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Vitrola dos Sousa

Um pouco de música, bom gosto e família

mês

julho 2018

Álbuns do Mês: Neil Young – ROXY: Tonight’s The Night (Live)

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Um álbum com uma apresentação ao vivo de Neil Young é por si só um grande lançamento, agora se ele contem uma coleção de 18 faixas gravadas em setembro de 1973, no The Roxy de Los Angeles, não há o que temer. Com a presença da banda Santa Monica Flyers, que acompanhava Young, o disco traz  nove canções que mais tarde apareceriam em Tonight’s The Night, clássico lançado pelo artista em 1975. “Nós realmente conhecíamos as músicas, depois de ter passado um mês tocando em estúdio”, Young escreveu em seu site oficial. “Então nós apenas tocamos tudo de novo, o álbum, de cima a baixo, sem as faixas que seriam adicionadas mais tarde. Nós nos divertimos muito.” É bem o que eles passam, diversão pura, de alta qualidade. Para ouvir várias vezes.

Álbuns do Mês: Chvrches – Love Is Dead

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** e 3/4

E a banda pop escocesa, queridinha da internet e da crítica chega ao seu terceiro álbum de estúdio. O clima é uma mistura de música New Wave, Synthpop e Eletrônica agradável, mas enjoativo. A música remete a década de 1980  quando The Bangles comandavam a parada.  Destaques para os singles Get Out, Miracle, My Enemy (ponto alto do álbum com os vocais de Matt Berninger do The National) e Never Say Die . Bom para festinhas descompromissadas.

 

Álbuns do Mês: Getúlio Cortes: As Histórias de Getúlio Cortes

 

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Conseguir lançar seu primeiro álbum com 80 anos já é um fato extraordinário, mais ainda quando descobre-se tratar de um importante compositor de sucessos nos anos 1960. Sim Getúlio foi um compositor gravado por nomes tão consagrados como Roberto Carlos e fez grande sucesso. Na Jovem Guarda, outros cantores emplacaram nas paradas com composição de Getúlio. Um deles foi Bobby di Carlo com Cuidado pra não derreter. A lista é longa e abrangente. Inclui duplas como Leno & Lilian e Os Vips, aos ídolos do iê iê iê recifense Reginaldo Rossi e Luis Carlos Clay, até Toni Tornado e o Raça Negra, passando por Wanderléa, Erasmo Carlos, Golden Boys, Fevers, Renato e seus Blue Caps, Raul Seixas, Titãs, Léo Jaime, e Luis Melodia, que ganhou o epíteto Negro Gato, depois que incorporou a canção de Getúlio Côrtes ao seu repertório.Suas duas músicas mais conhecidas estão neste álbum: O Negro Gato e Tempo Vai Apagar. Há ainda outras músicas conhecidas como Hei Você e Atitudes. Há um gostinho de Jovem Guarda, um pouco de brega um pouco de negritude demais para a época o que, talvez, o tenha impedido de fazer sucesso com sua própria voz. Antes tarde do que nunca.

 

 

 

 

Álbuns do Mês: Artic Monkeys: Tranquility Base Hotel & Casino

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Um álbum diferente dos Artic Monkeys, menos guitarras e mais sintetizadores e teclados. E o resultado foi muito bom. Um disco extremamente agradável da primeira à última faixa. O clima é às vezes meio sombrio como em American Sports, às vezes evocando David Bowie como Four out Five, ou relaxantes como Star Treatment ou The Ultracheese. Enfim, uma nova e interessante direção para esta boa banda que são os Artic Monkeys. Resta saber quais os próximos passos. Aguardamos ansiosos.

Álbuns do Mês: João Cavalcanti e Marcelo Caldi: Garimpo

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*** e1/2

João Cavalcanti, do grupo Casuarina, filho de Lenine se une ao sanfonista Marcelo Caldi, que também também o co-produz, para lançar este belo álbum. É um trabalho bastante poético, praticamente todo feito com voz e piano e algumas intervenções da sanfona de Caldi.O resultado é muito bonito, as participações especiais preciosas.  O disco traz parcerias com Jorge Drexler (Consumido), Pedro Luis (Indivídua) e uma parceria com o pai, Lenine (A Causa e o Pó), com a participação vocal do português Antonio Zambujo. Há espaço tango  , uma valsa e sambas. Delicioso o samba Chico Buarquiniano O Nego e Eu. Não deixe de escutar.

Álbuns do Mês: Johnny Marr – Call the Comet

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*** 1/2

O quarto trabalho solo do guitarrista do The Smiths é talvez seu melhor álbum. Despretensioso, Marr nos brinda com 12 faixas que muitas vezes ecoam aos anos 1980, mas também trazem uma postura bastante contemporânea. Impossível não se lembrar dos Smiths em faixas como The Tracers, Hi Hello ou My Eternal, mas Johnny também nos apresenta um outro lado em faixas mais ousadas como New Dominions, Walk Into The Sea e Spiral Cities. Um bom disco, desde já candidato a estar presente em nossa lista de melhores do ano.

 

Álbuns do Mês: Titãs – Doze Flores Amarelas

* 1/2

Arriscar-se a compor uma ópera-rock em pleno século XXI já é uma tarefa delicada, lançá-la em disco, sem o acompanhamento de um plano visual, torna-se uma tarefa inglória. Os Titãs ousaram, e o resultado foi muito ruim. A história das história de três estudantes, as Marias A, B e C, que fazem uso de um aplicativo de match chamado Facilitador. Em uma festa elas são violentadas por cinco garotos e acabam fazendo uso do mesmo app para fazerem justiça com as próprias mãos.

O Facilitador sugere então a “magia das doze flores amarelas”, e após a morte de um dos estupradores, as três irmãs começam a questionar os seus próprios valores e a influência da tecnologia na vingança e nos caminhos que passam a se desenhar desde que tudo aconteceu. Ao total são 25 canções inéditas do Titãs. Nenhuma delas se sustenta sem a peça e pior são todas ruins.

 

 

Álbuns do Mês: Anna Ratto – Tantas

Capa do álbum 'Tantas', de Anna Ratto (Foto: Nana Moraes)

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O Brasil é realmente o país das cantoras. Depois de seu álbum autoral de 2012, Anna opta por gravar essencialmente como cantora, interpretando composições alheias. O resultado é muito bom. Ela vai de um frevo  gostoso (“Desbunde”) até composições mais melodiosas como a bela Ana Luisa e a mais roqueira Inemurchável. Gostei bastante da experiência. Excelente cantora.

 

 

Álbuns do Mês: Wado – Precariado

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**3/4

Wado tem uma carreira sólida e independente. Pouco conhecido do público em geral sempre primou pela qualidade em seus discos. Com Precariado não é diferente, um álbum caprichado, com canções delicadas, arranjos bem elaborados e uma impressão geral de bastante agradável. O problema, se que é que há, é o o da atual MPB, as letras das canções se mostram meio alienadas do mundo atual. Fala-se de amor (“Roupa”), flerta-se com o rock (“Correntes Comprimidas”) e até com a onda atual de ritmos latinos dançantes (“Contas y Conchas”). Pode ser rabugice minha, mas sinto falta de atitude. O Brasil, neste momento atribulado, me lembra o Brasil dos anos 1970, e nesta época falávamos de amor, latinidade e dançávamos ao som de músicas engajadas e sintonizadas com o seu tempo.

 

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