As 100 Maiores Vozes da Música Brasileira: 21 a 30

30 – Clementina de Jesus

Clementina de Jesus da Silva (Valença, 7 de fevereiro de 1901 — Rio de Janeiro, 19 de julho de 1987)

Texto da Rolling Stone: Clementina fez sua primeira gravação, ao vivo, somente aos 63 anos de idade, em 1964. Aprendeu com a mãe os cantos de trabalho, jongos (cantados na língua africana bantu) e pontos de umbanda e candomblé, ao mesmo tempo em que fazia parte do coro de uma igreja católica. Isso faz com que sua voz trovejante representasse a mistura de credos e raças do país, especialmente no cenário do começo do século 20, com a nossa cultura popular ainda sob forte influência africana. Neta de escravos, Clementina pegou do continente africano alguns detalhes do seu jeito de cantar e chegava a ser repreendida nas casas onde trabalhou – uma das patroas chegou a pedir para ela parar com os “miados”. Ao se ouvir gravada pela primeira vez, na casa de Herminio Bello de Carvalho, percebeu que de miado sua voz não tinha nada.

Discografia: 1966 – Clementina de Jesus (Odeon MOFB 3463) 1970 – Clementina, cadê você? (MIS 013) 1973 – Marinheiro Só (Odeon SMOFB 3087) 1976 – Clementina de Jesus – convidado especial: Carlos Cachaça (EMI-Odeon SMOFB 3899)1979 – Clementina e convidados (EMI-Odeon 064 422846)

Participações: 1965 – Rosa de Ouro – Clementina de Jesus, Araci Cortes e Conjunto Rosa de Ouro (Odeon MOFB 3430) 1967 – Rosa de Ouro nº 2 – Clementina de Jesus, Araci Cortes e Conjunto Rosa de Ouro (Odeon MOFB 3494) 1968 – Gente da Antiga – Pixinguinha, Clementina de Jesus e João da Baiana (Odeon MOFB 3527)1968 – Mudando de Conversa – Cyro Monteiro, Nora Ney, Clementina de Jesus e Conjunto Rosa de Ouro (Odeon MOFB 3534)1968 – Fala Mangueira! – Carlos Cachaça, Cartola, Clementina de Jesus, Nélson Cavaquinho e Odete Amaral (Odeon MOFB 3568) 1982 – O Canto dos Escravos – Clementina de Jesus, Tia Doca e Geraldo Filme – Canto dos Escravos (Vissungos) da Região de Diamantina – MG. Memória Eldorado.

Coletâneas: 1999 – Raízes do Samba – Clementina de Jesus (EMI 522659-2)

29 – Baby do Brasil

Bernadete Dinorah de Carvalho Cidade (Niterói, 18 de julho de 1952; ‘Dinorá’, na ortografia padrão) conhecida como Baby do Brasil e também Baby Consuelo

Texto da Rolling Stone:A Baby tem uma voz absurda que utiliza como um instrumento muitas vezes (não apenas como crooner, ela brinca e improvisa com a voz), um timbre maravilhoso, uma afinação impecável. É muito precisa e ainda por cima sabe dividir como ninguém. Me lembra a Elza às vezes… Amo sua voz.Lembro do impacto que foi escutar o Acabou Chorare, em todos os sentidos… uem era aquela turma, meu Deus? Aquele som balançado, brasileiro, rock, cheio de riffs poderosos… e ainda aquela voz no meio! Baby é a cara daquele momento, da ideia libertária que estava por trás do som. Extremamente brasileira, porém conectada com seu tempo, com o que estava acontecendo no mundo. E prosseguiu nessa pegada durante toda sua carreira. Eu, particularmente, ouvi mais a fase dos anos 70 com os Novos Baianos e também a fase “Tudo Azul”, “Menino do Rio”, dos 80. Lembro também quando ela gravou com o Balão Mágico. Eu amava todas! “Juntos”, “Mãe Me Dá Um Dinheirinho”. Ela é aquele tipo de artista que criou uma escola, no cantar e também no visual. Escola essa que leva muitos novos artistas, acredito. Eu me incluo nessa galera.

Discografia: Com os Novos Baianos :É Ferro na Boneca (1970) Acabou Chorare (1972) Novos Baianos F.C. (1973) Novos Baianos (1974) Vamos Pro Mundo (1974) Caia na Estrada e Perigas Ver (1976) Praga de Baiano (1977) Farol da Barra (1978) Infinito Circular (1997, ao vivo) Solo O Que Vier Eu Traço (1978)  Pra Enlouquecer (1979)  Ao Vivo Em Montreux (1980)  Canceriana Telúrica (1981)  Cósmica (1982)  Kryshna Baby (1984) –  Sem Pecado E Sem Juí­zo (1985) Ora Pro Nobis (1991)  Um (1997)  Acústico Baby do Brasil (1998)  Exclusivo Para Deus (2000)  Geração Guerreiros do Apocalipse (2011) Baby Sucessos – A menina ainda dança (2015)

28 – Renato Russo

Renato Russo, nome artístico de Renato Manfredini Júnior (Rio de Janeiro, 27 de março de 1960 — Rio de Janeiro, 11 de outubro de 1996)

Texto da Rolling Stone: Renato Manfredini Júnior foi o mais expressivo cantor da geração do rock brasileiro dos anos 80, com seu timbre de voz grave e potente e sua grande afinação, mesmo adotando a “sujeira sonora” do punk rock. Também foi inovador, uma vez que ser punk em Brasília, no final da década de 1970, era algo chocante e quem o viu em ação, junto com os outros rapazes da banda Aborto Elétrico, garante que mudou a vida para sempre. À frente do Legião Urbana e sempre afinado – e principalmente autêntico –, ele cantou temas existencialistas, criou romances ambientados na capital federal e fez duras críticas ao país. Russo também gravou álbuns solo em inglês e espanhol e passou a ser adorado por uma legião de fãs, capaz de tornar até uma canção inusitada, com cerca de nove minutos e 168 versos, “Faroeste Caboclo”, em um grande sucesso.

Discografia: Com a Legião Urbana: Ao Vivo na Funarte (1980) Legião Urbana (1985) Dois (1986) Que País é Este (1987) As Quatro Estações (1989) V (1991) Música Para Acampamentos (1992) O Descobrimento do Brasil (1993) A Tempestade ou O Livro dos Dias (1996) Uma Outra Estação (1997) Mais do Mesmo (1998) Acústico MTV Legião Urbana (1999) Como É Que Se Diz Eu Te  Amo ? (2001) As Quatro Estações Ao Vivo (2004) Uma Celebração (2006) Legião Urbana e Paralamas Juntos (2009) Perfil (2011) Álbuns solo de estúdio: The Stonewall Celebration Concert (1994) Equilíbrio Distante (1995) O Último Solo (1997) ColetâneasSérie Bis: Renato Russo – Duplo (2000) Para Sempre – Renato Russo (2001) Série Identidade: Renato Russo (2002) Presente (2003) O Talento de Renato Russo (2004) O Trovador Solitário (2008) Renato Russo: Duetos (2010) Novo Millennium: Renato Russo (2014)

27 – Luiz Melodia

Luiz Carlos dos Santos (Rio de Janeiro, 7 de janeiro de 1951), mais conhecido como Luiz Melodia.

Texto da Rolling Stone: A música negra é sintetizada de forma plena na carreira e na voz de Luiz Melodia, nascido e crescido no morro de São Carlos, no bairro Estácio de Sá (RJ). Fosse pela vontade do pai, o sambista Oswaldo Melodia, a inconfundível voz de Luiz teria permanecido desconhecida, já que ele queria um filho doutor. Mas já antes de Pérola Negra (1973), Luiz Melodia foi gravado por Gal Costa, com ponte feita por Waly Salomão. “‘Pérola Negra’ é um surto seminal de um novo canto do negro mulato cafuzo brasileiro internacional jovem”, descreveu. Tendo como cama samba, rock, blues e jazz, Melodia cantava de forma ampla, aberta, seja em um clássico romântico como “Estácio, Holly Estácio”, ou em um blues como “Magrelinha”. “O obá Luiz Melodia Carlos dos Santos Melô do Quilombo de São Carlos é a voz do morro, sim senhor”, definiu Salomão, de forma peculiar e definitiva.

Discografia:  1973 Pérola Negra 1976 Maravilhas Contemporâneas 1978 Mico de Circo 1980 Nós 1983 Felino 1987 Decisão 1988 Claro 1991 Pintando o Sete 1995 Relíquias 1997 14 Quilates 1999 Acústico ao Vivo 2001 Retrato do artista quando coisa 2003 Luiz Melodia Convida 2007 Estação Melodia 2008 Especial MTV – Estação Melodia Ao Vivo 2010 Românticos do Rio 2014 Zerima

26 – Cauby Peixoto

Cauby Peixoto (Santa Rosa, Niterói, 10 de fevereiro de 1931)

Texto da Rolling Stone: Dono de personalíssima voz de barítono, de intensidade amplificada por seus arroubos de interpretação, Cauby Peixoto cruzou a fronteira dos 80 anos na ativa, entronizado no posto de um dos maiores cantores do Brasil de todos os tempos. Pela afinação, pelo tom aveludado e pela natural fluência nos graves e agudos, a voz de Cauby logo ressoou com força no Brasil dos anos 50. Seu grande sucesso, “Conceição”, marcou inexoravelmente aquela década. Por vezes embaçada por repertório aquém da força do mito, essa voz arrebatada surgiu na era do rádio, passou imune pela revolução estética da bossa nova e se filiou à MPB, nascida na era dos festivais sem jamais perder a classe ou o tom. Embora seja símbolo e produto da era dos dós-de-peito, Cauby Peixoto jamais canta tão lindo quando poda os excessos em nome do rigor estilístico.

Discografia: (2015) Cauby sings Nat King Cole • CD (2014) Especial Negue • CD (2013) Reencontro • CD (2012) Minha serenata • Lua Music • CD (2011) Cauby, O mito • Box 3 CD’s (2010) Cauby sings Sinatra • CD (2009) Cauby interpreta Roberto • CD (2006) Cauby canta Baden • CD (2004) A Bossa e o Swing de Cauby Peixoto • CD (2003) Cauby Peixoto graças a Deus • CD (2000) Meu coração é um pandeiro • Som Livre • CD (1999) Cauby canta as mulheres • Albatroz • CD (1999) Focus. O essencial de Cauby Peixoto • RCA Victor • CD (1999) Millennium. Cauby Peixoto • Polydor • CD (1999) Série Brilhantes. Cauby Peixoto. Grandes sucessos • Colúmbia/Sony Music • CD (1998) Série Brilhantes. Cauby Peixoto • Colúmbia/Sony Music • CD (1998) 20 super sucessos. Cauby Peixoto, o professor da MPB • Polydisc • CD (1998) Série Brilhantes. Cauby Peixoto, edição especial • Colúmbia/Sony Music • CD (1996) Série Aplauso. Cauby Peixoto • RCA Victor • CD (1996) Celebridades da MPB (Disco 1) • Colúmbia/Sony Music • CD (1996) Celebridades da MPB (Disco 2) • Colúmbia/Sony Music • CD (1996) 20 preferidas. Cauby Peixoto • RGE • CD (1995) Cauby canta Sinatra • Som Livre • CD (1995) Frente a frente. Cauby Peixoto & Sílvio Caldas • Colúmbia/Sony Music • CD (1994) Cauby! Cauby! • CAST • CD (1994) Cauby Peixoto. Estrelas solitárias • CAST • CD (1994) Cauby/O que será de mim.. • RGE • CD (1993) Acervo. Cauby Peixoto • RCA Victor • LP (1993) Acervo especial. Cauby Peixoto • RCA Victor • CD (1993) Cauby. Grandes emoções • Polydisc • CD (1993) Cauby Peixoto • CID • CD (1993) A arte do espetáculo ao vivo • RGE • CD (1993) Ângela & Cauby • EMI Odeon • CD (1993) Ângela & Cauby ao vivo • RCA Victor • CD (1992) A arte do espetáculo ao vivo. Cauby Peixoto • RGE • LP (1992) Ângela & Cauby ao vivo • BMG Ariola • LP (1991) Grandes emoções – Cauby Peixoto • Polydisc • LP (1991) Convite para ouvir Cauby Peixoto • RGE • LP (1988) Cauby, Elizeth e Nora Ney • Som Livre • LP (1988) Cauby é show • CID • LP (1988) Presença de Cauby Peixoto • CBS • LP (1988) Quando os Peixoto se encontram • RGE • LP (1987) Cauby Peixoto, Ângela Maria & Agnaldo Timóteo • EMI • LP (1986) Cauby! • Top Tape • LP (1986) Cauby Peixoto. Só sucessos • Top Tape • LP (1985) Cauby Peixoto/Amparito • Top Tape • LP (1983) Cauby Peixoto, Agostinho dos Santos, Altemar Dutra, Nélson Gonçalves e Jessé/Série Brilho • RGE • LP (1982) Estrelas solitárias • Som Livre/Sigma • LP (1982) Ângela & Cauby • EMI/Odeon • LP (1980) Cauby! Cauby! • Som Livre • LP (1980) Cauby Peixoto • RCA Victor • LP (1980) Cauby. O que será de mim • RGE • LP (1980) Cauby sempre Cauby • CBS • LP (1979) Cauby Peixoto • Som Livre • LP (1976) Cauby • Som Livre • LP (1976) Ângela Maria & Cauby Peixoto no Canecão • Arara • LP (1972) Superstar • Odeon • LP (1972) Os grandes sucesos de Cauby • Tropicana • LP (1972) Cauby interpreta • Fênix • LP (1972) Os grandes sucessos de Cauby Peixoto • Veleiro • LP (1969) Os grandes sucessos de Cauby Peixoto • RCA Victor • LP (1969) O explosivo Cauby Peixoto • Fermata • LP (1969) Os grandes sucessos românticos de Cauby Peixoto • CBS • LP (1969) Os grandes sucessos de Cauby Peixoto • RCA Victor • LP (1969) Os maiores sucessos de Cauby Peixoto • RCA Victor • LP (1968) Um Drink com Cauby e Leny – Cauby Paixoto e Leny Eversong • LP (1967) Cauby Peixoto. Porque só penso em ti • RCA Victor • LP (1965) Cauby canta para ouvir e dançar • RCA Victor • LP (1965) Grandes interpretações/Cauby Peixoto • CBS • LP (1965) Porque só penso em ti • RCA Victor • LP (1964) Cauby intérpreta… • RCA Victor • LP (1963) Tamanco no samba/A noite de ontem • RCA Victor • 78 (1963) Tudo lembra você • RCA Victor • LP (1962) Minhas namoradas/Madrepérola • RCA Victor • 78 (1962) O poeta chorou/Aleli • RCA Victor • 78 (1962) Enamorada/E os céus choraram • RCA Victor • 78 (1962) Lambuzando o selo/Quebranto • RCA Victor • 78 (1962) Ave Maria dos namorados/Canção que inspirou você • RCA Victor • 78 (1962) Canção que inspirou você. Cauby Peixoto • RCA Victor • LP (1962) Os grandes sucessos de Cauby Peixoto • RCA Victor • LP (1961) Duelo/Brigas • RCA Victor • 78 (1961) Perdão para dois • RCA Victor • LP (1961) Cauby canta novos sucessos • RCA Victor • LP (1960) Marina/Drink na praia • Columbia • 78 (1960) De degrau em degrau/Me deixa em paz • Columbia • 78 (1960) Mack the knife/Vila de Santa Bernadette • RCA Victor • 78 (1960) Lealdade/Ninguém é de ninguém • RCA Victor • 78 (1960) Se foi passado/No mundo da lua • RCA Victor • 78 (1960) O sucesso na voz de Cauby Peixoto • RCA victor • LP (1959) Noite/Close to you • Columbia • 78 (1959) Porque e para que/Inveja • Columbia • 78 (1959) Seu amigo Cauby cantando para você • Columbia • LP (1959) Os grandes sucessos de Cauby • Columbia/Entré • LP (1958) Nono mandamento/Meu amor por você • RCA Victor • 78 (1958) Linda/Enrolando o rock • Columbia • 78 (1958) Toreador/Viver sem você • Columbia • 78 (1958) Simplesmente/Bela Nápoli • Columbia • 78 (1958) Volare/Triste paixão • Columbia • 78 (1958) Cartilha de amor/Primeiro mandamento • Columbia • 78 (1958) Quero você/Tammy • Columbia • 78 (1958) Música e romance – Cauby Peixoto • RCA Victor • LP (1958) Nosso amigo Cauby • Colombia (1957) Serenata/As três lágrimas • RCA Victor • 78 (1957) Garotas de Portugal/Outro dia virá • RCA Victor • 78 (1957) Rock’n’roll em Copacabana/Amor verdadeiro • RCA Victor • 78 (1957) Anastácia/Onde ela mora • RCA Victor • 78 (1957) Não fale de mim/Espera-me no céu • RCA Victor • 78 (1957) Melodia do céu/Você e eu • RCA Victor • 78 (1957) O louco/Tinha que ser • RCA Victor • 78 (1957) Ouvindo Cauby • RCA Victor (1957) Os pobres do Brasil/Ser triste sozinho • Columbia • 78 (1957) Abandonado/Se adormeço • Columbia • 78 (1957) Final de amor/A pérola e o rubi • Columbia • 78 (1957) É tão msublime o amor/Sem teu amor • Columbia • 78 (1957) Quando os Peixotos se encontram • RGE • LP (1957) Prece de amor. Cauby Peixoto • Columbia • LP (1956) Blue Gardenia • Columbia • 33/10 pol. (1956) O show vai começar • Columbia • 33/10 pol. (1956) “Você, a música e Cauby” • Columbia • 33/10 pol. (1956) Lisboa antiga/Tentação • Columbia • 78 (1956) Molambo/Amor não é brinquedo • Columbia • 78 (1956) Conceição/Bibape do Ceará • Columbia • 78 (1956) Canção do mar/Volta ao passado • Columbia • 78 (1956) Siga/Acaso • Columbia • 78 (1956) Prece ao amor/Lamento noturno • Columbia • 78 (1956) Canção do rouxinol • Columbia (1956) Nada além/Flor do asfalto • RCA Victor • 78 (1956) Cajú nasceu pra cachaça/Ter saudade • RCA Victor • 78 (1955) Amor cigano/Um sorriso e um olhar • Columbia • 78 (1955) Esperei por você/Tu, só tu • Columbia • 78 (1955) Superstição/Mambo do galinho • Columbia • 78 (1955) Tarde fria/Ci-ciu-ci, canção do rouxinol • Columbia • 78 (1955) Nem toda flor tem perfume/Cabo frio • Columbia • 78 (1954) Palácio de pobre/Criado-mudo • Columbia • 78 (1954) Vaya con Dios/Elvira/ • Columbia • 78 (1954) Blue gardênia/Só desejo você • Columbia • 78 (1954) Daqui para a eternidade/Triste melodia • Columbia • 78 (1954) Mil mulheres/Se você pensa • Columbia • 78 (1953) Tudo lembra você/O teu beijo • Todamérica • 78 (1953) Aula de amor/Ando sozinho • Todamérica • 78 (1953) Caruaru/Mulher boato • Columbia • 78 (1951) Saia branca/Ai que carestia • Carnaval • 78

25 – Gilberto Gil

Gilberto Passos Gil Moreira, mundialmente conhecido como Gilberto Gil, (Salvador, 26 de junho de 1942)

Texto da Rolling Stone: Compositor, violonista, letrista, político e militante da liberdade digital, Gilberto Gil é também o melhor cantor das suas próprias canções. Desde as primeiras gravações, em 1963, alternava entre o canto aberto com extensão vocal vigorosa e o estilo mais contido ao interpretar os sambas de início de carreira, de sotaque brejeiro, e o canto próximo de uma vertente seresteira (“Meu Luar, Minhas Canções”). Mas Gil sempre perseguiu a modernidade, e já em Gilberto Gil (1968) o registro de “Domingo no Parque” é um exemplo de canto moderno que será reafirmado em “Miserere Nobis”, presente em Tropicália ou Panis et Circenses e em centenas de gravações depois. Em 2007, enfrentou problemas nas cordas vocais e submeteu-se a intervenção cirúrgica para retirada de cistos. Pouco tempo depois, já estava nos palcos novamente.

Discografia:  1963 – Salvador – 1962/1963 1967 – Louvação 1968 – Tropicalia ou Panis et Circencis – (com Caetano Veloso, Gal Costa, Os Mutantes, Torquato Neto, Tom Zé, Nara Leão e Rogério Duprat) 1968 – Gilberto Gil 1969 – Gilberto Gil  1970 – Copacabana Mon Amour (trilha sonora) 1971 – Gilberto Gil 1972 – Barra 69 – Caetano e Gil Ao Vivo na Bahia 1972 – Expresso 2222 1974 – Cidade Do Salvador 1974 – Ao Vivo 1975 – Refazenda 1975 – Gil & Jorge – Ogum – Xangô 1977 – Refavela 1977 – Refestança 1978 – Ao Vivo em Montreux 1979 – Nightingale 1979 – Realce 1981 – Brasil 1981 – Luar (A Gente Precisa Ver o Luar) 1982 – Um Banda Um 1983 – Extra [WEA Latina] 1984 – Quilombo (trilha sonora) 1984 – Raça Humana 1985 – Dia Dorim Noite Neon 1987 – Em Concerto 1987 – Um Trem para as Estrelas (trilha sonora) 1988 – Ao Vivo em Tóquio (Live in Tokyo) 1989 – O Eterno Deus Mu Dança 1991 – Parabolicamará 1994 – Acústico MTV 1995 – Esotérico: Live in USA 1994 1995 – Oriente: Live in Tokyo 1996 – Em Concerto 1996 – Luar 1997 – Indigo Blue 1997 – Quanta 1998 – Ao Vivo em Tóquio (Live in Tokyo) [Braziloid] 1998 – O Sol de Oslo 1998 – O Viramundo (Ao Vivo) 1998 – Quanta Gente Veio Ver 1998 – Ensaio Geral (caixa com gravações de 1967 a 1977) 2000 – Me, You, Them 2001 – Milton e Gil 2001 – São João Vivo 2002 – Kaya N’Gan Daya 2002 – Quanta Live 2002 – Z: 300 Anos de Zumbi 2004 – Eletrácustico 2005 – Ao Vivo 2005 – As Canções de Eu, Tu, Eles 2005 – Soul of Brazil 2006 – Gil Luminoso 2006 – Rhythms of Bahia 2008 – Banda Larga Cordel 2009 – BandaDois – Ao Vivo 2010 – Fé na Festa 2010 – Fé na Festa: Ao Vivo 2011 – Gil + 10: Gilberto Gil Convida ao Vivo 2012 – Concerto de cordas e Maquinas de Ritmo 2014 – Gilbertos Samba2014 – Live in London ’71 – (com Gal Costa)

24 – Maysa

Maysa Figueira Monjardim, mais conhecida como Maysa Matarazzo ou simplesmente Maysa (Rio de Janeiro , 6 de junho de 1936 — Niterói, 22 de janeiro de 1977)

Texto da Rolling Stone: Uma das vozes marcantes que dominou as rádios do meio dos anos 50 e início dos 60, Maysa, a diva dos olhos verdes, teve vida conturbada – e justamente por causa da música, viveu à frente de seu tempo. Seus altos e baixos emocionais ref letiam em seu jeito de cantar. Também compositora, sua voz apresentava um viés triste e melancólico que imortalizou em sambas-canções abolerados, que à época se denominava de “fossa” ou “dor-de-cotovelo”. Viveu apenas 40 anos (de 1936 a 1977), aproximando-se da bossa nova, momento em que sua voz se tornou mais leve. “Meu Mundo Caiu” é uma exímia faixa representante do gênero que ela imortalizou. Maysa deixou um legado que se pode ouvir em outras vozes femininas do Brasil. Todas devem um pouco a ela.

DiscografiaConvite para Ouvir Maysa (1956) Maysa (1957) Convite para Ouvir Maysa nº 2 (1958) Convite para Ouvir Maysa nº 3 (1958) Convite para Ouvir Maysa nº 4 (1959) Maysa É Maysa… É Maysa… É Maysa (1959) Voltei (1960) Maysa Canta Sucessos (1960) Maysa Sings Songs Before Dawn (1961) Maysa, Amor… e Maysa (1961) Barquinho (1961) Canção do Amor mais Triste (1962) Maysa (1966) Maysa (1969) Ando Só numa Multidão de Amores (1970) Maysa (1974) Maysa (1964) Canecão Apresenta Maysa (1969)

23 – Orlando Silva

Orlando Garcia da Silva (Rio de Janeiro, 3 de outubro de 1915 — Rio de Janeiro, 7 de agosto de 1978)

Texto da Rolling Stone: “De 1935 a 1942, orlando silva foi o maior cantor brasileiro. Talvez o maior do mundo.” A afirmação do escritor Ruy Castro parece exagerada apenas para quem não conhece as gravações que Orlando Silva realizou em tal época. Reunidos na caixa O Cantor das Multidões, editada pela BMG em 1995, os 78 rotações de Orlando Silva (criminosamente esquecidos por programadores de rádio e negligenciados pelos curadores do acervo) registram interpretações definitivas para algumas das mais belas canções do Brasil. A voz de barítono, pura e cálida, ainda é capaz de levar às lágrimas o ouvinte contemporâneo. A vida do cantor foi trágica: em 1932, teve o pé esquerdo esmagado por um bonde. O acidente apresentou Orlando à morfina, droga que faria com que sua fase de ouro terminasse precocemente.

Principais sucessos:   A jardineira, Benedito Lacerda e Humberto Porto (1939) A última estrofe, Cândido das Neves (1935) Abre a janela, Arlindo Marques Júnior e Roberto Roberti (1937) Alegria, Assis Valente e Durval Maia (1937) Amigo leal, Aldo Cabral e Benedito Lacerda (1937) Aos pés da cruz, Marino Pinto e Zé da Zilda (1942) Atire a primeira pedra, Ataulfo Alves e Mário Lago (1944) Brasa, Felisberto Martins e Lupicínio Rodrigues (1945) Caprichos do destino, Claudionor Cruz e Pedro Caetano (1938) Carinhoso, João de Barro e Pixinguinha (1937) Cidade-mulher, Noel Rosa (1936) Curare, Bororó (1940) Errei, erramos, Ataulfo Alves (1938) Eu chorarei amanhã, Ivo Santos e Raul Sampaio (1957) Juramento falso, J. Cascata e Leonel Azevedo (1937) Lábios que beijei, J. Cascata e Leonel Azevedo (1937) Lero-lero, Benedito Lacerda e Eratóstenes Frazão (1942) Mágoas de caboclo, J. Cascata e Leonel Azevedo (1936) Mal-me-quer, Cristóvão de Alencar e Newton Teixeira (1939)Meu Consolo É Você, Nássara e Roberto Martins (1938) Meu romance, J. Cascata (1937) Nada além, Custódio Mesquita e Mário Lago (1938) Número um, Benedito Lacerda e Mário Lago (1939) Pecadora, Agustín Lara, versão de Geber Moreira (1947) Quero beijar-te ainda, Paulo Tapajós (1955) Quero dizer-te adeus, Ary Barroso (1942) Rosa, Otávio de Sousa e Pixinguinha (1937) Sertaneja, René Bittencourt (1939) Súplica, Déo, José Marcílio e Otávio Gabus Mendes (1940)

22 – Nara Leão

Nara Lofego Leão Diegues (Vitória, 19 de janeiro de 1942 — Rio de Janeiro, 7 de junho de 1989)

Texto da Rolling Stone:Se o assunto é repertório, temos uma verdadeira aula de mapeamento do que se fez em termos de boa música brasileira, sem se prender a movimentos específicos ou a grupos de compositores. Nara Leão buscou o novo, encomendou canções e relembrou o passado de um jeito particular.Gostava dela justamente por seu jeito muito pessoal de cantar tantas canções de universos e épocas diferentes. Sempre me chamou atenção também o timbre suave e elegante. Imaginava que devia ser bom ser filha de alguém assim. Acho que toda criança deve ficar curiosa pelo nome dela que tinha o Leão. O canto era uma alternativa a outras escolas do cantar. Não era de malabarismos e firulas, mas se impôs com personalidade justamente pela diferença. Ao conversar com amigos e familiares de Nara, acabei descobrindo que ela foi uma pessoa muito especial, além da intérprete e artista importante que foi. Uma mulher inteligente, dedicada. Alguém que se fazia notar por um jeito discreto e delicado, mas brilhante. Um jeito só dela.

Discografia:  1964 – Nara 1964 – Opinião de Nara 1965 – O Canto Livre de Nara 1965 – Cinco na Bossa 1965 – Show Opinião 1966 – Nara Pede Passagem 1966 – Manhã de Liberdade 1966 – Liberdade, Liberdade 1967 – Nara 1967 – Vento de Maio 1968 – Nara Leão 1969 – Coisas do Mundo 1971 – Dez Anos Depois 1972 – Quando o Carnaval Chegar 1974 – Meu Primeiro Amor 1977 – Os Saltimbancos 1977 – Meus Amigos São Um Barato 1978 – Debaixo Dos Caracóis Dos Seus Cabelos 1979 – Nara Canta en Castellano 1980 – Com Açúcar, Com Afeto 1981 – Romance Popular 1982 – Nasci Para Bailar 1983 – Meu Samba Encabulado 1984 – Abraços E Beijinhos e Carinhos Sem Ter Fim… Nara 1985 – Nara e Menescal – Um Cantinho, Um Violão 1986 – Garota de Ipanema 1987 – Meus Sonhos Dourados 1989 – My Foolish Heart

21 – Luiz Gonzaga

Luiz Gonzaga do Nascimento, conhecido como o Rei do Baião, (Exu, 13 de dezembro de 1912 — Recife, 2 de agosto de 1989)

Texto da Rolling Stone: A voz encorpada do rei do baião, acompanhado especialmente da sanfona, mas também da zabumba e do triângulo, levou ao Brasil toda a alegria do povão, ao mesmo tempo em que divulgou as agruras e dificuldades de se viver no sertão árido nordestino. Ele acabou por se consagrar como um dos principais porta-vozes da região de todos os tempos – espalhou com doçura não somente o sotaque carregado, o baião, o xote e o xaxado, mas também a discussão da pobreza e questões sociais, além de ter ampliado o espectro de alcance da cultura e do cancioneiro popular regional. Idolatrado por grandes nomes atuais da nossa música, como Gilberto Gil, o forrozeiro inventou um jeito de cantar, de fazer poesia, um estilo musical e uma forma de protesto social por meio da música. E no final do ano, a voz do velho Lua será celebrada em seu centenário.

Discografia: (1989) Luiz Gonzaga e sua Sanfona, vol. 2 (1989) Forrobodó Cigano (1989) Aquarela Nordestina (1989) Vou Te Matar de Cheiro (1988) Gonzagão & Fagner 2 — ABC do Sertão (1988) Aí Tem (1987) De Fiá Pavi (1986) Forró de Cabo a Rabo (1985) Sanfoneiro Macho (1984) Luiz Gonzaga & Fagner (1984) Danado de Bom (1983) 70 Anos de Sanfona e Simpatia (1982) Eterno Cantador (1981) A Vida do Viajante — Gonzagão e Gonzaguinha (1981) A Festa (1980) O Homem da Terra (1979) Quadrilhas e Marchinhas Juninas, vol. 2 — Vire Que Tem Forró (1979) Eu e Meu Pai (1978) Dengo Maior (1977) Chá Cutuba (1976) Capim Novo (1974) O Fole Roncou (1974) Daquele Jeito… (1973) Luiz Gonzaga (1972) Volta pra Curtir (Ao Vivo) (1972) Aquilo Bom! (1971) São João Quente (1970) Sertão 70 (1968) São João do Araripe (1968) Canaã (1967) Óia Eu Aqui de Novo (1967) O Sanfoneiro do Povo de Deus (1965) Quadrilhas e Marchinhas Juninas (1964) Sanfona do Povo (1964) A Triste Partida (1963) Pisa no Pilão (Festa do Milho) (1962) São João na Roça (1962) Ô Véio Macho (1961) Luiz “LUA” Gonzaga (1958) Xamego (1957) O Reino do Baião (1956) Aboios e Vaquejadas (1954) Luiz Gonzaga e Januário (1954) A História do Nordeste (1951) Olha pro Céu

2 Comentários

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2 Respostas para “As 100 Maiores Vozes da Música Brasileira: 21 a 30

  1. Eduardo Ventura

    Bom dia amigos da Vitrola, eu estava precisando de uma ajuda de algum DJ que conhecesse as músicas que fizeram o sucesso da rádio Del Rei FM de Belo Horizonte no início da década de 1980. Tenho uma grande coleção de fitas de áudio K7 gravadas nesta época da Del Rei. Eu gostaria de tentar resgatar os nomes das máusicas e ver os clips no Youtube… Conhecem alguém que possa me ajudar a identificar algumas que eu não anotei o nome na época? Agradeço-lhes muito, Grande abraço… Eduardo Ventura mail: eduardo.ventura@fiat.com.br

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    • maurokleber

      Eduardo
      Alguém já fez este trabalho por nós. Conecte-se no site “http://minhateca.com.br , lá um usuário chamado Paulking teve otrabalho de disponibilizar par download as principais músicas tocadas nas rádio brasieilras entre 1960- 2014 (link : http://minhateca.com.br/Paulking/M*c3*9aSICAS ). Ai você pode apenas copiar as listas de músicas ou baixar o que te interessar. O download grátis é de 50 MB/dia e pago, ilimitado, cerca de R$12,00 por uma semana. WEu baixei todas e estou ouvindo em ordem cronológica. É uma delícia. Um abraço

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