Fernando Brant, Egberto Gismonti, Nelson Motta, entre outros.

Estas foram 24 as finalistas:

  • Como vai minha aldeia (Tavinho/Márcio Borges) – Marilton Borges
  • Yara bela (Toninho Horta) – Joyce
  • Água clara (Eduardo Lages/Paulo Barros)  – Eduardo Conde
  • My love, my love (Tom Carlos/Fernando S.N. de Almeida) – Regininha, Dorinha e Malu
  • Clube da Esquina (Lô Borges/Márcio Borges) – Marilton Borges
  • Dia D (Vox Populi) – Vox Populi
  • Som maior  (Jaime Gouveia/Eduardo Prestes) – Beth Carvalho
  • Cibernética (Jesus Rocha) – Jesus Rocha
  • Fuga do amor perdido (Luis Carlos de Almeida) – conjunto 004
  • Canto de espera (Marcos de Castro/Bernadete Alves Agrícola/Álvaro Hozanah) – Bernadete
  • Canto de desalento (Toninho Horta) – Luiza
  • Equatorial (Beto Guedes/Lô Borges) – Beto Guedes e Lô Borges
  • Pelas ruas de meu mundo (Waldemar Santos/Eduardo Fonseca Novy) – Quarto Canto
  • Da Relva (Luiza Horta) – Luiza
  • Três horas da manhã (Waldemar Correia dos Santos/Eduardo Fonseca Novy) – O Grupo
  • Pra todo o sempre (Luis Carlos de Almeida/Leoldo da Silva Pereira) – Quarto Canto
  • Triste (Eduardo Lages/Selma Blaine) – Quarteto Forma
  • A quem viveu no mar (Beto Guedes/ Márcio Borges) – Jorge Nery
  • Tempo de passagem (Nilza Menezes/Jesus Rocha) – Nilza Menezes
  • Canção de esperar você (Vera Lúcia Cordovil/Márcio Lott) – Irany
  • Verdade submersa (Júnia Horta) – Jorge Nery
  • Impacto (Vox Populi) – Vox Populi
  • Sombras (Lena Horta/Luis Márcio Viana) – Quarto Canto
  • Retratos (Túlio Mourão) – Túlio Mourão

JURI: presidido por Armando Pitigliani (diretor da gravadora Philips) e composto por Marcos Valle, Antônio Adolfo, Egberto Gismondi, Dulce Nunes, Moisés Fucks, João Vitorino, Carlos Alberto da Fonseca, Roberto (Bob) Tostes, Afonso Romano de Santana, Tavito, Mônica Machado de Almeida, Fernando Brant, Maria Luiza Ribeiro, Paulo Nehki, Ângelo Osvaldo de Araújo

Nos intervalos aconteceram shows com os Golden Boys, Evinha Antônio Adolfo e a Brazuca 

LEIA AQUI A MATÉRIA PUBLICADA NA ÉPOCA NO CORREIO DA MANHÃ

A vencedora levou 5000 cruzeiros novos, a segunda colocada 2500, 1500 para a terceira, 1000 para a quarta e 500 para a quinta. A Philips lançou um LP com as 12 finalistas.

RESULTADO:

1º lugarÁGUA CLARA (Eduardo Lages/Paulo Barros) Eduardo Conde

Gravada em 1970 por  Quarteto Forma (Odeon LP MOFB 3631)

2º lugarCOMO VAI, MINHA ALDEIA (Tavinho Moura/Márcio Borges) Marilton Borges

Gravada em 1978 por Tavinho Moura (RCA Victor LP 103.0262)

3º lugar: CANTO DE DESALENTO (Toninho Horta/Rubens Théo)

4º lugar – RETRATOS:  Túlio Mourão

5º lugar – CLUBE DA ESQUINA (Lô Borges/Márcio Borges/Milton Nascimento) Marilton Borges – Arreglo de Nelson Ângelo

Gravada por Milton Nascimento em 1970 (Odeon LP MOAB 6004)

É difícil encontrar gravações destas músicas, mas preparamos um EP com 5 delas;

 

 

As 20 músicas brasileiras mais gravadas de todos os tempos (ECAD)

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  1. Aquarela do Brasil – Ary Barroso – (399 gravações)
  2. Carinhoso – Braguinha/Pixinguinha – (389)
  3. Garota de Ipanema – Tom Jobim/Vinicius de Moraes (376)
  4. Asa Branca – Humberto Teixeira/Luiz Gonzaga (304)
  5. Manhã de Carnaval – Luiz Bonfá/Antonio Maria (276)
  6. Eu Sei Que Vou Te Amar – Tom Jobim/Vinicius de Moraes (257)
  7. Wave – Tom Jobim (238)
  8. Corcovado – Tom Jobim (228)
  9. Chega de Saudade – Tom Jobim/Vinicius de Moraes (228)
  10. Desafinado – Tom Jobim/Newton Mendonça (216)
  11. As Rosas Não Falam – Cartola
  12. O Barquinho – Roberto Menescal/RonaldoBôscoli
  13. O Menino da Porteira – Luizinho/Teddy Vieira
  14. Insensatez – Tom Jobim/Vinicius de Moraes
  15. A Felicidade – Tom Jobim/Vinicius de Moraes
  16. Luar do Sertão – Catulo da Paixão
  17. Mas Que Nada – Jorge Benjor
  18. Se Todos Fossem Iguais a Você – Tom Jobim/Vinicius de Moraes
  19. Samba do Avião – Tom Jobim
  20. Chalana – Arlindo Pinto/Mario Zan

 

As Canções do Oscar 2020 : qual a sua preferida ?

oscars

Saíram as indicadas ao Oscar de melhor canção de 2020. Em qual você aposta ?

Canção Original 

  1. I Can’t Let You Throw Yourself Away, por Toy Story 4
  2. (I’m Gonna) Love Me Again, por Rocketman
  3. Into The Unknown, por Frozen 2
  4. I’m Standing With You, por Superação – O Milagre da Fé
  5. Stand Up, por Harriet

Veja os clips:

ou escute as canções:

https://open.spotify.com/playlist/7nCDe8AhshgTwqNlLIvIRd?si=9_c0TG1_QqSCkTevUvMK6A

Aguardamos a sua opinião.

 

Os incríveis anos 70:Será que “Some Time in New York City”(John Lennon e Yoko Ono) é tão ruim quanto foi considerado na época ?

Em 12 de junho de 1972  John Lennon,  vinha de um grande sucesso comercial e de crítica, com seu álbum anterior, Imagine (1971),  quando lançou Some Time in New York City. A decepção foi enorme. A crítica caiu de pau, disse que as canções, todas de protesto, eram horríveis, infantis, as piores já feitas por um Beatle e outras coisas piores. Para piorar o disco ainda foi um fracasso de público e de vendas, atingindo apenas a posição 11 nas paradas inglesas e a 48 nas americanas.

Passados 47 anos, enquanto eu lia a biografia de Angela Davis, fui lembrando como  o ambiente político estava no mundo daquela época, em especial nos Estados Unidos, me lembrei desta obra de John. Daí a pergunta: Será que “Some Time in New York City”(John Lennon e Yoko Ono) é tão ruim quanto foi considerado na época ?

Gosto da análise do site Discovermusic (leia na íntegra):

” A música pop e rock é arte? Claro que é, e é sem dúvida a forma de arte mais admirada do mundo. John Lennon e Yoko Ono pensaram o mesmo e seu álbum de 1972, Some Time in New York City foi uma tentativa genuína e sincera de tornar a arte da música popular vital e significativa, de uma maneira que poucos artistas contemporâneos tentam fazer. Era sua noção de que a música deveria ser como um jornal, relatando e comentando questões contemporâneas e fazendo com que a música fosse ouvida de uma maneira que conduzisse a narrativa e fizesse a diferença.”

Não por acaso, sua capa era como uma página de jornal, em que as notícias eram as letras músicas. O disco é política pura e John não poupa quase ninguém de sua ira.

John Lennon 1969 (cropped).jpg

Escutando atentamente hoje dá para entender porque ele incomodou tanto na época. Não é fácil botar o dedo em algumas feridas ardidas. Muito do que é criticado no disco estava sendo radicalmente discutido nos Estados Unidos e no mundo. A posição da mulher na sociedade (Woman is the nigger of the world), o racismo ( Angela), as más condições das prisões (Attica State, Born in a Prision), a situação da Irlanda do Norte ( Sunday, Bloody Sunday (sim a ideia deste título que ficou famoso com o U2 é de Lennon)  e The Luck of the Irish), o envolvimento da polícia com a corrupção no combate às drogas (John Sinclar) e igualdade (We’re All Water, Sisters, O Sisters). Até parece um disco para o nosso Brasil  (mundo)  de hoje. 

Um vídeo histórico: John & Yoko Live no Mike Douglas Show em 18/02/1972. Originalmente a transmissão foi censurada, esta versão foi restaurada para incluir as partes originalmente editadas.

Mas ao contrário do que foi dito na época,  também é um disco que tem ótimas músicas, metade das quais são escritas por John e por Yoko juntos. Será que as críticas da época não teriam sido apenas uma inflamada reação de uma minoria branca, wasp  (White, Anglo-Saxon and Protestant) incomodada? Escute e tire as conclusões você mesmo: 

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