Favoritos dos Sousa: Anita O’Day

Anita O'Day 1958 Newport Jazz.png

Anita Belle Colton, conhecida por Anita O’Day (18 de Outubro de 1919 – Los Angeles, 23 de Novembro de 2006), foi uma cantora de jazz americana

Hoje eu estava escutando o CD, lançado pela Folha de São Paulo, na coleção Grandes Vozese não pude deixar de me reencantar com esta magnífica cantora. Para os que acham Amy Winehouse “avançadinha”, saibam que Anita fez tudo ou muito que Amy, e soube viver até os 87 anos.Devido a ter problemas com o uso de drogas (heroína) e álcool, era também conhecida por Jezebel do Jazz.

O’Day foi uma das vozes mais respeitadas do jazz nas décadas de 40 e 50 com suas chamativas e atrevidas interpretações de canções como “Honeysuckle Rose” e “Sweet Georgia Brown”. Alguns especialistas a situam ao lado de Ella Fitzgerald, Sarah Vaughan e Billie Holiday.De origem humilde, sua paixão pela música surgiu dos discos de Mildred Bailey e Billie Holiday. No início de sua carreira foi rejeitada pelo clarinetista Benny Goodman, que não a quis em sua orquestra, preferindo Peggy Lee. Sua oportunidade chegou quando foi contratada pelo baterista Gene Krupa como vocalista de sua orquestra em 1941. Naquele mesmo ano, a canção “Let me off Uptown” a levou ao estrelato.Seu trabalho com Gene Krupa lhe deu celebridade e fama, mas em 1943 a orquestra se dissolveu quando ele foi detido por posse de maconha. A cantora acabou passando para a orquestra de Stan Kenton, na qual trabalhou à espera de que seu antigo chefe abandonasse a prisão.Com Krupa em liberdade, Anita O’Day voltou a trabalhar com ele em 1945. Depois de dois anos, deu início a uma carreira solo, na qual conseguiu gravar alguns discos para pequenas gravadoras.Após uma fase crítica, na qual também foi viciada em drogas, Norman Granz a contratou em 1952 para seus selos, e com ele viveu a etapa mais frutífera de sua carreira.Seu grande sucesso ocorreu em 1957, quando gravou junto ao trio do pianista Oscar Peterson o álbum “Anita sings the most”, no qual demonstrou sua capacidade de improvisação. Ao vivo, O’Day começou a tocar em  festivais e concertos com músicos como Louis Armstrong, Oscar Peterson, Dinah Washington, George Shearing, Cal Tjader, e Thelonious Monk. Ela aparaceu e fez sucesso no documentário Jazz on a Summer’s Day, filmado no Newport Jazz Festival de 1958 , cantando de modo descontraído, o que aumentou a sua popularidade. Mais tarde ela admitiu estar sob efeito de altas doses de heroina, durante o concerto. Aliás seus problemas com as drogas foram constantes e ela chegou a ser declarada morta em uma de suas overdoses.

Em 1958, gravou “Anita O’Day sings the winners”, alternando o canto com a orquestra de Russ Garcia e com a de Marty Patch. Em 1962 fez, com Krupa, o disco “Drummer man” e após romper sua relação com a casa Verve se dedicou às atuações e às excursões por todo o mundo com seu trio.Posteriormente, ficou oito anos sem gravar e sua volta, em 1970, levou à gravação de um disco ao vivo no Festival de Jazz de Berlim. O êxito daquele show ao vivo animou a estrela branca do jazz a gravar outros em Tóquio e em San Francisco (Califórnia). Seu último disco foi “Indescructible!”, produzido em 2006.Morreu aos 87 anos enquanto dormia em um hospital de West Hollywood devido a complicações provocadas por uma pneumonia.

 

Advance, Clef, Coral, Norgran Records: 1951–1956

Ano Album
1951 Anita O’Day Specials
1953 Singin’ and Swingin’
1953 Anita O’Day Collates
1954 Songs By Anita O’Day
1955 Anita O’Day
1956 An Evening with Anita O’Day

Verve Records: 1956–1964

Ano Album
1956 This Is Anita
1957 Pick Yourself Up with Anita O’Day
1957 The Lady Is a Tramp
1958 Anita O’Day at Mister Kelly’s (live)
1958 Anita Sings the Most
1958 Anita Sings the Winners
1959 Anita O’Day Swings Cole Porter with Billy May
1959 Cool Heat
1960 Anita O’Day and Billy May Swing Rodgers and Hart
1960 Waiter, Make Mine Blues
1960 Trav’lin’ Light
1962 All the Sad Young Men
1962 Time for Two (with Cal Tjader)
1963 Anita O’Day and the Three Sounds
1964 Incomparable!
2007 Live in Tokyo ’63
( Released Posthumously )
(Live)

MPS Records: 1970

Ano Album
1970 Recorded Live at the Berlin Jazz Festival (Live)

Emily Records, Kayo Stereophonics: 1975–2006

Ano Album
1975 I Get a Kick Out of You
1975 My Ship
1976 Live at Mingo’s (Live)
1978 Mello’ Day
1978 Skylark – Live at Club Sometime (Live)
1978 Angel Eyes
1979 Anita O’Day Live at the City (Live)
1989 In a Mellow Tone
1991 At Vine St. Live (Live)
1993 Live in Person (Live)
1993 Rules of the Road
1993 Wave: Live at Ronnie Scott’s (Live)
2006 Indestructible!

Dobre Records

Ano Album
1970’s Anita O’Day
1970’s There’s Only One

Show: Jon Anderson – Palácio das Artes (Belo Horizonte) 26/09/12

Jon Anderson se apresenta no Brasil em setembro

Cotação dos Sousa: ****

Fiquei devendo o comentário do show de Jon Anderson no Palácio das artes aqui em BH. Sim, o Vitrola esteve presente e trás agora suas impressões.  Jon quase morreu em 2008, vítima de uma grave insuficiência respiratória e de cirurgias abdominais, para tratar uma pancreatite. A partir de 2009, ele começou a fazer shows mais intimistas. No palco só Jon, velas acesas, violões,ukelele, um instrumento de cordas chinês e um teclado ( de que, segundo ele, “utiliza apenas as teclas brancas”). Aliás, este é um diferencial do “novo” Jon Anderson – livre de toda parafernália eletrônica, ele mostra excelente humor e dialoga com a platéia o tempo todo. No repertório várias belas canções , embaladas por sua voz, que ,aos 67 anos, permanece maravilhosa.

Fomos brindados com versões de  “One Love”, de Bob Marley, “América” de Paul Simon e até de “A Day in Life”, dos Beatles. Destaque para clássicos de seu tempo como vocalista do  Yes como Ÿours Is No Disgrace”, “Sweet Dreams”, “And You and I”, “Long Distance Runaround”, “Soon” e até “Owner of a Lonely Heart”. Ah , e o bis foi com a belíssima “Wonderous Stories”. Um belo espetáculo. Quem não foi perdeu.

Melhores de 2012 : #98. Rufus Wainright – Out of the Game

#98. Rufus Wainright – Out of the Game

Faixas/Tracks:

01. Out of the Game
02. Jericho
03. Rashida
04. Barbara
05. Welcome to the Ball
06. Montauk
07. Bitter Tears
08. Respectable Dive
09. Perfect Man
10. Sometimes You Need
11. Song of You
12. Candles

Out of the Game é o sétimo album de estúdio do cantor-compositor  Rufus Wainwright, lançado na  Australia, Grã-Bretanha e  Canada em Abril de 2012 , e nos EUA dia 1 de Maio de  2012 pela Decca Records/Polydor Records.O album foi produzido por Mark Ronson.Os músicos convidados incluem sua irmã  Martha Wainwright, Thomas “Doveman” Bartlett, o baterista Andy Burrows, o guitarista Nels Cline, membros do Dap-Kings, Sean Lennon, a banda de rock alternativa  Wilco, Andrew Wyatt do Miike Snow e o guitarrista do Yeah Yeah Yeahs Nick Zinner. As influências musicais incluem   David Bowie, Elton John e Queen.

 

Rufus

Rufus McGarrigle Wainwright (Nova Iorque, 22 de julho de 1973) é um cantor e compositor canadense-americano. Desde 1998, Rufus Wainwright gravou cinco álbuns de canções originais, alguns EPs e várias canções que fizeram parte da trilha-sonora de populares filmes.

Discografia

  • Rufus Wainwright (1998)
  • Poses (2001)
  • Want One (2003)
  • Want Two (2004)
  • Release the Stars (2007)
  • Rufus Does Judy at Carnegie Hall (2007)
  • Milwaukee at Last!!! (2009)
  • All Days Are Nights: Songs for Lulu (2010)
  • House of Rufus (2011)
  • Out of the Game (2012)

Prêmios e nominações:

Rufus Wainwright ganhou dois Juno Awards como Best Alternative Album, um em 1999 por Rufus Wainwright e um em2002 por Poses.

Com 15 anos, em 1989, foin nominado para o  Genie Award como Best Original Song. Um ano mais tarde recebeu nominação como Most Promising Male Vocalistno Juno Award for. Foi também nominado  para um BRIT Award como Best International Male Artist em 2008 e para um 8   Grammy Award fcomo Best Traditional Pop Vocal Album in 2009.

Os Melhores de 2012: #99 – Simone Felice – Simone Felice

 #99 – Simone Felice – Simone Felice

Simone Felice

Faixas:
  1. Hey Bobby Ray
  2. You & I Belong
  3. New York Times
  4. Courtney Love
  5. Stormy-Eyed Sarah
  6. Charade
  7. Dawn Brady’s Son
  8. Gimme All You Got
  9. Ballad of Sharon Tate
  10. Splendour in the Grass

Simone Felice é um compositor, autor e poeta celebrado.Ele nasceu dia  4 de  Outubro de  1976 em Palenville, New York, nas Catskill Mountains. Ex-membro do Felice Brothers e The Duke & The King , bastante conceituado nos EUA. Vale a pena prestar a atenção.

GÊNEROS:

  • Pop/Rock
  • Country

ESTILOS:

  • Americana
  • Folk-Rock
  • Psychedelic/Garage

DISCOGRAFIA: 

  • (2002) – The Big Empty – Simone & Ian Felice
  • (2004) – Mexico – Simone & Ian Felice
  • (2007) – Tonight At The Arizona – The Felice Brothers
  • (2008) – The Felice Brothers – The Felice Brothers
  • (2009) – Yonder Is The Clock – The Felice Brothers
  • (2009) – I And Love And You – The Avett Brothers
  • (2010) – Nothing Gold Can Stay – The Duke & The King
  • (2010) – Long Live The Duke & The King – The Duke & The King
  • (2010) – Live From A Lonely Place – Simone Felice
  • (2011) – Celebration, Florida – The Felice Brothers
  • (2012) – Simone Felice – Simone Felice
  • (2012) – New York Times E.P. – Simone Felice

 

TOP TOP – Músicas de Musicais

Êta maravilha! O TOP TOP voltou, depois de muuuuuuuuito tempo ( e bote tempo nisso). Mas voltou temporariamente, porque 2012 ainda não acabou e com isso nem as tarefas árduas do dia a dia, mas prometo tentar comparecer mais vezes até o final do ano.

O tema hoje é músicas de musicais. “Aaaah, mas músicas de musicais?” você leitor diria para mim irritado…afinal quem é que gosta de musicais? Bom, eu gosto, então eu vou fazer ok? Vale musical da brodaway, musical de filme, musical do que vocês quiserem…o que importa é ser musical.

5. “Pra quem é Addams” – Família Addams Brasil

Bom, eu tinha que começar com algo brasileiro…tudo bem que é uma versão de algo beeem americano, mas devo dizer que a qualidade da versão me impressionou bastante. A letra é divertida, contemporânea e bem adaptada. Sem contar que os atores merecem crédito, encaixaram bem em seus papeis. Devo dizer que Daniel Boaventura dá um show a parte. Me impressionei ao vê-los ao vivo. Por isto, por ser uma boa versão brasileira de um sucesso americano, pela qualidade das dancinhas e pelo show a parte do Daniel Boaventura esta versão de “When You’re An Addams” é o nosso nº5:

 

4 – Elephant Love Medley – Moulin Rouge (2001)

E os críticos vão a loucura! Mas sim, Moulin Rouge, e sim, a música mais batida desde 2001 para eventos românticos (casamentos, aniversários de namoro, festas de 15 anos). Seremos realistas, apesar de todo o apelo piegas, é uma grande música! Um medley muito bem montado, de vários clássicos famosos sobre amor. Não é possível não se emocionar com a excelente afinação de Ewan McGregor (aproveitando seus 15 minutos de Brad Pitt da mulherada na época), especialmente quando ele entona um “I’ll always love you” junto com a Nicolle Kidman. Falem o que quiserem, esta música é um clássico necessário de qualquer amante de musicais.

Por ser piegas, contar com o charme momentâneo de Ewan McGregor e se passar em Paris, Elephant Love Medley é nosso nº4:

 

3- Time of My Life – Dirty Dancing

Gente, o que é esse filme? Um clássico! Me arrepio toda vez que ela toca e lembro do Patrick Swayze dançando (que falta ele faz!!). Ele inspirou qualquer outro filme que veio a seguir que falava de música ou dança. Quem não canta alto na parte “I’ve had the time of my life” é um chato de galocha, porque é brega mas é luxo, se é que vocês me entendem. Devo dizer que Jennifer Gray é um mero adereço nesse filme porque Patrick é o cara!

Por ter Patrick Swayze no seu auge musical e inspirar em todos nós um dirty dancer “Time of My Life” é nosso número 3:

 

2 – You’re the one that I want – Grease

John Travolta, Olivia Newton John e década de 60 na mesma frase, e o que você pensa? “You’re the one that I want… oooh oooh oooh”. Impossível ficar parado ouvindo essa música. IM-POS-SIVEL. Aqui se você ficar parado você passa da categoria chato de galocha para extremamente insuportável. Nada que umas doses de cuba libre não lhe deixem inspirado para pegar sua jaqueta de couro e passar gel nos cabelos e rebolar igualzinho ao nosso ídolo Danny. Grease é tão bom que a Sandy chama Sandy Leah por causa da nossa amada Sandy do filme. Sem mais.

Por inspirar Xororó no nome da filha, exigir jaquetas de couro e gel no cabelo e mexer com qualquer um, “You’re the one that I want” é nosso número 2:

 

1º We Both Reached For The Gun – Chicago Musical

Eu não sei se vocês meus amigos leitores já foram ou pretendem ir a Broadway, mas se forem (e um dia devem ir) por favor assistam Chicago. E se só puderem ver um show, vejam somente Chicago. É a descrição do que é a Broadway ou qualquer outro musical. Eu me lembro de estar sentada lá vendo este show e pensando “bem, isso é broadway”. Mas porque a escolha desta música? Chicago tem várias músicas boas, é incrível, mas esta foi a que mais me impressionou, porque não envolve tanta dança, é engraçada e muito bem organizada. São tantos tons, tantos ritmos, tantos detalhes que é de deixar qualquer perfeccionista encantado. A cena da Roxie Hart como marionete é de uma espiritualidade magistral, e de grudar os olhos. Eu particularmente adoro. Chicago é um dos shows mais duradouros da Broadway, e eu espero que dure mais tempo. No vídeo peço uma atenção particular: vídeos de shows verdadeiros da Broadway no Youtube são raros, talvez pela dificuldade de filmar dentro dos teatros, por isto coloco aqui uma versão de 2002, muito mal filmada, mas que vale a curiosidade – o ator que faz Billy Flynn é Michael C. Hall, famoso por interpretar o Serial Killer Dexter – aqui em uma versão, diremos mais descontraido.

Por ser meu musical favorito, por exigir pouca dança e muito talento vocal e teatral, e claro, por termos nesse vídeo Dexter versão Broadway, “We Both Reached For The Gun” é o nº1 do nosso TOP TOP Música de Musicais!

Homenagem: Hebe Camargo

Hebe Maria Monteiro de Camargo Ravagnani, mais conhecida como Hebe Camargo ou simplesmente Hebe (Taubaté, 8 de março de 1929 — São Paulo, 29 de setembro de 2012)

Filha do violonista Sigesfredo Monteiro de Camargo, foi atriz, humorista e cantora brasileira, tida como a “rainha da televisão brasileira”. Ravagnanié seu sobrenome de casada. Morreu no dia 29 de setembro de 2012 por uma parada cardíaca em São Paulo. O que quase todo mundo esquece é que Hebe era uma cantora importante antes de se dedicar à televisão.

Venceu um programa de calouros no Rádio paulista. Depois, integrou o conjunto vocal “As Três Américas”. Posteriormente, com a irmã e duas primas formou o Quarteto Dó Ré Mi Fá, inspirado no grupo vocal norte-americano “Andrews sisters”, com o qual se apresentou na Rádio Tupi. Pouco depois o grupo se desfez com o casamento de uma de suas primas. Seguiu a carreira artísitica em 1947 cantando em dupla com a irmã Estela no programa “Arraial da Curva Torta” apresentado pela dupla Tonico e Tinoco na Rádio Difusora de São Paulo substituindo a dupla Xandica e Xandoca. Na ocasião, utilizavam o nome artístico de Rosalina e Florisbela. A irmã acabou desistindo da carreira, mas ela prosseguiu. Em 1948, apresentou-se com Mazaropi na Rádio Tupi de São Paulo. Amiga de Mazaropi, atuou na “Brigada da alegria”, criada por ele.

Em 1950, estreou em disco na Odeon gravando os sambas “Oh! José”, de Esmeraldino Sales e Ribeiro Filho e “Quem foi que disse”, de G. de Aguiar e Valadares do Lago. No mesmo ano, gravou a marcha “Sem tambor e sem corneta”, de Dênis Brean e Osvaldo Guilherme e o samba “Vou morrer de saudade”, de José Roy, Orlando Monello e Sérgio Falcão. Esteve presente entre as pessoas que recepcionaram a chegada do primeiro equipamento de Tv ao Brasil, em 1950 e foi convidada por Assis Chateaubriand para participar da primeira transmissão de Tv ao vivo no Brasil. No ano seguinte, lançou os baiões “Baiano dos óio grande”, de Sérgio Falcão e “Seu Quelemente”, de Hervê Cordovil e o “Samba em Havana”, de Liz Monteiro e Osvaldo França. Atuou intensamente na TV nos anos 1950 chegando a apresentar cinco programas semanais na TV Paulista. Começou a se destacar quando substituiu o compositor Ary Barroso em um programa de calouros na TV Paulista.

Gravou duas composições de Ribeiro Filho em 1952, a valsa “De olho nele” e a marcha “Santo Antônio, por favor”. Gravou também o “Baião caçula”, de Mário Gennari Filho e Felipe Tedesco, o maxixe “O mulatinho”, de Belmácio Godinho e Felipe Tedesco e a guarânia “Índia”, de Flores e Guerrero com versão de José Fortuna. Em 1953, gravou o samba-canção “Nem eu”, de Dorival Caymmi e o “Mambo caçula”, de Getúlio Macedo e Bené Alexandre. Em novembro desse ano, gravou duas composições em homenagem à cidade de São Paulo que no ano seguinte faria quatrocentos anos, a marcha “Paulicéia em festa”, de Avaré e o dobrado “São Paulo quatrocentão”, de Garoto e Chiquinho. Gravou também no mesmo período, com o grupo Os Quatro Amigos o samba-canção “Seu regresso”, de Décio Cardoso, a toada “Falta você”, de Chico, a macha “Boas festas”, de Assis Valente e a canção “Feliz Natal”, de Armando Cavalcanti e Klécius Caldas.

Em 1954, gravou dois sambas de Antônio Maria, “Vou prá Paris”, parceria com Fernando Lobo e “Aconteceu em São Paulo”. Lançou ainda o samba “Madalena”, de Osvaldo França e Blecaute. No ano seguinte, voltou a gravar duas composições de Ribeiro Filho, o slow “Abênção mamãe” e o baião “Sinhá Rosinha”. Gravou no mesmo ano a marcha “Deixa de luxo, Gatica”, uma sátira ao cantor mexicano Lucho Gatica, de Osvaldo França e Elzo Augusto e o samba “Que será de mim?”, de Osvaldo França e José Roy.

Em 1956, gravou “Mambo italiano”, de Bob Merril e o fox “O banjo voltou”, de E. Shuman, A . Shuman e M. Brown, ambas com versões de Júlio Nagib. Nessa época, gravou o mambo “Sim ou não”, de Mário Gennari Filho e Joamar, o bolero “Meu último fracasso”, de Alfredo Gil e Júlio Nagib e a toada “Custou pra arranjar”, de Antônio Rago e João Pacífico..

Em 1958, gravou na RGE o rock “Serafim”, de Heinz Gietz e Kurt Feltz e o maxixe “Flor de abacate”, de Álvaro Sandim e Felipe Tedesco.

Em 1959, gravou o rock-balada “Quem é”, de Osmar Navarro e Oldemar Magalhães e o samba-canção “Conversa”, de Evaldo Gouveia e Jair Amorim. No mesmo ano, gravou na Polydor o “Samba em prelúdio”, de Vinícius de Moraes e Baden Powell. Por essa época, gravou o LP “Hebe e vocês”, pela Polydor.

Em 1960, gravou na Odeon o samba “Cupido não faltou”, de Mário Gennari Filho e Maria Angelina, o rock-balada “Lua escura”, de N. Miller com versão de Júlio Nagib e os sambas-canção “A canção dos seus olhos”, e “Amor de janela”, de Pernambuco e Antônio Maria e “Cantiga de quem está só”, de Evaldo Gouveia e Jair Amorim. Em 1961, gravou “Faz-me rir”, de Vinícius de Moraes e Paulo Soledade. Nesse ano, lançou pela Odeon o LP “Festa de ritmos”. Por essa época tornou-se estrela da TV do Rio e de São Paulo. Em 1962, casou e se afastou temporariamente da vida artística. Dois anos depois, retornou à TV apresentando um programa na TV Record. Em 1966, gravou outro disco, e somente voltaria a fazê-lo quase três décadas depois, passando a dedicar-se mais a atividade de apresentadora de TV. À época, seu “Programa Hebe” batia records de audiência na TV Record. Nesse ano, participou do LP “Corte Rayol show”, organizado pelo cantor Agnaldo Rayol, interpretando em dueto com ele o tango “O dia em que me queiras”, de Le Pera e Gardel.

Em 1973, retornou aos programas de rádio e foi contratada pela TV Bandeirantes estreando novo programa. Em 1986, foi contratada pelo SBT o que levou a TV Bandeirantes a suspender em represária seu último programa na emissora. Em 1995, teve seus antigos sucessos remasterizados e lançados pela EMI. Em 1997, participou do CD “Todo sentimento”, de Agnaldo Rayol interpretando “Serenata do adeus”, de Vinícius de Moraes. Em 1999, retornou aos estúdios depois de 29 anos e gravou o CD “Pra você”.

Em 2001, lançou pela Universal Music o CD “Como é grande o meu amor por vocês”, que contou com a participação de importantes nomes da música popular brasileira. Com Chico Buarque cantou “Trocando em miúdos”, de Chico e Francis Hime; com Nana Caymmi “Sábado em Copacabana”, de Carlos Guinle e Dorival Caymmi; com Zeca Pagodinho “Papel de pão”, de Cristiano Fagundes; com Fábio Júnior, “Eu não existo sem você”, de Tom Jobim e Vinícius de Moraes; com Simone, “Pensando em ti”, de Herivelto Martins e David Nasser; com Zezé Di Camargo e Luciano, “Queria”, de Carlos Paraná; com Raul Di Biasio, “A noite o meu bem”, de Dolores Duran e com Ivete Sangalo, “Simples carinho’, de Abel Silva e João Donato. Além das interpretações solo de “Dom de iludir”, de Caetano Veloso, “Naquela mesa”, de Sérgio Bittencourt e da música título, de Roberto Carlos.

Em 2004, completou 18 anos à frente do “Programa Hebe Camargo” no SBT no qual se apresentam importantes artistas da música popular brasileira e onde ele continua a obter altos índices de audiência em todo o Brasil. Em 2009, às vésperas de completar 80 anos de idade renovou seu contrato com o SBT e voltou ao ar apresentando programas inéditos tendo completado 23 anos na emissora. Ainda por ocasião dos festejos por seu aniversário de 80 anos, completados em 8 de março, Dia Internacional da Mulher, foi tema de reportagem especial da revista TDB do jornal O Dia, levada a público no próprio dia de seu aniversário, e de uma reportagem de página inteira do jornal O Globo, além de repercussões em vários outros veículos, especialmente nos jornais de São Paulo. (Dicionário Cravo Albin)

DISCOGRAFIA

 

  • (2001) Como é grande o meu amor por vocês • Universal Music • CD
  • (1998) Pra você • CD
  • (1995) Maiores sucessos • EMI • LP
  • (1966) Hebe Camargo • Odeon • LP
  • (1961) São Francisco/Faz-me rir • Odeon • 78
  • (1961) Festa de ritmos • Odeon • LP
  • (1960) Cupido não faltou/Lua escura • Odeon • 78
  • (1960) Henriquinas/Cabralinas • Odeon • 78
  • (1960) A canção dos seus olhos/Cantiga de quem está só • Odeon • 78
  • (1960) No domingo não/Amor de janela • Odeon • 78
  • (1959) Samba em prelúdio/As estações do amor • Polydor • 78
  • (1959) Hebe e vocês • Polyor • LP
  • (1958) Serafim/Flor do abacate • RGE • 78
  • (1956) Mambo italiano/O banjo voltou • Odeon • 78
  • (1956) Sim ou não/Meu último fracasso • Odeon • 78
  • (1956) Custou pra arranjar/Tim-tim por tim-tim • Odeon • 78
  • (1955) Abênção mamãe/Sinhá Rosinha • Odeon • 78
  • (1955) Jonny Guitar/O que eu queria dizer ao teu ouvido • Odeon • 78
  • (1955) Deixa de luxo, Gatica/Que será de mim? • Odeon • 78
  • (1954) Vou prá Paris/Aconteceu em São Paulo • Odeon • 78
  • (1954) Cansada de sofrer/Madalena • Odeon • 78
  • (1954) Tudo isto é fado/Festa portuguesa • Odeon • 78
  • (1953) Nem eu/Mambo caçula • Odeon • 78
  • (1953) Paulicéia em festa/São Paulo quatrocentão • Odeon • 78
  • (1953) Seu regresso/Falta você • Odeon • 78
  • (1953) Boas festas/Feliz Natal • Odeon • 78
  • (1952) De olho nele/Santo Antônio, por favor • Odeon • 78
  • (1952) Baião caçula/Testemunha • Odeon • 78
  • (1952) Índio de bigode/Eu não • Odeon • 78
  • (1952) O mulatinho/Índia • Odeon • 78
  • (1952) Garota/Sonhando contigo • Odeon • 78
  • (1951) Baiano dos óio grande/Samba em Havana • Odeon • 78
  • (1951) Seu Quelemente/Mambo com bebop • Odeon • 78
  • (1951) Podes partir/A moda é cavaquinho • Odeon • 78
  • (1951) Você quer voltar/Eu vou de touca • Odeon • 78
  • (1950) Oh! José/Quem foi que disse • Odeon • 78
  • (1950) Sem tambor e sem corneta/Vou morrer de saudade • Odeon • 78

 

Mais Hebe no Raras Músicas

Blog no WordPress.com.

Acima ↑

%d blogueiros gostam disto: