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Vitrola dos Sousa

Um pouco de música, bom gosto e família

mês

março 2017

Faces: Grupo Boi Luzeiro

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Foto: Luíza Castro Fotografia

O Grupo Boi Luzeiro reside na capital mineira e tem influência da Cultura Popular Brasileira, como Folia de Reis, Maracatu de Baque Virado, Coco, Congo, Ciranda e Lavadeiras do norte de Minas.

“A natureza transborda em suas cicatrizes, memórias e travessias. Do boi que se alimenta da terra seca à cigarra que canta até explodir o canto, do percurso de quem trabalha formando um rastro. Espaços de passagem. Folhas secas, terra ardente, chuva, rio, ar e fogo. A saudade que fica, o caminho que passa. Do campo que conta suas ruralidades na simplicidade da natureza, do homem, dos bichos e das plantas. O pulso que transporta nas veias vida e emoção, tirando do sofrimento, limpando impurezas e realimentando a alma, enquanto a correnteza leva no curso dos rios a esperança de uma terra que não morrerá. É a seca do corpo sendo reavivada pelos rios da terra, nesse ciclo onde homem e chão se confundem em sensações.”

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Foto: Luíza Castro Fotografia

Boi Luzeiro é o fluxo das emoções onde musicalizam-se as travessias. A terra, o rio, os sentimentos, o sertão, o corpo e a natureza são inspirações para as músicas e poesias que se misturam em declamações, breves encenações e canções. O espetáculo traz composições autorais do artista Militani de Souza (voz e violão), que é acompanhado pelos integrantes Anna Luiza Magalhães (voz e percussão) e Glauco Mattos (voz, percussão e acordeon).

 

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Foto: Luíza Castro Fotografia

Militani de Souza é ator, músico, arranjador e compositor. Tem sua formação teatral no Galpão Cine Horto e atualmente estuda no Teatro Universitário da UFMG. Trabalha com arte mobilização no Mobiliza-SUS pela Prefeitura de Belo Horizonte e com entretenimento musical e teatral pela Trupe Psiu de Luz, empresa a qual foi idealizador. Participou de oficinas com Cláudio Dauelsberg (improvisação na música popular brasileira) e Marcos Suzano (pandeiro). Tocou com a banda mineira de rock Tianastácia e o com o grupo Nação Estrela Brilhante do Recife, no carnaval de 2013. Integrou como batuqueiro no grupo de maracatu Trovão das Minas. Fez apresentação pela FUNARTE, Virada Cultural, Conexão BH, Carnaval, dentre outros.

Anna Luiza Magalhães é artista visual e designer. É formada em Artes Visuais pela UFMG, Design de Moda pela FUMEC e Pós-Graduada em Gestão em Design pela UEMG. Participou do curso de Jogos Teatrais – Improvisação para Teatro no Centro de Formação Artística Liberdade, tendo tido vivências com o teatro em sua mobilidade acadêmica UFMG/IPB em Bragança, Portugal. Participou como batuqueira nos grupos Baque de Mina, Macaia e Trovão das Minas, além de algumas oficinas com o Mestre Walter e outros batuqueiros da Nação Estrela Brilhante do Recife. Tocou em eventos como a Virada Cultural, Conexão BH, Carnaval, Memorial Minas Gerais Vale, dentre outros.

Glauco Mattos é ator e músico. Tem formação teatral pelo Centro de Formação Artística Liberdade e pela Fundação Clóvis Salgado. Atuou em peças, oficinas de teatro, dança, circo e música. Integrou o grupo de percussão Bartucada, Teatro Andante, Cia Malarrumada de Teatro, Grupo de Teatro da SLU, dentre outros.

Homenagem: Chuck Berry

Image: Berry

Chuck Berry, nome artístico de Charles Edward Anderson Berry (Saint Louis, 18 de outubro de 1926 – St. Charles, 18 de março de 2017)

A homenagem hoje é dupla, tanto o Vitrola quanto o Sousa’s Blues Blog’n’Roll estarão publicando o mesmo post. A única diferença será a seleção de vídeos. No Vitrola alguns vídeos de sucessos de Chuck, no Sousa’s  encontros dele com alguns dos notáveis roqueiros que ele influenciou.

Sobre Chuck Berry só há uma coisa a dizer: existe o rock antes e depois dele. Até meados de 1956, não por acaso o ano em que nasci, o rock se limitava a trejeitos de alguns branquelos – Bill Halley,Elvis Presley, Jerry Lee Lewis – que se apropriavam de elementos do rock e o devolviam “pasteurizado” para as plateias brancas. Então surge no cenário Chuck Berry – o rock em pessoa – barulhento, contraventor, sexualizado e negro. O resultado foi o melhor possível e a reação da sociedade branca também. Chuck Berry foi preso, processado, mas venceu. Ele e sua guitarra marcante influenciaram todo o rock daí pra frente. Confessadamente influenciados por ele, entre outros: Keith Richards, John Lennon e toda a geração de guitarristas dos anos 1970.É certo que o Chuck Berry de 1980 para frente só curtiu o seu sucesso, não tendo lançado nenhum disco importante, mas precisava?

Nossa homenagem a mais um gigante que se vai:

CINCO VÍDEOS CLÁSSICOS:

Discoteca dos Sousa: Paul McCartney – Ram (1971)

Ram é o segundo álbum solo lançado pelo ex-beatle Paul McCartney em 1971, mas foi  primeiro solo de Paul  que eu prestei a atenção. Hoje tenho o disco em vinil, , guardado em minha discoteca, com muito carinho. O álbum marca algumas das primeiras parcerias entre  Paul e sua mulher Linda McCartney, numa espécie de contraponto à parceria  John Lennon / Yoko Ono.

Depois do lançamento de seu primeiro álbum solo, depois da separação dos Beatles, em 1970 (o álbum chamado McCartney), ele e a mulher foram passar férias em sua fazenda na Escócia. Foi neste período que eles trabalharam na composições das músicas para o álbum seguinte.O álbum foi gravado em Nova York e contou com a participação de Denny Seiwell na bateria e Dave Spinozza e Hugh McCracken nas guitarras. Denny Seiwell posteriormente seria chamado por Paul para fazer parte de sua nova banda, os Wings.

Em fevereiro no mesmo ano, Paul lançou o compacto com a música “Another Day”. A música não fez parte do álbum Ram lançado em maio, mas se tornou um grande sucesso.A música de maior sucesso do álbum foi “Uncle Albert”, que atingiu o primeiro lugar nas paradas de sucesso dos Estados Unidos. O álbum atingiu o primeiro lugar na Inglaterra e segundo nos Estados Unidos. (Fonte: Wikipedia). Eu ainda cito como um hit de menor impacto, nas que tocou muito em minha vitrola “Monkberry Moon Delight” .

Uma curiosidade : outro grande sucesso do álbum foi “Too Many People” , uma das três canções escritas por McCartney, que John Lennon tomou com dirigidas a ele. As outras foram  “Dear Boy” e “The Back Seat Of My Car”  que deram origem a alguns revides por parte de John, sendo a mais agressiva “How do you sleep“, gravada no álbum Imagine, lançado no mesmo ano.

A Discoteca dos Sousa:Joshua Tree (álbum de 1987)

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Hoje a badalação foi total – Joshua Tree do U2, um dos álbuns mais marcantes da história do rock está comemorando 30 anos de lançamento. É óbvio que este álbum está presente, em vinil, original da época, na nossa discoteca. Mas o que significou este álbum para mim, então prestes a completar 31 anos de idade ? No nosso meio, costumávamos não gostar muito das bandas dos anos 1980, mal acostumados que estávamos com as grandes bandas do final dos anos 1960 e de toda a década de 1970. Mas o U2 veio para passar por cima de nosso desprezo para com as bandas daquela época. Eu já havia comprado e me apaixonado pelos seus três discos anteriores, que haviam sidos lançados no Brasil : Boy (de 1980), War (1983) e Unforgettable Fire  (1984) – October (1981) não havia sido lançado ainda. Joshua Tree representou a transformação da banda em uma mega banda, status que ela conserva até hoje. Basta escutar os três singles, retirados do álbum e lançados por eles em 1987, para se entender a importância deste disco:Where the Streets Have No Name; com a  letra escrita por Bono em resposta à ideia de que, é possível identificar a religião de uma pessoa com base na rua em que viviam;I Still Haven’t Found What I’m Looking For,  influenciada fortemente pela música gospel e With or Without You , um verdadeiro hino da banda e sucesso obrigatório em qualquer coletânea de músicas de rock. Para completar basta lembrar que o álbum foi brilhantemente produzido por ninguém menos que Brian Eno e guarda outras pérolas como: Red Hill Mining Town, One Tree Hill, In God’s Country , entre outras. Por isto, ste disco é uma presença  fácil no meu toca-discos há 30 anos. Para lembrar:

 

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