Os Melhores de 2013: # 33. The Civil Wars: The Civil Wars

The Civil Wars é o segundo álbum de estúdio e homónimo da banda norte-americana  The Civil Wars, lançado a 10 de Setembro de 2013 através da Capitol Nashville. Conta com a participação dos artistas Miranda Lambert e Eric Church. A sua promoção foi antecedida pelo primeiro single, “Little Bit of Everything”, editado a 14 de Maio de 2013. O disco estreou na primeira posição da Billboard 200 dos Estados Unidos com 98 mil cópias vendidas. Mais uma bela coleção de canções melódicas, pop com pitadas de country. Bela combinação de Joy Williams e John Paul White.

Os Melhores de 2013: # 34. Vanessa Moreno & Fi Maróstica: Vem Ver

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Um baixo, uma voz bonita, músicas marcantes e um clássico da MPB. Simples assim Vanessa Morena e Fi Maróstica. Ela é voz, percussão e violão. Ele é baixo elétrico, baixo acústico, percussão e voz. Juntos são ganhadores dos prêmios de Melhor Intérprete (Vanessa) e Melhor Instrumentista (Filipe) no Festival Botucanto, no ano de 2010 – quando se formaram.A dupla acaba de lançou seu primeiro disco Vem Ver onde interpreta composições próprias e releituras de outros artistas. Uma delas é Conversa de Botequim, um clássico de Noel Rosa e Vadico, outra Expresso 2222 – vem ver , você vai gostar.

 

Os Melhores de 2013:# 35. J.Cole – Born Sinner

Born Sinner é o segundo álbum de estúdio do rapper norte-americano J. Cole, lançado a 10 de Setembro de 2013 através da Dreamville, Roc Nation e Columbia Records. Conta com a participação dos artistas Miguel, Kendrick Lamar, TLC, 50 Cent, entre outros. O disco alcançou a primeira posição da Billboard 200 dos Estados Unidos com 98 mil cópias vendidas, após três semanas no segundo lugar e mais de 439 mil unidades vendidas no total. Mais uma prova de há bom rap por aí.

As versão ai em baixo vãoi legendadas, para facilitar a compreensão:

Os Melhores de 2013: # 36. Thiago França: Malagueta, Perú e Bacanaço

Malagueta, Perus E Bacanaço

O músico Thiago França lançou o álbum Malagueta, Perus e Bacanaço, uma homenagem aos 50 anos de lançamento do livro homônimo do escritor paulistano João Antônio. João Antônio, foi jornalista, redator publicitário e escritor paulistano que andava meio esquecido até a Cosac Naify resolver republicar suas obras completas. João foi um dos grandes nomes da fase de ouro da revista Realidade, iniciativa da editora Abril em meados dos anos 1960, que se inspirava no jornalismo literário de expoentes como Truman Capote, Norman Mailer e Gay Talese. O conto “Malagueta, Perus e Bacanaço” talvez seja o maior exemplo da qualidade da prosa literária de João Antônio, para a qual Thiago França presta aqui a sua reverência.O disco contou com várias participações: Kiko Dinucci, Ogi, Juçara Marçal, Daniel Ganjaman, Maurício Pereira, Romulo Fróes Rodrigo Campos e Marcelo Cabral. Passemos ao disco, que tem duas pernas: o conto e o samba. Thiago França faz um intervalo na linha mais experimental adotada em trabalhos como o Sambanzo, o Marginals e o Metá Metá.  Dá pra dizer que é samba instrumental, ainda que não fique só nisso e sem querer dizer que isso seja pouca coisa. De todo modo, é um disco mais convencional. Três das onze faixas têm letras cantadas pelos parceiros habituais, há espaço para um ou outro improviso, algo que lembra o free jazz, uma frase aqui outra ali, além de um bolero em homenagem à personagem coadjuvante Marli, que “fazia a vida num puteiro da rua das Palmeiras”. A presença do saxofone é marcante, mas não é autoritária e concorda com a visão peculiar que Thiago mostra ter do instrumento. (FITA BRUTA). Não sei definir bem o que este belohorizontino/paulistano quis dizer com este disco, mas qu é bom é.

Os Melhores de 2013: # 37. Yancey Boys : Sunset Blvd

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Sunset Blvd. é o CD de estreia do duo de hip hop, de Detrit, Yancey Boys (Illa J and Frank Nitt), lançado em outubro de 2013 .Com a colaboração de vários stars do hip hop o Yancey mostra que ainda é possível fazer um hip hop melódico e agradável. Boa surpresa.

Os Melhores de 2013: # 38. Alexandre Klinke: Terreiro

Alexandre Klinke nasceu em São Paulo, mas mora há vários anos no Canadá. Numa conversa recente que tivemos, ele comentou: “Um dia eu volto. Por enquanto, estou aqui, compondo, gravando e sobrevivendo ao inverno rigoroso”.Talvez a distância dê o toque de saudade no seu trabalho, mas de uma forma muito especial. Não é apenas aquela saudade de quem sofre. Existe um sentimento aconchegante (até libertador) em cantar sua terra, em chegar ao esperado destino somente com música.Klinke tocou mais de dez instrumentos em ‘Terreiro’. Compôs belos versos, carregou acordes com uma força espantosa e soube inventar onde coube invenção. Um play e ele leva seu ouvinte para o coração do Brasil, não importa onde os dois estejam.  (Melhores da MPB) Vale a pena conhecer

Os Melhores de 2013: # 39.Valerie June: Pushin’ Against the Stone

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Pushin’ Against a Stone é o quarto álbum da americana Valerie June, lançado em agosto de  2013. Bastante da tradição da música americana, que mescla h blues, soul, country, string-band folk e gospel”, muito bom

 

Homenagem: Johnny Alf

Johnny Alf

Alfredo José da Silva
19/5/1929 Rio de Janeiro, RJ
4/3/2010 Santo André, SP

 

Nesta segunda-feira dia 19, Johnny Alf estaria completando 85 anos. O dia já quase terminou, mas nunca é tarde para a gente se lembrar de um dos gigantes da MPB. Johnny era filho de um cabo do exército, e começou a estudar piano aos 9 anos. Aos 14 anos formou o seu primeiro conjunto, e logo a seguir  fundou um clube para intercâmbio de música brasileira e música norte-americana, com audições semanais, saraus, audições de discos novos, filmes, shows e debates, entre outras atividades. Quando o pianista e cantor Dick Farney retornou dos EUA em 1949, ficou sabendo do clube no IBEU e se tornou sócio. A partir de então, o clube passou a se chamar Sinatra-Farney Fã Club. Outros músicos eram sócios do clube, entre eles João Donato, Paulo Moura, Nora Ney, Doris Monteiro, Bebeto Castilho, Tom Jobim e Luiz Bonfá. Como vocês podem reparar, estavam junto com Johnny quase todo o embrião da bossa nova. A partir dai a carreira de Johnny caminhou paralela a dos outros astros da bossa-nova. Acredito mesmo, que Johnny tenha sido a voz mais marcante da bossa-nova. Eu era ainda criança na década de 1970, mas sempre parava para escutar Johnny. Uma voz suave, marcante e inesquecível. Lembramos dele hoje e fizemos questão de dividir com vocês.

 

Crítica: Elis Regina, a Musical – Teatro Alfa – São Paulo – 18/05/2014

“E quando passarem a limpo

E quando cortarem os laços

E quando soltarem os cintos

Façam a festa por mim.”

                     – Aos Nossos Filhos (Ivan Lins)

 

5 estrelas

Confesso que ir ao teatro nunca foi o meu forte (sim, sou daquelas que prefere assistir a uma boa série de TV, ou ler um bom livro, ou ir a um bom show do que ver uma peça), mas musicais são das poucas coisas que realmente me chamam a atenção. Eu me lembro direitinho da primeira vez que fui a Broadway, lá em 2009, no auge dos meus 23 anos, e fiquei embasbacada com toda a produção musical e de figurino, e com a qualidade e técnica dos atores/dançarinos/músicos. Já falei inclusive aqui no blog sobre a minha admiração pelo musical Chicago, e pensei que seria uma pena não ver nada de tanta qualidade no meu país. Mas que bom que a vida serve para nos enganar, não é mesmo?

Eu já tinha ficado impressionada com a qualidade do musical da Família Addams, que fui no ano de 2012, aqui mesmo em São Paulo. As coreografias bem executadas, as letras bem traduzidas, foi realmente divertido, mas ainda pensei que a boa apresentação era mérito da peça ser uma mera franquia da versão americana: “Eles não devem deixar o nível cair“, eu pensei. E errei de novo.

elis_a_musical

Quando decidi ir ao musical dedicado a Elis Regina, com texto de Nelson Motta e direção de Dennis Carvalho, eu confesso novamente que foi mais porque, logo após a morte de Jair Rodrigues, a Rede Globo mostrou algumas cenas da peça e atiçou minha curiosidade. Não foi nada programado. Foi algo como: vi-desejei-comprei. E, como fui sem expectativas, me surpreendi novamente. Apesar do Teatro Alfa não ser lá essas coisas (e eu ter minha visão completamente prejudicada pelo local em que consegui ingressos de última hora), o espetáculo não foi pior por nada disso. “Elis, a musical” é um show de cores, figurinos fieis e bem pensados, coreografias belas e criativas e vozes surpreendentes. Eu sempre gostei de Elis Regina, mas nunca fui uma fã incondicional, e conhecer detalhes íntimos da sua história que não acompanhei (especialmente porque ela morreu quatro anos antes de eu nascer) só me fez gostar ainda mais do que eu já sabia. Entender sua briga com o cartunista Henfil, seu caótico casamento com Ronaldo Bôscoli, sua admiração por Milton Nascimento e sua proximidade com a esquerda política no país (com direito a uma cutucada na plateia, provavelmente, anti-PT, ao deixar claro que Elis admirava as ideologias de Lula e do partido, que -pasmem- ela se afiliou em 1981) foi especial não só para mim (que pouco conhecia destes bastidores), mas para uma grande parte da plateia que conhecia somente a Elis cantora. A cena final, com uma delicada menção a sua morte e uma interpretação emocionada de “Aos Nossos Filhos”, encheu os meus olhos de lágrimas e muitos corações de saudade.

Quero parabenizar também a qualidade dos atores em palco. Vivemos uma época no Brasil em que a leva jovem de atores da TV só quer fazer TV, e viram estes robozinhos que estamos acostumados a ver nas novelas globais (sim, Caio Castro, estou falando com você). Eu já estava desacreditada em achar talentos por ai, mas eu devo aplaudir o que vi ontem em palco. Com certeza, grande parte do elenco não tinha mais do que 40 anos (com exceção de Tuca Andrada, que tem 48) e sobrava vontade e talento. Mas dois me surpreenderam de maneira impressionante: Lilian Menezes (a suplente de Laila Garin, que interpreta Elis) e Ícaro Siva (intérprete de Jair Rodrigues e outros personagens avulsos). A intérprete suplente de Elis Regina não deixou a desejar em nada (absolutamente nada) ao representar o papel mais importante da trama. Os trejeitos, a voz irônica e o excesso de palavrões eram tão similares aos de Elis que, em alguns momentos, dava nervoso de vê-la no palco: parecia a pimentinha mesmo. Na hora de cantar os clássicos de uma das melhores cantoras do país, Lilian deu outro show e não decepcionou. Quanto a Ícaro, a surpresa ficou mais pelo talento desconhecido do que qualquer outra coisa. O menino, que originou da duvidosa fábrica de talentos da Globo, a novelinha Malhação, esbanjou vontade e voz ao interpretar Jair e compor o grupo de atores e dançarinos em outras cenas – mereceu meu aplauso.

Quanto ao musical, penso que agora podemos falar do quanto estamos prontos para fazer deste ramo algo tão nosso quanto a Broadway é de Nova York: o que não falta para o brasileiro é talento. Nós somos atrasados em muitas coisas, temos problemas políticos e sociais, mas somos um povo extremamente criativo e talentoso, e não há dúvidas quanto a isso. A prova é que temos novelas tão fortes que são reprisadas em vários países de língua portuguesa, música tão eclética e rica que muitos gêneros são conhecidos e admirados em qualquer canto do mundo, e características culturais tão diversificadas que nos fazem ser esta maravilha e este desleixo que sabemos ser. Esta misturada toda que é o Brasil cai muito bem em um musical, afinal, existe alguém que entende mais de cantar e dançar do que nós? E contar história a gente conta muito bem, basta querer. O musical de Nelson Motta sobre Elis só me convenceu de que temos talento de sobra para fazer estes e muitos outros espetáculos de qualidade, aqui e fora do país. Quem sabe um dia, em um futuro bem distante, alguma peça nossa não concorre a um Tony Awards? Basta querer.

 

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