Crítica: Elis Regina, a Musical – Teatro Alfa – São Paulo – 18/05/2014

“E quando passarem a limpo

E quando cortarem os laços

E quando soltarem os cintos

Façam a festa por mim.”

                     – Aos Nossos Filhos (Ivan Lins)

 

5 estrelas

Confesso que ir ao teatro nunca foi o meu forte (sim, sou daquelas que prefere assistir a uma boa série de TV, ou ler um bom livro, ou ir a um bom show do que ver uma peça), mas musicais são das poucas coisas que realmente me chamam a atenção. Eu me lembro direitinho da primeira vez que fui a Broadway, lá em 2009, no auge dos meus 23 anos, e fiquei embasbacada com toda a produção musical e de figurino, e com a qualidade e técnica dos atores/dançarinos/músicos. Já falei inclusive aqui no blog sobre a minha admiração pelo musical Chicago, e pensei que seria uma pena não ver nada de tanta qualidade no meu país. Mas que bom que a vida serve para nos enganar, não é mesmo?

Eu já tinha ficado impressionada com a qualidade do musical da Família Addams, que fui no ano de 2012, aqui mesmo em São Paulo. As coreografias bem executadas, as letras bem traduzidas, foi realmente divertido, mas ainda pensei que a boa apresentação era mérito da peça ser uma mera franquia da versão americana: “Eles não devem deixar o nível cair“, eu pensei. E errei de novo.

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Quando decidi ir ao musical dedicado a Elis Regina, com texto de Nelson Motta e direção de Dennis Carvalho, eu confesso novamente que foi mais porque, logo após a morte de Jair Rodrigues, a Rede Globo mostrou algumas cenas da peça e atiçou minha curiosidade. Não foi nada programado. Foi algo como: vi-desejei-comprei. E, como fui sem expectativas, me surpreendi novamente. Apesar do Teatro Alfa não ser lá essas coisas (e eu ter minha visão completamente prejudicada pelo local em que consegui ingressos de última hora), o espetáculo não foi pior por nada disso. “Elis, a musical” é um show de cores, figurinos fieis e bem pensados, coreografias belas e criativas e vozes surpreendentes. Eu sempre gostei de Elis Regina, mas nunca fui uma fã incondicional, e conhecer detalhes íntimos da sua história que não acompanhei (especialmente porque ela morreu quatro anos antes de eu nascer) só me fez gostar ainda mais do que eu já sabia. Entender sua briga com o cartunista Henfil, seu caótico casamento com Ronaldo Bôscoli, sua admiração por Milton Nascimento e sua proximidade com a esquerda política no país (com direito a uma cutucada na plateia, provavelmente, anti-PT, ao deixar claro que Elis admirava as ideologias de Lula e do partido, que -pasmem- ela se afiliou em 1981) foi especial não só para mim (que pouco conhecia destes bastidores), mas para uma grande parte da plateia que conhecia somente a Elis cantora. A cena final, com uma delicada menção a sua morte e uma interpretação emocionada de “Aos Nossos Filhos”, encheu os meus olhos de lágrimas e muitos corações de saudade.

Quero parabenizar também a qualidade dos atores em palco. Vivemos uma época no Brasil em que a leva jovem de atores da TV só quer fazer TV, e viram estes robozinhos que estamos acostumados a ver nas novelas globais (sim, Caio Castro, estou falando com você). Eu já estava desacreditada em achar talentos por ai, mas eu devo aplaudir o que vi ontem em palco. Com certeza, grande parte do elenco não tinha mais do que 40 anos (com exceção de Tuca Andrada, que tem 48) e sobrava vontade e talento. Mas dois me surpreenderam de maneira impressionante: Lilian Menezes (a suplente de Laila Garin, que interpreta Elis) e Ícaro Siva (intérprete de Jair Rodrigues e outros personagens avulsos). A intérprete suplente de Elis Regina não deixou a desejar em nada (absolutamente nada) ao representar o papel mais importante da trama. Os trejeitos, a voz irônica e o excesso de palavrões eram tão similares aos de Elis que, em alguns momentos, dava nervoso de vê-la no palco: parecia a pimentinha mesmo. Na hora de cantar os clássicos de uma das melhores cantoras do país, Lilian deu outro show e não decepcionou. Quanto a Ícaro, a surpresa ficou mais pelo talento desconhecido do que qualquer outra coisa. O menino, que originou da duvidosa fábrica de talentos da Globo, a novelinha Malhação, esbanjou vontade e voz ao interpretar Jair e compor o grupo de atores e dançarinos em outras cenas – mereceu meu aplauso.

Quanto ao musical, penso que agora podemos falar do quanto estamos prontos para fazer deste ramo algo tão nosso quanto a Broadway é de Nova York: o que não falta para o brasileiro é talento. Nós somos atrasados em muitas coisas, temos problemas políticos e sociais, mas somos um povo extremamente criativo e talentoso, e não há dúvidas quanto a isso. A prova é que temos novelas tão fortes que são reprisadas em vários países de língua portuguesa, música tão eclética e rica que muitos gêneros são conhecidos e admirados em qualquer canto do mundo, e características culturais tão diversificadas que nos fazem ser esta maravilha e este desleixo que sabemos ser. Esta misturada toda que é o Brasil cai muito bem em um musical, afinal, existe alguém que entende mais de cantar e dançar do que nós? E contar história a gente conta muito bem, basta querer. O musical de Nelson Motta sobre Elis só me convenceu de que temos talento de sobra para fazer estes e muitos outros espetáculos de qualidade, aqui e fora do país. Quem sabe um dia, em um futuro bem distante, alguma peça nossa não concorre a um Tony Awards? Basta querer.

 

Justin Timberlake + Michael Jackson

E não é que o tal do Justin Timberlake vem mostrando que é mesmo bom de pop? O ex-N’Sync (e é até sacanagem chamá-lo assim) fez uma parceria póstuma com o rei do Pop, Michael Jackson, que foi lançada na última quarta-feira (14/05). A música “Love Never Felt So Good” é o hit do, também póstumo, álbum de MJ, Xscape, que recebeu bastante críticas da imprensa. Mas como tudo que o menino JT toca, aparentemente, vira ouro, Justin deu, à baladinha pop de Michael, outra cara e um clipe delicioso de assistir.

Realmente não dá pra reclamar da falta de talento de Timberlake.

Os Hits dos meus 27 anos

Inspirada pela minha querida amiga Natália Mazoni, que fez uma deliciosa lista de 27 músicas para celebrar seu aniversário lá no Altamente Ácido, resolvi fazer também a minha lista, porém com uma regra diferente.

Consultando as listas de top 100 Hits da Billboard desde o ano em que nasci (1986) até o ano passado (2013) escolhi, dentre os hits de cada ano, a música que teria sido mais marcante para mim. O interessante é que, por ser uma lista de hits, é possível ver como a qualidade musical das minhas quase três décadas de vida foi caindo de acordo com a proximidade dos anos 2000. Deixo claro que, de maneira alguma, esta lista se refere a uma lista com minhas músicas favoritas: longe disto. Queria mesmo era ver o que é que influenciou a música nestes anos que já me passaram. Portanto, se você tem na faixa de 27 a 30 anos vai reconhecer muita coisa do que achei por aqui.

1986 – You Give Love A Bad Name – Bon Jovi

Para a minha felicidade nasci no final dos anos 80 e ainda pude aproveitar alguns clássicos desta década tão injustiçada. Bon Jovi é a escolha certa para os hits deste ano.

1987 – Bad – Michael Jackson

Michael era Deus já no meu primeiro ano de idade. Seria injusto não dar a ele um espaço nessa lista.

1988 – I’ve Got My Mind Set On You – George Harrison

E que alegria é poder colocar um Beatle nessa lista? Jorjão conseguiu emplacar um hit quase entrando na bizarra década de 90!

1989 – Batdance – The Artist

The Artist (ou vulgo Prince) fez talvez a melhor música que Batman já viu. Esta foi um clássico vivido e ouvindo repetidamente por mim, já na década de 90 (em 1989 eu estava mais preocupada em o que fazer com o fato de ter uma irmã mais nova).

1990 – Step By Step – New Kids On The Block

A década de 90 não poderia ter começado com um hit diferente. A primeira Boyband (depois de Beatles, é claro!) histericamente amada pelas menininhas.

1991 – I’ve Been Thinking about You – London Beat

O que seria da década de 90 sem o tecnotronic?

1992 – Baby Got Back – Sir Mix-A-Lot

Eu me surpreendi ao encontrar Sir Mix-A-Lot tão cedo nesta listagem (mesmo porque só fui conhecer ele por causa da Cameron Dias requebrando ao som deste Hit na primera versão moderna de Charlie’s Angels), mas ele não podia faltar!

1993 – Can’t Help Falling In Love – UB40

Quem é Elvis Presley na noite quando ouvimos a remixagem de UB40 deste clássico?

1994 – Hero – Mariah Carey

Falem o que quiser, mas Mariah foi a diva da década de 90.

1995 – Kiss from a Rose – Seal

Mais um clássico herdado do Batman, Seal romantizou o homem morcego com esta linda canção.

1996 – Un-Break My Heart – Toni Braxton

Como falar de amor na década de 90 sem falar de Tony Braxton? Clássico da dor de cotovelo!

1997 – Candle in The Wind – Elton John

No ano da trágica morte da princesa Diana nenhuma outra música poderia ser a eleita do ano.

1998 – All My Life – K-Ci & Jojo

No ano em que começaram a reinar as Boybands modernas K-Ci & Jojo fizeram um hit meloso inesquecível.

1999 – Unpretty  – TLC

As saudosas do TLC já começavam a adiantar a força do movimento hip-hop que tomaria conta da década de 2000.

2000 – Bent – Matchbox Twenty

Vitorioso em meio a tanta música eletrônica e hip-hop o Matchbox 20 conseguiu emplacar um dos poucos hits rock-pop do ano.

2001 – Lady Marmalade – Christina Aguilera, Lil’Kim, Mya & Pink

No ano do belíssimo filme Moulin Rouge (que mudou nossa maneira de ver cinema!) o hit destas vozes poderosas não deveria ficar para trás.

2002 – Always On Time – Ja Rule Featuring Ashanti

Já com total comando do hip-hop nas paradas, Ashanti e JaRule fizeram algo menos batido e mais harmonioso.

2003 – Crazy in Love – Beyonce feat Jay-Z

Os reis da década de 2000 já começavam a dar as caras neste ano, com o excelente hit “Crazy in Love” e um clipe megalomaníaco.

2004 – Hey Ya! – Outkast

Uma das minhas músicas favoritas da vida (e clipe também!) não podia faltar aqui.

2005 – Hollaback Girl – Gwen Stefani

A partir deste ano as escolhas foram ficando mais difíceis. O destaque para Gwen Stefani foi pelo mérito em conseguir aparecer com seu estilo pop-rock.

2006 – Sexy Back – Justin Timberlake

Um dos artistas pop mais importante da história nasceu neste ano. Justin mal sabia que ia fazer história.

2007 – Umbrella  – Rihanna Feat Jay-Z

Hit mais chato e chiclete da história. Rihanna fez por merecer o destaque de 2007.

2008 – Viva La Vida – Coldplay

Por mais que não sejam meus favoritos, Coldplay trouxe de volta a esperança do pop-rock para nossa geração.

2009 – Empire State Of Mind – Jay-Z+ Alicia Keys

O maravilhoso hit sobre NYC mostrou que Jay-Z não somente tem mãos de ouro, mas que é um excelente produtor musical.

2010 – California Gurls – Katy Perry

Mais um hit chiclete, mostrando a fraqueza musical da década.

2011 – Rolling In The Deep – Adele

Em 2011 Deus nos deu Adele (que eu já maravilhosamente conhecia desde 2009). Amém!

2012 – Somebody That I Used To Know – Gotye

A segunda década dos anos 2000 começou com uma busca dos jovens em parecer diferentes, descolados, irreverentes. Foi isso que trouxe Goyte pro hit do ano.

2013 – Get Lucky – Daft Punk

Para fechar a lista, nada melhor do que a melhor música de 2013 e talvez da 2ª década dos anos 2000 até o momento. Daft Punk veio fazer história.

O que nos aguarda para 2014 e os anos que vem pela frente é um mistério. Nesta lista foi possível ver que saímos do Rock farofa dos anos 80, passando pela bizarrice da década de 90, o forte movimento hip-hop de 2000 e voltando agora para uma miscelânea de ritmos. O que você apostaria para esta década que está só começando?

TOP TOP – Músicas para Guitarristas

guitarra

Demorou mas o TOP TOP voltou, e com as melhores músicas para aqueles que são a alma da banda. Sem querer menosprezar os outros músicos, mas o guitarrista é o cara da banda. Ele que é, geralmente, a marca do grupo, o dono dos riffs. É difícil escolher cinco músicas, por isto abri exceção para 10. Mas também é difícil escolher 10 músicas, por isto você, caro leitor, pode achar que tem muita coisa faltando aqui. E vou concordar que tem mesmo.

10 – Black Magic Woman – Santana

Não podemos negar a importância do Santana na história da guitarra. O cara toca de uma maneira única, praticamente inimitável. A guitarra mais latina que já ouvi. Black Magic Woman é um clássico, latina, sexy, música de guitarrista. Tanto que a parte cantada da música é um mero detalhe; o importante é ouvir Santana solar.

9 – Are You Gonna Be My Girl – Jet

O guitarrista com certeza gosta muito de solos, mas ele também gosta de embalar uma música. Você deve estar pensando que esta é uma banda relativamente nova para merecer estar no TOP TOP de guitarras. “Mas logo o de guitarras Marina?” vocês me diriam. E eu respondo: “pois é”. “Are You Gonna Be My Girl” é aquela música que você quer dançar e tocar, sempre. Sabe aquele estilo dançando com air guitar? Esse mesmo. E eu duvido que você escute ela e não faça.

8 – Back in Black – AC/DC

Finalmente um clássico né? É dos riffs mais fortes da história do rock. Eu ando começando a admirar mais o AD/DC de uns tempos pra cá, e “Back to Black” é música essencial para qualquer guitarrista. Se você não sabe tocar (ou se nem ao menos tentou) pode largar sua guitarra de canto e troca logo de instrumento.

7 – Paranoid  – Black Sabbath

Eu não gosto de Black Sabbath, nunca gostei e acho o Ozzy um velho babão. Mas muito antes de ele ser esse velho babão ele e seu Black Sabbath fizeram esse clássico, indispensável para qualquer lista de guitarrista. O Black Sabbath foi o precursor do Heavy Metal, e Paranoid é a bandeira deste início.

6 – Crossroads – Cream

O que seria de uma lista de guitarristas sem o Deus, Eric Clapton? Pois é, o God, antes de ser Deus, fez maravilhas no Cream, e Crossroads é a melhor de todas (na minha opinião). O Eric, assim como o Santana lá em cima, criou um estilo único de tocar guitarra, e este rock bluzeiro desta música é de fazer chorar os ouvidos de qualquer guitarrista.

5- Smells like teen spirit – Nirvana

Não tem um guitarrista que não reconheça a importância deste riff na história do rock. O Nirvana colocou Seattle (e o Grunge) no mundo do rock. Nada de complexo, extremamente simples, mas eficientemente marcante. Número cinco sem dúvidas na minha lista.

4- Smoke on The Water – Deep Purple

Eu acho o Deep Purple uma banda de rock injustiçada. Smoke on the Water é só uma das várias excelentes músicas desta banda para guitarristas. Escolhi esta porque é talvez o primeiro riff de guitarra ensinado por qualquer professor de escola de música. Até meus primos nascidos nos anos 90 conhecem Smoke. É aquela música que dá até pra cantarolar o riff, de tão gostosa que é.

3- Pride and Joy – Stevie Ray Vaughan

Para tudo. Se você é guitarrista e nunca escutou Stevie Ray Vaughan faça o dever de casa. E se você nunca escutou “Pride and Joy” pode voltar pra escola, baixar a música no computador, ouvir no youtube, sei lá. Se vira, mas escuta. Esta música é uma obra prima (Ok, eu gosto muito de blues). A maneira como Stevie faz com que a guitarra cante a música sozinha é encantador. É de ouvir quatro, cinco, seis vezes em seguida. E pra tocar de manhã, de tarde, de noite, de madrugada.

2- Purple Haze – Jimi Hendrix

Ah Jimi. Eu fiquei muito em dúvida se colocaria esta música em primeiro. Jimi talvez tenha sido um dos maiores guitarristas da história do rock (se não o maior, mas vou deixar isto para vocês decidirem). O que Purple Haze foi para a época de seu lançamento, em 1967, ela mantém até hoje: aquela sensação de nunca ter ouvido nada igual. Jimi era único, era incrível e era intenso como suas músicas e sua guitarra…talvez por isso tenha partido tão cedo.

1 – Jonnhy Be Good – Chuck Berry

Este cara é a única razão de Jimi não ser o primeiro da lista. Chuck Berry é o primeiro simplesmente por inspirar praticamente todos estes acima nesta lista. E “Jonnhy Be Good” é um clássico. O solo inicial da música embala qualquer festa, qualquer roqueiro, qualquer pessoa. Isto é rock até hoje, e é sim a música mais essencial para um guitarrista. Não sabe tocar “Jonnhy Be Good”? Me faz um favor e vai logo tocar piano vai.

E para vocês leitores? Qual é o TOP 10 de vocês?

Crítica: Paul McCartney – Turnê “Out There”

Eu não imaginaria estar escrevendo esta crítica aqui hoje, mas estou. Sim ele veio falar “uai”. Sir Paul McCartney, em carne, osso e muita simpatia, como sempre, abençoou finalmente esta terra carente de megashows que é Belo Horizonte. Finalmente provamos, após grande força popular (e mérito da petição no facebook chamada “Paul Vem Falar Uai”) que nossa BH está entrando para a rota da música mundial.

O que vi ontem foi uma cidade em frisson, mas também quem não ficaria? É o Paul meu povo! É o que temos de mais próximo aos Beatles hoje (com meu TOTAL respeito a Ringo Starr que também faz shows extraordinários, mas não segue a linha histórica de Paul).

Lamento muito ainda a falta de estrutura da “Toca 3″‘ (foi mal atleticanos, a casa ainda é só nossa) e a falta de preparo da produtora para receber tamanho evento. A toda hora eu podia ouvir o clássico comentário “este é o país da copa”, pois eram filas intermináveis, comidas e bebidas caras, instrutores que não instruiam nada e por ai vai. O meu setor, a cadeira inferior roxa, tinha somente um local de entrada e saída…imaginem o caos? Ouvi falar que até a pista premium teve seus perrengues por ai. Mas ninguém desistiu afinal, pelo sir Macca, vale tudo, até confusão num sábado a noite.

Paul entrou pontualmente (como todas as outras vezes) às 21:30. E eu amo essa pontualidade britânica, é só mais um charme de Sir Paul. E entrou logo chutando tudo com a clássica “Eight Days a Week”, um presente para os Beatlemaniacos presentes no local (eu diria 90% do público presente). Apesar de um começo morno, pois logo depois ele emendou “Junior Farm” que não era de grande conhecimento do público belorizontino, ele levantou a platéia com “All My Loving”, logo resgatando bons tempos do ié ié ié e mexendo todo o Mineirão.  Brincou muito, eram várias frases em português e mineirês como “Trêm bão demais” e o esperado “Uai”…espero mesmo que tenham contado a ele o porque de falarmos tanto “uai’, afinal nada mais inglês que esta expressão mineira.  Um momento mais introspectivo se prolongou após “Listen to What The Man Said”, “Let Me Roll It” (grande fase de Macca com Wings), “Paperback Writer”, “My Valentine” (do belíssimo Kisses on The Botton, um presente para os casais apaixonados e com direito a Jonnhy Deep e Natalie Portman no vídeo), “The Long and Winding Road”  e a inesperadíssima ‘Maybe I’m Amazed”, em homenagem eterna a sua Linda (que dessa vez só não foi mais homenageada em respeito a atual mulher de McCartney).

A partir dai, após ter ganhado os corações da platéia (afinal como não chorar com Maybe I’m amazed?) ele trouxe “Hope of Deliverance” (mais uma novidade da turnê), “We Can Work It Out” e, pasmem “Another Day”. Esta música do album “Ram” é um lado B que fez muito sucesso no Brasil na década de 70, mas nunca deixou de ser um lado B, por isto era totalmente inesperada. Para minha alegria, da minha irmã e do meu pai (que é apaixonado com essa música), Paul permitiu que curtíssemos juntos (mas separados apenas por sentarmos em locais diferentes) esse clássico. Depois dela ainda ganhamos de presente “And I love Her”, levando muitos ao choro, a belíssima obra prima de Paul “Blackbird” e “Here Today”, em homenagem a John Lennon (linda letra, mas particularmente não uma de minhas favoritas).

Mas mais surpresas estavam reservadas para os mineiros nesta noite. Ao entoar “Your Mother Should Know”, outro clássico lado B só que da época de Beatles, Paul homenageou mulheres e mães, passando em seu telão imagens de mães famosas com seus filhos (inclusive de Lady Di com os principes ainda pequenos, que foi a que mais me marcou), já emendada com “Lady Madonna” que voltou a agitar a platéia que parecia desconhecer a música anterior. Melhor ainda foi a presença de “All Together Now”, onde era possível ver todos dançando de maneiras mais diferentes e mais desajeitadas possíveis, o que tornou a música ainda mais divertida. “Eleanor Rigby” também foi cantada a plenos pulmões por todo o estádio, “Mr Vanderbilt” com seu coro “OH HEY OH” também me fez arrepiar e ai recebemos mais um pequeno presentinho de Sir Paul: “Being For The Benefit Of Mr. Kite” tocada pela primeira vez ao vivo desde sua gravação. Era possível perceber que muitos presentes entenderam aquilo como uma nova música e não como um lado MUITO B da época de Beatles. Os beatlemaníacos (como eu) foram ao delírio. Ah Paul, você sabe mesmo ser demais.

Com o Ukelelê ele novamente homenageou George Harrisson com a lindíssima “Something” e seu guitarrista fez arrepiar até meus fios de cabelo ao entrar com o solo de George e mostrar a falta que ele faz a música mundial. “Obladi Obladá”, “Band on The Run”, “Hi Hi Hi” e “Back at The URSS” mantiveram o pique do showzaço que estavamos presenciando, até novamente sermos surpreendidos com talvez a cena mais bonita de todo o show: em “Let it Be” todo o Minerão foi iluminado por câmeras, celulares, isqueiros e o que mais tinha de luminoso e criou um belíssimo céu estrelado na terra. Não podia ser mais adequado. Chorei de emoção, e olha que nem gosto de “Let It Be”. Nesta hora fomos nós mineiros que demos o show, e até Macca reconheceu isto.

Let It Be

“Live and Let Die” foi a próxima com aquele show de pirotecnia que encanta, sem contar os jogos de luz e de câmera no telão, faz até a gente esquecer que só uma música pra um filme do 007. Depois ele fechava o show (antes dos dois bis) com “Hey Jude” para mais uma participação das luzes da platéia. Pra quem foi embora essa hora, nada a reclamar, mas ainda perderam um dos pontos altos do show. Paul voltou ao palco para a dancante “Day Tripper” já avisando que havia mais para dar, “Lovely Rita” foi outra agradabilissima surpresa para os beatlemaníacos seguida para a inconstestável “Get Back”, uma das melhores músicas do quarteto londrino, fechando o bis número 1. Para o retorno, fazendo graça com bandeiras do Brasil e Grã-Bretanha, Paul comandou o coro para “Yesterday”, radicalizou com Helter Skelter (levando sua voz ao grau máximo de esforço) e fechou o show com o MARAVILHOSO medley”Golden Slumbers-Carry That Weight-The End”. Precisava de mais? Para os fãs, sempre, mas para quem foi ver ou conhecer a lenda, Paul mostrou porque foi e ainda é o maior músico pop/rock em atividade no mundo. Showman como ele ainda não encontramos. Sorte de quem esteve no Mineirão ontem como eu.

Live and Let Die

Para nós, cruzeirenses, atleticanos, americanos, mineiros e brasileiros presentes fica só o desejo de quero mais e nosso humilde agradecimento expressado através de milhares plaquinhas de Thank you durante o “Hey Jude”. Obrigada por uma noite inesquecível Paul.

TOP TOP Ruivos da Música

O TOP TOP é uma coluna tão amada do Vitrola que estamos recebendo sempre boas sugestões! Hoje nossa eterna Sousa e convidada Lígia Passos vem dar um show na opinião dos nossos ruivos favoritos do mundo da música. Afinal, Ruivos são demais! Com vocês nosso top top ruivos!

ruivos

“O TOP TOP de hoje está colorido!!!

Calma prezado leitor, não vamos falar do Restart!!!

Vamos falar dos RUIVOS!!! Seres conhecidos como “cenoura”, “água de salsicha”, “ferrugem”, “cabeça de fósforo”. Seres donos de um charme inegável. Charme aumentado quando associado à música, principalmente se têm um (ou os dois) pés no velho e bom rock and roll!!!

A lista é curta, mas é de qualidade!!! Tem ruivo de todas as gerações e para todos os gostos. Então, vamos aos nossos 5 tons de vermelho!!!

5. David Bowie:

Começando a lista com categoria!!! Bowie, um dos favoritos dos Sousa, dispensa apresentações. Seus cabelos ruivos falam, e cantam por si só!!!
Tudo bem que hoje em dia ele tem madeixas mais loiras, mas quando se fala em David Bowie a imagem que vem na cabeça é do cara de cabelos vermelhos, olhos coloridos e rosto maquiado!!!

4. Alex Trimble:

Da velha para a mais nova geração, apresento-lhes o guitarrista e vocalista da banda norte-irlandesa Two Door Cinema Club, a qual tive o prazer de ver se apresentar no Lollapalooza 2013.

O ruivinho hispter-indie-rocker-engomadinho tem só 23 aninhos, e é um charme só!!! Sua banda tem feito parte do lineup dos principais festivais ao redor do mundo e faz  um som bem interessante. No mínimo, música pra se divertir!

3. Josh Homme:

Joshua Michael Homme III, o homem a frente da excelente Queens of the Stone Age, canta, toca guitarra, e sensualiza!!! O cara é bom músico, é irônico, tem senso de humor e ainda é parceiro de Dave Grohl e Eddie Vedder.
Li isso num site e acho que a descrição não poderia ser melhor (assim como o vídeo que escolhi!!!)

“… É algo no olhar dele. Uma empáfia, uma arrogância, um convite pra briga. Josh Homme não é exatamente bonito: é homem. Talvez seja essa sua arma de conquista. Ele não é o gostosão das capas de revista, ele é o macho atrás de você…” (http://www.cdorock.com/2010/10/josh-homme.html)

2. Dan Auerbach:

Ele é o típico feio-lindo, agradavelmente ruivo, visual cuidadosamente meio “podrinho”, com uma voz super interessante (olha a fonoaudióloga aí gente!!!), e não sai do meu iPod há meses. Especialmente depois que vi essa toda ruivisse hipster ao vivo!!!

Como eu costumo a dizer: Dan, I’m howling for you!!!

1. Axl Rose:

Ah gente… fala sério né?! Axl sempre foi o ruivo mais interessante do rock!!!
Ignoremos sua fase horrenda atual, e nos concentremos no Axl magro, de cabelo comprido e shorts de lycra!!! Sim, aquele Axl dos anos 90!!!
Ruivo e lindo!!! Ruivo e sensacional nos palcos!!! O TOP TOP do ruivos!!!

TOP TOP Bateristas – Adendo by Natália Mazoni

Pessoal, temos um adendo! By Natália Mazoni do Aqui em Casa Toca. Muito bem pontuado!

“Vi a listinha que a Marina fez sobre músicas para bateristas e concordei com todas! Mas, viciada em música (e listinhas) que sou, não poderia deixar de dar o meu pitaco e citar como Bonus Track apenas a música mais cabulosa no quesito bateria, na minha opinião.

Acredito que Tom Sawyer, do Rush (sim, aquela da abertura do MacGyver – Profissão Perigo) é o sonho secreto de todo fã de rock progressivo do planeta.

Vai dizer que você nunca quis ter oito braços pra conseguir a façanha dos solos de batera do Neil Peart? Vai falar que nunca fez air drums no meio do banho ou do engarrafamento? Confesso ter perdido as contas de quantos olhares desconfiados eu já recebi ao me empolgar demais na bateria imaginária no meio trânsito.

Sem mais lenga-lenga… eis o Bonus Track!”

Versão Original

 

Versão Profissão Perigo

TOP TOP Músicas para Bateristas

batera

Bom, cá estou eu de volta, no TOP TOP, aproveitando as minhas férias para colocar tudo em dia. Mas poxa, esse tal desse TOP TOP tá ficando complicado demais. Fui desafiada a escrever um TOP TOP música para bateristas. Mas música pra bateristas? Nem de bateria eu entendo! Fazer o que né? Estamos ai!

Perdoem-me os bateristas de plantão, mas se eu tocasse esse instrumento estas seriam as músicas que escolheria como mais prazerosas pra tocar:

5 – No One Knows – Queens of Stone Age

Acho que comecei bem. Eu gosto do tipo de rock que o Queens of Stone Age toca. Gosto mesmo. Mas a melhor fase deles foi quando eles trouxeram o Dave Groll pra tocar a bateria. E pra mim essa música, a virada que ela dá na hora do “refrão” (porque não sei se aquilo é um refrão ou não) deve ser gostoso demais de tocar.

 

4 – Chop Suey – System of a Down

System of a Down é das poucas bandas de rock barulhento que eu curto. E só escolhi Chop Suey, não pelo sedutor “riff” de bateria no começo da música,  mas porque foi essa música que me fez prestar mais atenção nessa barulhenta banda. E olha, me arrependo de não ter ido ver eles tocar em SP, ou no Rock in Rio.

 

3 – My Generation  – The Who

Vocês repararam que estou indo nas escolhas seguras né? Seguras mas não menos importantes. Alguém aqui vai questionar a capacidade de Keith Moon? Acho que não. Não digo que ele era um baterista sensacional, mas acho que fazia parte da alma do The Who. E My Generation é gostosa de cantar, de dançar e de tocar.

 

2 – Sunshine of Your Love – Cream

Eu e as escolhas seguras. Essa música estaria facilmente no meu TOP TOP de músicas para guitarristas (pode ser que esteja), mas então porque no de bateria? Fechem os olhos e pensem no ritmo estabelecido nessa música. Bem marcado. Destaca, nem demais, nem de menos. Era injusto deixar o Cream de fora desta lista. Mais injusto ainda deixar Sunshine of Your Love de fora.

 

1 – Moby Dick – Led Zeppellin

Vai. Pensa em bateria. Quem vem a cabeça? Eu não consigo pensar além de John Bonham. Pra mim é inegável que é um dos maiores (se não o maior – já instalando a polêmica) bateristas de todos os tempos. Moby Dick é a música que todo baterista deve tocar, mas nunca igual a Bonham. Solos de bateria não costumam ser tão legais, mas é impossível não se impressionar com os longos minutos de solo de John Bonham. E ainda me junta a guitarra de Page. Não preciso de mais nada. E declaro encerrado este TOP TOP aqui (e estou aberta às críticas!).

Crítica: Lollapaloooza 2013 SP

Nossa Sousa adotada Lígia Passos foi ao Lollapalooza em SP este ano, e apresenta suas impressões para a gente!

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“Um ano depois, e lá estava eu de novo…

Se em 2012 eu só fui para ver o show do Foo Fighters, dessa vez eu estava disposta a participar da experiência musical que Lollapalooza ofereceria por 3 dias. Mesmo porque perdi a chance de ver ao vivo bandas que passei a gostar bastante depois (Foster The People, MGMT e Band of Horses). Então, numa nublada tarde de sexta-feira, calçando minhas confortáveis e impermeáveis galochas, adentrei ao Jockey Club de São Paulo.

 

O ambiente já era conhecido, mas a lama era inédita! A chuva tão comum na cidade, ainda mais nessa época do ano, não perdoou nos dias que precederam o festival, proporcionando um solo nada agradável de se movimentar, mas enfim, aquilo não era um concerto de música clássica e eu já sabia o que me esperava.

 

Cheguei a tempo de ver The Temper Trap executar sua última música, “Sweet Disposition”. A única que eu conhecia! Culpa do filme 500 Dias Com Ela.

Show encerrado, bora atravessar o Jockey até o Palco Butantã pra ver o esperado show do Cake. O que encontrei? Uma banda um tanto quanto desleixada, que subiu no palco sem setlist pré-estabelecido e com um blá blá blá bem cansativo. Acho que se John McCrea tivesse tocado mais, e falado menos ( e arrumasse um violão que não precisasse ser afinado toda hora!) teríamos um show bem melhor. Ao menos os grandes hits da banda apareceram, e ainda um belo cover de War Pigs do Black Sabbath.

De volta ao palco Cidade Jardim, começava o “viajante” show do Flaming Lips (que eu só conhecia a música Do You Realize). Confesso não estar preparada para tamanha psicodelia!!! O tal de Wayne Coyne entoava canções (dizem que a maioria inéditas) enquanto ninava uma boneca e observava os aviões em rota de pouso, inclusive chegando ao absurdo de imaginar que um deles poderia cair ali!!!

No outro palco, começava o show do Deadmau5. Eu não tenho um pingo de paciência para música eletrônica, mas fui lá ver do que se tratava. Luzes, muitas luzes e um cover de Killing in the Name Of (Rage Against the Machine). Ok! Não gostei, não vou insistir!!! Ao retornar para esperar o início do The Killers, me deparo com o Passion Pit no palco alternativo. Opa, que som legal!!! Nunca tinha ouvido falar da banda indie rock, mas pela alegria dos hipsters presentes, dava pra ver que eles eram bem queridinhos. Gostei bem do show, com musiquinhas bem felizes que já estão no meu iPod!!! Pra quem quiser experimentar, comece por Little Secrets, Take a Walk e Sleepyhead.

Agora era hora do headline do dia, e não podia ter começado melhor: Mr. Brightside logo de cara pra mostrar que o The Killers estava ali! E como estava!!! Ótimo show, com todos os hits presentes e muito bem executados, e um Brandon Flowers demonstrando que estava feliz de estar ali.

 

Segundo dia, céu azul e ensolarado e mais uma feliz descoberta: Two Door Cinema Club. Banda indie-pop-rock comandada por um ruivinho gracinha que colocou a turminha jovem pra dançar. iPod devidamente abastecido, e What You Know ficou entre as mais tocadas da minha semana!

Agora era a hora da maior dúvida de todo o festival: os ótimos mas já conhecidos Franz Ferdinand ou os ótimos e revelações Alabama Shakes???

Acabei escolhendo a novidade e não me arrependi! Brittany Howard é diva! Canta com pegada rock and roll e sensibilidade de soul music. Excelente!!! Expectativas totalmente atendidas! Não resisti e dei uma corridinha até o palco do FF bem na hora de Take me Out. Apesar de toda energia de Alex Kapranos, foi possível notar que o som não estava muito bom.

De volta ao palco Cidade Jardim, e o Queens of the Stone Age fazia o show mais barulhento dos que eu já tinha visto no festival. E que barulheira boa! Josh Homme e cia fizeram um show impecável, digno de headline de festival. Entrou pra minha lista de melhores shows da vida. E olha que eu “teoricamente” só gostava de 3 músicas deles.

Entre uma caminhada na lama, uma fila pro banheiro e um lanche, era possível ouvir Criolo entoar sua “Não Existe Amor em São Paulo” em meio a gritos e protestos contra Feliciano.

Já devidamente posicionada, aguardava ansiosamente aqueles que mais ouvi nos últimos meses: The Black Keys!!! Os primeiros acordes de Howlin’ for You abriram uma sequência de música boa, passando por toda a carreira da dupla, e claro recheada dos hits dos álbuns mais recentes Brothers e El Camino. Eu, Lígia, achei que fizeram um showzaço. Dan Auerbach arrasa na guitarra e nos vocais. Eu, fonoaudióloga, tinha algumas dúvidas sobre sua projeção vocal em grandes espaços. Mesmo sem entender nada de gravação, dá pra perceber que nos CDs há muito efeito de distorção em sua voz, mas achei que ele se portou muito bem ao vivo, atingindo notas altas no ponto. Arrisco-me a dizer que “Everylasting Light” foi o momento mais arrepiante pra mim em todo o festival. Um globo espelhado refletindo luz sobre o palco e platéia e o falsete de Dan me acertaram em cheio! Confira:


Saí do Jockey super satisfeita com o show, e sem entender algumas críticas de que eles não seguraram o posto de headline, nem tinham repertório para tal.

 

Terceiro e último dia! Dia de Pearl Jam. Era fácil perceber que a grande maioria dos presentes estavam ali para ver o grunge de Seattle.

Cheguei a tempo de ver todos os grandes hits do Kaiser Chiefs, comandados por um vocalista escalador de palco! Bacana, mas na minha cabeça só tinha lugar para Eddie Vedder aquela noite.

Foi quando fui novamente surpreendida por uma banda que pouco conhecia além do hit Hate To Say I Told You So. O The Hives arrasou!!! Pelle Almqvist carismático até não poder mais, e sem ser forçado, conquistou ali muitos novos fãs, inclusive eu, e fez a banda garantir seu lugar no pódio dos melhores shows do Lollapalooza 2013.

A esperada volta do Planet Hemp com B Negão e Marcelo D2 levantou fumaça no fechamento do palco Butantã, mas nessa altura do campeonato, eu (e Natália que topou a aventura!!!) estava fincada na frente do palco aguardando Mr. Vedder. Ok, até onde era humanamente possível ficar na frente do palco!!!

E lá veio o Pearl Jam. Pela segunda vez eu tinha a oportunidade de ver uma das minhas 3 bandas favoritas se apresentar ao vivo. E novamente foi sonoramente perfeito, emocionante. Mais um show pra entrar pra (minha) história. Acho praticamente impossível o Pearl Jam fazer um show com setlist ruim, mas confesso que os achei bem óbvios dessa vez. Talvez já seria a hora de desapegar de alguns hits do álbum TEN e presentear os grandes fãs com lados B. I Believe in Miracles (Ramones) e Baba o’Riley (The Who) já são tão garantidos nos shows quanto as baladas incríveis Betterman (a minha preferida deles) e Black. Fato é que, cumpriram sua missão de encerrar a noite e a segunda edição do Lollapalooza Brasil. Certeza que mandaram 60mil pessoas bem mais felizes para casa.

 

Então, essa foi uma “breve” impressão minha do festival que, apesar de todas as críticas, já tem lugar na agenda de grandes eventos do país. Há sim muito a melhorar no que se refere à estrutura e organização. Line up nunca agradará à todos, mas não podemos negar que é das melhores oportunidades de ver bandas queridas, e conhecer novas para aumentar nossa biblioteca musical.

O Lollapalooza 2014 já está agendado, e posso dizer que eu e minhas galochas temos grandes chances de estar lá marcando presença novamente. Porque música é bom, e música ao vivo é melhor ainda!!!”

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