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Vitrola dos Sousa

Um pouco de música, bom gosto e família

mês

outubro 2014

As 100 Maiores Vozes da Música Brasileira: 91 a 100

Nova série no Vitrola. A Rolling Stone Brasil publicou, depois das 100 melhores vozes americanas, uma lista com as 100 Melhores Vozes Brasileiras. Como adoramos listas, vamos a elas. Publicaremos de 10 em 10 para o post não ficar muito grande.

 

100 -Ivete Sangalo

Ivete Maria Dias de Sangalo Cady

Nascida: Juazeiro, 27 de maio de 1972

Texto da Rolling Stone: Puxar horas e horas de música no Carnaval baiano é uma tarefa hercúlea que Ivete faz parecer simples. E tudo parece mais amplo ainda quando sua voz grave faz estádios inteiros a acompanhar em hits – como a frenética “Cadê Dalila” ou a balada “Se Eu Não Te Amasse Tanto Assim” – sem nunca ser ofuscada. A versatilidade vocal a fez extrapolar o rótulo de axé music – ela é, sim, a maior cantora pop do Brasil.

Álbuns de estúdio: 1999: Ivete Sangalo 2000: Beat Beleza 2002: Festa 2003: Clube Carnavalesco Inocentes em Progress 2005: As Super Novas 2009: Pode Entrar 2012: Real Fantasia

99 – Samuel Rosa

Samuel Rosa de Alvarenga

Nascido: Belo Horizonte, 15 de julho de 1966

Texto da Rolling Stone: À frente do Skank, Samuel Rosa ajudou a construir o legado de uma das mais importantes bandas do pop rock brasileiro. O mérito está na voz ensolarada e no entusiasmo com que leva suas composições aos palcos e aos discos. Rosa valoriza harmonias em pérolas pop sem precisar enveredar por outros terrenos vocais – ou utilizar recursos como o Auto-Tune – para soar moderno.

Álbuns de estúdio: 1993 Skank 1994 Calango 1996  Samba Poconé 1998 Siderado 2000 Maquinarama 2003 Cosmotron 2004 Radiola 2006 Carrossel 2008 Estandarte1 2014 Veloci

98 – Moraes Moreira

 

Antônio Carlos Moreira Pires

Nascido: Ituaçu, 8 de julho de 1947

Texto da Rolling Stone: Ouvir Moraes é perceber que o baiano percorre as notas quase que por instinto. A voz, torneada pelos anos acompanhando o violão, é versátil para ir do samba mais cadenciado ao xote rápido veloz e suado. Em reinvenção constante, ele representa o próprio público brasileiro: torto, miscigenado, mas de beleza única. Sua voz sem fricotes valorizou Acabou Chorare, clássico da música brasileira, lançamento de 1972.

Álbuns de estúdio: 1975 – Moraes Moreira (Som Livre) 1977 – Cara e Coração (Som Livre) 1978 – Alto Falante (Som Livre) 1979 – Lá vem o Brasil Descendo a Ladeira (Som Livre) 1980 – Bazar Brasileiro (Ariola)1981 – Moraes Moreira (Ariola) 1983 – Coisa Acesa (Ariola) 1983 – Pintando o Oito (Ariola) 1984 – Mancha de Dendê Não Sai (Ariola) 1985 – Tocando a Vida (CBS) 1986 – Mestiço é Isso (CBS) 1988 – República da Música (CBS) 1988 – Baiano Fala Cantando (CBS) 1990 – Moraes e Pepeu (Warner) 1991 – Cidadão (Sony) 1993 – Terreiro do Mundo (Polygram) 1993 – Tem um Pé no Pelô (Som Livre) 1994 – O Brasil tem Conserto (Polygram) 1995 – Moraes Moreira Acústico MTV (EMI-Odeon) 1996 – Estados (Virgin) 1997 – 50 Carnavais (Virgin) 1999 – 500 Sambas (Abril Music) 2000 – Bahião com H (Atração Fonográfica) 2003 – Meu Nome é Brasil (Universal)2005 – De Repente (Rob Digital) 2009 – A História dos Novos Baianos e Outros Versos (Biscoito Fino) 2012 – A Revolta dos Ritmos (Biscoito Fino)

97 – Lobão

João Luiz Woerdenbag Filho (Lobão)

Nascido: Rio de Janeiro, 11 de outubro de 1957

Texto da Rolling Stone :Figura essencial no rock brasileiro, Lobão deixou uma marca importante para a geração jovem dos anos 80, quando fundou a Blitz junto com Evandro Mesquita. Controverso, saiu em carreira solo no auge do grupo e colocou hits com sua voz rascante nas paradas de sucesso. Mesmo sem se destacar musicalmente nos últimos anos, Lobão jamais emudeceu e, polêmico, conquistou desafetos e ainda mais fãs.

Álbuns de estúdio:  1982 – Cena de Cinema (BMG) 1984 – Ronaldo foi pra Guerra (c/Os Ronaldos) (BMG) 1985 – Decadence avec Elegance (BMG) 1986 – O Rock Errrou (BMG) 1987 – Vida Bandida (BMG) 1988 – Cuidado ! (BMG) 1989 – Sob o Sol de Parador (BMG) 1991 – O Inferno é Fogo (BMG) 1995 – Nostalgia da Modernidade (Virgin) 1998 – Noite (MCA) 1999 – A Vida é Doce (Universo Paralelo) 2005 – Canções Dentro da Noite Escura (Universo Paralelo) 2007- Acústico MTV (BMG) 2010- 50 Anos a Mil (Das Tripas, Coração/Song For Sampa) (Universo Paralelo) 2011 – Agora é Tarde (Single) (Universo Paralelo) 2012 – Ação Fantasmagórica à Distância(Demo) (Universo Paralelo) 2013 – Eu Não Vou Deixar (Single) (Universo Paralelo) 2014 – Marcha dos Infames (Single) (Universo Paralelo)

96 – Lúcio Alves

Lúcio Ciribelli Alves

Nascido: Cataguases, 28 de janeiro de 1927 — Rio de Janeiro, 3 de agosto de 1993

Texto da Rolling Stone :Gentil, suave, flutuante: a voz de Lúcio Alves possibilita uma viagem no tempo, quando o Rio de Janeiro era o melhor lugar do mundo para se viver e a bossa nova era a sua trilha sonora. Assim como Johnny Alf e Dick Farney, Alves foi um produto da cena noturna carioca. Como eles, também foi figura de transição, dando uma aula aos alunos da bossa de como cantar de uma forma mais natural e intuitiva.

Álbuns de estúdio:  1957 – Serestas (Mocambo) 1959 Lúcio Alves, sua oz íntima, sua Bossa Nova, interpretando Sambas em 3-D (Odeon)  1960 – A noite do meu Bem (Odeon) 1961 – A Bossa é nossa (Philips)  1961 – Cantando depois do sol (Philips) 1961 – Bossa Nova mesmo (Philips) 1962 – Tio Samba – Música americana em Bossa Nova (Philps) 1963 – Balançamba (Elenco) 1964 – Bossa Session (Elenco) 1974 – MPB ao vivo 1975 – Lúcio Alves (RCA Victor) 1978 – Dóris Monteiro e Lúcio Alves no Projeto Pixinguinha (Coronado/EMI-Odeon) 1986 – Romântico (Inverno & Verão) 1988 – Há sempre um Nome de Mulher 2000 – No Palco! (Intercd)

95 – Seu Jorge

Jorge Mário da Silva

Nascido: Belford Roxo, 8 de junho de 1970

Texto da Rolling Stone :O carioca Seu Jorge é dono da voz que representa a cara da música negra brasileira contemporânea. Seu som sintetiza estilos pulsantes. Há espaço para samba, funk, rap, samba-rock, soul e muito mais, com um registro vocal rouco e cheio de gingado, que transmite simpatia, balanço e esperteza. Se é música para curtir e balançar, procure a voz de Seu Jorge, que tudo vai dar certo

Álbuns de estúdio: 2001 – Samba Esporte Fino 2004 – Cru  2005 – The Life Aquatic Studio Sessions  2007 – América Brasil  2010 – Seu Jorge e Almaz  2011 – Músicas para Churrasco, Vol. 1

94 – Fafá de Belém

Maria de Fátima Palha de Figueiredo

Nascida: Belém, 9 de agosto de 1956

Texto da Rolling StoneO sorriso largo chama a atenção, mas não tanto quanto o cantar grave e potente de Fafá. Abraçando as raízes do Norte em diversos momentos da carreira, ela não se limitou, porém, a regionalismos. Ainda menor de idade, começou a viajar para cantar. Quando, em 1975, teve incluída na trilha de Gabriela a música “Filho da Bahia” (de Walter Queiroz, redescoberta hoje graças ao remake da novela) foi ouvida em nível nacional. O primeiro disco só viria no ano seguinte.

Álbuns de estúdio: 1976 – Tamba Tajá 1977 – Água 1978 – Banho de Cheiro 1979 – Estrela Radiante 1980 – Crença 1982 – Essencial 1983 – Fafá de Belém 1985 – Aprendizes da Esperança 1986 – Atrevida 1987 – Grandes Amores 1988 – Sozinha 1989 – Fafá  1990 – Fafá (espanhol) 1991 – Doces Palavras  1992 – Meu Fado 1993 – Do Fundo do Meu Coração’ 1994 – “Cantiga para ninar meu namorado” 1996 – Pássaro Sonhador  1998 – Coração Brasileiro 2000 – Maria de Fátima Palha de Figueiredo 2002 – Fafá de Belém do Pará – O canto das águas 2005 – Tanto mar – Fafá de Belém canta Chico Buarque

93 – João Gordo

João Francisco Benedan

Nascido: São Paulo, 13 de março de 1964

Texto da Rolling Stone:Ruidoso tal qual o tamanho do seu corpanzil, João Gordo explora os gritos guturais para levar sua mensagem. Grunhe como se toda a sua indignação passasse pelas cordas vocais e, através delas, ganhasse potência com tanta raiva acumulada e distorcida pela sua boca. Com o Ratos de Porão, Gordo se estabeleceu como uma das principais vozes do punk dos anos 80. É grave e densa, como se levasse toda a sujeira à tona – vinda diretamente dos esgotos.

Álbuns de estúdio:  1984 Crucificados pelo Sistema (LP Punk Rock Discos, Devil Discos) 1986 Descanse em Paz (LP, Baratos Afins) 1987 Cada Dia Mais Sujo e Agressivo (LP,  Cogumelo Discos) 1987 Dirty And Aggressive (LP,  Cogumelo Discos) 1989 Brasil (versões em português e inglês) (LP,  Gravadora Eldorado/Roadracer Records) 1991 Anarkophobia (versões em português e inglês) (LP, Gravadora Eldorado/Roadracer Records) 1993 Just Another Crime in… Massacreland (LP/CD,  Roadrunner Records) 1995 Feijoada Acidente? (Brasil e Internacional) (CD, Roadrunner Records) 1997 Carniceria Tropical (CD, Paradoxx Music/Alternative Tentacles) 2000 Guerra Civil Canibal (EP, Pecúlio Discos/Monstro Discos/Alternative Tentacles) 2001 Sistemados pelo Crucifa (CD,  Pecúlio Discos/Alternative Tentacles) 2003 Onisciente Coletivo (CD/LP, Century Media/Alternative Tentacles) 2006 Homem Inimigo do Homem (CD/LP,  Deckdisc) 2010 Ratos de Porão & Looking for an Answer (CD/LP split,  Beat Generation/Peculio Discos/Six Weeks) 2014 Século Sinistro

92 – Vanusa

Vanusa Santos Flores

Nascida: Cruzeiro, 22 de setembro de 1947

Texto da Rolling Stone: Não se engane: Vanusa não é piada pronta, mas sim uma das mais subestimadas cantoras da nossa música. O problema é que ela começou na era da jovem guarda, um movimento que nunca ganhou muito respeito por parte da crítica. A voz única, expressiva e com dicção perfeita, realmente desabrochou na década de 70, quando passou a interpretar canções mais “adultas”. Atualmente, os discos antigos de Vanusa são um vasto oceano de maravilhas a serem redescobertas.

Álbuns de estúdio: 1968 – Vanusa – álbum 1 1969 – Vanusa – álbum 2 1971 – Vanusa – álbum 3 1973 – Vanusa – álbum 4 1974 – Vanusa – álbum 5 1975 – Amigos Novos e Antigos 1977 – Trinta Anos 1977 – Cinderela 77 – Participação na trilha sonora da novela Cinderela 77 1979 – Viva Vanusa 1980 – Vanusa – álbum 6 1981 – Vanusa – álbum 7 1982 – Primeira Estrela 1985 – Vanusa – álbum 8 1986 – Mudanças 1988 – Cheiro de Luz 1991 – Viva Paixão 1994 – Hino ao Amor 1997 – A Arte do Espetáculo 2004 – Diferente 2013 – Estrada de Bênçãos

91 – Ivan Lins

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Ivan Guimarães Lins

Nascido: Rio de Janeiro, 16 de junho de 1945

Texto da Rolling Stone: O cantor e compositor surgiu para o grande público quando defendeu “O Amor É Meu País”, que foi premiada com o segundo lugar no FIC de 1970. A princípio, os puristas da MPB não o entendiam e torceram o nariz para a sua forma de cantar “gritada”, influenciada pela soul music. Conforme mudou o repertório, a voz também foi sendo lapidada com o passar do tempo – ficou mais gentil e com cadências jazzísticas, mas sem perder uma deliciosa brasilidade.

Álbuns de estúdio: 2012- Amorágio 2010- Íntimo 2009- Ivan Lins e The Metropole Orchestra 2008- Saudades de Casa (CD e DVD) – Warner Music Brasil 2006- Acariocando – EMI 2004- Cantando Histórias (CD e DVD) – ao vivo – EMI 2003- Ensaio [TV Cultura] 2002- Rio Underground – Ivan Lins E Romero Lubambo 2002- Love Songs- A Quem Me Faz Feliz – Abril Music 2001- Jobiniando – Abril Music 2000- A Love Affair [The Music Of Ivan Lins] 2000- A Cor do Pôr do Sol – Abril Music 1999- Um Novo Tempo -Abril Music 1999- Dois Córregos – partes 1 e 2 1997- Viva Noel[Tributo A Noel Rosa]Vol 1 a 3 – Velas 1995- The Heart Speaks – Ivan Lins e Terence Blanchard 1995- A Doce Presença de Ivan Lins – Velas 1995- Anjo de Mim – Velas 1993- Awa Yiô – Velas 1989- Amar Assim – Philips/ Polygram 1988- Two Brazilian Knights And A Lady 1988- Love Dance – WEA 1987- Mãos – Philips/ Polygram 1986- Harlequin – Ivan Lins Lee Ritenour and Dave Grusin 1986- 1986 – Philips/ Polygram 1984- Encuentro 1984- Juntos – Philips/ Polygram 1983- Depois dos Temporais – Philips/ Polygram1981- Daquilo Que Eu Sei – Philips/ Polygram 1980- Novo Tempo – EMI 1979- A Noite – EMI 1978- Nos Dias de Hoje – EMI 1977- Somos Todos Iguais Nesta Noite – EMI 1975- Chama Acesa – Sony Music/ RCA Victor 1974- Modo Livre – Sony Music/ RCA Victor 1972- Quem Sou Eu? – Philips/Phonogram 1971- Deixa O Trem Seguir – Philips/Forma 1970- Agora – Philips/Forma

Na Hora de Dormir: Cage The Elephant – Come A Little Closer

Hoje fomos dormir ao som do Cage the Elephant. Boa noite !

Máquina do Tempo: Bessie Smith

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Há muito tempo nossa Máquina do Tempo estava parada, em suas atualizações. Neste final de semana andei escutando um pouco das gravações de Bessie, e senti que era hora de incluí-la em nossa galeria.

Bessie Smith nasceu noTennessee , em Chattanooga, no dia 15 de Abril de 1894, portanto uma ariana. Começou a cantar muito jovem e em 1923 assinou um contrato com a Columbia Records. Cabe lembrar que o extremo racismo da época,  fazia com que os artistas negros fossem praticamente desconhecidos da população branca. Ainda assim, ela logo figurava entre as artistas negras mais bem pagas de seu tempo.Bessie emplacou dezenas de hits, entre eles  e durante sua carreira trabalhou com grandes astros do jazz, como o saxophonista Sidney Bechet e o pianista Fletcher Henderson, além de James P. Johnson. Com Johnson, ela gravou uma de suas mais famosas canções, “Backwater Blues.” Também Louis Armstrong gravou com Bessie, em faixas como “Cold in Hand Blues” e “I Ain’t Gonna Play No Second Fiddle.” Por tudo isto ela recebeu no fianl dos anos 1920 o título de “Empress of the Blues.” No final dos anos 1920s, sua carreira entrou em declínio, tanto pela Grande Depressão econômica , como pela sua batalha contra o alcoolismo. Na segunda metade da década de 1930, época do swing, ela continuou a fazer apresentações e a gravar discos. Houve um renascimento do interesse por sua carreira. Infelizmente, Bessie faleceu em um acidente automobilístico em Clarksdale, Mississippi no dia 6 de setembro de 1937, aos 43 anos.

O trágico, além da morte de Bessie, é que mesmo sendo uma artista nacionalmente reconhecida, ela não foi atendida em um hospital, no dia do seu acidente, porque tratava-se de um hospital apenas de brancos. Bessie influenciou diversos artistas que admiramos hoje como Billie Holliday, Aretha Franklin e Janis Joplin e assim retomou seu eterno título de a Imperatriz do Blues.

 

 

Memória: The Crusaders

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JOE SAMPLE (Joseph LeslieJoeSample (01/02/1939 – 12/09/ 2014)

Wayne Maurice Henderson (24/09/1939 – 05/04/2014)

Este, a pedido do nosso amigo Carlinhos, era para ser um post sobre o falecimento de Joe Sampler, ocorrido no último dia 12/09, mas optamos por fazer o obituário dos próprios Crusaders, já que há alguns meses atrás faleceu também Wayne Henderson.

O The Crusaders era um grupo muito popular no início dos anos setenta por misturar jazz, pop e soul. Criado nos anos sessenta como The Jazz Crusaders, em 1971 passou a se chamar apenas  The Crusaders. Inicialmente era formado por Joe Sample (piano), Stix Hooper (baterias), Wilton Felder (saxofone), and Wayne Henderson (trombone). Por esta época eles introduziram um guitarrista : Larry Carlton e um baixista : Robert Pops Popwell. Com estas mudanças veio o sucesso comercial – como a sua parceria com Randy Crawford : Street Life, que fez bastante sucesso comercial. O sucesso perdurou ao longo dos anos oitenta, mas logo o grupo começou a se desmanchar – Henderson saiu em 1975 e Hooper em 1983. A saída destes membros fundadores não impediu que, com Sampler e Felder, mantivessem o conjunto, e ainda alcançassem mais um grande sucesso: Healing the Wounds. O álbum chegou ao  No. 1 na parada de Top Contemporary Jazz e ao No. 174  no Top 200 da Billboard.  A partir dai Sample deu prioridade a sua carreira solo. Em 2003 os membros fundadores: Sample, Felder e Hooper lançaram : Rural Renewal, tendo como convidados especiais Ray Parker Jr.  e  Eric Clapton. Houve mais uma reunião de Henderson, Felder e Sample para uma turnê em 2010. Neste ano de 2014 perdemos dois dos fundadores dos Crusaders: Henderson faleceu no dia 05/04 e Joe Sample no último dia 12/09.

Joe Sample merece um parágrafo especial. Nos anos 1980s, ele partiu para uma carreira solo de sucessol , além de gravar com inúmeros outros artistas: Miles Davis, George Benson, Jimmy Witherspoon, B. B. King, Eric Clapton, Steely Dan, e The Supremes. Sample fazia juz ao seu nome, um verdadeiro sampler man , exibindo uma deliciosa mistura de  jazz, gospel, blues,música latina e clássica.

 

DISCOGRAFIA:

Álbuns como The Jazz Crusaders

Ano Título Tipo Selo Identif.
1961 Freedom Sound Studio Pacific Jazz ST-27
1962 Lookin’ Ahead Studio Pacific Jazz ST-43
1962 The Jazz Crusaders at the Lighthouse Live Pacific Jazz ST-57
1963 Tough Talk Studio Pacific Jazz ST-68
1963 Heat Wave Studio Pacific Jazz ST-76
1963 Jazz Waltz (w. Les McCann) Studio Pacific Jazz ST-81
1964 Stretchin’ Out Studio Pacific Jazz ST-83
1965 The Thing Studio Pacific Jazz ST-87
1965 Chile Con Soul Studio Pacific Jazz ST-20092
1966 Live at the Lighthouse ’66 Live Pacific Jazz ST-20098
1966 Talk That Talk Studio Pacific Jazz ST-20106
1966 The Festival Album Live Pacific Jazz ST-20115
1967 Uh Huh Studio Pacific Jazz ST-20124
1968 Lighthouse ’68 Live Pacific Jazz ST-20131
1968 Powerhouse Studio Pacific Jazz ST-20136
1969 Lighthouse ’69 Live Pacific Jazz ST-20165
1970 Give Peace a Chance Studio Liberty LST-11005
1970 Old Socks, New Shoes Studio Chisa CS-804

Coletâneas como The Jazz Crusaders

Ano Título Selo Identif
1969 The Best of the Jazz Crusaders World Pacific ST-20175
1973 Tough Talk Blue Note BN-LA170-G2
1975 The Young Rabbits Blue Note BN-LA530-H2
1980 Live Sides Blue Note LT-1046
1993 The Best Of Pacific Jazz CDP 077778928324
2005 The Pacific Jazz Quintet Studio Sessions Mosaic MD6-230

Álbuns como The Crusaders

Ano Título Tipo Selo Identif.
1971 Pass the Plate Studio Chisa CS-813
1972 Hollywood Studio MoWest MW-118L
1972 1 Studio Blue Thumb BTS-6001
1973 The 2nd Crusade Studio Blue Thumb BTS-7000
1973 Unsung Heroes Studio Blue Thumb BTS-6007
1974 Scratch Live Blue Thumb BTS-6010
1974 Southern Comfort Studio Blue Thumb BTSY-9002
1975 Chain Reaction Studio Blue Thumb BTSD-6022
1976 Those Southern Knights Studio Blue Thumb BTSD-6024
1977 Free as the Wind Studio Blue Thumb BT-6029
1978 Images Studio Blue Thumb BA-6030
1979 Street Life Studio MCA
1980 Rhapsody and Blues Studio MCA MCAD-1662
1981 Ongaku Kai – Live in Japan Live Crusaders CRP-16002
1981 Standing Tall Studio MCA 5254
1982 Royal Jam Live MCA 2-9017
1984 Ghetto Blaster Studio MCA
1986 The Good and the Bad Times Studio MCA 5781
1988 Life in the Modern World Studio MCA 42168
1991 Healing the Wounds Studio GRP GRD-9638
2003 Rural Renewal Studio PRA/Verve
2004 Live in Japan 2003 (only released in Japan) Live PRA VACM-1252

Coletâneas como The Crusaders

Year Title Label Label-Nr
1973 At Their Best Motown M-796V1
1976 The Best of the Crusaders ABC Blue Thumb BTSY-6027
1987 The Vocal Album MCA 42057
1988 Sample a Decade Connoisseur VSOP-LP131 (UK)
1990 16 Original World Hits MCA 2292-56787-2 LZ (Germany)
1992 The Golden Years GRP GRD-3-5007
1994 Best of Best MCA MVCZ-15020 (Japan)
1994 And Beyond… Music Collection MCCD-163 (UK)
1994 Best Pickwick PWKS-4231 (UK)
1995 The Ultimate Compilation Nectar NTRCD035 (UK)
1995 The Greatest Crusade Calibre CLBCD-5501 (UK)
1995 The Ultimate Castle CCS-CD-420 (UK)
1995 Soul Shadows Connoisseur VSOP-CD-212 (UK)
1996 The Best of the Crusaders MCA MCBD-19528 (UK)
1996 Way Back Home Blue Thumb BTD-4-700
1998 Priceless Jazz Collection GRP GRD-9892
2000 The Crusaders’ Finest Hour Verve 314-543-762-2 (US) / 543762-2 (Germany)
2003 Groove Crusade Blue Thumb 0731458994428 (UK)
2007 Gold Hip-O / Verve B0008268-02

Álbuns como The Jazz Crusaders (Wayne Henderson & Wilton Felder)

Ano Título Tipo Selo Ident.
1995 Happy Again Studio Sin-Drome 9950322
1996 Louisiana Hot Sauce Studio Sin-Drome SD-8924
1998 Breakin’ Da Rulz! Studio Indigo Blue 4634170792
2000 Power of Our Music – The Endangered SpeciesCookin’ Live, Wild In South Africa Live Indigo Blue 1144790972
2003 Soul Axess Studio True Life Jazz
2006 Alive in South Africa Live (Reissue) True Life Jazz

 

Joe Sample Solo

Título Ano Selo
Fancy Dance 1969 Gazell
Rainbow Seeker 1978 Blue Thumb
Carmel 1979 Blue Thumb
Voices in the Rain 1980 MCA Jazz
Swing Street Cafe (with David T. Walker) 1981 MCA Jazz
The Hunter 1982 MCA Jazz
Roles 1983 MCA Jazz
Oasis 1985 MCA Jazz
Spellbound 1989 Warner Bros.
Ashes To Ashes 1990 Warner Bros.
Invitation 1993 Warner Bros.
Did You Feel That? 1994 Warner Bros.
Old Places Old Faces 1996 Warner Bros.
Sample This 1997 Warner Bros.
The Song Lives On (with Lalah Hathaway) 1999 GRP
The Pecan Tree 2002 Verve
Soul Shadows 2004 Verve
Creole Love Call (with Nils Landgren) 2006 ACT music
Feeling Good (with Randy Crawford & Steve Gadd) 2007 PRA
No Regrets (with Randy Crawford & Steve Gadd) 2008 PRA
Children Of The Sun (with NDR Bigband & Steve Gadd) 2012 PRA
Live (With Randy Crawford, Steve Gadd & Nicolas Sample) 2012 PRA

 

 

 

Crítica: Queens Of The Stone Age – Espaço das Américas – São Paulo

4_estrelas

O Vitrola nunca perde um bom show, seja ele de Rock, Pop ou MPB. Na quinta-feira passada estivemos na 1ª apresentação solo do Queens of The Stone Age em São Paulo, que aconteceu no Espaço das Américas.

A casa cheia, o calor insuportável (o Espaço é grande, mas fechado), o ar condicionado incompetente e os telões desligados (para o desespero de baixinhos e baixinhas como eu) não impediram Josh Homme e sua turma de entregar talvez um dos melhores shows de rock da atualidade.

josh homme

O talento do QOTSA foi, por muito tempo, ignorado pelas grandes mídias (como ocorre com muitos bons artistas e bandas sem apoio de grandes gravadoreas), já que o grupo californiano está na estrada desde 1996. Sua primeira aparição no Brasil, lá no Rock in Rio de 2001, só chamou a atenção porque o baixista Nick Oliveri resolveu subir ao palco com somente o instrumento musical escondendo sua região genital. Depois disto o QOTSA explodiu em nossos ouvidos (e me incluo nesta turma) com o hit “No One Knows”, com a participação do vocalista do Foo Fighters (e ex-baterista do Nirvana), Dave Grohl, assumindo o som raivoso de sua bateria. A partir dai a banda vem encarando uma crescente e consistente decolada na sua carreira, lançando álbuns que mostram que, apesar de todas as previsões, o rock ainda não morreu. Pelo menos não se depender de Josh e o QOTSA. A energia e a paixão que o vocalista e sua banda carregam pelo rock ficou clara aos olhos de quem compareceu ao Espaço das Américas no dia 25 de setembro de 2014. Fãs hipnotizados cantavam, aos plenos pulmões, todos os clássicos de todos os álbuns da banda. Para quem foi conhecer um pouco do trabalho dos caras, o espanto era nítido com tamanha conexão com a plateia: “A galera é frenética com eles mesmo né?”, disse uma das pessoas que estava ao meu lado. A minha vontade foi de responder: “Amigo, você não sabia o que estava perdendo até hoje”.

Confesso que não consegui ver o cabelo ruivo de Josh Homme, ou os solos estridentes de bateria de Jon Theodore, nem mesmo quando eu resolvia saltar junto com os milhares de fãs que estavam tão em transe quanto eu. O negócio é que eu não precisei disto para sentir que estava tendo o prazer de ouvir, a poucos metros de mim, a melhor banda de rock da atualidade. Dentre todos os grandes sucessos que foram tocados, como as clássicas “No One Knows”, “Make It Wit Chu”, “Feel Good Hit Of The Summer” (que encabeçou um coro insano de seu refrão), “Little Sister”, “Mexicola” (que foi tocada a pedido dos fãs) e “Sick Sick Sick”, a música que foi o destaque do meu show foi a belíssima “The Vampyre Of Time And Memory”: sem dúvidas a mais bela balada de rock já feita desde a morte do grunge, lá nos anos 90.

Consegui tirar três belas lições da minha experiência ao ver o show solo do QOTSA na última quinta-feira:
1- Josh e sua turma são a maior banda de Rock da atualidade. O rock ali é de verdade, agressivo, suave, melódico, sexy, dançante e tudo isso ao mesmo tempo.
2- O Espaço das Américas precisa rever a força de seu ar-condicionado (e as regras sobre ligar ou desligar o telão).
3- Não conseguir ver o palco não é uma condição definitiva para curtir o show ou não. Josh me mostrou que era possível ser cega e ainda sentir toda a vibe deixada por ele ali.

Que o Queens Of The Stone Age volte rápido para outro show, e se você perdeu essa oportunidade não seja distraído o suficiente para deixar passar esta chance novamente.

O setlist:
You Think I Ain’t Worth a Dollar, but I Feel Like a Millionaire
No One Knows
My God Is the Sun
Smooth Sailing
Monsters in the Parasol
I’m Designer
I Sat by the Ocean
…Like Clockwork
Feel Good Hit of the Summer
(with “Never Let Me Down Again”… more)
The Lost Art of Keeping a Secret
If I Had a Tail
Little Sister
Fairweather Friends
Make It Wit Chu
I Appear Missing
Sick, Sick, Sick
Mexicola
Go With the Flow
Bis
The Vampyre of Time and Memory
Do It Again
A Song for the Dead

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