Afinal é crime copiar uma música na internet ?

Que atire a primeira pedra quem nunca copiou uma música ou filme na internet …O polêmico assunto tem sido discutido aqui no Vitrola por nós e o Paulo Souza. Achei que vale a pena trazer a discussão para a parte da frente do Blog e chamar mais pessoas para participarem. Leiam o que escreveu o Paulo e opinem.

” Sendo eu perito do Juiz da vara federal do rio de janeiro, e tendo atuado mais de uma vez em questões de direito autoral (mais para o lado de propriedade industrial, invenções etc) obviamente é um assunto que muito me interessa, além de meu óbvio interesse por música.

Pois bem, recentemente terminou a consulta publica sobre a nova lei do direito autoral, e impressonantemente, o indice de colaborção da sociedade civil foi baixissimo. Uma pena, pois todos discordam, mais ninguem ajuda.

Primeiro quero esclarecer um fato divulgado pelo vídeo que não é verdade no Brasil, o fato de uma obra, idéia ou invenção estar protegida a partir do momento de sua criação. Na verdade, se voce tornar publico qualquer coisa referente ao que quer proteger sem antes ter pago e pedido a proteção previa, sendo que esta só tem duração de um ano,ela passa a ser de domínio publico aqui e em todos os paises conveniados ao Brasil, e durante esse ano voce obrigatóriamente tem que pedir a patente definitiva! Detalhe, tornar publico é um termo um pouco vago….

Agora deixando o aspecto legal da coisa, o que queremos mesmo é discutir o que é cópia e se ela é roubo ou não.

Pelo senso estrito da palavra, nunca poderá haver roubo na internet, pois roubo necessariamente exige que haja a coação a vítima de forma violenta, portanto no maximo seria furto, e nem furto qualificado é, pois não se violou nenhuma propiedade para se efetuar o pretenso furto.

Bom, agora que determinamos que copiar uma música colocada na internet a disposição não é furto qualificado e muito menos roubo, analisemos então o que seria um simples furto.

Segundo a definição na Wikipedia, http://pt.wikipedia.org/wiki/Furto “Furto é uma figura de crime prevista nos artigos 155 do Código Penal Brasileiro, e 203º do Código Penal Português, que consiste na subtração de coisa alheia móvel para si ou para outrem, com fim de assenhoramento definitivo”
Vale definir que a ação física é a de subtrair, que significa retirar, portanto, no caso de cópia de musicas pela a internet não cabe a definição de furto, pois não existiu a ação fisica de retirar, nem o objetivo pois no caso de uma cópia, não existe o “assenhoramento definitivo ” ou tomar posse para si de modo definitivo, já que deixou-se uma cópia livre na internet.

Ora, se não é roubo nem furto por quê tanta onda sobre o assunto? Bom o fato de não ser roubo ou furto não quer dizer que não é crime!

Existe uma lei de propiedade INDUSTRIAL LEI Nº 9.279, DE 14 DE MAIO DE 1996, que regula as patentes em ultima estancia, na qual normalmente atuo como Perito do Juiz da 22º vara federal

Já a LEI Nº 9.610, DE 19 DE FEVEREIRO DE 1998 rege os direitos autorais, mais voltados para musicas e itens artisticos de propriedade intelectual.

Temos então a FAMOSA lei do software, onde entra um novo conceito, o da PIRATARIA!
E ai publica-se a Lei 10.695 de 01/07/2003. Ela tipifica como CRIME O SEGUInTE:
Art. 1º O art. 184 e seus §§ 1º, 2º e 3º do Decreto -Lei nº 2.848, de 7 dezembro de 1940, passam a vigorar com a seguinte redação, acrescentando-se um § 4º:

“Art. 184, Violar direitos de autor e os que lhe são conexos:

Pena – detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) ano, ou multa.
§ 1º Se a violação consistir em reprodução total ou parcial, com intuito de lucro direto ou indireto, por qualquer meio ou processo, de obra intelectual, interpretação, execução ou fonograma, sem autorização expressa do autor, do artista intérprete ou executante, do produtor, conforme o caso, ou de quem os represente:

Pena – reclusão, de 2 (dois) a 4 (quatro) anos, e multa.

§ 2º Na mesma pena de § 1º incorre quem, com o intuito de lucro direto ou indireto, distribui, vende, expõe à venda, aluga, introduz no país, adquire, oculta, tem em depósito, original ou cópia de obra intelectual ou fonograma reproduzido com violação do direito do autor, do direito do artista intérprete ou executante ou do direito do produtor de fonograma, ou , ainda, aluga original ou cópia de obra intelectual ou fonograma, sem a expressa autorização dos titulares dos direitos ou de quem os represente.

§ 3º Se a violação constituir no oferecimento ao público, mediante cabo, fibra ótica, satélite, ondas ou qualquer outro sistema que permita ao usuário realizar a seleção da obra ou produção para recebê-la em um tempo e lugar previamente determinado por quem formula a demanda, com intuito de lucro direto ou indireto, sem a autorização expressa, conforme o caso, do autor, do artista intérprete ou executante, do produtor de fonograma, ou de quem os represente:

Pena – reclusão, de 2 (dois) a 4 (quatro) anos, e multa.

§ 4º O disposto nos §§ 1º, 2º e 3º não se aplica quando se tratar de exceção ou limitação ao direito de autor ou os que lhe são conexos, em conformidade com o previsto na Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998, nem a cópia de obra intelectual ou fonograma, em um só exemplar para uso privado do copista, sem intuito de lucro direto ou indireto” (NR)

Veja que, como diz o árbrito de futebol, a regra é clara, TEM QUE HAVER INTUITO DE LUCRO ! Logo se voce fez um download para escutar uma musica na sua casa ou carro, e não pretende comercializa-la, pelo que coloquei até o momento, também não é prataria!

Ora bolas, se não é roubo, furto qualificado, furto e nem mesmo pirataria, então não existe problema em fazer-se cópias ou downloads? Não é bem assim, como em tudo que existe interesses finaceiros muito grandes. ainda assim pode se caracterizar uma contravenção e as vezes até um crime, dependendo muito do valor a que se esta referindo. Veremos maiores detalhes no proximo post.”

VAMOS PARTICIPEM…

Crítica Show: Backstreet Boys em BH


Uma das missões do Vitrola é relatar e fazer a nossa crítica dos shows que presenciamos (tanto em BH quanto em qualquer lugar no mundo). Nesta última quarta feira BH recebeu mais uma banda internacional (aliás, agora voltamos definitivamente para a rota internacional de shows: só ano passado assisti pelo menos 5 shows internacionais na minha querida cidade), Backstreet Boys.

Com certeza vou ouvir “que absurdo você falar disto”, “isto não é música”, “que vergonha”, mas lembrem-se, o vitrola prega a diversidade, e ninguém aqui está falando de qualidade musical (porque eu concordo que são musiquinhas bobas) mas todos devem reconhecer que uma banda que tem uma de suas músicas como a nº3 mais tocada na década de 90 merece respeito. Eu vou tentar focar no show como um evento musical e deixar meu lado fã de 14 anos de idade de lado (mas assumo, vai ser difícil!)

Para nós, meninas nascidas na década de 80, adolescentes fervorosas na década de 90, não há nada que represente mais o nosso gosto musical do que as famosas boy bands. Não era legal ouvir rock, ser alternativo ou emo, o negócio era ver belos garotos de 20 anos dançando e cantando músicas que falavam diretamente com os nossos sentimentos (elevando a baranguice que envolvia os nossos dramas sentimentais), afinal, que adolescente nunca sofreu por amor? E estes meninos falavam (e entendiam) exatamente isto.

Para as mais de 3 mil meninas (de faixa etária >20 anos) que se encontravam no Chevrolet Hall no dia 23/02/11 o sonho de reencontrar seus ídolos foi realizado. Os Backstreet Boys foram o maior ícone deste estilo musical na década de 90, e eles estavam de volta. Um pouco mais gordos (com exceção de Brian Littrell cada ano mais magro), um pouco mais velhos, alguns casados, outros ainda solteiros para alegria das garotas.

A entrada, surpreendente ao meu ver, fez com que o Chevrolet Hall fosse a delírio. Apresentados pelo fofíssimo filho do B-Rok, ou Brian Littrell, o pequeno chamou ao palco “AJ, Howie, Nick e o meu papai” que se apresentaram atravessando o telão que transmitia um vídeo dos 4 correndo em direção ao público. Digno de efeitos especiais, digno de Backstreet Boys. Neste momento o calor infernal deu lugar a uma histeria generalizada. Mulheres com faixas com o nome da banda na testa, cartazes com recados de amor, ursinhos de pelúcia para serem lançados ao palco, todas elas gritaram e dançaram ao som de “Everybody”. Claro, não havia música mais ideal, afinal “backstreet’s back”, e finalmente em BH.

Os 4 mostraram que não perderam o pique, entre coreografias e canções também oscilavam entre trocas de roupas e vídeos para entreter a platéia (os vídeos incluiam montagens dos cantores em filmes como Velozes e Furiosos, Encantada, Clube da Luta e Matrix). Para as fãs antigas (e eu me incluo nessas) não houve decepção: ouviu-se um medley de “Quit playing games (With my Heart” e “As long as you love me”, além de versões completas de “All I Have to Give” e “I’ll Never Break Your Heart” (particularmente uma de minhas favoritas) além de explorar alguns outros sucessos como “We’ve got it going on”, “Show me the Meaning of Being Lonely”, “More than That” e “Incomplete”. Para “Larger than Life” os garotos (mais homens do que garotos) retornaram ao palco uniformizados com roupas robóticas, assim como no clipe da música, e foram fieis a coreografia.
Em “Shape of My Heart” tanto Brian quanto Nick desceram do palco para agradar aos fãs, correndo o risco de não voltar ao palco por tamanha histeria. Howie, o latin lover, abusou de seu português macarrônico e mantinha contato frequente com as fãs, assim como Brian, que apesar de não arriscar o português, conversava com o público e mandava mensagens de carinho. AJ e Nick foram mais imparciais, porém não deixaram a desejar nas apresentações.

Para finalizar o bis com a mais pedida “I Want It That Way”, que foi cantada em coro por todos os presentes, e “Straight Through My Heart”. Depois agradeceram e prometeram voltar e sairam do palco da mesma maneira que entraram, atravessando a tela de vídeo. Para as fãs da década de 90 o final tinha cara de adeus e de missão cumprida, uma dívida paga com a adolescência que admirava os jovens ídolos; para as novas fãs ficou a imagem dos garotos que cresceram mas que ainda tem pique para levar consigo uma legião de fãs por mais alguns anos. Para mim e para Gabi Sousa (minha companheira fiel de BSB) ficou o gostinho de quero mais, de nostalgia e de satisfação, e a certeza de que mesmo sem qualidade vocal e musical os BSB vão sempre ter algum espacinho, mesmo que mínimo, nas nossas canções favoritas…

Para fechar o post segue um vídeo com a famosa entrada tocando Everybody. Bom proveito! Peço desculpas já porque o vídeo é tremido, mas dá pra entender a emoção….

Fim de Tarde: P.J.Harvey

O Fim de Tarde hoje será escutando P.J. Harvey que é uma cantora britânica, considerada uma das mais importantes artistas de sua geração e um dos ícones do rock da década de 90.

Aproveitando que ela está lançando seu novo CD : Let England Shake

Linha do Tempo: Ernesto Nazareth

Ernesto Júlio de Nazareth (* 20/3/1863 Rio de Janeiro, RJ  + 4/2/1934 Rio de Janeiro, RJ)

Compositor. Pianista. Filho de Vasco Lourenço da Silva Nazareth (ex-despachante aduaneiro) e de Carolina da Silva Nazareth, nasceu em uma modesta casa no morro do Nheco, hoje morro do Pinto, no bairro da Cidade Nova, no Rio de Janeiro. Ainda na infância, sofreu uma queda que lhe afetou o ouvido direito, causando problemas auditivos que lhe acompanharam por toda a vida.

Sua iniciação musical foi feita por sua mãe, que era pianista e faleceu quando ele tinha apenas 10 anos. Estudou ainda com Eduardo Madeira (músico amador), teve algumas lições com Lucien Lambert, passando desde então a formar-se autodidaticamente.

Sua primeira música, a polca-lundu “Você bem sabe”, dedicada a seu pai, foi composta aos 14 anos de idade.Na ocasião, Eduardo Madeira levou-o ao pianista e editor Artur Napoleão, que a publicou entusiasmado com o novo ritmo. A partir de 1889, quando já se tornara Casa Arthur Napoleão e Miguez, passou a publicar também uma “Revista Musical e de Belas-Artes”. Situado na Rua do Ouvidor, o estabelecimento propiciou ao compositor travar valiosas relações com o mundo musical de então. Daí em diante, passou a ser um profissional do piano e da música.

Em 1886, aos 23 anos de idade, casou-se com Teodora Amália de Meireles, a quem dedicou o tango “Dora”, nome pelo qual era tratada na intimidade. O casal teve quatro filhos. Em 1907, foi nomeado terceiro escriturário do Tesouro Nacional, onde permaneceu por pouco tempo. Quando saiu do Tesouro Nacional, passou a viver exclusivamente de música, de aulas particulares de piano e de tocar em casas de música, de família e clubes.

Em 1918, o compositor perdeu sua filha, Maria de Lurdes, o que lhe causou grande abatimento. Em 1929, faleceu sua esposa. Por volta de 1932, passou a residir em Laranjeiras. Em 1933, após um longo processo de perda de audição, o compositor foi definitivamente vitimado pela surdez, fato que veio a causar-lhe perturbação mental e conseqüente internação no Instituto Neuro-psiquiátrico situado na Praia Vermelha e posteriormente na Colônia Juliano Moreira, situada em Jacarepaguá.

Em fevereiro de 1934, saiu para um passeio pelas alamedas do sanatório e, sem ser visto, fugiu, desaparecendo. Após alguns dias de busca, o corpo do compositor foi encontrado nas águas da Cachoeira dos Ciganos.

OBRA MUSICAL:

Um dos compositores de maior importância para a cultura brasileira, deixou obra essencialmente instrumental, particularmente dedicada ao piano. Suas composições, apesar de extremamente pianísticas, por muitas vezes retrataram o ambiente musical das serestas e choros, expressando através do instrumento a musicalidade típica do violão, da flauta, do cavaquinho, instrumental característico do choro, fazendo-o revelador da alma brasileira, ou, mais especificamente, carioca.

Na produção musical do compositor, destacam-se numericamente os tangos (em torno de 90 peças), as valsas (cerca de 40) e as polcas (cerca de 20), destinando-se o restante a gêneros variados como mazurcas, schottisches, marchas carnavalescas etc. É sabido que o compositor rejeitava a denominação de maxixe a seus tangos, distinguindo-se daquele fundamentalmente pelo caráter pouco coreográfico e predominantemente instrumental de sua obra.

  • (1877) : aos 14 anos de idade fez sua primeira composição, a polca lundu “Você bem sabe”
  • (1879) : escreveu a polca “Cruz perigo” (na verdade seu primeiro tango)
  • (1880) :  com 17 anos de idade fez sua primeira apresentação pública, no Clube Mozart.
  • (1881) : compôs a polca “Não caio n’outra”, seu primeiro grande sucesso
  • (1890) : publicado o tango “Cruz perigo” pela Casa Viúva Canongia e publicou uma nova polca, “Atraente”
  • (1893) :  a Casa Vieira Machado lançou uma nova composição sua, o tango “Brejeiro”, com o qual alcançou sucesso nacional e até mesmo internacional
  • (1898) : primeiro concerto como pianista realizou-se , no Salão Nobre da Intendência da Guerra
  • (1899) : primeira edição do tango “Turuna”
  • (1905) :  teve sua primeira obra gravada, o tango “Brejeiro” na Odeon pelo cantor Mário Pinheiro com o título de “O sertanejo enamorado”, com letra de Catulo da Paixão Cearense. A Banda da Casa Edson gravou seu tango “Escovado”, que fez bastante sucesso e a Banda do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro gravou os tangos “Brejeiro” e “Turuna”.
  • (1906) : o pianista Artur Camilo gravou na Odeon, ao piano, os tangos “Favorito” e “Escovado”.
  • (1907) : participou de recital realizado no Instituto Naciona de Música, interpretando a gavotta “Corbeille de fleurs” e o tango “Batuque”. Na mesma ocasião, acompanhou o maestro Villa-Lobos na obra “Le cygne”, e Saint-Saens.
  • (1910) : começou a se apresentar na sala de espera do Cine Odeon em homenagem ao qual compôs o tango “Odeon”
  • (1912) : 1912, a Banda Escudero gravou na Odeon sua polca “Os teus olhos cativam”. Por essa época, o cantor Mário Pinheiro gravou, também na Odeon, seu tango “Favorito”, com letra de Catulo da Paixão Cearense. Ainda em 1912, gravou na Odeon uma série de 4 disco tocando piano com Pedro de Alcântara na flauta interpretando as polcas “Choro e poesia”, de Pedro de Alcântara e “Linguagem do coração”, de Joaquim Antônio da Silva Calado, e os tangos “Favorito” e “Odeon”, de sua autoria. Por essa época, a Banda da Casa Fauhaber e Cia gravou na Favorite Records sua valsa “Ouro sobre azul”.
  • (1913):  o Grupo dos Sustenidos gravou seu tango “Bambino”, o Quarteto Luiz de Souza, a polca choro “Correta” e a Orquestra da Casa Edson, o tango “Atrevido”, todos na Odeon.
  • (1914) :  teve publicada a polca “Apanhei-te cavaquinho”, que obteve grande sucesso.
  • (1915) : 1915, a polca “Apanhei-te cavaquinho” foi gravada na Odeon pelo grupo O Passos no Choro gravou e pela Orquestra Odeon
  • (1919) :  empregou-se na Casa Carlos Gomes – mais tarde Carlos Wehrs – fundada por Eduardo Souto e Roberto Donati, com a função de executar músicas para serem vendidas
  • (1921) :  a Banda do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro gravou na Odeon os tangos “Sarambeque” e “Menino de ouro” e a valsa “Henriette”. No mesmo ano, o maestro Villa-Lobos dedicou-lhe o “Choro nº 1” para violão.
  • (1922) :  a convite do compositor Luciano Gallet, participou de um recital no Instituto Nacional de Música, onde executou os tangos “Brejeiro”, “Nenê”, “Bambino” e “Turuna”.
  • (1930) :  concluiu sua última composição, a valsa “Resignação”. No mesmo ano, gravou ao piano na Odeon, a convite do diretor artístico Eduardo Souto a polca “Apanhei-te cavaquinho”, lançada no selo como choro e o tango brasileiro “Escovado”, de sua autoria.

Obra Musical:

A bela Melusina ,A flor dos meus sonhos ,A florista (c/ Francisco Teles),A fonte de Lambari ,Adieu ,Adorável ,Ai, rica prima ,Alaor Prata (c/ Maria Mercedes M. Teixeira),Albingia ,Alerta ,Alvorecer ,Ameno resedá ,Apanhei-te, cavaquinho ,Arreliado ,Arrojado ,Arrufos As gracinhas de nhonhô ,Até que enfim ,Atlântico ,Atrevidinha ,Atrevido ,Bambino ,Batuque ,Beija-flor ,Beijinho de moça ,Bernardo de Vasconcelos ,Bicyclette club ,Bom-bom ,Brejeira ,Brejeiro ,Caçadora ,Cacique ,Canção cívica Rio de Janeiro ,Canhoto ,Capricho ,Cardosina ,Carioca ,Carneiro Leão (c/ Maria Mercedes M. Teixeira),Catrapuz ,Cavaquinho, por que choras? ,Celestial ,Chave de ouro ,Chile-Brasil ,Comigo é na madeira ,Condor ,Confidências ,Coração que sente ,Corbeille de fleurs ,Correta ,Crê e espera ,Crises em penca ,Cruz, perigo! ,Cruzeiro ,Cubanos ,Cuera ,Cuiubinha ,Cutuba ,De tarde (c/ Augusto de Lima),Delicia ,Dengoso ,Desengonçado ,Digo ,Dirce ,Divina ,Dor secreta ,Dora ,Duvidoso ,Elegantíssima ,Elegia ,Elétrica ,Elite ,Encantada ,Encantador ,Ensimesmado ,Eponina ,Escorregando ,Escovado ,Espalhafatoso ,Españolita ,Está chumbado ,Eulina ,Expansiva ,Êxtase ,Exuberante ,Faceira ,Fado brasileiro ,Famoso ,Fantástica ,Favorito ,Feitiço ,Feitiço não mata (c/ Ari Kerner),Ferramenta ,Fidalga ,Floraux ,Floriano Peixoto (c/ Maria Mercedes M. Teixeira),Fon-fon ,Fonte do suspiro ,Fora dos eixos ,Fraternidade ,Furinga ,Garoto ,Gaúcho ,Gemendo, rindo e pulando ,Genial ,Gentes, o imposto pegou? ,Gentil ,Gotas de ouro ,Gracietta ,Guerreiro ,Helena ,Henriette ,Ideal ,If I Am not Mistaken ,Improviso ,Insuperável ,Ipanema ,Íris ,Jacaré ,Jangadeiro ,Janota ,Julieta ,Julita ,Labirinto ,Laço azul ,Lamentos ,Magnífico ,Mágoas ,Maly ,Mandinga Marcha fúnebre ,Marcha heróica aos 18 do Forte ,Mariazinha sentada na pedra ,Marieta ,Matuto ,Meigo ,Menino de ouro ,Mercedes ,Mesquitinha ,Miosótis ,Não caio noutra!!! ,Não fujas assim ,Nazaré ,Nenê No jardim ,Noêmia ,Noturno ,Nove de Julho ,Nove de Maio ,O nome dela, grande valsa brilhante ,O que há ,Odeon (c/ Vinícius de Moraes),Onze de Maio ,Orminda ,Os teus olhos cativam ,Ouro sobre azul ,Pairando ,Paraíso ,Pássaro em festa ,Paulicéia, como és formosa! ,Pedro II (c/ Maria Mercedes M. Teixeira),Pereira Passos (c/ Leôncio Correia),Perigoso ,Pierrô ,Pingüim ,Pipoca ,Pirilampo ,Plangente ,Plus ultra ,Podia ser pior ,Polonaise ,Por que sofre? Primorosa ,Proeminente ,Quebra-cabeças ,Quebradinha ,Ramirinho ,Ranzinza ,Rayon d’or ,Rebuliço ,Recordações do passado ,Remando ,Resignação ,Respingando ,Ressaca ,Retumbante ,Rosa Maria ,Sagaz ,Salve, nações reunidas (c/ Maria Mercedes M. Teixeira),Samba carnavalesco ,Sarambeque, Saudade ,Saudades dos pagos (c/ Maria Mercedes M. Teixeira),Saudades e saudades ,Segredo ,Segredos de infância ,Sentimentos d’alma ,Soberano ,Suculento (c/ letra de Netuno),Sustenta a nota ,Sutil ,Talismã ,Tenebroso ,Thierry ,Time is money ,Topázio líquido ,Travesso ,Tudo sobe ,Tupinambá ,Turbilhão de beijos ,Turuna ,Vem cá, branquinha ,Vésper ,Vitória (c/ José Moniz de Aragão),Vitorioso ,Você bem sabe ,Xangô ,Zica

Textos de Dicionário Cravo Albin da MPB

Preferidos dos Sousa #8 : Rita Lee

Depois de algum tempo fora do ar,retorna a coluna os Preferidos dos Sousa, agora mais caprichada,  a partir de onde tinha parado – na vez da nossa Grande Tia do Rock’n Roll Brasileiro – a inimitável Rita Lee !

Rita Lee Jones
31/12/1947 São Paulo, SP

Cantora. Compositora. Instrumentista.

Filha de imigrantes italianos e norte-americanos, desde nova demonstrou interesse pela música. Sua mãe era pianista e sua irmã mais velha ouvia discos de artistas como João Gilberto, Paul Anka, Dolores Duran, Connie Francis e Tito Madi. Foi aluna da pianista erudita Madalena Tagliaferro. Apenas na adolescência viria a ouvir rock, através dos discos de Elvis Presley.Com 16 anos, formou a sua primeira banda, ao lado de três garotas, “The Teenager Singers”. Tony Campelo as ouviu e passaram, então, a fazer o coro para os Jet Blacks, Demétrius e Prini Lorez. Posteriormente, se juntariam ao “Wooden Faces”, dos irmãos Arnaldo Baptista Dias e Sérgio Baptista Dias, surgindo, daí, “O Seis”, que chegou a gravar um compacto duplo, ainda na década de 1960 e seria o embrião dos Mutantes.

Apareceu inicialmente em 1967 no “III Festival de Música Popular Brasileira”, da TV Record. Na época, integrava o grupo de rock Mutantes, indicado por Ronny Von para acompanhar Gilberto Gil na música “Domingo no parque”, com arranjo de Rogério Duprat e classificada em segundo lugar no mesmo festival.Casou-se com Arnaldo Baptista, um dos integrantes do grupo. Em 1972 lançou o LP “Hoje é o primeiro dia do resto da sua vida”, o último com a participação dos Mutantes, grupo no qual atuou como principal vocalista. Neste mesmo ano desfez o casamento com Arnaldo Baptista, deixou a banda e seguiu carreira solo.

Em 1973, uniu-se a Lúcia Turnbull e formou As Cilibrinas do Éden, grupo que resultaria no Tutti Frutti, banda que a acompanhou no LP “Atrás do porto tem uma cidade”, lançado pela Philips, no ano seguinte. Por discordar da forma como a gravadora lidava com a promoção do disco, assinou com a Som Livre. Lançou, então, “Fruto proibido”, em 1975, vendendo 200 mil cópias, um recorde de vendas, em termos de rock na década de 70, destacando-se deste LP a faixa “Esse tal de roque enrow”, em parceria com o futuro escritor Paulo Coelho. No ano seguinte, lançou “Entradas e bandeiras”,  mas no  ano de 1977, o grupo Tutti Frutti foi dissolvido.

A partir de 1979, formou dupla com o marido Roberto de Carvalho. Essa fase resultou nos seus maiores sucessos, tais como o disco “Mania de você”, do mesmo ano, e o LP “Lança-perfume”, em 1980, que vendeu 800 mil cópias no Brasil e no exterior, tendo permanecido nas paradas de sucesso em Paris durante várias semanas. Na mesma linha pop-romântico, continuou fazendo sucesso nos dois anos seguintes, com músicas como “Saúde” e “Flagra”.

No ano de 1985, faria, de acordo com seu próprio depoimento, um dos seus piores shows, na primeira edição do Rock-in-Rio. A partir de 1986, viria a apresentar o programa “Rádio Amador”, pela Rádio 89 FM de São Paulo. Em 1987, assinou contrato com a EMI para os três discos seguintes. Lançado no mesmo ano, o LP “Flerte fatal” foi mal recebido pela crítica, o que a levou a se afastar da imprensa por algum tempo. Retornou aos palcos somente em 1991, com o show “Rita Lee em bossa ‘n’ roll” que circulou pelo Brasil e Europa ao longo de dois anos. Acompanhada apenas pelo violonista Alexandre Fontanetti, incluiu no repertório antigos sucessos e “covers”, em um formato acústico e intimista. Devido ao sucesso da turnê, lançou, pela Som Livre, o LP ao vivo “Rita Lee em bossa ‘n’ roll ao vivo”, um êxito que vendeu 350 mil cópias.

A pedido de Mick Jagger, abriu, com o Barão Vermelho e a banda americana Spin Doctors, a primeira turnê dos Rolling Stones no Brasil, no verão de 1995. No mesmo ano iniciou a turnê “A marca da Zorra” e recebeu uma homenagem na primeira cerimônia de entrega dos prêmios da MTV brasileira. Em 1996 foi premiada por ser a primeira mulher e artista do cenário pop-rock a ganhar o “Prêmio Shell de Música Popular Brasileira.”.Em 1998 foi homenageada no “Prêmio Sharp de Música”. Neste ano, retornou ao formato acústico, com o show e CD “Acústico”, elogiados pela crítica e sucesso de público. Em 2001, lançou, pela Abril Music, o disco “Aqui, ali, em qualquer lugar”, para o qual fez versões em português de algumas composições dos Beatles. O show de lançamento do CD foi no Canecão, no Rio de Janeiro. Logo depois, seguiu, em turnê, por cidades brasileiras.

Em 2005 sua composição “Amor e sexo” (c/ Arnaldo Jabor), música de trabalho da cantora, alcançou o nono lugar, segundo o ECAD (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição de Direito Autoral), como uma das músicas mais executadas nos primeiros meses do ano. (Textos do Dicionário Cravo Albin de MPB)

Por tudo isto, a nossa eterna Rita Lee é sem dúvida uma das Preferidas dos Sousa

 

DISCOGRAFIA:

(1968) Tropicália ou panis et circencis • Philips • LP (1968) Os Mutantes • Polydor • LP (1969) Mutantes • Polydor • LP (1970) Build up • Polydor • LP (1970) A divina comédia ou ando meio desligado • Polydor • LP (1971) Jardim elétrico • Polydor • LP (1972) Hoje é o primeiro dia do resto da sua vida • Polydor • LP (1972) Mutantes e seus cometas no país dos bauretz • Polydor • LP (1974) Atrás do porto tem uma cidade • Philips • LP (1974) Tudo foi feito pelo sol • Som Livre • LP (1975) Rita Lee e Tutti Frutti – Fruto Proibido • Som Livre • LP (1976) O melhor de Rita Lee • PolyGram • LP (1976) Ao vivo • Som Livre • LP (1976) Rita Lee e Tutti Frutti – Entradas e Bandeira • Som Livre • LP (1976) Cavaleiros negros/Tudo bem/Balada do amigo • Som Livre • Compacto Duplo (1981) Rita Lee e Roberto – Saúde • Som Livre • LP (1981) Rita Lee • Som Livre • LP (1982) Rita Lee e Roberto de Carvalho • Som Livre • LP (1983) Rita Lee e Roberto. Bom Bom • Som Livre • LP (1984) Rita e Roberto. Rita hits • Som Livre • LP (1985) Rita e Roberto • Som Livre • LP (1987) Rita Lee e Roberto. Flerte fatal • EMI • LP (1988) Rita Lee e Roberto de Carvalho. Zona Zen • EMI • LP (1991) Rita Lee em bossa’n roll – ao vivo • Som Livre • LP (1992) O A e o Z • Philips • CD (1993) Rita Lee • Som Livre • CD (2000) Thechnicolor • Universal • CD (2001) Aqui, ali, em qualquer lugar • Abril Music • CD (2002) Novelas • Som Livre • CD (2003) Balacobaco • Som Livre • CD (2004) MTV ao vivo • Som Livre (2005) Hits Vol.1 . Som Livre(2009) Rita Lee Multishow ao Vivo . Som Livre

VIDEOS:

 

Fim de Tarde: David Laibman

Por falar em James Scott , nada melhor, para o nosso Fim de Tarde desta sexta do que uma composição de Scott: “Ragtime Oriole”, tocada na guitarra por David Laibman.

David Laibman é professor de Economia no Brooklyn College and the Graduate Center, City University of New York e também editor da revista  Science & Society, um jornal Marxista com mais de 70 anos de publicação  e membro do partido comunista dos EUA. Laibman é autor de três livros : Value, Technical Change and Crisis: Explorations in Marxist Economic Theory (1992), Capitalist Macrodynamics: A Systematic Introduction (1997), and Deep History: A Study in Social Evolution and Human Potential (2007).[1]

Mas ele também é  um guitarrista talentoso, no estilo fingerstyle guitarist, especialmente bom para interpretar o  ragtime. Com  Eric Schoenberg, Laibman gravou  The New Ragtime Guitar para a  Folkways Records em 1970, depois lançou um álbum solo em 1980: Classical Ragtime Guitar, pela Rounder Records e recentemenete o  DVD, Guitar Artistry of David Laibman , pela Stefan Grossman Guitar Workshop, em 2007.

Bom Fim de Tarde !

Linha do Tempo: James Scott

 

James Sylvester Scott ( * Neosho,MI , USA February 12, 1885 –  + Kansas, August 30, 1938)

 

Mais um dos compositores americanos do ínicio do século passado que era de origem afroamericana. É tido como um dos três mais importantes compositores de ragtime, junto com Scott Joplin e Joseph Lamb. Ele é primo da cantora de blues Ada Brown.

Ele nasceu em  Neosho, Missouri, filho de ex-escravos :  James Scott Sr. e  Molly Thomas Scott. Em 1901 sua família se mudou para Carthage, também no Missouri, onde ele passou a frequentar a  Lincoln High School. Em 1902 ele começou a trabalhar na loja de música do Sr. Charles L. Dumars, inicialmente no trabalho doméstico, mas logo demonstrando músicas no piano, inclusive peças de sua autoria. A grande procura por suas músicas convenceu Dumars a imprimir a primeira das composições de Scott publicada: “A Summer Breeze”,em 1903.

Em 1906 ele se mudou para  St. Louis, Missouri,  onde Scott Joplin o apresentou ao editor John Stillwell Stark. O primeiro rag  de Scott que  publicou , “Frog Legs Rag”, se tornou um hit   e fez com que as suas músicas passassem a ser constantemente publicadas. Em 1914 Scott se mudou para  Kansas City, Missouri, onde s e casou com  Nora Johnson, professora de música e pianista de cinema mudo.

A chegada do cinema sonoro prejudicou os ganhos da família, e logo depois sua esposa faleceu, sem que tivessem um filho e a sua saúde passou a deteriorar. Ele não publicou mais nenhuma música após a aposentadoria de Stark em 1922 e veio a falecer em Kansas City, onde se encontra enterrado no  Westlawn Cemetery.

Suas composições mais conhecidas são: e “Climax Rag”, “Frog Legs Rag”, “Grace and Beauty”, “Ophelia Rag” e “The Ragtime Oriole”. (texto traduzido da Wikipedia)

Novidade: O novo single do Radiohead

Para quem gosta do Radiohead, eu incluido, uma novidade – foi postado no site oficial da banda o primeiro clipe tirado de seu novo álbum, “The King Of Limbs”. O vídeo traz a primeira faixa de divulgação do álbum, “Lotus Flower”. Assista:

“The King of Limbs”, oitavo álbum de estúdio da banda, estará disponível para download pago em formato digital a partir deste sábado (19). Ele já está em pré-venda no site ofocial da banda.

O disco poderá ser baixado em dois formatos diferentes. Em MP3, ele irá custar US$ 9 (cerca de R$ 15) enquanto a versão em WAV, com qualidade melhor, está à venda por US$ 14 (R$ 23).

O trabalho chegará às lojas em formato físico apenas em maio.

Linha do Tempo: Chiquinha Gonzaga

Francisca Edwiges Neves Gonzaga (Rio de Janeiro, 17 de outubro de 1847 — 28 de fevereiro de 1935)

mais conhecida como Chiquinha Gonzaga foi uma compositora, pianista e regente brasileira.

Foi a primeira chorona, primeira pianista de choro, autora da primeira marcha carnavalesca (Ô Abre Alas, 1899) e também a primeira mulher a reger uma orquestra no Brasil.nicia, aos 11 anos, sua carreira de compositora com uma música natalina, Canção dos Pastores. Aos 16 anos, por imposição da família do pai, casou-se com Jacinto Ribeiro do Amaral, mas não  suportando a  as ordens para que não se envolvesse com a música, além das humilhações que sofria e o descaso dele com seu sonho, Chiquinha, após anos de casada, separou-se, o que foi um escândalo na época.

Anos depois, em 1867, reencontrou seu grande amor do passado, um namorado de juventude, o engenheiro João Batista de Carvalho, viveu muitos anos com ele, mas Chiquinha não aceitava suas traições. e também separa-se dele.

Ela, então, passa a viver como musicista independente, tocando piano em lojas de instrumentos musicais. Deu aulas de piano para sustentar o filho João Gualberto e mantê-lo junto de si, sofrendo preconceito por criar seu filho sozinha.Aos 52 anos, após muitas décadas sozinha, mas vivendo feliz com os filhos e a música, conheceu João Batista Fernandes Lage, um jovem cheio de vida e talentoso aprendiz de musicista, por quem se apaixonou. Ele também se apaixonou perdidamente por essa mulher madura que tinha muito a ensinar-lhe sobre música e sobre a vida. A diferença de idade era muito grande e causaria mais preconceito e sofrimento na vida de Chiquinha, caso alguém soubesse do namoro. Ela tinha 52 anos e João Batista, apenas 16.

O sucesso começou em 1877, com a polca ‘Atraente’. A partir da repercussão de sua primeira composição impressa, resolveu lançar-se no teatro de variedades e revista. Estreou compondo a trilha da opereta de costumes “A Corte na Roça”, de 1885. Chiquinha viaja pela Europa entre 1902 e 1910, tornando-se especialmente conhecida em Portugal, onde escreve músicas para diversos autores. Logo após o seu retorno do continente europeu, sua amiga Nair de Tefé casa-se com o então presidente da República Hermes da Fonseca, tornando-se primeira-dama do Brasil. Chiquinha é convidada pela amiga para alguns saraus no Palácio do Catete, a então morada presidencial, mesmo sob a contrariedade notavelmente imposta pela família de Nair.

Em 1911, estreia seu maior sucesso no teatro: a opereta Forrobodó, que chegou a 1500 apresentações seguidas após a estreia – até hoje o maior desempenho de uma peça deste gênero no Brasil. Em 1934, aos 87 anos, escreveu sua última composição, a partitura da peça “Maria”. Foi criadora da célebre partitura da opereta “A Jurity”, de Viriato Correia.

Chiquinha participou ativamente da campanha abolicionista, por conta da revolta que sentia por seus ancestrais maternos terem sido escravos e sofrido muito, e da proclamação da república do Brasil. Também foi a fundadora da Sociedade Brasileira de Autores Teatrais. Ao todo, compôs músicas para 77 peças teatrais, tendo sido autora de cerca de duas mil composições em gêneros variados: valsas, polcas, tangos, lundus, maxixes, fados, quadrilhas, mazurcas, choros e serenatas (Wikipedia)

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