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Vitrola dos Sousa

Um pouco de música, bom gosto e família

mês

janeiro 2015

As 100 Maiores Vozes da Música Brasileira: 61 a 70

Continuando a nossa revisão da lista da Rolling Stone:

70 –Ná Ozzetti

Nascida: São Paulo, 12 de dezembro de 1958

Texto da Rolling Stone: A nova safra de cantoras que surgiu há cerca de uns dez ou cinco anos é comparada a Marisa Monte e outras divas óbvias da MPB. Mas elas, talvez até inconscientemente, devem muito à afinadíssima Ná Ozzetti. Cantora do Rumo, grupo que se destacou na chamada Vanguarda Paulistana, que floresceu nos anos 80, Ná já era o protótipo da cantora indie, sem compromisso com o mercado e mais interessada em escolhas estéticas pessoais.

Álbuns: Ná Ozzetti, MCD, 1988 , , MCD, 1994, Love Lee Rita (Canções de Rita Lee desde os Mutantes), Dabliu, 1996, Estopim, MCD, 1999, Show, Som Livre, 2001, Piano e Voz (com André Mehmari), MCD, 2005, Balangandãs, MCD, 2009, Meu Quintal, Borandá, 2011, Embalar, Circus Produções, 2013

 

69 –Silvio Caldas

Silviocaldas.JPG

Nascido: Rio de Janeiro, 23 de maio de 1908 — Falecido: Atibaia, 3 de fevereiro de 1998

Texto da Rolling Stone: Com os graves densos de sua voz, que lhe permitiam transitar com desenvoltura pelos tons dos barítonos, Silvio Caldas se tornou um dos maiores cantores dos anos 30 e 40. Também compositor, o Caboclinho Querido deu voz a temas de Ary Barroso, Custódio Mesquita e Orestes Barbosa. As valsas e os sambas dominaram o repertório seresteiro de Caldas, voz-ícone do Brasil pré-bossa nova.

Sucessos:Faceira (1931), Lenço no Pescoço (1933), Mimi (1933), Segura Esta Mulher (1933), Na Aldeia (1933), Boneca (1934) , Serenata (1934), Por Causa dessa Cabocla (1934), O Telefone do Amor (1934), Inquietação (1934), Acorda, Escola de Samba (1935), Minha Palhoça (1936), Chão de Estrelas (1937), Professora (1938), As Pastorinhas (1938),  Quando Eu Penso na Bahia (1938), Da Cor do Pecado (1939), Maria (1939), Deusa da Minha Rua (1939), Florisbela (1939), Na Baixa do Sapateiro (1939), Morena Boca de Ouro (1940), Velho Realejo (1940), Mulher, Custódio Mesquita (1940), Três Lágrimas (1940), Modinha (1943), Valsa do Meu Suburbio  (1944), Como os Rios Que Correm pro Mar (1944), Minha Casa (1946), Obrigado, Doutor (1950)

68 –Fagner

Raimundo Fagner Cândido Lopes

Nascido: Orós, 13 de outubro de 1949

Texto da Rolling Stone: Sobre Fagner, Vinicius de Moraes certa vez cravou: “Este é grande, será dos maiores”. O cantor cearense, que se deslocou para o Rio de Janeiro em 1971, trazia na bagagem um timbre peculiar para interpretações de sonoridades nordestinas. Nas décadas que se seguiram, a áspera e inconfundível tonalidade modulou uma densidade poética que foi entregue ao romantismo e ao forró com um caprichado acento pop.

Álbuns: 1973 – Manera Fru Fru, Manera 1975 – Ave Noturna 1976 – Raimundo Fagner 1977 – Orós 1978 – Eu Canto – Quem Viver Chorará 1979 – Beleza 1980 – Eternas Ondas 1981 – Traduzir-se 1982 – Sorriso Novo 1983 – Palavra de Amor 1984 – A Mesma Pessoa – Cartaz 1985 – Deixa Viver 1986 – Fagner – Lua do Leblon 1987 – Romance no Deserto 1989 – O Quinze 1991 – Pedras que Cantam 1993 – Demais 1994 – Caboclo Sonhador 1995 – Retrato 1996 – Pecado Verde 1996 – Bateu Saudade 1997 – Terral 1998 – Amigos e Canções 2000 – Ao vivo – Vol. I e II 2001 – Fagner 2003 – Raimundo Fagner & Zeca Baleiro 2004 – Donos do Brasil 2007 – Fortaleza 2009 – Uma Canção no Rádio 2014 – Fagner & Zé Ramalho Ao Vivo

67 –Beth Carvalho

Nascida: Elizabeth Santos Leal de Carvalho, Rio de Janeiro, 5 de maio de 1946

Texto da Rolling Stone: Beth é sempre afinada. Aquele veludo levemente rouco que emana de sua garganta conquistou espaço nos festivais competitivos da década de 60. Depois, se entregou ao samba. Nascida em uma família musical, ela vem se mantendo todos estes anos no pedestal reservado às grandes intérpretes, tendo seu nome diretamente associado ao autêntico samba carioca e à obra do mestre Cartola.

Álbuns: 1965 – “Porque Morrer de Amor?” (RCA Victor) 1966 – “Muito na Onda” (Copacabana) 1969 – “Andança” (Odeon) 1971 – “Beth Carvalho: Especial” (Odeon) 1971 – “Amor, amor” (Tapecar) 1973 – “Canto Para Um Novo Dia” (Tapecar) 1974 – “Pra Seu Governo” (Tapecar) 1975 – “Pandeiro e Viola” (Tapecar) 1976 – “Mundo Melhor” (RCA Victor) 1977 – “Nos Botequins da Vida” (RCA Victor) 1978 – “De Pé No Chão” (RCA Victor) 1979 – “No Pagode” (RCA Victor) 1980 – “Sentimento Brasileiro” (RCA Victor) 1981 – “Na Fonte” (RCA Victor) 1982 – “Traço de União” (RCA Victor) 1983 – “Suor no Rosto” (RCA Victor) 1984 – “Coração Feliz” (RCA Victor) 1985 – “Das Bençãos Que Virão Com Os Novos Amanhãs” (RCA Victor) 1986 – “Beth” (RCA Victor) 1987 – “Beth Carvalho Ao Vivo em Montreux” (RCA Victor) 1988 – “Toque de Malícia” (RCA) 1988 – “Alma do Brasil” (Philips) 1989 – “Saudades da Guanabara” (Polygram) 1991 – “Beth Carvalho Ao Vivo no Olímpia” (Som Livre) 1991 – “Intérprete” (Polygram) 1992 – “Pérolas – 25 Anos de Samba” (Som Livre) 1993 – “Beth Carvalho Canta o Samba de São Paulo” (Velas) 1994 – “Beth Carvalho Canta o Samba de São Paulo Vol.II” (Velas) 1996 – “Meus Momentos” (EMI) 1996 – “Brasileira da Gema” (Universal) 1998 – “Pérolas do Pagode” (Som Livre/Polydor) 1999 – “Pagode da Mesa – Ao Vivo” (Universal) 2000 – “Pagode da Mesa 2 – Ao Vivo” (Indie Records) 2000 – “Os Melhores do Ano Vol. II” (Indie Records) 2001 – “Nome Sagrado – Beth Carvalho Canta Nelson Cavaquinho” (Jam Music) 2003 – “Beth Carvalho Canta Cartola” (BMG) 2004 – “Beth Carvalho – A Madrinha do Samba Ao Vivo Convida” (Indie Records) 2005 – “Beth Carvalho e Amigos” (BMG Brasil) 2011 – “Nosso Samba Tá Na Rua” (Andança/EMI)

66 –Bezerra da Silva

Nascido: José Bezerra da Silva Recife, 23 de fevereiro de 1927 — Falecido: Rio de Janeiro, 17 de janeiro de 2005

Texto da Rolling Stone: Recifense, Bezerra da Silva começou sua carreira cantando cocos. Em 1977 veio a virada: o primeiro disco de samba partido-alto. Sua voz rouca, trôpega e sem cerimônias foi a que mais cantou sobre as periferias, sem tabus: teve polícia, bandidos, drogas, crimes e preconceito (racial e social). Um time de compositores entregava os temas de bandeja para Bezerra se tornar a “Voz do Morro”. Ironicamente, seu último trabalho de estúdio, gospel e independente, foi Caminho de Luz, em 2003.

Álbuns: O Rei Do Côco (Tapecar, 1975), O Rei Do Côco – Vol. 2 (Tapecar, 1976), Partido Alto Nota 10 Bezerra e Genaro (CID, 1977), Partido Alto Nota 10 Vol.2 – Bezerra e Seus Convidados (CID, 1979), Partido Alto Nota 10 Vol.3 – Bezerra e Rey Jordão (CID,1980), Partido Muito Alto (RCA Victor, 1980), Samba Partido e Outras Comidas (RCA Vik, 1981), Bezerra e um Punhado de Bambas (RCA Vik, 1982), Produto do Morro (RCA Vik, 1983), É Esse Aí Que É o Homem (RCA Vik, 1984), Malandro Rife (RCA Vik, 1985), Alô Malandragem, Maloca o Flagrante (RCA ,Vik, 1986), Justiça Social (BMG-Ariola, 1987), Violência Gera Violência (BMG-Ariola, 1988), Se Não Fosse o Samba (BMG-Ariola, 1989), Eu não sou Santo (BMG-Ariola, 1990), Partideiro da Pesada (BMG-Ariola, 1991), Presidente Caô Caô (BMG-Ariola, 1992), Cocada Boa (BMG-Ariola, 1993), Bezerra, Moreira e Dicró – Os 3 Malandros In Concert (CID, 1995), Contra O VERDADEIRO Canalha (Bambas Do Samba) (RGE, 1995), Meu Samba É Duro na Queda (RGE, 1996), Provando e Comprovando sua Versatilidade (Rhythm and Blues, 1998), Eu Tô de Pé (Universal Music, 1998), Malandro é Malandro e Mané é Mané (Atração, 1999), Bezerra da Silva: Ao Vivo (CID, 2000), A Gíria é Cultura do Povo (Atração, 2002), Meu Bom Juiz (CID, 2003), Pega Eu (Som Livre, 2004), Caminho de Luz (Independente, 2005, póstumo), O Samba Malandro de Bezerra da Silva (Sony BMG, 2005, póstumo),Maxximum (Bezerra da Silva) (Sony BMG, 2005)

65 –Astrud Gilberto

Nascida: Astrud Evangelina Weinert, (Salvador, 29 de março de 1940)

Texto da Rolling Stone: Quando a bossa nova invadiu os Estados Unidos nos anos 60, o estilo brasileiro tinha uma voz: Astrud Gilberto. A cantora baiana havia conhecido o marido, João Gilberto, no circuito boêmio carioca, na década anterior, e foi ele quem a levou para o álbum Getz/ Gilberto, parceria dele com o jazzista Stan Getz. A versão em inglês de “Garota de Ipanema” – cantada por ela de forma leve, sensual, quase sussurrada – foi reconhecida como histórica pela Biblioteca do Congresso Americano.

Álbuns: Stan Getz e Astrud Gilberto – Getz Au-Go-Go (Verve, 1964) The Astrud Gilberto Album (Verve, 1964) The Shadow Of Your Smile (Verve, 1965) Look To The Rainbow (Verve, 1965) Beach Samba (Verve, 1966) A Certain Smile, A Certain Sadness with Walter Wanderley (Verve, 1967) Windy (Verve, 1968) September 17, 1969 (Verve, 1969) Gilberto Golden Japanese Album (Verve, 1969) I Haven’t Got Anything Better To Do (Verve, 1970) Astrud Gilberto With Stanley Turrentine (CTI, 1971) Astrud Gilberto Now (Perception, 1972) That Girl From Ipanema (Audio Fidelity, 1977) Astrud Gilberto Plus James Last Orchestra (Polygram, 1987) Live In New York (Pony Canyon, 1996) Temperance (album) (Pony Canyon, 1997) Jungle (Magya, 2002) )The Diva Series (Verve, 2003)

64 –Pery Ribeiro

Nascido: Peri Oliveira Martins Rio de Janeiro, 27 de outubro de 1937 — Falecido: Rio de Janeiro, 24 de fevereiro de 2012

Texto da Rolling Stone: Possivelmente o cantor mais subestimado do Brasil, Pery Ribeiro nos deixou no início do ano. Filho de Herivelto Martins e Dalva de Oliveira, ele se tornou uma das principais vozes da bossa nova e teve a honra de ser o primeiro a gravar “Garota de Ipanema”. Técnica, afinação, gosto apurado, inteligência musical – Pery tinha tudo isso de sobra e cantava todos os estilos. E dentro e fora do palco e dos estúdios era de classe e elegância incomparáveis.

Álbuns: (2013) Pery Ribeiro abraça Simonal – Dueto com amigos (Pery Ribeiro) – Atração Fonográfica – CD (2011) 100 Anos de Música Popular Brasileira (vários artistas) – participação – Instituto Cultural Cravo Albin/Discobertas – Box com 4 CDs duplos (2007) S’ Wonderful Movie’n’Bossa (Pery Ribeiro) – Albatroz – CD (2006) Cores da minha bossa • Neo Fonoplay • CD (2006) Pery Ribeiro ao vivo • Albatroz • CD (1999) Tributo a Taiguara • Movieplay • CD (1997) A vida é só pra cantar • Albatroz • CD (1995) Fica comigo esta noite-Pery Ribeiro interpreta Adelino Moreira • CID • CD (1992) Songs of Brazil • Movieplay • CD (1992) Brasil bossa nova-Pery Ribeiro, Wanda Sá e Osmar Milito-Série Academia Brasileira de Música, vol. 3 (1991) Pery • PolyGram • LP (1986) Pra tanto viver-Pery Ribeiro e Luiz Eça • Continental • LP (1981) Brasileiríssimas • PolyGram • LP (1980) Sings bossa nova hits • Copacabana (1980) Os grandes sucessos da bossa nova • Copacabana • LP (1979) Alvorada • Copacabana • LP (1976) Bronzes e cristais • EMI-Odeon • LP (1975) Herança • Odeon • LP (1974) Abre alas • Odeon • LP (1972) Pery Ribeiro • Odeon • LP (1972) Gemini cinco anos depois-Pery Ribeiro & Leny Andrade • Odeon • LP (1971) Pery Ribeiro • Odeon • LP (1967) Gemini V no México • Odeon • LP (1966) Encontro-Pery Ribeiro + Bossa 3 • Odeon • LP (1965) Gemini V-Show na boate Porão 73-Leny Andrade, Pery Ribeiro e Bossa Três • Odeon • LP (1964) Pery muito mais bossa • Odeon • LP (1963) Pery é todo bossa • Odeon • LP (1962) Pery Ribeiro e seu mundo de canções românticas • Odeon • LP

63 –João Bosco

Nascido: João Bosco de Freitas Mucci, Ponte Nova, 13 de julho de 1946

Texto da Rolling Stone: Talvez João Bosco tenha se tornado um ícone da MPB por suas inestimáveis composições (com Aldir Blanc) ou pelo fato de elas terem sido eternizadas por nomes como Elis Regina. Mas, quando canta suas canções, a habilidade no violão fica em segundo plano diante de sua voz mansa e econômica, propensa a saltos agudos inesperados. “Sua voz alinhava esse universo sonoro com modesta intervenção”, diz o compositor e parceiro Sergio Ricardo.

Álbuns: 1972 – Disco de bolso do Pasquim – O tom de Antônio Carlos Jobim e o tal de João Bosco 1973 – João Bosco 1975 – Caça à raposa 1976 – Galos de briga 1977 – Tiro de misericórdia 1979 – Linha de passe 1980 – Bandalhismo 1981 – Essa é a sua vida 1982 – Comissão de Frente 1983 – Centésima apresentação – ao vivo 1984 – Gagabirô 1986 – Cabeça de nego 1987 – Ai ai ai de mim 1989 – Bosco 1991 – Zona de fronteira 1992 – Acústico MTV – ao vivo 1994 – Na onda que balança 1995 – Dá licença meu senhor 1997 – As mil e uma aldeias 1998 – Benguelê (trilha sonora do Grupo Corpo) 2000 – Na esquina 2001 – Na esquina – ao vivo (CD duplo) 2003 – Malabaristas do sinal vermelho 2006 – Obrigado, gente! – ao vivo (CD e DVD) 2008 – Senhoras do Amazonas – João Bosco & NDR BIG BAND (CD) 2009 – Não vou pro céu, mas já não vivo no chão (CD) 2012 – 40 Anos Depois (CD e DVD)

 

62 –Tânia Maria

Nascida: 9/5/1948 São Luís, MA

Texto da Rolling Stone: A maranhense Tânia Maria é uma das maiores cantoras de jazz nascida no Brasil. Ironicamente, ela é remotamente conhecida por aqui. Na década de 70, mudou-se para a França e não olhou para trás. Foi fácil encontrar um confortável nicho no circuito mundial de jazz. Com senso rítmico impecável e os improvisos e scats aplicados a um sempre bem escolhido repertório de bossa nova, samba e jazz, é considerada uma verdadeira referência vocal.

Álbuns: (2006) Ed Motta ao vivo (Ed Motta) – participação – Trama – CD (2006) Ed Motta em DVD (Ed Motta) – participação – Trama – DVD (2005) Intimidade (Tania Maria) – Blue Note (EUA) – CD (2002) Live at the Blue Note (Tania Maria & The Viva Brazil Quartet) – Concord Records (EUA) – CD (2001) Viva Maria (Tania Maria) – coletânea – Concord Records (EUA) – CD (2000) Viva Brazil (Tania Maria) – Concord Records (EUA) – CD

61 –Tulipa Ruiz

Nascida: Tulipa Ruiz Chagas – 19/10/1978

Texto da Rolling Stone: “Eu nunca me imaginei cantora”, contou Tulipa à Rolling Stone, em 2011. Começando tarde na carreira, ela teve tempo para descobrir sua verdadeira voz. Juntando uma cadência suave a agudos potentes, ela ainda tem nuances da rua, eventualmente com um andamento quase declamado. Como em “Às Vezes”, faixa do pai Luiz Chagas que a liga à sua origem orgânica e filosófica, a Vanguarda Paulista. E por isso o canto de Tulipa é único, sem ser estranho.

Álbuns: ‘Efêmera” (YB Music/2010) Tudo Tanto(Natura Musical/2012)

 

Memória: Demis Roussos

Demis Roussos, (Artemios Ventouris Roussos), (Alexandria, 15 de junho de 1946 – Atenas, 25 de janeiro de 2015)

Faleceu no último final de semana o cantor grego, nascido no Egito, Demis Roussos. Demis tinha 68 anos e a sua morte foi anunciada pela sua filha, após internação prolongada no no hospital Hygeia, em Atenas. Demis foi uma das caras da música pop europeia na década de 70, tendo vendido mais de 60 milhões de álbuns. Ou seja, se você tiver mais de 50 anos, com certeza cantou e dançou muitas músicas deste simpático grego. Inicialmente em parceria com Vangelis Papathanassiou no grupo Aphodite’s Child (1968) e depois em carreira solo, Demis certamente marcou a nossa adolescência com canções adocicadas, com um toque de rock progressivo, pegajosas e inesquecíveis. Seu primeiro sucesso foi Rain and tears, o primeiro single, que chegou ao topo das tabelas francesas, tornou a banda conhecidae fez de Demis Roussos, baixista e vocalista, ser reconhecido como um dos nomes pioneiros do rock progressivo. 666, o último registo do trio, lançado em 1972, álbum conceitual inspirado no Livro das Revelações, ficou para a História como um clássico do rock progressivo. Já em carreira solo Demis emplacou hits em sequência, começando com We shall dance, o primeiro single, editado em 1971, e depois por Forever and everGoodbye my love, goodbye. Nos anos 1970 a sua voz, a sua barba, as túnicas coloridas e as lantejoulas cobrindo o corpo obeso, (147 quilos) , formaram uma das imagens icônicas da década. Em 1975 teve cinco álbuns no top 10 [no Reino Unido] e ganhou o prêmio de melhor artista masculino, melhor single e melhor álbum. No Brasil, conseguiu lotar o estádio Maracanã com capacidade para 150.000 pessoas, no primeiro mega show internacional realizado no Brasil. Voltou  a colaborar  com Vangelis (na trilha sonora de Blade Runner  e na versão cantada de Momentos de Glória, editada em 1981 sob o título Race to the End). Demis, de 2009, foi o seu último álbum.

Discografia

  1. ” On the Greek Side of My Mind” –
  2. ” Forever And Ever ” – (1973);
  3. ” My Only Fascination ” –
  4. ” Auf Wiederseh’n ” –
  5. ” Souvenirs ” –
  6. ” Die Nacht und der Wein ” –
  7. ” Happy to Be ” –
  8. ” Kyrila ” –
  9. ” The Demis Roussos Magic ” –
  10. ” Ainsi Soit-il ” –
  11. ” Demis Roussos ” –
  12. ” Man of the World ” –
  13. ” Demis ” –
  14. ” Reflection ” –
  15. ” Senza Tempo ” –
  16. ” The Story of Demis Roussos ” –
  17. ” Come all ye Faithful ” –
  18. ” Le Grec ” –
  19. ” Voice and Vision ” –
  20. ” Insight ” – (1993)
  21. ” Demis Roussos in Holland ” –
  22. ” Immortel ” –
  23. ” Serenade ” –
  24. ” Mon îl ” –
  25. ” Auf meinen Wegen ” –
  26. ” Demis Roussos – Live in Brazil – 2006 “
  27. “Demis”- 2009

 

Os Incríveis Anos 70 – Capítulo 2 – Secos & Molhados

Corria o ano de 1973, aqui no Brasil, ditadura, censura, mas a música andava a mil. Embora fossem diversos os cantores e compositores que nos encantavam, faltava alguma coisa ousada, o paralelo nacional à androginia de David Bowie, com seu Ziggy Stardust ou um retorno ao modernismo dos Mutantes. De repente, uma bomba. Um cantor andrógino, para dizer o mínimo, semi nu, rebolando e cantando músicas que misturavam rock, vira , MPB com poesias de Cassiano Ricardo, Vinícius de Moraes, Oswald de Andrade, Fernando Pessoa, e João Apolinário e letras de um ousado compositor – João Ricardo. O sucesso não foi imediato. Lembro que comprei o meu LP, lançado por uma gravadora pequena, a Continental, logo após o lançamento. Meus amigos estranharam, mas eu adorei. Lá pelo final do ano, relançado pelo Fantástico, o grupo estourou – mais de 1 milhão de discos vendidos, esgotado em todas as lojas, com reprensagens de última hora. Sem dúvida um dos mais importantes discos da história da MPB, que nunca mais foi a mesma depois dos Secos & Molhados.

 

Os Incríveis anos 70 – CAPÍTULO I – Fábio Jr cantando em inglês

Estamos iniciando mais uma série – Os Incríveis Anos 70. Neste espaço vamos falar deste anos malucos, que se tornaram referência para quase tudo que conhecemos em matéria de música popular. Vamos contar algumas histórias da época e reviver algumas músicas que marcaram a época. Critério – nenhum. Preconceitos – poucos. Vamos falar de tudo que der vontade. Nossos leitores podem sugerir temas também.

No fim dos anos 70, Fábio Jr. ainda cantava em inglês e usava pseudônimos como Mark Davis

CAPÍTULO I : Quando Fábio Jr cantava e gravava em inglês

Vocês sabiam ou se lembram, que lá pelo meio da década de 70, puxada pela demanda das novelas da Globo e também da Tupi, que faziam muito sucesso com suas trilhas sonoras internacionais, muitos cantores brasileiros fizeram gravações de sucessos em inglês ? A história foi a seguinte: as trilhas de novela se utilizavam habitualmente de 12 faixas, que eram compiladas pela Som Livre ou pela K-Tel ou Continental, para serem lançadas em formato de LP. Acontece que muitas gravadoras não liberavam as gravações de seus artistas para serem usadas, ou cobravam muito caro por isto. Aí surgiu o jeitinho brasileiro – compor e cantar em inglês, e como disse Milton Nascimento, foi assim que muita gente boa botou o pé na profissão de tocar um instrumento ou de cantar. Vamos lembrar vários sucessos que marcaram esta fase nos próximos posts.

Iniciamos hoje com o ídolo Fábio Jr, que com 22 anos teve seu primeiro sucesso, gravando como Mark Davis. O sucesso : Don’t let me cry , inserido na trilha da novela Barba Azul, da TV Tupi.

Máquina do Tempo: Memphis Minnie

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Memphis Minnie (3 de junho de 1897– 6 de Agosto de 1973) foi uma cantora e compositora americana de blues.Violonista, fez sua carreira entre os anos 1920s e 1950s. Ela gravou cerca de 200 canções, entre elas “Bumble Bee”, “Nothing in Rambling”, e “Me and My Chauffeur Blues”. Ela foi notável, por fazer sucesso, naquela época,  em um gênero dominado por homens.

Ela começou tocando na rua durante sua adolescência, depois se juntou ao  Ringling Brothers Circus, onde permaneceu de  1916 a 1920. Naquela época, a combinação mulheres, whiskey, e cocaína tinha alta procura e ela ganhou dinheiro tocando, cantando e se prostituindo, o que não era incomum para as cantoras da época, porque apenas as performances artísticas não eram suficientes para seu sustento.

Em 1929, ela e se segundo marido Kansas Joe McCoy estavam tocando na rua, quando foram descobertos por um caça talentos da Columbia Records.Foram então gravar em Nova Iorqu, com o nome de ” Kansas Joe and Memphis Minnie”.  Em fevereiro de 1930 eles gravaram a cançaõ  “Bumble Bee”, que se tornou um sucesso (a própria Minnie, gravou cinco versões desta música) a dupla continuou gravando para o selo  Vocalion até agosto de 1934, quando passaram para a Decca.Eles se divorciaram em 1935. Em 1935 ela foi para Chicago e gravou para a Decca e Vocalion e excursionou diversas vezes pelo Sul dos EUA. Minnie continuou ativa até os anos 1950, quando sua saúde se deteriorou, tendo sofrido acidentes vascuares cerebrais que a incapacitaram em 1960, e finalmente em 1973, quando veio a falecer.

LEGADO:

Memphis Minnie é descrita como “a mais famosa e popular cantora de country blues de todos os tempos “. Big Bill Broonzy dizia que ela “segurava uma guitarra e cantava tão bem com qualquer homem que ele já houvesse escutador .MMinnie foi uma influência para cantoras como  Big Mama Thornton, Jo Ann Kelly e Erin Harpe. Ela foi indicada ao Blues Foundation’s Hall of Fame em 1980.

“Me and My Chauffeur Blues” foi regravado pelo Jefferson Airplane no seu álbum de estreia Jefferson Airplane Takes Off, e  “When the Levee Breaks”, uma canção de 1929, de Memphis Minnie and Kansas Joe McCoy foi gravada com versos e melodia ligeiramente modificados pelo Led Zeppelin em 1971 seu álbum IV.

Paylist: The Longest Mixtape – 1000 Songs For You

Inaugurando nossa nova sessão – Playlist, o nosso DJ hoje é especial. O músico canadense Caribou (Dan Snaith) divulgou recentemente o que ele chama de “A Mais Longa Mixtape”, uma coleção de mil músicas importantes para a sua carreira. A lista inclui faixas de nomes como Kanye West, Arthur Russell, Madvillain, The Zombies, Pusha T, Wire, Missy Elliott e muitos outros. Como ele recomenda, coloque no modo aleatório e curta este milhar de boas músicas:

Memória: Lincoln Olivetti

O maestro, compositor e produtor musical Lincoln Olivetti (Foto: Reprodução/Facebook)

Mais um que nos deixa precocemente. Morreu, com apenas 60 anos, de infarto fulminante, o músico e arranjador Lincoln Olivetti. Olivetti foi um verdadeiro midas da indústria fonográfica no final da década de 70 e início da década de 80. É impossível pensar em música brasileira comercial de qualidade, naquela época, sem falar em Lincoln. Segundo Ed Motta, em sua página no Facebook ,  Olivetti foi “o cara que formatou a música brasileira no padrão de disciplina gringo, na forma de compor, arranjar, tecnicamente em qualquer sentido etc”.

Realmente havia um padrão Olivetti, que longe de pasteurizar a música brasileira, como ele chegou a ser acusado, colocava-a em alto nível, para poder competir com qualquer arranjo, feito em qualquer lugar do mundo. E foi um rosário de sucessos: o primeiro foi com “Chega Mais”, de Rita Lee, em 1979, seguido, em 1980 , de “Lança Perfume” – considerada uma obra-prima na carreira de Rita. Olivetti também produziu e arranjou grandes sucessos de Gal Costa, como “Festa do Interior” e “Meu Bem Meu Mal”, Roberto Carlos em “Amor Perfeito”, Gilberto Gil em “Palco”, Zizi Possi em “Um Minuto Além”, Marina Lima em “Só Você” e Tim Maia em “Você e eu, eu e você”, “Acenda o Farol” e “Está difícil de esquecer”.

Qual era o segredo de Olivetti ? Ele foi  um dos pioneiros no Brasil a usar sintetizadores e elementos eletrônicos na música, e na virada dos anos 80, usou uma mistura  de música brasileira, com a  disco music e  amúsica negra american e assim praticamente criou o pop brasileiro.Garanto que você dançou muitas destas músicas, nestes arranjos inesquecíveis.

Também participou  como compositor ou intérprete, de trilhas sonoras de novelas de sucesso, como “Dancin’ days” (1978), “Baila comigo” (1981), na qual tocou o tema de abertura ao lado de Robson Jorge, “Mandala” (1987), “Feijão maravilha” (1979) e “Plumas e paetês” (1980). Lincoln trabalhou também com Emílio Santiago, Marcos Valle, Caetano Veloso, Maria Bethânia, Angela Rôrô, Sandra de Sá, Jorge Ben Jor, Fagner, Wando e Joana. Segundo o UOL : “Foi a fase em que arranjos suntuosos, com muito teclado e metais, tomaram conta das rádios, dando a Olivetti a fama de midas da música. Fora os arranjos irresistíveis para a pista, ainda hoje seu trabalho é citado como uma das melhores gravações do Brasil”. Fica aqui a homenagem do Vitrola.

Escute Lincoln tocando nas faixas abaixo e perceba a sua influência em vários dos sucessos citados:

Música do Dia: Ballad Of The Mighty I – Noel Gallagher

Está com saudades do Oasis? Escute a nova do Noel Gallager. A faixa conta com a colaboração do guitarrista Johnny Marr, que já tocou no The Smiths.

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