As 100 Maiores Vozes da Música Brasileira: 31 a 40

40 – Raul Seixas

Raul Santos Seixas (Salvador, 28 de junho de 1945  — São Paulo, 21 de agosto de 1989)

Texto da Rolling Stone: Como cantor, raul Seixas abriu uma linha que não existia antes dele. “Ouro de Tolo”, por exemplo, em que a voz de Raul descreve um texto longo e criativo, em cima de compassos curtos e lentos, coisa que ainda não havia sido feita na MPB. Sua narrativa, mostrando o universo da classe média brasileira, um pouco decadente, encheu os alto-falantes das rádios do país, tomadas de assalto por essa gravação magnífica! Eu mesmo me assombrei, na época, quando vi, pela primeira vez, essa música ser executada. Foi uma revolução na forma de cantar, não havia precedentes para essa performance de Raul. Ele era intérprete mais de suas músicas, apesar de cantar covers de rock and roll, via Elvis Presley, Bill Haley and his Comets, entre outros. Sua voz era singular. Tinha um timbre único, fácil de ser identificado, quando ouvido. Para mim, Krig Ha Bandolo, Gita e Novo Aeon são três trabalhos que representam a implantação mística criativa que marcou para sempre o trabalho dele na música brasileira. Tanto que desses três, retirei quase todo o material para gravar o meu tributo a esse amigo. Eles estão cheios de imagens, profecias, humor e “barra-pesada”. Essa é a grande fase do Maluco Beleza.

Discografia: (2003) Anarkilópolis • Som Livre • CD (2002) Maluco beleza • Universal • CD (1995) Geração pop • Warner • CD (1991) As professias • WEA/LP • CD (1990) Personalidade • Philips/PolyGram (1989) A panela do diabo • Warner Bros/WEA (1988) A pedra do Gênesis • Copacabana (1988) Metamorfose ambulante • SBT/PolyGram • LP (1987) Caroço de manga • Elenco/PolyGram • LP (1987) Uah-bap-lu-bap-lab-béin-bum! • Copacabana (1986) Raul rock. Volume II • Fontana/PolyGram • LP (1986) Caminhos • Philips/PolyGram • LP (1985) Let me sing my rock and roll • Fã Clube oficial • LP (1985) Raul rock. Volume I • Fontana/PolyGram • LP (1984) Raul Seixas ao vivo. Único e exclusivo • Estúdio Eldorado (1984) Metrô linha 743 • Som Livre • LP (1983) O segredo do universo • Elektra/WEA • LP (1983) O pacote fechado de Raul Seixas • Elenco/PolyGram • LP (1983) Raul Seixas • Estúdio Eldorado (1983) Os grandes sucessos de Raul Seixas • Fontana/PolyGram • LP (1982) A arte de Raul Seixas • Fontana/PolyGram (1981) O melhor de Raul Seixas • Warner/WEA • LP (1980) Abre-te Sésamo • CBS • LP (1979) Por quem os sinos dobram (1978) Mata virgem • Warner Bros/WEA • LP (1978) “Raul Seixas, Moraes Moreira e Novos Baianos” • Abril Cultural • 33/10 pol. (1977) Raul Rock Seixas • Fontana/Phonogram • LP (1976) Eu nasci há 10 mil anos atrás • Phonogram/Philips/Série de luxo • LP (1975) Raul Seixas • Phonogram/Philips • Compacto simples (1975) 20 anos de rock • Philips • LP (1975) Novo Aeon • Phonogram/Philips • LP (1974) Gita • Philips • LP (1973) Os 24 maiores sucessos da Era do Rock • Polyfar/Phonogram (1973) “Krig – Ha, Bandolo” • Philips • LP (1971) Sociedade da Grã-Ordem Kavernista apresenta Sessão das dez. (Sérgio Sampaio, Miriam Batucada e Edy Star) • CBS • LP (1968) Raulzito e os Panteras • Odeon • LP

 

39  Ed Motta

Eduardo “Ed” Motta (Rio de Janeiro, 17 de agosto de 1971)

Texto da Rolling Stone: Ele tem uma das mais versáteis, técnicas e precisas vozes do Brasil. Pode-se dizer que sua principal escola é o R&B norte americano, mas desde a época sua banda Conexão Japeri (1988) até hoje, Ed Motta já cantou pop, rock, funk, música eletrônica, blues, jazz e até heavy metal – tocou no último Rock in Rio com Andreas Kisser, fazendo um repertório de clássicos de Jimi Hendrix a Deep Purple, entre outros. Uma das suas marcas registradas é o scat singing, improvisação vocal sem o uso de palavras criada no jazz, e que tem como nomes principais Louis Armstrong e Ella Fitzgerald. Ed Motta já afirmou que se utiliza do recurso, entre outras razões, por se esquecer frequentemente das letras ao ficar mais ligado na melodia que está sendo executada. O fato é que, para o cantor, a voz é um instrumento a mais, e ele procura explorar ao máximo os seus recursos.

Discografia: (2013) AOR (2009) Piquenique (2008) Chapter 9 • Trama • CD (2005) Aystelum • Trama • CD (2004) Ed Motta • Trama • DVD (2003) Poptical • Trama • CD (2002) Dwitza • Universal Music • CD  (2002) Um barzinho e um violão • Universal Music • CD (2000) As segundas intenções do manual prático • Universal Music • CD (1998) Remixes e aperitivos • Universal Music • CD (1997) Manual prático para festas, bailes e afins • Universal Music • CD (1993) Ao vivo • CD (1992) Entre e ouça • CD (1990) Um contrato com Deus • LP (1988) Ed Motta e Conexão Japeri • LP

38 Chico Buarque

Francisco Buarque de Hollanda, mais conhecido por Chico Buarque (Rio de Janeiro, 19 de junho de 1944)

Texto da Rolling Stone: Um dos maiores compositores brasileiros de todos os tempos, Chico Buarque de Hollanda divide opiniões como cantor. Não é difícil perceber suas limitações nesse ofício, apontadas pelos especialistas no assunto e por seus detratores, algo que, no entanto, nunca desagradou sua imensa legião de admiradores. A voz, ora ligeiramente desafinada, ora frágil, é capaz de conferir humanidade às canções, algo que sempre jogou a seu favor, seja em sambas exaltação, como “Vai Passar”, seja em baladas confessionais cortantes do quilate de “Atrás da Porta”. Chico permanece na ativa e eme plena forma; empreendeu excursão pelo país no início do ano e reafirmou sua importância para a música nacional ao longo de seus mais de 40 anos de carreira, marcados de forma igual tanto pela beleza de suas letras como por seu personalíssimo registro vocal.

Discografia: 1966: Chico Buarque de Hollanda 1966: Morte e Vida Severina 1967: Chico Buarque de Hollanda vol. 2 1968: Chico Buarque de Hollanda (compacto) 1968: Chico Buarque de Hollanda vol. 3 1969: Umas e Outras (compacto) 1969: Chico Buarque na Itália 1970: Apesar de Você 1970: Per un Pugno di Samba 1970: Chico Buarque de Hollanda – Nº4 1971: Construção 1972: Quando o Carnaval Chegar 1972: Caetano e Chico Juntos e ao Vivo 1973: Chico Canta 1974: Sinal Fechado 1975: Chico Buarque & Maria Bethânia ao Vivo 1976: Meus Caros Amigos 1977: Milton & Chico 1977: Os Saltimbancos 1977: Gota d’Água 1978: Chico Buarque 1979: Ópera do Malandro 1980: Vida 1980: Show 1º de Maio 1981: Almanaque 1981: Saltimbancos Trapalhões 1982: Chico Buarque en Español 1983: Para Viver um Grande Amor (trilha sonora) 1983: O Grande Circo Místico 1984: Chico Buarque 1985: O Corsário do Rei 1985: Malandro 1986: Melhores Momentos de Chico & Caetano 1986: Ópera do Malandro 1987: Francisco 1988: Dança da Meia-Lua 1989: Chico Buarque 1990: Chico Buarque ao vivo Paris Le Zenith (disco de ouro) 1993: Paratodos (disco de ouro) 1995: Uma Palavra 1997: Terra 1998: As Cidades (disco de ouro) 1998: Chico Buarque de Mangueira 1999: Chico ao Vivo (disco de ouro) 2001: Cambaio 2002: Chico Buarque – Duetos 2004: Perfil – Chico Buarque 2005: Chico No Cinema 2006: Carioca (CD + DVD com o documentário Desconstrução) 2007: Carioca Ao Vivo 2008: Chico Buarque Essencial 2010: Chico Buarque Perfil 22011: Chico

37 Max Cavalera

Max Cavalera, nome artístico de Massimiliano Antônio Cavalera,1 (Belo Horizonte, 4 de agosto de 1969)

Texto da Rolling Stone: Desde que surgiu para o mundo, na metade dos anos 80, a voz de Max Cavalera jamais vacilou: tornou-se a cada ano mais poderosa, gutural e intensa, nunca amena ou polida, sem jamais realizar concessões. À frente do Sepultura, que fundou ao lado do irmão baterista, Iggor, o vocalista de origem italiana e nascido em Belo Horizonte contribuiu para colocar o Brasil em definitivo no mapa mundial da música pesada, um disco após o outro. Mais tarde, em outros projetos igualmente violentos (o Soulfly e, mais recentemente, o Cavalera Conspiracy, novamente ao lado de Iggor), Max continuou a urrar seu descontentamento para o mundo como poucos cantores locais sonharam em conseguir. Foi provavelmente uma das vozes brasileiras mais ouvidas no planeta – ainda que Max raramente tenha se aventurado a cantar em português.

Discografia: Com Sepultura : 1985: Bestial Devastation 1986: Morbid Visions 1987: Schizophrenia 1989: Beneath the Remains 1991: Arise 1993: Chaos A.D. 1996: Roots Com Nailbomb  1994: Point Blank 1995: Proud to Commit Comercial Suicide (ao vivo) Com Soulfly 1998: Soulfly 2000: Primitive 2002: 3 2004: Prophecy 2005: Dark Ages 2008: Conquer 2010: Omen 2012: Enslaved 2013: Savages 2015: Archangel Com Cavalera Conspiracy:  2008: Inflikted 2011: Blunt Force Trauma 2014: Pandemonium Com Killer Be Killed   2014: Killer Be Killed

36 Dick Farney

 

Dick Farney, nome artístico de Farnésio Dutra e Silva (Rio de Janeiro, 14 de novembro de 1921 — 4 de agosto de 1987)

Texto da Rolling Stone: Pianista de formação erudita, Dick Farney, pseudônimo artístico de Farnésio Dutra e Silva, começou a mostrar a peculiaridade de sua voz já no meio da década de 40, quando gravou “Copacabana”, o eterno samba-canção de João de Barro. Admirador confesso de Bing Crosby, conhecedor e amante do jazz e de standards norte-americanos, Farney fez carreira nos Estados Unidos e transpôs para o seu canto grave, aveludado e romântico, grande parte desse repertório. Mas foi com a nascente bossa nova que passou a ser um intérprete marcante do género que ainda tinha muita proximidade com os sambas abolerados. Até um fã-clube de nome Sinatra-Farney ele teve. De seu extenso repertório destacam-se inúmeras pérolas, sempre marcadas pela sua qualidade vocal. “Tereza da Praia”, dueto com o amigo Lúcio Alves, ainda arranca suspiros.

Discografia: 1944 – The music stopped(fox)/Mairzy doats(fox-trot) – com a orquestra de Ferreira Filho – gravadora Continental 1944 – What´s new? (fox-trot) – crooner do conjunto Milionários do Ritmo. 1944 – San Fernando Valley/I love you 1944 – I don´t want to walk without you 1945 – This love of mine/The man I love 1946 – Copacabana/Barqueiro do rio São Francisco – com acompanhamento de Eduardo Patané 1946 – Era ela/Ela foi embora 1947 – Just an Old Love of Mine (Peggy Lee/Dave Barbour)/For Once in My Life (Fisher/Segal)com Paul Baron e Sua Orquestra 1947 – Marina/Foi e não voltou 1947 – Gail in Galico/For sentimental reasons 1948 – Ser ou não ser/Um cantinho e você 1948 – Meu Rio de Janeiro/A saudade mata a gente 1948 – Esquece/Somos dois… 1949 – Ponto final/Olhos tentadores 1949 – Junto de mim/Sempre teu 1950 – Não tem solução/Lembrança do passado = gravadora Sinter 1951 – Uma loira/Meu erro 1951 – Canção do vaqueiro/Nick Bar 1952 – Mundo distante/Não sei a razão 1952 – Luar sobre a Guanabara/Fim de romance 1952 – Sem esse céu/Alguém como tu 1953 – Perdido de amor/Meu sonho 1953 – Nova ilusão/João Sebastião Bach 1953 – April in Paris/All the things you are 1953 – Speak low/You keepcoming back like a song 1954 – Copacabana/My melancholy baby 1954 – Tenderly/How soon – Majestic Records 1954 – Somebody loves me/There’s no sweeter word than sweetheart 1954 – Marina/For once in your life 1954 – Grande verdade/Você se lembra? 1954 – Outra vez/Canção do mar 1954 – Tereza da praia/Casinha pequenina – junto com o cantor Lúcio Alves 1954 – Música romântica com Dick Farney- lançou o long-play ou Lp com a destaque para a música “Canção do mar” 1954 – Sinfonia do Rio de Janeiro – disco de 10 polegadas 1955 – A saudade mata a gente 1955 – Foi você/Tudo isto é amor 1955 – Dick Farney e seu Quinteto 1955 – Bem querer/Sem amor nada se tem 1955 – Dick Farney on Broadway 1956 – Jingle bells/White Christmas/Feliz Natal 1956 – Jazz Festival 1956 – Jazz after midnight 1956 – Meia-noite em Copacabana com Dick Farney 1956 – Dick Farney Trio – contendo a canção “Valsa de uma cidade” (Ismael Netto/Antônio Maria) 1957 – Un argentino en Brasil/Nem fala meu nome 1957 – O ranchinho e você/Só eu sei 1957 – Toada de amor/O luar e eu… 1959 – Este seu olhar/Se é por falta de adeus 1959 – Esquecendo você/Amor sem adeus 1959 – Atendendo a pedidos 1960 – Dick Farney em canções para a noite de meu bem 1960 – Dick Farney e seu jazz moderno no auditório de O Globo 1960 – Dick Farney no Waldorf 1961 – Somos dois/Uma loura 1961 – Dick Farney Jazz 1961 – Dick Farney Show 1961 – Jam Session 1962 – Dick Farney apresenta sua orquestra no auditório deO Globo – participação especial de Leny Andrade 1965 – Meia-noite em Copacabana 1967 – Dick Farney, piano e Orquestra Gaya 1972 – Penumbra e romance 1973 – Dick Farney 1973 – Concerto de Jazz ao vivo 1974 – Dick Farney e você 1974 – Um piano ao cair da tarde 1975 – Um piano ao cair da tarde II 1976 – Dick Farney 1976 – Tudo isso é amor – junto com a cantora Claudette Soares 1977 – Cinco anos de jazz 1978 – Dick Farney 1978 – Tudo isso é amor II 1979 – Dick Farney: o cantor, o pianista, o diretor de orquestra – série Retrospecto – gravadora RGE 1981 – Noite 1983 – Feliz de amor 1985 – Momentos Inexplicáveis 1986 – Dick Farney “ao vivo” (Arte do espetáculo) – gravado no restaurante-bar Inverno & Verão, na cidade de São Paulo.

 

35  Mano Brown

Pedro Paulo Soares Pereira (São Paulo, 22 de abril de 1970)

Texto da Rolling Stone: Pessoas especiais surgem de tempos em tempos e conseguem sintetizar um momento com sua poesia e com a força de sua presença, e é isso que eu enxergo como voz. Voz não se trata somente do poder de uma pessoa de nos emocionar com uma interpretação – e nisso, o Brasil tem grandes intérpretes, homens e mulheres – mas também essa expressão, esse tentar dialogar com os outros. No rap, a relação do artista com a música é bem diferente – você canta rap por uma necessidade absurda de falar as coisas que você enxerga e que não estão muito certas ao seu redor. As pessoas tentam se organizar para amenizar as situações ruins, e por isso a força dessa poesia é avassaladora. Para mim, cantar e escrever são necessidades muito presentes na alma. Assim, o Mano Brown é um dos grandes poetas do nosso tempo e do nosso país.

Discografia: 1990 – Holocausto Urbano 1992 – Escolha o Seu Caminho 1993 – Raio-X do Brasil 1997 – Sobrevivendo no Inferno 2001 – Racionais MC’s Ao Vivo 2002 – Nada como um Dia Após o Outro Dia 2006 – 1000 Trutas, 1000 Tretas 2009 – Tá na Chuva2014 – Cores e Valores

34 Céu

Céu (estilizado como CéU), nome artístico de Maria do Céu Whitaker Poças (São Paulo, 17 de abril de 1980)

Texto da Rolling Stone: Aos 32 anos, Maria do Céu Whitaker Poças é uma das artistas vivas mais jovens desta lista, mas teve, desde cedo, a música incluída em seu dia a dia. Filha do maestro Edgard Poças, Céu cresceu com uma vasta biblioteca musical à sua volta. Foi assim que começou a “pesquisa” que a levaria ao repertório que abraça hoje: repletas de referências a ritmos africanos, as músicas que compõe casam-se perfeitamente ao timbre aveludado da voz dela, uma das maiores revelações da década passada na música brasileira. A timidez do início, quando cantava quase de costas para o público em bares paulistanos, não impediu que a maneira suave – e naturalmente sexy – de cantar fosse ouvida não só aqui como amplamente na Europa. Céu pode até ter um quê de Sade, mas sua assinatura é tão marcante que fica difícil agrupá-la a outras artistas.

Discografia: (2005) Céu (2007) Remixed EP (2009) Cangote EP (2009) Vagarosa (2012) Caravana Sereia Bloom

 

33 Ângela Rô Rô

Ângela Maria Diniz Gonçalves, mais conhecida como Ângela Rô Rô (Rio de Janeiro, 5 de dezembro de 1949)

Texto de Rolling Stone: Virou até clichê associar Ângela Rô Rô a Maysa, seja pelo rosto similar, seja pela dose alta de sofrimento que irmana essas cantoras e compositoras que, cada uma em seu tempo e lugar, demarcaram territórios na música brasileira. Propagada em 1979, a partir de um álbum que mais parece um best of, tal a concentração de hits memoráveis, a voz rouca e eminentemente carioca da cantora se impôs pautada por excessos comportamentais típicos dos popstars. Se há algo do samba-canção doído de Maysa no canto assumido de Ângela, há também a tristeza do blues, a energia do rock e um deboche de aura punk que tornaram singular sua voz grave, que se faz ecoar habitualmente acompanhada de um piano, próprio ou alheio. Ao humor ferino em cena, Ângela alia performances quentes que sinalizam que algo profundo arde em sua própria fogueira existencial.

DiscografiaÂngela Rô Rô (1979) Só Nos Resta Viver (1980) Escândalo (1981) Simples Carinho (1982) A Vida É Mesmo Assim (1984) Eu Desatino (1985) Prova de Amor (1988) Nosso Amor Ao Armagedon (Ao Vivo) (1993) Acertei no Milênio (2000) Compasso (álbum) (2007) Ângela Rô Rô (Ao Vivo) (2006) Escândalo (2006) (2009)

32 Dalva de Oliveira

Vicentina de Paula Oliveira, conhecida como Dalva de Oliveira, (Rio Claro, 5 de maio de 1917 — Rio de Janeiro, 30 de agosto de 1972)

Texto da Rolling Stone: A arte como imitação da vida. As canções doloridas que Dalva de Oliveira entoava com sua voz imensa refletiam fielmente sua própria vida amorosa turbulenta. A batalha que ela travou através dos discos com Herivelto Martins, depois da separação do casal, registrou uma das mais tempestuosas e célebres relações da nossa música. Mais do que os detalhes controvertidos da biografia da cantora, o que interessa são as gravações. Com Herivelto e Nilo Chagas, Dalva formou em 1937 o histórico Trio de Ouro. O maior sucesso do grupo, “Ave Maria no Morro”, descobre beleza em um cenário de pobreza, o das favelas do Rio, em afirmação poética e existencial de grande valor. No final dos anos 40, partiu para uma carreira solo repleta de êxitos comerciais e artísticos. Com lindo timbre e vigoroso vibrato na voz, Dalva sabia utilizar recursos dramáticos com eficiência e como ninguém.

Discografia:A Voz Sentimental do Brasil (1953) Dalva de Oliveira, Roberto Inglês e sua orquestra (1955) Os Tangos Mais Famosos na Voz de Dalva de Oliveira (1957) Dalva (1958) Em Tudo Você (1960) Tangos (1961) Dalva de Oliveira (1961) O Encantamento do Bolero (1962) Tangos – Volume II (1963) Rancho da Praça Onze (1965) La romantica Dalva de Oliveira (Argentina) (1966) A Cantora do Brasil (1967) É Tempo de Amar (1968) Bandeira Branca (1970)

31 Nana Caymmi

Nana Caymmi (nascida Dinahir Tostes Caymmi, Rio de Janeiro, 29 de abril de 1941)

Texto da Rolling Stone: Dinair Tostes Caymmi já nasceu cantando. Afinal, ela vem de um dos berços mais esplêndidos da música brasileira. Filha de Dorival Caymmi, cantor e compositor baiano, Nana recebeu de presente do pai, ainda criança, a linda canção “Acalanto”, a qual, aos 19 anos, gravou com ele, o que praticamente marcou o início de sua carreira. Desde então, sua voz potente e de respiração perfeita marcou várias composições do pai. Contralto da maior grandeza, ela chamou atenção em 1966 ao vencer o I Festival Internacional da Canção, da TV Globo, interpretando “Saveiros”, composição do irmão Dori Caymmi e de Nelson Motta. Outro momento marcante da carreira foi, na década de 1990, quando excursionou com Dori e o outro irmão, Danilo. Inúmeras vezes premiada como a melhor cantora do ano, Nana não poderá ser jamais esquecida em qualquer lista que se faça das grandes vozes femininas brasileiras.

Discografia: 1960 – Adeus/Nossos Beijos 1963 – Nana 1974 – Nana Caymmi 1975 – Nana Caymmi 1976 – Renascer 1977 – Atrás da Porta 1979 – Nana Caymmi 1980 – Mudança dos Ventos 1981 – E a gente nem deu Nome 1983 – Voz e Suor 1985 – Chora Brasileira 1986 – Caymmi’s Grandes Amigos 1987 – Dori, Nana, Danilo e Dorival Caymmi – Ao vivo no Scala II 1988 – Nana 1989 – Só Louco 1992 – Família Caymmi em Montreux 1993 – Bolero 1994 – A Noite do Meu Bem – As Canções de Dolores Duran 1996 – Alma Serena 1997 – No Coração do Rio  1998 – Resposta ao Tempo 2000 – Sangre de mi Alma 2001 – Desejo 2002 – O Mar e o Tempo 2004 – Para Caymmi: de Nana, Dori e Danilo 2005 – Falando de Amor 2007 – Quem inventou o Amor 2009 – Sem Poupar Coração 2013 – Caymmi

 

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