Crítica: Raul de Souza: Praça Floriano Peixoto – Belo Horizonte – 17/05/14

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COTAÇÃO: ****

Não é sempre que uma lenda da MPB/Jazz vem tocar gratuitamente em uma praça em sua cidade. Ainda mais comemorando 60 anos de carreira e 80 de idade. Pois Raul nos deu este privilégio. A abertura do show contou com a participação de duas bandas da capital mineira,  o grupo Choro Nosso e Felipe Continentino. Acompanhado por uma banda jovem e talentosa, Raul de Souza se apresentou ao lado de Fábio Torres (teclados), Mário Conde (guitarra e cavaquinho), Glauco Sölter (baixo) e Serginho Machado (bateria). O repertório do show teve um pouco de cada um dos seus trabalhos mais recentes, o DVD “o DVD “O Universo Musical de Raul de Souza” e  o CD “Voilá!”. Raul é mais conhecido no exterior que no Brasil, mas aqui já tocou com Pixinguinha, Agostinho dos Santos, Tom Jobim, Zimbo Trio, Paulo Moura, Milton Nascimento, Djavan, Maria Bethânia, Hermeto Pascoal e Egberto Gismonti, além de participar da gravação do primeiro disco de música instrumental brasileira da história, ao lado de Sivuca, Altamiro Carrilho e Baden Powell. Em seus 80 anos de carreira, Raul também se apresentou com Sergio Mendes, Airto Moreira, Sonny Rollins, George Duke, Freddie Hubbard, Cannoball Adderley, entre outros.O instrumentista teve um de seus trabalhos, “Collors”, como matéria de estudo da renomada Berklee College of Music. Seu nome figura entre os melhores trombonistas do mundo em revistas especializadas e é considerado referência mundial por sua ginga e fraseado brasileiro, típico das gafieiras cariocas. Mestre da arte musical, Raul de Souza se dedica, também, a experimentação de diferentes instrumentos e propostas musicais, a exemplo do Souzabone, criado pelo músico.

O repertório do show teve  Jobim  (“Ela é carioca”), um Nelson Cavaquinho (“A flor e o espinho”) e os clássicos (“ Vou Vivendo ” e “Urubu Rei” ) e nada menos do que oito temas originais, que mostram o seu lado de compositor  entre eles, “À vontade mesmo”, faixa-título do seu álbum de estréia, de 1965. Ótimo show para um público às vezes nem sempre tão atento a qualidade da música que nova no palco.

O vídeo abaixo não é da apresentação em BH, mas dá uma ideia do que ouvimos aqui:

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