Lançamento: Hyldon – Na Rua, Na Chuva, Na Fazenda – A Origem (2015)

Hyldon

Olha quem está de álbum novo: Hyldon – confira o press release:

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Hyldon, mito do soul brasileiro, comemora os 4oº aniversário do seu primeiro álbum  revisitando-o com voz e violão turbinados.

Soteropolitano radicado no Rio de Janeiro, Hyldon integra a Santíssima Trindade do soul brasileiro. Está ao lado de Tim Maia e Cassiano no mistério da fé. A posição de destaque na mitologia do balanço foi conquistada com o lançamento de “Na rua, na chuva, na fazenda”, de 1975, seu inspirado álbum de estreia. Ou melhor, antes disso. Afinal, por conta dos embates com a indústria fonográfica da época, o álbum só conseguiu chegar às lojas dois anos após o estouro do primeiro compacto simples. Com o espontâneo sucesso radiofônico de temas como “Na rua, na chuva, na fazenda (Casinha de sapê)” e, posteriormente, “As dores do mundo”, os burocratas descobriram o óbvio: diante de seus narizes, havia um verdadeiro estilista de sonoridades.

O disco traz, além dos arrasa quarteirões já citados, as belíssimas “Na sombra de uma árvore” (que inicia o discurso amoroso com um irresistível “Larga de ser boba e vem comigo/ existe um mundo novo e quero te mostrar”), “Acontecimento”, “Vida Engraçada”, “Guitarras, violinos e instrumentos de samba”, “Sábado e domingo”, “Vamos Passear de Bicicleta?”, entre outras tantas. Composições de fina exuberância harmônica defendidas por Hyldon que, antes de surgir como artista solo, atuou como guitarrista de Tony Tornado, Wilson Simonal e Tim Maia, além de produtor musical de álbuns de Erasmo Carlos, Wanderléa e Odair José. E hoje tem em seu diversificado rol de intérpretes, parceiros e cultuadores, gente como Marisa Monte, Jota Quest, Kid Abelha, Mano Brown, Nana Caymmi, Arnaldo Antunes, Zeca Baleiro e Céu.

Passadas quatro décadas da edição de “Na rua, na chuva, na fazenda”, o cantor e compositor retorna à série de canções e celebra a longevidade delas. E o faz munido de voz e violão prenhes de beleza e força. Neste disco comemorativo, os temas aparecem como foram concebidos originalmente nos anos 1970, sob a ótica de um Hyldon do século 21. “É uma experiência maravilhosa voltar no tempo através da música. Com uma ideia na cabeça e um violão na mão, resgatei nas minhas memórias as emoções que eu sentia e só conseguia expressar através do som e das letras”, conta o artista. Memória afetiva compartilhada com todos aqueles que foram (são e serão) seduzidos pela produção de um dos grandes mitos da música popular cometida no Brasil.

Rodrigo Carneiro

Maio/2015

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