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Vitrola dos Sousa

Um pouco de música, bom gosto e família

mês

julho 2011

Direitos Autorais

Para a turma do Rio de Janeiro:


Trilha de Novela

Em resposta a um comentário do Paulo a respeito de uma trilha de novela que o marcou…

Paulo,

o nome da novela era BRAVO ! com Carlos Alberto fazendo o papel do maestro Clóvis di Lorenzo e par romântico com Aracy Balabanian (Cristina) , em 1975 . Eu também comprei o disco, que está até hoje instalado na minha discoteca. A trilha internacional clássica era a seguinte:

1. História de 3 Amores (Rhapsody On A Theme Of Paganini – 18th Variation) – Rachmaninoff
2. Adágio da Sonata ao Luar – Beethoven
3. Terceira Sinfonia Em Fá Maior (3° Movimento) – Brahms
4. Minueto N° 9 – Paderewsky
5. Noturno Em Mi Bemol Maior (Opus 9 N° 2) – Chopin
6. Concerto Para Piano Em Si Bemol Menor – Tchaikovsky
7. Ária (Da Suíte em Ré Maior) – Bach
8. Valsa das Flores – Tchaikovsky
9. Pomp And Circumstance – Elgar
10.  Canto do Cisne Negro – Villa-Lobos

A abertura pra gente lembrar ou conhecer:

Os 50 Solos de Guitarra Mais Influentes do Rock – Parte III

Continuando a série:

#9 – Jeff Beck – Over Under Sideways Down (1966)

Porque é importante: ” Talvez nenhuma outra banda tenha inspirado tantos guitarristas quanto os Yardbirds. No clássico Over Under Sideways Down, Beck baseia-se nos sons viajantes da cítara, como na maior parte de suas gravações da época. Misturando loucuras modais e pentatônicas furiosas, este solo ainda se mantém como um dos melhores momentos de Beck – o que não é pouca coisa.” (Guitar Player)

Jeff Beck e a Fender Squire 1954 /Vox AC30

#10  –Albert King– Born Under a Bad Sign (1967)

Porque é importante: “São admiradores de Albert King: Stevie Ray Vaugham, Eric Clapton e Jimi Hendrix. Seu fraseado econônmico e os bends executados com autoridade são lição obrigatória para quem deseja tocar o blues rock.Em Born under a bad sign a Gibson Flying V de King geme, grita e move montanhas, graças a bends intensos e a um timbre penetrante que revela todas as nuanças do estilo King. Essa música também prova que embora Stevie Ray Vaugham e  Eric Clapton pudessem tocar Albert, como guitarristas eles não chegavam nem perto dele.” (Guitar Player)

Gibson Flying V                                               Albert King

#11  –Eric Clapton– Crossroads (1968)

Porque é importante: ” Eric “Slowhand” Clapton, mal sabia que depois de tocar no Winterland, em San Francisco (EUA) ele havia criado um molde para o que seria uma guitarra de blues rock uivante, lírica e expressiva. O primeiro solo de Clapton é um exemplo de intensidade guitarrística, enquanto o segundo vai ainda mais longe e chega ao climax. Nem uma única nota à toa, fraseado impecável e vibrato do mais alto nível de elegância – Clapton foi perfeito e uma nota a mais poderia estragar tudo.” (Guitar Player)

A guitarra:

Gibson ES 335 1964/Eric Clapton

As 15 Mais da Nossa Vida

Provocado pela Marina tentei fazer a lista dos 15 Discos Nacionais e Internacionais que mais me marcaram .Aí vai:

Nacionais:

  1.  Pérola Negra – Luiz Melodia (1973): Vocês não imaginam o impacto que o Melodia causou num moleque, então com 17 para 18 anos – “então era possível cantar samba daquele jeito tão moderno ?” …
  2.  – Acabou Chorare – Novos Baianos (1972) : “Da mesma época, também fortemente ancorado na modernidade de respeitar os nossos ritmos “antigos”: choro, samba e rock’n’roll, embalado por uma áurea hippie, irresistível” ….
  3. Eu Quero É Botar Meu Bloco na Rua – Sérgio Sampaio(1973) : “Como vocês podem ver 1973 foi um ano marcante, musicalmente, na minha vida. Este album de um dos compositores malditos da MPB só estourou em 1974, e era um dos nossos favoritos nas festas regadas a muita cerveja no DA do ICB”…
  4. Sonhando Contigo – Anísio Silva (1957) : “Obviamente eu não comprei este disco, embora hoje ele me pertença. A lembrança é de minha mãe cantarolando os boleros bregas do ultra romântico Anísio Silva. Precisa falar mais”…
  5. As Aventuras da BLITZ 1 – Blitz (1982): ” Este me lembra minha lua de mel, passada na Rio-Santos: Rio, Angra, Ubatuba,Ilhabela e o tempo todo no rádio: “Mais Uma de Amor (Geme,Geme)” , “Vai, Vai, Love”  e a sempre presente “Você Não Soube Me Amar”…”
  6. Memórias Chorando/Memórias Cantando– Paulinho da Viola (1976): ” Eu ganhei de presente de aniversáriode 21 anos, da minha turma do ICB, o Memórias Chorando e me apaixonei pelo Paulinho, aí na semana seguinte comprei o irmão gêmeo Memórias Cantando”
  7. Secos e Molhados – Secos e Molhados (1973) : “Olha aí outro disco impressionante de 1973; embora ele tenha feito sucesso só depois de aparecer no Fantástico, em final de 1974, lá na minha vitrolinha ele já estava girando desde o meio de 73”
  8.  Elis & Tom – Elis Regina & Tom Jobim(1974): ” Que tal descobrir o Tom através da voz da Elis ? Foi o que aconteceu comigo naquele ano.”
  9.  Drama – Maria Bethânia (1972) : ” Eu adoro poesia. E não é que a Maria Bethânia juntou poesia e música boa num show/disco inesquecível?”
  10. Gal Tropical – Gal Costa (1979) : “É Gal no auge, cantando guarânias (Índia) , sambas e terminando o disco gritando …Meu Nome é Gal…”
  11. Os Mutantes – Os Mutantes (1968): ” Foi o album de estréia dos Mutantes, absolutamente genial: Panes et Circensis, Bat Macumba, Baby e era possível haver música brasileira moderna”
  12. Chico Buarque – Chico Buarque (1966): “Apesar de eu só ter 10 anos na época, fui mais um dos brasileiros que se apaixonou pela música e poesia de Chico”
  13. Falso Brilhante– Elis Regina (1975) –” Foi em 1975, no disco Falso Brilhante, que Elis lançou o compositor Belchior(Como Nossos Pais, Velha Roupa Colorida)  e reforçou seus laços com João Bosco e Aldir Blanc (Um por todos, Jardins de Infância, O Cavaleiro e os Moinhos)”
  14. Caça à Raposa – João Bosco  (1975): “Provocados por Elis passei a conhecer e curtir esse mineiro. São deste disco: “Dois pra lá, dois pra cá” , “De frente pro crime”, “Kid Cavaquinho” e “Mestre sala dos mares” entre outras pérolas.”
  15. Antologia do Samba– MPB4 (1974): ” Conheci muitos dos nossos sambistas clássicos através deste disco, que também não sai da vitrola”

Mas 15 é muito pouco : fico triste de deixar fora da lista: Skank – Skank (1993); 14 Bis – 14 Bis (1979); Sá e Guarabira – Pirão de Peixe com Pimenta (1977); Rita Lee (1980) ; Milton Nascimento – Clube da Esquina (1972); Roberto Carlos – Roberto Carlos (1977); Jorge Ben -(1969), além de vários As 14 Mais como bem lembrou o Paulo

Os 15 discos nacionais que marcaram a minha vida

É a mesma idéia do post de ontem, só que agora são os nacionais…e lembro, não são os melhores, e sim os mais importantes para mim!

1- Ventura – Los Hermanos: Qualquer um da minha idade (ou próxima dela) encontra algum tipo de conexão com este disco. Ventura marcou uma geração, é o simbolo dos jovens dos anos 2000, cansados de tanta música eletrônica, POP e sucessos estrangeiros. Foi assim que o Los Hermanos resgatou a MPB em uma época que Caetano Veloso e Chico Buarque eram considerados “velharias”.

2- Rumo – Rumo: Este é um disco brasileiro muito importante para mim. O Rumo marcou minha infância com meu pai cantarolando “O Carnaval do Geraldo” na minha cabeça, e essa paixão continuou crescendo, ouvindo Luiz Tatit cantar no Castelo Rá-Tim-Bum, e depois de mais velha, ao ouvir este album. O Rumo é uma música de criança, harmoniozamente perfeita, para adultos. Os temas são sérios, atuais e…sinceros. Não tem como não apaixonar, especialmente por “Ninguém Chora Por Você”.

3- Chico Buarque – Construção: Chico Buarque me lembra minha avó. Me lembra muito ela, e acho que por isto gosto tanto dele. Construção fala de temas que ela me ensinou durante as várias aulas de histórias que tive com ela na casa dela. São letras provocativas e atuais. A faixa título é tão explícita para a época que deve ter doído na consciência de muita gente. Pela coragem e vontade de provocar, Construção é ítem essencial na discoteca de qualquer ouvinte.

4- Calango – Skank: Eu me lembro bem a primeira vez que vi este album do Skank. A capa me impressionou mais do que a música. Mas a música hoje é um marco na carreira destes mineiros, que eu não poderia deixar de citar. Clássicos como Jackie Tequila, Te Ver e É Proibido Fumar tem lugar cativo no coração dos Brasileiros, conquistados pelo jeitinho mineiro destes simpáticos atleticanos e cruzeirenses.

5- Acabou Chorare – Novos Baianos: Eu sempre tinha escutado mais ou menos Novos Baianos, na piscina da fazenda durante meus carnavais na infância, no rádio do carro nas viagens e família e nas horas vagas lá em casa quando meu pai ouvia música. Quando parei pra prestar atenção é que vi o tamanho da obra prima que estava perdendo.

6- Acústico MTV – Capital Inicial: Ok vai, não é um grande album, mas eu tenho excelentes lembranças dele. Foi minha estreia escutando MTV (quando realmente comecei a prestar atenção em música e clipes), foi meu primeiro show no Palácio das Artes aqui em BH, foi o primeiro album brasileiro que eu sabia todas as músicas de cor e salteado…e confesso, tem algumas boas até hoje vai…

7- A Arca de Noé – Vinícius de Moraes: Dá pra ver que a minha infância foi muito mais ligada à MPB do que a qualquer outro estilo musical né? Desde album eu lembro até do encarte, cheio de bichos para recortar, e as letras, por mais simples que fossem, eram riquíssimas para uma criança escutar música. Meus filhos certamente escutarão isto.

8- O Canto da Cidade – Daniela Mercury: Voltando às minhas lembranças de criança não poderia faltar a rainha do Axé, a minha primeira cantora favorita, Daniela Mercury. O Canto da Cidade é um achado. É uma Salvador escancarada aos ouvidos de quem gosta de boa música, e não essas coisas que nos obrigam a ouvir nas praias hoje em dia. Isto sim era axé, e dos bons. É dos meus top 10 de discos até hoje.

9- Clube da Esquina – Milton Nascimento e Lô Borges: Acho que todo mineiro tem obrigação de gostar destes dois. Nada traduz melhor a vida mineira do que as músicas deste album. É aquele disco obrigatório de se ouvir na estrada pra Ouro Preto. É a trilha sonora perfeita.

10 – Gram – Gram: Na minha época de paixão pelos Los Hermanos fui apresentada a estes paulistas que tocavam rock progressivo. É impossivel não simpatizar pelo gatinho do clipe de “Você Pode ir na Janela”. Acabei baixando não só esta mas o disco inteiro. E adoro.

11- Ney Matogrosso e Pedro Luiz e a Parede – Vagabundo: Alguém já ouviu “A Ordem é Samba”? Ou “O Mundo”? Escutem…não preciso tecer nenhum comentário.

12- Orquestra Imperial – Carnaval Só No Ano Que Vem: Pra mim tudo que tem Amarante é no mínimo bom. E não é que sempre acerto? “O Mar e o Ar” é uma estilo Los Hermanos, menos melodramático e mais adulto. Um must listen.

13 – MTV Acústico – Paralamas do Sucesso: Bom, eu adoro um bom acústico, até hoje. Acho que é neste tipo de gravação que os músicos revelam seus verdadeiros talentos, sem aqueles ajustes de estúdio. Este acústico vale pelas participações especiais e pela seleção musical..”Meu Erro” com Zizi Possi virou clássico da MPB.

14- Gol de Quem? – Pato Fu: Eu sempre gostei deles. Até mesmo na época do Isopor, que não foi lá essas coisas, mas o Pato Fu das origens era crítico, musical e sensacional. Deste album que veio “Sobre o Tempo” e “Qualquer Bobagem”. Demais!

15- Acústico MTV – Paulinho da Viola: Lá vem mais um acústico. Paulinho da Viola é sensacional neste album. É tão sensacional que o acústico parece…música de estúdio! E eu tive o prazer de assistir ao vivo em BH. Apaixonante.

Os 50 Solos de Guitarra Mais Influentes do Rock – Parte II

#5 – Chuck Berry – Johnny B. Goode (1958)

Porque é importante:  ” A introdução desta música, talvez  seja a parte de guitarra mais importante já gravada. Seus double-stops reinaram na era pós-Elvis e seu timbre e energia ecoaram no estilo de George Harrison, Keith Richards, Eddie van Halen e Angus Young, para citar apenas uma ínfima parte dos guitarristas que copiaram esses licks.” (Guitar Player)

Les Paul Custom/Chuck Berry

#6 – Hank Marvin – Apache  (1960)

Porque é importante:  “Influenciou toda uma geração de artistas britânicos (e brasileiros), com o belíssimo eco aplicado neste hit.Ele ligou sua Stratocaster a um delay de fita Meazzi Echomatic e a um Vox AC 30 . Marvin usou, na maior parte do tempo, o captador da ponte, mas palhetava perto do braço e manuseava a alavanca para obter o timbre carcterístico” (Guitar Player)

Delay Meazzi Echomatic / Vox AC 30 / Hank Marvin e a Fender Stratocaster

#7 – Freddie King  – Hideway  (1960)

Porque é importante: “Hideway foi construída com partes extraidas de músicas de Hound Dog Taylor, Jimmy McCraklin, Robert Lockwood Jr e até de Henri Mancini. Observe como ele recicla trechos de The Walk e de Peter Gunn. Eric Clapton gravou uma versão de Hideway no álbum Blus Breakers de 1966 , de John Mayall. Freddie ou Freddy King foi tido como um dos maoires guitarristas de blues dos anos 1960-1970. ” (Guitar Payer) Por falar nisto, foi de Freddy King foi o primeiro disco de blues que eu comprei, e a partir daí me apaixonei pelo estilo.

Guitarra usada:

Gibson Les Paul com P-90

#8- James Burton  – Hello Mary Lou  (1961)

Porque é importante:  “James Burton já era um guitarrista veterano quando se tornou guitarrista da banda de Ricky Nelson. Ele foi um grande guitarrista de rock, mas também inspirou amantes da seis-cordas com seu solo estalado em Hello Mary Lou”

A guitarra:

Fender Telecaster              James Burton

Os 15 discos internacionais que marcaram a minha vida

Eu vi esta brincadeira no facebook e gostei. Resolvi compartilhar, até para desafiar meu pai a fazê-la (e sofrer como eu, porque olha, como é difícil escolher 15 discos!). Deixo claro para os críticos de plantão que são os 15 discos que marcaram a minha vida e não necessariamente os 15 melhores discos de todos os tempos…

1. Abbey Road – The Beatles – Não tem discussão, é amor eterno, platônico, paixão a primeira escutada…

2. Masterplan – Oasis – A primeira vez que ouvi Aquiesce eu entendi que ia amar o Brit Rock..

3. Whatever People Say I Am, Thats What Im Not – Arctic Monkeys – Não tem como não apaixonar pelo jeito malandro do Arctic Monkeys nesse disco. E prestem atenção nas letras, são poesias simples! Lindo!

4. Californication – Red Hot Chilly Peppers – Início da minha adolescência roqueira, e foi bom demais.

5. Tapestry – Carole King – O quê? Disparado o melhor disco de vocal feminino que existe até hoje…e ainda toca a música das Gilmore Girls…Já estou iniciando um movimento #vemproBrasilCarole!

6. Live at the Troubadour – Carole King & James Taylor – Seguindo a deixada do disco acima, este talvez seja um dos registros mais bonitos de um casal que nunca foi casal, mas que deveria ter sido…maravilhoso! Talvez eu mude meu movimento para #vemparaoBrasilCaroleeJames!

7. Revolver – The Beatles- Taxman sempre me anima…

8. Adele – 21. O soul também é dos brancos… (sem preconceitos, porque há cantoras negras maravilhosas!)

9. Grace – Jeff Buckley – Não tem nada mais romântico, mas dramático, mais sincero que Jeff Buckley. É meu ídolo, imortal nos meus ouvidos.

10. Under The Table and Dreaming – The Dave Matthews Band – Dave é espetacular, e Satelite é uma das músicas mais românticas que já ouvi.

11. Reptile – Eric Clapton – Eric Clapton revendo ele mesmo…imperdível!

12. The Best of 1980-1990 – U2 – Um bom resumo da carreira da maior banda Pop do mundo…literalmente the best of..

13. Simplified – Simply Red – Mick Hucknall cru…e maravilhoso! Pena que acabou…

14. The Bends – Radiohead – Alguém não lembra daquela propaganda da síndrome de Down com Fake Plastic Trees? E o melhor, foi minha mãe que comprou este CD pra minha casa…

15. The Queen Is Dead – The Smiths – The Boy With the Thorn in His Side é tão The 80´s que fica imprescindível na minha discoteca!

E ai? Alguém se arrisca?

Na Hora de Dormir – 19/07/11

Só pra relaxar:

Clipe oficial da música Não Trocaria um Sorvete de Flocos Por Você. A faixa faz parte do álbum As Garotas e Todos os Problemas que Vêm com Elas da banda Soulstripper (http://www.soulstripper.com.br), lançado de forma independente.

A Banda é formada por Bruno Fontes (Voz/Guitarra), Luka Funes (Guitarra) e Henrique Leibholz (Bateria), e teve seu início em 2005 em Piracicaba no interior de São Paulo.

O sucesso veio com o vídeo:

Linha do Tempo: Charles Leslie Johnson

Charles Leslie Johnson (Kansas, 3 de Dezembro 1876 – Kansas, 8 de Dezembro 1950)

 Foi um compositor americano de ragtime e música popular. Ele nasceu  em Kansas City,Kansas e morreu em Kansas City, Missouri, e viveu sua vida inteira nestas duas cidades. Ele publicou cerca de 300 canções na sua vida, cerca de 40 delas  composições de ragtime como  “Doc Brown’s Cakewalk”, “Dill Pickles”, “Apple Jack (Some Rag)”, e “Snookums Rag”. Sua obra mais conhecida e vendida  foi uma balada sentimental chamada  “Sweet and Low”,  que vendeu um milhão de cópias. Alguns experts acreditam que Johnson viveu e trabalhou em Nova Iorque. Ele é tido, junto  com  Scott Joplin, James Scott, e Joseph Lamb como um dos  maiores compositores americanos de ragtime . Ele escreveu mais músicas que os outros três  combinados e mostrou também talento em estilos como valsas, tangos, cakewalks, marchas, e outros tipos de músicas populares.

Charles Johnson nasceu no distrito de Armourdale , Kansas de James R. e Helen F. Johnson.  Claramente um prodígio ,  ele começou tocando nos pianos dos vizinhos, com a idade de  6 anos, e também a estudar piano clássico, harmonia e teoria musical.  Embora tenha tido treinamento clássico, ele preferia a música popular, e tinha grande  habilidade com outros instrumentos:  violão, violino, banjo e bandolim. Na adolescência ele se envolveu na cena musical de Kansas,  participando de vários grupos locais. Foi neste ambiente que ele escreveu as suas primeiras composições.

Johnson foi casado duas vezes , a primeira com  Sylvia Hoskins, em 1901, com quem teve uma filha Frances.  Ninguém sabe por que este casamento terminou, ou o que aconteceu com Frances. Ele casou-se pela segunda vez  com Eva Otis, em 1926.

A carreira de Johnsonfoi estável e prolífica. Ele começou a trabalhar no final dos anos  1890’s  para J.W. Jenkins and Sons Music Company, em  Kansas City, Missouri. Nos próximos cinco anos Jenkins publicou 12 canções de  Johnson. Eventualmente  Johnson teve composições publicadas por outros editores. Em 1907, Johnson fundou sua própria companhia  e começou a publicar suas próprias músicas. Em adição, Johnson começou a publicar, escrever letras, músicas e fazer arranjos para outras pessoas. Sua maior parceria foi com  Fred Forster e a  Forster Music Publishing Company.

Em algum ponto de sua carreira  Johnson começou a escrever sob psedônimos. Ele que ele  mais usou foi o de Raymond Birch com os quais ele publicou  “Blue Goose Rag”, “Melody Rag”, e“Powder Rag”.Todavia, com qualquer nome, Johnson foi um dos principais compositores da era do Ragtime. O maior hit de 1906 foi o seu  rag “Dill Pickles”. O primeiro rag a vender 1 milhão de cópias  foi  “Maple Leaf Rag”, de Scott Joplin ; a segundo foi  “Dill Pickles”. Depois da publicação de  Dill Pickles houve um revival no interesse do ragtime , que sobreviveu por  mais uns dez anos.

Johnson tinha também grande habilidade em refletir as necessidades de seu tempo. Um exemplo marcante são as suas peças de tempo de guerra :  Guerra Hispano-Americana (1898) , Primeira Guerra Mundial (1914-1918) , e  Segunda Guerra Mundial (1939-1945) . Certamente muitas destas peças  (aproximadamente 20) respondiam ao intento patriota dos soldados.Entre estas peças as mais conhecidas são:  “GoodBye Susanna”, “Be a Pilgrim (And Not a Ram)”, “We Will Follow the Red, White, and Blue”, e “We Are All in the Same Boat Now”.

(Wikipedia)

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